Autárquicas 2025: Luís Souto de Miranda promete “inovação”, mas sem rutura com o passado
Após ter sido anunciado, este domingo, 2 de fevereiro, como candidato do PSD à Câmara Municipal de Aveiro (CMA), Luís Souto de Miranda, atual presidente da Assembleia Municipal realçou, em entrevista à Ria, que na sua candidatura não procurará romper com o projeto de José Ribau Esteves, atual presidente da autarquia aveirense, mas que o fará com “elementos de inovação”.
Isabel Cunha Marques
JornalistaSimão Santana, presidente da concelhia do PSD Aveiro confirmou, esta segunda-feira, 3 de fevereiro à Lusa que Luís Souto de Miranda seria o candidato do PSD à CMA, dando nota que “foi uma decisão da direção nacional do PSD”.
Em entrevista à Ria, Luís Souto de Miranda falou já como candidato do PSD à CMA recordando que tinha tornada pública “há bastante tempo” a sua disponibilidade, referindo-se a uma entrevista a uma rádio local. “Portanto, toda a gente sabia e as pessoas que vão acompanhando sabiam que havia esta possibilidade”, afirmou.
Questionado sobre o facto de disputar a presidência da Câmara de Aveiro com o irmão Alberto Souto de Miranda, que liderou a autarquia aveirense, entre 1998 e 2005, e que também já anunciou a sua candidatura pelo PS, o atual presidente da Assembleia Municipal referiu que “calhou”. “Como eu tenho dito, nós temos posições políticas muito distintas e na nossa família sempre crescemos num ambiente em que a política esteve sempre presente. Sempre nos habituamos a ter debates políticos e que terminaram sempre bem. Espero e acredito que este também acabará bem”, realçou.
Luís Souto avançou ainda à Ria que não conversou com o seu irmão a anunciar que iria ser candidato, mas que Alberto Souto “já sabia há muito desta possibilidade”. “Claro que fomos conversando, ao longo dos anos, sobre vários temas e a possibilidade de eu vir a ser candidato era um tema que também nós abordávamos. Não houve propriamente um pedido de licença para ser candidato, porque isso não fazia sentido (…) Estou certo de que ele não ficou surpreendido com a notícia”, exprimiu.
Relativamente às críticas da concelhia do PSD Aveiro de que Alberto Souto de Miranda tem vindo a ser alvo, o presidente da Assembleia Municipal relembrou que a “política se combate no terreno político”. “Combatendo as ideias, os projetos, o posicionamento político e, portanto, é nesse enquadramento que eu me incluo e me situarei sempre”, reforçou.
A Ria tentou ainda contactar Alberto Souto de Miranda sobre a candidatura do seu irmão, mas este referiu que não iria fazer qualquer comentário [sobre o nome de Luís Souto] à comunicação social.
Interpelado ainda se a sua candidatura representa um romper do ciclo de José Ribau Esteves, presidente da CMA, Luís Souto de Miranda disse que da sua parte “não há vontade de romper com o ciclo”. “É evidente que há aqui uma mudança de ciclo, pelo simples facto do presidente Ribau não poder ser candidato (…) Mas não há uma vontade de rutura com o projeto. Aliás, eu tenho estado com este projeto vai fazer oito anos”, reforçou. “É evidente que é uma nova fase, mas o meu propósito é a valorização de todo o trabalho que tem vindo a ser feito, mas com elementos de inovação que a seu tempo eu indicarei”, continuou.
Tal como a Ria já avançou, este domingo, a decisão pelo nome do atual presidente da Assembleia Municipal apanhou muitos de surpresa e a decisão está a provocar grande instabilidade no seio do PSD-Aveiro. Para Luís Souto esta realidade “é normal”. “No enquadramento, mudança de ciclo em que várias seriam as possibilidades… As pessoas foram-se posicionando de acordo com a sua opinião e é perfeitamente legítimo. Agora estamos naquela fase em que a notícia está quente… Para algumas pessoas poderá ter sido uma surpresa e algumas ficaram muito satisfeitas (…) Haverá certamente uma ou outra menos satisfeita, mas eu estou convencido da unidade do partido. Isso é o que me dá também muita força e estou convencido disso”, sustentou.
Recorde-se que Simão Santana, presidente da concelhia do PSD-Aveiro que tinha garantido à Ria que a decisão do candidato do PSD à CMA seria devidamente articulada entre a estrutura local, a distrital e a nacional, marcou uma reunião com carácter de urgência para esta segunda-feira, 3 de fevereiro, às 21h30, na sede local do PSD-Aveiro.
Sobre o resultado desta reunião, Luís Souto de Miranda referiu preferir “aguardar”. “Eu tenho aguardado sempre serenamente todo este processo (…) Nunca pressionei ninguém no sentido de ser a escolha do meu nome e assim vou continuar. Sei que a minha indicação tem uma força muito grande, porque tem o apoio do presidente do partido e primeiro-ministro [Luís Montenegro]. Eu acho que isso, neste momento, já diz muito. Acredito que todo o partido, em Aveiro, me apoiará. Nem posso imaginar de outra forma ou as pessoas do partido a apoiar o Partido Socialista… Não consigo imaginar esse cenário”, frisou.
Questionado também pela Ria quando recebeu o convite, por parte da nacional do PSD, o presidente da Assembleia Municipal optou por não divulgar destacando que “isso são mecanismos internos”. “Com certeza que isto é um processo que foi sendo amadurecido. Não nasceu da noite para o dia (…) É todo um processo em que o partido fez a sua reflexão a vários níveis, estudou várias opções variáveis e foi entendido que o meu nome reunia as melhores possibilidades. Estamos aqui para ganhar e é esse o objetivo”, reiterou.
Sobre se o seu nome foi a primeira opção do PSD, a nível nacional, Luís Souto disse que “isso tem de perguntar a quem decidiu” reafirmando que está feliz com a escolha do partido pelo seu nome. “Eu estou muito confiante em que nós vamos ganhar estas eleições. Temos todos os argumentos para ganhar e espero estar à altura do desafio”, salientou. Neste seguimento, o presidente da Assembleia Municipal adiantou que “ainda não é o tempo” para anunciar aquela que será a sua equipa. “Nós vamos agora fazer o levantamento das possibilidades e a seu tempo serão indicadas as pessoas que vão de facto acompanhar essa equipa (…) ganhadora e competente. São estes os critérios”, assegurou. “(…) Ainda agora houve o lançamento do nome… Isto tem as suas fases e a seu tempo será comunicado”, finalizou.
A Ria tentou também contactar Simão Santana ao que este referiu que este “é um assunto que está com a direção nacional do partido” e que não tinha “nenhuma declaração a prestar”.
Recomendações
“El Amor El Amor” marca o regresso do José Pinhal Post-Mortem Experience a Aveiro
Foi na Universidade de Aveiro que João Sarnadas, um dos elementos do grupo José Pinhal Post-Mortem Experience, esteve à conversa com a Rádio Universitária de Aveiro (Ria), na manhã desta quinta-feira, 12 de fevereiro. Para a ocasião, o músico confidenciou até que se vestiu a rigor: um polo cinzento e uma camisa ‘cor de vinho’, a mesma com que se costuma apresentar em palco. Natural de Aveiro e a dois dias de pisar o Teatro Aveirense, João Sarmento começou por admitir que atuar na própria terra é “ótimo”, até porque não teve “assim tantas oportunidades para o fazer” depois de ter estado algum tempo fora, no Porto, a estudar. “Ainda estou a recuperar esse sentimento de pertença”, confessou. Curiosamente, foi também no Porto que o grupo teve origem, através da editora criada por alguns dos elementos da banda, a "Favela Discos". “Tínhamos uma residência em que realizávamos muitos projetos de bandas que partiam de uma ideia e aconteciam uma vez. (…) O José Pinhal surgiu neste contexto. Era o aniversário de um amigo nosso, também cá de Aveiro, que é o João Paulo Granada, (…) e o meu porque nós fazemos aniversário mais ou menos na mesma altura, dois dias seguidos. (…) Na altura, andávamos vidrados com a música do José Pinhal. (…) Era uma personagem bastante misteriosa e com uma maneira de cantar muito caraterística… (…) Também tínhamos algum interesse em explorar a música romântica, do baile (…) e surgiu essa ideia… Na verdade, era para ser uma coisa só de noite”, admitiu entre risos. A verdade é que não foi só uma atuação de uma noite e nas contas de cabeça do João Sarnadas, o grupo vai já a caminho dos “100 concertos”. No caso de Aveiro, embora sem certezas, recordou que esta será a segunda vez que a banda atua cá, depois do concerto, em 2017, no Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA). “Este concerto vai ser muito diferente em termos de sala, de público, do repertório que tocamos e da maneira como tocamos… Nessa altura, ainda não tínhamos o nosso baterista que temos agora, ou seja, é a primeira vez que nos vamos apresentar assim com uma banda formada”, exprimiu. Sobre a atuação marcada para o Dia dos Namorados, João Sarnadas revelou que houve uma preocupação especial na escolha do alinhamento. “ ‘Nós fomos tipo temos de escolher as músicas românticas’, depois começámos a ver e quase todas as músicas têm a ver com o amor. O José Pinhal também era uma pessoa, segundo o que nos contam, muito carinhoso e que tinha uma relação próxima com a mulher dele, que o acompanhava em todos os concertos que conseguia ir”, contou. “[A mulher] era assim uma fã número um, digamos”, comparou. Questionado sobre a música que não poderá faltar a 14 de fevereiro, João Sarnadas apontou a ‘El Amor El Amor’, ainda que, curiosamente, seja uma das menos tocadas pela banda. “Acho que é a balada mais romântica do José Pinhal que se calhar nós nem temos assim tantas oportunidades para tocar porque é uma balada e tudo mais. Não é assim uma música que dê para tirar da cartola num festival”, admitiu. A caminho dos dez anos do José Pinhal Post-Mortem Experience, o “projeto que levou José Pinhal e a música de baile ao país inteiro e que pôs todas as gerações a dançar”, conforme refere uma nota de imprensa enviada às redações, tem a sua despedida prevista dos palcos para este ano. “Para além de ser uma data redonda para nós também sentimos que se aproxima um ciclo a concluir-se com esta banda. Depois também há todas as outras questões em que temos outros projetos e outras coisas e também temos o lado pragmático da coisa… Se nós nos queremos profissionalizar com este projeto é uma coisa que exige muito de toda a gente e se calhar nem toda a gente tem o mesmo nível de disponibilidade para o projeto”, expôs o músico. “Nós preferimos sair numa altura em que nós consideramos sair em grande”, exprimiu com um sorriso. Segundo João Sarmento, as derradeiras noites estão ainda marcadas para os Coliseus: no Porto, a 9 de outubro, e em Lisboa, a 7 de novembro. “São concertos especiais até pela carreira do José Pinhal… Ele já teve a oportunidade de tocar no Coliseu do Porto, mas nunca teve a oportunidade de tocar no Coliseu dos Recreios. É uma coisa até que ele menciona numa entrevista que era uma vontade de tocar, em Lisboa, e pareceu-nos ser uma altura correta”, afirmou. À exceção dos outros anos, João disse ainda que, este ano, não haverá apenas uma digressão de verão, mas sim concertos espalhados ao longo de todo o ano. “Se tudo correr bem, vamos tocar no Carnaval de Estarreja, em Vila Nova de Paia, em março, e vamos ter concertos ao longo de todo o ano e não só no verão”, revelou. Quanto a um eventual regresso no futuro, João Sarnadas deixa a porta entreaberta: “Quem sabe, quem sabe… É daquelas coisas que se calhar depois as pessoas ficam com saudades, e tudo mais, e há uma vontade de regressar e tudo mais, mas eu diria que, pronto, assim, pelo menos uma pausa larga vai ser…”. Entretanto, ainda que a incerteza paire no ar quanto ao futuro do projeto, uma coisa é já certa: o grupo ainda tem bilhetes disponíveis para o concerto no Teatro Aveirense que acontece já este sábado. Os bilhetes podem ser adquiridos aqui e têm o custo de 12.50 euros.
Mau tempo: Câmara Municipal de Aveiro cancela Carnaval da Ria
Tendo em consideração o estado de calamidade em vigor em Portugal continental até ao próximo dia 15 de fevereiro, a Câmara Municipal de Aveiro entendeu não estarem reunidas as condições de segurança para a preparação e realização do evento “Carnaval da Ria”e, por isso, optou por cancelar o evento. Segundo a nota de imprensa da autarquia, a decisão foi tomada em consonância com informação da direção artística e técnica do “Carnaval da Ria 2026”. A Câmara acrescenta ainda que, “consciente das expectativas criadas e valorizando fortemente o envolvimento da comunidade neste projeto”, irá promover, em data a anunciar brevemente, uma performance nos canais da Ria – desde o Cais da Fonte Nova até ao Rossio. O “Carnaval da Ria” contava já com mais de 300 participantes diretamente envolvidos, entre associações, músicos, artistas, equipas técnicas e membros da comunidade.
Natação: Galitos/Bresimar sagra-se 13 títulos de campeão interdistrital em campeonato de infantis
O evento, organizado pela Associação de Natação Centro Norte de Portugal (ANCNP), acolheu nas Piscinas Municipais da Mealhada um total de 251 clubes de 35 clubes da Associação de Natação do Distrito de Leiria, Associação de Natação de Coimbra e da Associação de Natação do Centro Norte de Portugal. Da parte do Galitos/Bresimar, foram 15 os atletas que saíram da Mealhada com o título de campeão interdistrital. Tomás Ferreira, Infantil A, chegou ao ouro nos 50, 200 e 1500 metros livres, bem como nos 100 e 200 metros mariposa. A Infantil B Maria Duarte sagrou-se campeã aos 200, 400 e 800 metros livres, nos 100 metros costas e nos 200 metros estilos. O Galitos/Bresimar conseguiu ainda o primeiro lugar na estafeta 4x100 metros livres de Infantis A, na estafeta de 4x100 metros estilos de Infantis B e 4x100 metros estilos de Infantis A. Destes 15 atletas, 13 conseguiram mínimos para participação nos próximos Campeonatos Zonais de Infantis. No total, foram batidos 98 novos recordes pessoais.
Câmara de Aveiro lança Workshops no âmbito do projeto europeu Future STEAM Cities
A Câmara Municipal de Aveiro está a coordenar o projeto europeu “Future STEAM Cities”, que se encontra em execução e decorre até agosto de 2026, financiado no âmbito do programa URBACT IV. É neste enquadramento que surgem estas duas atividades piloto. A primeira atividade será um workshop de stop motion para famílias, a realizar na Casa da Cidadania, nos dias 28 de fevereiro e 7 de março, entre as 14h30 e as 17h00. Cada família será desafiada a criar um pequeno vídeo através da técnica de stop motion, representando um passeio em família pela cidade de Aveiro, passando por monumentos, espaços públicos ou locais icónicos, integrando elementos tradicionais como personagens locais, festas, gastronomia ou símbolos identitários. A atividade destina-se a famílias com crianças a partir dos 7 anos, estando as inscrições limitadas a seis famílias. A segunda atividade consiste numa formação de iniciação à programação destinada a pessoas com mais de 40 anos, promovendo a aquisição de competências digitais fundamentais num contexto acessível e prático, contribuindo para uma maior inclusão digital.
Últimas
“El Amor El Amor” marca o regresso do José Pinhal Post-Mortem Experience a Aveiro
Foi na Universidade de Aveiro que João Sarnadas, um dos elementos do grupo José Pinhal Post-Mortem Experience, esteve à conversa com a Rádio Universitária de Aveiro (Ria), na manhã desta quinta-feira, 12 de fevereiro. Para a ocasião, o músico confidenciou até que se vestiu a rigor: um polo cinzento e uma camisa ‘cor de vinho’, a mesma com que se costuma apresentar em palco. Natural de Aveiro e a dois dias de pisar o Teatro Aveirense, João Sarmento começou por admitir que atuar na própria terra é “ótimo”, até porque não teve “assim tantas oportunidades para o fazer” depois de ter estado algum tempo fora, no Porto, a estudar. “Ainda estou a recuperar esse sentimento de pertença”, confessou. Curiosamente, foi também no Porto que o grupo teve origem, através da editora criada por alguns dos elementos da banda, a "Favela Discos". “Tínhamos uma residência em que realizávamos muitos projetos de bandas que partiam de uma ideia e aconteciam uma vez. (…) O José Pinhal surgiu neste contexto. Era o aniversário de um amigo nosso, também cá de Aveiro, que é o João Paulo Granada, (…) e o meu porque nós fazemos aniversário mais ou menos na mesma altura, dois dias seguidos. (…) Na altura, andávamos vidrados com a música do José Pinhal. (…) Era uma personagem bastante misteriosa e com uma maneira de cantar muito caraterística… (…) Também tínhamos algum interesse em explorar a música romântica, do baile (…) e surgiu essa ideia… Na verdade, era para ser uma coisa só de noite”, admitiu entre risos. A verdade é que não foi só uma atuação de uma noite e nas contas de cabeça do João Sarnadas, o grupo vai já a caminho dos “100 concertos”. No caso de Aveiro, embora sem certezas, recordou que esta será a segunda vez que a banda atua cá, depois do concerto, em 2017, no Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA). “Este concerto vai ser muito diferente em termos de sala, de público, do repertório que tocamos e da maneira como tocamos… Nessa altura, ainda não tínhamos o nosso baterista que temos agora, ou seja, é a primeira vez que nos vamos apresentar assim com uma banda formada”, exprimiu. Sobre a atuação marcada para o Dia dos Namorados, João Sarnadas revelou que houve uma preocupação especial na escolha do alinhamento. “ ‘Nós fomos tipo temos de escolher as músicas românticas’, depois começámos a ver e quase todas as músicas têm a ver com o amor. O José Pinhal também era uma pessoa, segundo o que nos contam, muito carinhoso e que tinha uma relação próxima com a mulher dele, que o acompanhava em todos os concertos que conseguia ir”, contou. “[A mulher] era assim uma fã número um, digamos”, comparou. Questionado sobre a música que não poderá faltar a 14 de fevereiro, João Sarnadas apontou a ‘El Amor El Amor’, ainda que, curiosamente, seja uma das menos tocadas pela banda. “Acho que é a balada mais romântica do José Pinhal que se calhar nós nem temos assim tantas oportunidades para tocar porque é uma balada e tudo mais. Não é assim uma música que dê para tirar da cartola num festival”, admitiu. A caminho dos dez anos do José Pinhal Post-Mortem Experience, o “projeto que levou José Pinhal e a música de baile ao país inteiro e que pôs todas as gerações a dançar”, conforme refere uma nota de imprensa enviada às redações, tem a sua despedida prevista dos palcos para este ano. “Para além de ser uma data redonda para nós também sentimos que se aproxima um ciclo a concluir-se com esta banda. Depois também há todas as outras questões em que temos outros projetos e outras coisas e também temos o lado pragmático da coisa… Se nós nos queremos profissionalizar com este projeto é uma coisa que exige muito de toda a gente e se calhar nem toda a gente tem o mesmo nível de disponibilidade para o projeto”, expôs o músico. “Nós preferimos sair numa altura em que nós consideramos sair em grande”, exprimiu com um sorriso. Segundo João Sarmento, as derradeiras noites estão ainda marcadas para os Coliseus: no Porto, a 9 de outubro, e em Lisboa, a 7 de novembro. “São concertos especiais até pela carreira do José Pinhal… Ele já teve a oportunidade de tocar no Coliseu do Porto, mas nunca teve a oportunidade de tocar no Coliseu dos Recreios. É uma coisa até que ele menciona numa entrevista que era uma vontade de tocar, em Lisboa, e pareceu-nos ser uma altura correta”, afirmou. À exceção dos outros anos, João disse ainda que, este ano, não haverá apenas uma digressão de verão, mas sim concertos espalhados ao longo de todo o ano. “Se tudo correr bem, vamos tocar no Carnaval de Estarreja, em Vila Nova de Paia, em março, e vamos ter concertos ao longo de todo o ano e não só no verão”, revelou. Quanto a um eventual regresso no futuro, João Sarnadas deixa a porta entreaberta: “Quem sabe, quem sabe… É daquelas coisas que se calhar depois as pessoas ficam com saudades, e tudo mais, e há uma vontade de regressar e tudo mais, mas eu diria que, pronto, assim, pelo menos uma pausa larga vai ser…”. Entretanto, ainda que a incerteza paire no ar quanto ao futuro do projeto, uma coisa é já certa: o grupo ainda tem bilhetes disponíveis para o concerto no Teatro Aveirense que acontece já este sábado. Os bilhetes podem ser adquiridos aqui e têm o custo de 12.50 euros.
Mau tempo: Distrito de Aveiro com 58 estradas interditas ou condicionadas
De acordo com a última atualização feita hoje, às 08:00, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 58 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso. Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua Arquiteto Filomeno Rocha Carneiro (Borralha), da Rua Professor Dinis Pires (Travassô), da Estrada Municipal (EM) 230 (Eirol), da Praceta da Carapeteira (Assequins), da Rua do Passal (Espinhel), da Rua 5 de Outubro (Águeda), da Rua da Carapeteira (Águeda), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha). Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilometro 239, em Lamas do Vouga. A circulação automóvel também está interrompidana EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento. Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja), a EN 2-1 (São João de Loure), a Rua do Jogo (Vale Maior) e a Estrada da Cambeia (Angeja), a devido a inundação. Está ainda condicionada a M533 em Ribeira de Fráguas, devido ao abatimento do piso. Em Oliveira de Azeméis, indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação. Em Ovar, a GNR dá conta da interdição da Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento, e da Rua de Baixo (Maceda), da Rua Estrada Nova (Maceda), da Rua Rio (Cortegaça), da Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e da Rua Francisco Farinhas (Válega), devido a inundação. Em Estarreja, há várias ruas inundadas em Canelas (Rua da Estação, Rua General Artur Beirão e Estrada paralela à linha férrea - BIORIA), estando ainda interditas a Rua do Vale (Fermelã), a Rua do Feiro (Salreu), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã), Rua do Mato, (Salreu), a Rua de Santo Bárbara (Beduído) e a Rua dos Moinhos (Avanca). Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito a Rua Caminho das Remolhas (Bunheiro), a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira) e a Rua Patronato São José (Bunheiro). Em Aveiro, estão cortadas devido a inundação a EN230 (Eixo), a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia), a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém). Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal. Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Mau tempo: Câmara Municipal de Aveiro cancela Carnaval da Ria
Tendo em consideração o estado de calamidade em vigor em Portugal continental até ao próximo dia 15 de fevereiro, a Câmara Municipal de Aveiro entendeu não estarem reunidas as condições de segurança para a preparação e realização do evento “Carnaval da Ria”e, por isso, optou por cancelar o evento. Segundo a nota de imprensa da autarquia, a decisão foi tomada em consonância com informação da direção artística e técnica do “Carnaval da Ria 2026”. A Câmara acrescenta ainda que, “consciente das expectativas criadas e valorizando fortemente o envolvimento da comunidade neste projeto”, irá promover, em data a anunciar brevemente, uma performance nos canais da Ria – desde o Cais da Fonte Nova até ao Rossio. O “Carnaval da Ria” contava já com mais de 300 participantes diretamente envolvidos, entre associações, músicos, artistas, equipas técnicas e membros da comunidade.
Aveiro sob aviso amarelo de chuva com a passagem da depressão Oriana
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), entre o final da tarde de quinta-feira e a manhã de sexta-feira, Portugal continental será atravessado por "um sistema frontal associado a uma região depressionária centrada a norte da Península Ibérica", que "no seu deslocamento para Espanha (…) que dará origem à depressão Oriana". "Esta depressão não irá afetar Portugal continental diretamente uma vez que o seu desenvolvimento já se fará em território espanhol", sublinhou. No entanto, este sistema frontal resultará em Portugal continental em períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 quilómetros por hora, pode ler-se no comunicado. Devido a esta previsão, o IPMA colocou, durante este período, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga sob aviso amarelo de chuva. Estes distritos, juntamente com Bragança, Faro e Beja, vão estar também sob aviso amarelo de vento.