PSD de Aveiro considera livro de Alberto Souto “um trágico regresso ao passado”
PSD de Aveiro considera livro de Alberto Souto Miranda como “um trágico regresso ao passado”. Os sociais-democratas acusam ainda o antigo presidente socialista de Aveiro de utilizar o cargo no SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social) para promover uma “reabilitação política”.
Redação
A concelhia do PSD Aveiro fez chegar às redações um comunicado em que denuncia a “ação irresponsável, megalómana e inconsequente” de quem afirmam ter prejudicado “gravemente o Município, as Empresas, as Instituições e sobretudo os Aveirenses”, lê-se no documento. O comunicado é feito na sequência da apresentação do livro ‘Um futuro para Aveiro – 101 propostas’ de Alberto Souto Miranda, no passado dia 15.
Na nota, o PSD considera que a obra é “um trágico regresso ao passado”. “Irrealismo, imitação, falta de compromisso com entidades financiadores nacionais e europeias, megalomania e regresso à bancarrota, é o que de forma muito direta e objetiva está escrito e descrito no documento divulgado”, consideram os sociais-democratas. “Alberto Souto foi coerente com a sua governação e do Partido Socialista à frente da Câmara de Aveiro entre 1998 e 2005: se algum dia o PS e Alberto Souto voltassem a gerir os destinos do Município, então Aveiro estaria a poucos anos de uma nova situação de falência institucional e financeira”, observa ainda a nota.
A Comissão Política da Secção de Aveiro sublinha ainda que o antigo presidente socialista de Aveiro utiliza o cargo de presidente distrital da SEDES para “organizar eventos que se confundem, inevitavelmente, com ações político-partidárias, promovendo a sua reabilitação política de forma encapotada e que em nada dignifica a SEDES”. “Alberto Souto vai continuar a presidir à SEDES Distrital de Aveiro, ou vai, dignamente, afastar-se do cargo, assumindo as suas opções de forma clara e transparente para com os Cidadãos?”, questionam os sociais-democratas.
O PSD de Aveiro deixa ainda uma provocação a Álvaro Beleza, presidente do SEDES: “esclareça, de uma vez por todas, qual é a sua posição na presidência da instituição”, lê-se no comunicado. “Vai o Presidente Álvaro Beleza continuar a utilizar a sua condição de militante do Partido Socialista para promover os seus companheiros de partido em lutas políticas futuras, utilizando para isso a capa da SEDES (organização suprapartidária), ou vai demitir-se dessa função e assumir as suas opções políticas como militante socialista?”, terminam.
Recomendações
Tribunal de Aveiro declara ilegal norma que limitava construção no Plano de Pormenor de Cacia
A decisão, a que a Ria teve acesso, julga a ação parcialmente procedente e declara ilegal - com efeitos apenas para os autores do processo - o n.º 2 do artigo 11.º do regulamento do PPPZIC, que determinava que, na chamada “parcela 2” (onde se inserem as quatro moradias), apenas eram admitidas obras de conservação, alteração e reconstrução. Na prática, o plano mantinha as habitações, mas congelava o seu potencial construtivo. É esse “congelamento” que o Tribunal agora afasta. Para perceber o alcance da decisão, é preciso recuar a 2012, ano em que a Câmara Municipal de Aveiro iniciou o procedimento para elaborar o Plano de Pormenor de Parte da Zona Industrial de Cacia. O objetivo era reestruturar aquela área da freguesia e criar condições para reforçar a expansão industrial da Portucel instalada há décadas em Cacia. O plano foi aprovado em 2013 e enquadrava a expansão da zona industrial, reorganizando também os acessos e a estrutura viária. Os lotes habitacionais da Rua José Estêvão ficaram dentro da área de intervenção. À luz do plano aprovado em 2013, durante o último ano de mandato de Élio Maia na liderança da autarquia aveirense, aquela zona podia vir a integrar a expansão industrial, num contexto em que se discutia a reestruturação da área e a sua compatibilização com a unidade fabril existente. Em 2015 surge um novo elemento decisivo. O Grupo Portucel Soporcel apresenta um investimento estimado em 420 milhões de euros, com projeção de criação de cerca de 300 postos de trabalho. Perante a dimensão do projeto, a Câmara Municipal de Aveiro, já liderada pelo presidente José Ribau Esteves, avança com uma alteração ao Plano de Pormenor. A alteração é aprovada no final de 2015 e publicada em Diário da República no início de 2016. Essa revisão introduz mudanças relevantes nos parâmetros urbanísticos, aumentando a altura máxima das edificações industriais e o índice de ocupação do solo, ajustando o desenho urbano às exigências do novo layout fabril e reorganizando a estrutura viária. Mas há uma alteração que viria a estar no centro da polémica. A parcela onde se situam as moradias deixa de estar classificada como industrial e passa a ser reconhecida como habitacional. À primeira vista, tratava-se de uma salvaguarda para os moradores. Contudo, o regulamento passou a prever que naquela parcela apenas seriam admitidas obras de conservação, alteração e reconstrução. Ou seja, os proprietários não podiam ampliar significativamente as suas casas nem desenvolver nova edificabilidade. Foi essa limitação que levou quatro casais, proprietários dos lotes 2, 3, 5 e 6 da Rua José Estêvão, a avançar para tribunal. Na ação intentada contra o Município de Aveiro, os autores sustentavam que a alteração ao plano, apesar de manter as suas habitações, lhes retirava na prática o direito de construir, configurando uma restrição desproporcional ao direito de propriedade. Pediam a declaração de ilegalidade de várias normas do plano e uma indemnização superior a 200 mil euros. O processo arrastou-se durante vários anos. Agora, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro, numa sentença datada do dia 4 de fevereiro de 2026, dá-lhes razão de forma parcial. A decisão declara ilegal a norma que limitava a edificabilidade na parcela 2, mas apenas com efeitos circunscritos ao caso concreto, ou seja, apenas para os proprietários que recorreram aos tribunais. O Plano de Pormenor mantém-se em vigor na generalidade e não há, nesta fase, qualquer condenação do Município ao pagamento de indemnização. Na prática, a restrição absoluta à construção deixa de poder ser aplicada a estes lotes, abrindo a porta a que os proprietários possam exercer o seu direito de construir dentro dos limites legalmente admissíveis. Este caso de Cacia expõe uma tensão recorrente no planeamento urbano no concelho de Aveiro e que recorda o caso do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso: de um lado, um investimento industrial considerado estratégico para o Município; do outro, os direitos urbanísticos de pequenos proprietários. Em 2013, o plano apontava para a expansão industrial. Em 2016, manteve as casas, mas limitou fortemente a sua edificabilidade. Em 2026, o Tribunal entende que essa limitação não podia subsistir nos termos em que foi aprovada. A decisão agora conhecida não trava o investimento da Navigator nem altera o modelo industrial da zona. Mas introduz um sinal claro de que os instrumentos de gestão territorial não podem restringir direitos de forma desproporcional ou insuficientemente fundamentada.
VIC recebe hoje o lançamento do álbum Randomizer, de I ERROR
Os responsáveis explicam que “se, no projeto I ERROR, as ideias, fragmentos sonoros e experiências surgem como resultado da prática contínua com instrumentos e equipamentos electrónicos, Randomizer nasce de um lugar essencial na vida de qualquer músico: a prática quotidiana”. Este álbum tenta “refletir a abordagem singular” do artista, cuja formação em música clássica “evoluiu para uma linguagem pessoal que percorre contextos clássicos, conceptual, experimental e improvisado”. Também de acordo com a nota de imprensa, “o ambiente íntimo do Cinema Secreto da VIC irá propiciar uma aproximação singular ao processo artístico de Randomizer, oferecendo ao público a oportunidade de vivenciar não apenas o resultado final, mas também os vestígios de estudos, esboços e experiências que moldaram a obra”. O bilhete tem o custo de seis euros.
Teatro Aveirense: Mirror People dá início ao Ciclo Novas Quintas em 2026 com “concerto para curtir”
De alguma forma, é um regresso a casa para Rui Maia. Ou a uma das casas. Depois da Maia, onde cresceu, e de Lisboa, onde vive, o artista confessa que Aveiro é a sua “terceira cidade” e que, com o projeto Mirror People, ainda não tinha oportunidade de atuar no concelho. Na sala do Teatro Aveirense apenas tinha atuado uma vez, “já há uma data de anos”, com X-Wife, a “praticamente” a primeira banda que integrou. À espera de um concerto “divertido [...] para curtir”, recheado de caras conhecidas, Rui Maia conta que, ao vivo, o álbum que vem apresentar é muito diferente da versão de estúdio. “Sendo Mirror People um projeto de estúdio, há muitos sons que são impossíveis de reproduzir ao vivo. A partir de uma certa altura no percurso de Mirror People eu optei por fazer um concerto mais virado para o club, ou seja, virado mais para a música de dança [...] A sonoridade é mais despida. [...] Muitas vezes os temas têm bateria real, mas ao vivo eu optei pela caixa de ritmos, com consequências mais simples e não tão confusas e mais diretas. Em palco estou eu, nos sintetizadores e a eletrónica, e a Maria do Rosário, que canta alguns temas que ela escreveu”, explica. “Desert Island Broadcast”, disco lançado no último ano que fecha a trilogia de Mirror People, conta com oito temas e foi escrito ao longo dos últimos dois anos. Embora siga a sonoridade do projeto, Rui Maia revela que procurou “incluir mais elementos orgânicos e mais gravações de objetos caseiros”. O lado mais “tropical” vem do tema que dá nome ao álbum: uma ilha deserta imaginária de que se captam os sons e transformam em música. “Muito contente com o resultados final”, Rui Maia continua sem saber qual o futuro de Mirror People: “Não sei se vão acontecer mais discos ou se os discos vão ter outros títulos sugestivos. Para mim, pensar assim na trilogia, no fechar de um ciclo, parece-me bem”. O concerto acontece esta noite, pelas 22h00, na Sala Estúdio do Teatro Aveirense.
Requalificação da antiga Junta de Vera Cruz custa mais de 750 mil euros aos cofres da Câmara
A intervenção na antiga Junta de Freguesia da Vera Cruz - Escola do Adro vai abrangera totalidade do edifício e os espaços exteriores envolventes, incluindo acessos, passeios, escadas e rampas.No total, o investimento é de “763.911,42€+IVA”. A autarquia explica que empreitada surge da necessidade de corrigir um conjunto significativo de patologias construtivas que comprometem a salubridade, o conforto e a qualidade do ambiente interior.“O edifício apresenta fissuras nas paredes exteriores, alta humidade relativa provocada por infiltrações em paredes e tetos interiores, danos nas telas de impermeabilização de coberturas e terraços, humidade ascensional, degradação de carpintarias e revestimentos, bem como falta de ventilação natural em vários espaços, situação que tem originado a presença abundante de fungos”, justificam.
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Pedro Lages reconduzido como Provedor do Estudante da Universidade de Aveiro
Pedro Lages desempenha funções de Provedor do Estudante desde fevereiro de 2023, assumindo a responsabilidade de defender os direitos e interesses legítimos dos estudantes da Universidade de Aveiro, bem como de mediar eventuais conflitos entre estes e os órgãos ou serviços da Universidade. Licenciado em Biotecnologia pela Universidade de Aveiro, é também licenciado em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa e mestre em Economia e Gestão da Ciência, Tecnologia e Inovação pelo ISEG. No plano profissional, exerce atualmente funções como Consultor Sénior na área da Propriedade Industrial e Inovação na empresa ClarkeModet. O seu percurso inclui ainda experiência como Examinador de Patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e como consultor nas áreas da inovação e do desenvolvimento empresarial. Ao longo do seu trajeto académico e institucional, Pedro Lages manteve uma ligação próxima à Universidade de Aveiro, tendo sido membro do Conselho Geral, do Conselho de Ética e Deontologia e do Conselho de Ação Social, além de vice-presidente adjunto da Direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro
UA promove XPERiMENTA com 300 sessões dirigidas a estudantes do ensino secundário
Com áreas como biologia, química, geociências, ambiente, saúde ou engenharia civil, o XPERiMENTA foca-se em “atividades práticas, divertidas e interativas”. O objetivo, explicam os responsáveis, serve para “dar a conhecer o universo UA a que pondera prosseguir estudos na área das ciências e tecnologias”. “O programa inclui demonstrações, workshops, visitas guiadas a laboratórios, exposições e autênticos shows de ciência, proporcionando contacto direto com centenas de cientistas e investigadores e revelando como a ciência e a tecnologia ganham vida todos os dias no campus”, refere a nota.. O evento decorre nos vários departamentos e escolas da UA e disponibiliza 5000 vagas, distribuídas por dois dias repletos de atividade. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia, que pode ser feita através do site da Universidade.
Estudantes do ISCA-UA promovem conversa “Marketing de Saltos Altos” a pensar no Dia da Mulher
O evento organizado por estudantes do 3º ano da Licenciatura em Marketing e do 2º ano do CTESP de Gestão de Vendas e Marketing do ISCA-UAé gratuito e não tem necessidade de inscrição. De acordo com a nota da organização, Sílvia Marques e Ana Martelo, “de diferentes áreas do marketing”, vão partilhar a sua experiência e o seu percurso. A conversa vai ser conduzida de acordo com as perguntas preparadas pelos estudantes e devem também existir questões colocadas pelo público.
Ovar investe 7.400 euros em produtos de higiene para 1.842 alunas do concelho
Conforme revelou hoje à Lusa esta autarquia do distrito de Aveiro, a medida foi lançada na sequência de uma proposta das próprias estudantes, após um diagnóstico conduzido pelo projeto “Mensis – Literacia em Saúde e Higiene Menstrual”, que o Grupo de Psicólogos em Rede de Ovar desenvolveu com mais de 400 jovens das escolas locais. A mesma sugestão foi repetida no “Dia Aberto com o Presidente”, que em 2025 confirmou as necessidades das jovens estudantes locais relativamente ao acesso a produtos de higiene, à informação em saúde e à “desmistificação” de ideias erradas sobre a menstruação. Foi assim que a Câmara Municipal passou a incluir uma rubrica própria para o tema no seu plano de financiamento aos três agrupamentos de escolas do concelho – que, no total, envolverá a distribuição pelos respetivos estabelecimentos de ensino de mais de 228.000 euros em 2026, num aumento de quase 4% face ao ano anterior. Desse montante, cerca de 7.400 euros específicos para as alunas que frequentam desde o 5.º até ao 12.º ano de escolaridade serão aplicados na disponibilização de kits de higiene feminina e em dispensadores de produtos menstruais gratuitos. “Trata-se de um projeto inovador que vai muito além da simples disponibilização de produtos, promovendo a literacia em saúde, a dignidade menstrual, a igualdade e o bem-estar das jovens”, declarou o presidente da Câmara Municipal de Ovar, Domingos Silva. O autarca social-democrata valoriza especialmente o facto de o projeto resultar da “escuta ativa dos alunos e alunas” das escolas locais, mediante uma abordagem integrada que envolveu agentes do setor da educação, profissionais da saúde e os próprios jovens. “A partir desse levantamento, o projeto ganhou rapidamente dimensão comunitária”, realçou.