Festival Tan Tan Tann regressa sexta-feira e sábado a Esmoriz
De acordo com a agência Lusa, o Tan Tan Tann - Festival de Artes Performativas Contemporâneas regressa na sexta-feira e sábado, dias 12 e 13, à Tanoaria Josafer, em Esmoriz, concelho de Ovar, com teatro de objetos e música para diferentes gostos.
Redação
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A harpista espanhola Angélica Salvi, radicada em Portugal, é, segundo a organização, o nome “mais sonante” do programa previsto para as duas noites do festival.
“A improvisação, que é um dos apanágios de Angélica, bem como a música contemporânea e eletroacústica, que constituem o seu diapasão", vão instalar-se na Tanoaria Josafer e criar "uma atmosfera encantatória” a partir das 21:30, de sábado, refere em comunicado a companhia Imaginar do Gigante, responsável pela organização.
Para sexta-feira, este “festival de surpresas”, como passou a ser conhecido, devido ao caráter inusitado das suas propostas, reserva uma incursão por “Memorabília”, obra criada pela companhia Alma D’Arame, de Montemor-o-Novo.
Ainda na sexta-feira, logo a seguir à apresentação da companhia alentejana, pelas 23:00, a voz e a eletrónica vão fazer-se sentir numa das mais antigas tanoarias de Portugal, através da presença de Puçanga – ‘alter ego’ da artista lisboeta Vera Marques.
No sábado, cerca das 23:00, atua o espanhol Javier Aranda, com uma criação artística que vive no universo da manipulação de objetos.
O ator e marionetista é “um artista versátil” que já trabalhou com as companhias Teatro del Temple, Teatro Arbolé, Teatro Gayarre e Centro Dramático de Aragón.
Transversal aos dois dias de Tan Tan Tann será a atuação de Rui Gomes, pianista que vive em Paris, onde dá aulas e toca em vários espaços da capital francesa.
Ao estilo de um ‘saloon’, o instrumentista vai tocar e cantar músicas para acompanhar os copos, as conversas e um dos momentos-chave com que as noites do festival acabam: a Macaca Ramboia – denominação evocativa resgatada ao final da jornada diária dos tanoeiros, em que estes assavam carne e bebiam vinho, num momento de convívio.
A organização explica que o nome do festival Tan Tan Tann nasceu “do batimento ritmado dos martelos sobre a madeira e os aros de ferro, do gesto antigo da tanoaria, do pulsar de um ofício que faz parte da história e da alma de Esmoriz”.
“É dessa onomatopeia, profundamente enraizada num território e num saber-fazer, que nasce o nome e o espírito deste festival”, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Ovar e da DGARTES – Direção Geral das Artes.
O acesso é gratuito, mediante reserva.
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