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Autárquicas: Conheça os candidatos do PS às juntas de freguesia de Aveiro

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista (PS) de Aveiro aprovou esta segunda-feira, 26 de maio, em reunião interna, os nomes dos cabeças de lista às dez juntas de freguesia do município para as eleições autárquicas de 2025. A decisão contou apenas com “uma abstenção” numa das propostas e, recentemente, o candidato de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz acabou por abdicar da sua candidatura. A Ria falou com os candidatos para conhecer os seus percursos e motivações.

Autárquicas: Conheça os candidatos do PS às juntas de freguesia de Aveiro
Isabel Cunha Marques

Isabel Cunha Marques

Jornalista
28 mai 2025, 20:02

Com exceção das Juntas de Freguesia de São Jacinto e de Eixo e Eirol, onde os candidatos anteriores se mantêm, o PS apostou em novos rostos nas restantes freguesias do concelho para as eleições autárquicas. “Tentámos escolher pessoas que tivessem boa relação com a comunidade, com participação cívica e associativa, que fossem reconhecidas, que não tivessem nada a apontar a nível pessoal e profissional e que estivessem disponíveis para abraçar um projeto de mudança para Aveiro”, explica Paula Urbano Antunes, presidente da concelhia do PS-Aveiro à Ria.

A manutenção de João Morgado, antigo presidente da Junta de Eixo e Eirol, e de José Eduardo Ferreira Leite, cabeça de lista em São Jacinto nas intercalares de 2022, é justificada pelo trabalho já desenvolvido. “Quer uma, quer outra junta de freguesia têm estes primeiros eleitos a trabalhar, neste momento, no terreno. O João Morgado já foi presidente da junta [de Eixo e Eirol], fez dois bons mandatos, tem sido uma voz ativa na oposição e mostrou total disponibilidade para voltar a candidatar-se”, afirma. “Quanto ao nome do José Eduardo Ferreira Leite candidatou-se à Junta de Freguesia de São Jacinto em circunstâncias muito difíceis, perdeu, tem feito o seu trabalho como primeiro eleito na oposição junto da população, na Assembleia da Freguesia, apresentando propostas, criticando aquilo que é para criticar. Apresenta sugestões sempre de uma forma muito construtiva e com conhecimentos sólidos que tem sobretudo na área do direito”, continua Paula Urbano Antunes.

A dirigente socialista sublinhou que o PS está determinado em reconquistar terreno nas freguesias e na Câmara Municipal. “É para ganharmos e porque acreditamos recuperar algumas juntas de freguesia e a Câmara Municipal. Isto é para ganhar”, vinca.

A apresentação oficial das candidaturas está marcada para o próximo domingo, 1 de junho, pelas 16h00, no edifício polivalente de Nossa Senhora de Fátima, freguesia escolhida pelo seu simbolismo territorial. “Queremos dar um sinal claro: nenhuma freguesia será esquecida. Esta, por ser a mais longínqua, representa bem a nossa visão de proximidade e equidade territorial”, afirmou Alberto Souto de Miranda, candidato do PS à Câmara Municipal de Aveiro, numa nota de imprensa enviada à Ria na passada terça-feira.

Estarão presentes os candidatos às juntas de freguesia, dirigentes locais e apoiantes, bem como representantes da estrutura socialista. “Estarei eu, estará o presidente da Federação do PS, o presidente da distrital da JS e também a presidente das Mulheres Socialistas. Da nacional foi feito o convite e aguardamos ainda resposta”, referiu Paula Urbano Antunes.

Conhece aqui os cabeças de listas pelo PS às juntas de freguesia do Município:

Aradas

Atual assistente social na Câmara Municipal de Aveiro e natural de Aradas, Sónia Aires vai liderar a candidatura do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Aradas. Recorde-se que este nome já tinha sido anteriormente avançado pela Ria como um dos mais falados. “O interesse pela política começou na minha adolescência e, a partir daí, com uma visão mais direcionada para o Partido Socialista. Não sou militante há muitos anos, mas desde que comecei a votar sempre foi a minha orientação política”, afirma à Ria. Esta será a sua primeira vez como cabeça de lista, mas não a sua estreia no processo autárquico. “Já tinha feito parte da lista [à Junta de Freguesia de Aradas] nas últimas eleições autárquicas de 2021”, relembra. Na altura, integrou as listas na sexta posição.

Nas últimas eleições autárquicas, a coligação 'Aliança com Aveiro' (PSD/CDS/PPM) venceu em Aradas com 46,28% dos votos, elegendo sete mandatos. Em segundo lugar ficou o movimento independente 'Sentir Aradas', com 19,13% e três mandatos, seguido da coligação 'Viva Aveiro' (PS/PAN), que obteve 17,87% e também garantiu três mandatos. O BE, Chega e CDU não conseguiram representação na Assembleia de Freguesia.

Face a estes números do PS, Sónia acredita que há margem para fazer mais e melhor. “Acredito que os resultados poderão ser muito melhores, sem dúvida”, reconheceu. “Estou bastante empenhada, com uma visão de trabalho de muita proximidade e com foco na mudança. Vai ser isso que me vou empenhar”, continuou. Juntamente com a sua “equipa forte”, a candidata à junta de Aradas pelo PS acredita que “vamos trilhar um caminho no sentido de conseguirmos reverter aquilo que foram os resultados de há quatro anos”.

Cacia

João Matos Silva será o rosto do Partido Socialista em Cacia. Natural de Esgueira, onde iniciou o seu percurso de participação cívica e política, aceitou o desafio de liderar a candidatura socialista com o objetivo claro de fazer mais e melhor pela freguesia que hoje chama casa. “O convite surgiu-me e eu fiquei um pouco atónico no dia. Não estava à espera, nem fiz esse caminho de procurar algo”, confessa o candidato, que reconhece que esta candidatura não era um plano traçado, mas sim um compromisso que decidiu assumir por acreditar na força transformadora da política local.

Com uma ligação de longa data ao associativismo e ao desporto, João Matos Silva é árbitro de futebol há oito anos na Associação de Futebol de Aveiro. Essa experiência, sublinha, tem-lhe permitido conhecer de perto as dificuldades vividas por clubes e associações, não só no concelho de Aveiro, mas em todo o distrito. “O meu percurso sempre foi dedicado ao associativismo, sou muito ligado ao desporto”, acrescenta, evidenciando a sensibilidade social que pretende trazer para o cargo.

Militante do PS, o candidato a Cacia recorda que a sua ligação à política começou ainda antes da militância formal, com a participação no movimento estudantil. “Na Escola Secundária de Esgueira, onde estudei, fui presidente da Comissão Instauradora da Associação de Estudantes”. Mais tarde, integrou por “duas vezes” as listas do PS em Esgueira, tendo participado de forma ativa nas campanhas eleitorais.

A mudança para Cacia aconteceu por razões pessoais já que foi viver para a terra natal da sua esposa. “Decidi aceitar [o convite] na perspetiva de fazer algo melhor pelos cacienses”, afirma. Ciente das dificuldades e do peso do desafio — nas últimas eleições, a coligação ‘Aliança com Aveiro’ (PSD/CDS/PPM) venceu com 63,64% dos votos —, João Matos Silva mostra-se determinado: “Se eu não acreditasse, não teria aceite o convite. (…) O objetivo é ambicioso e complicado, mas só nos vai dar mais ânimo para trabalharmos mais do que os outros, para chegar às pessoas de forma diferente e mostrar que temos uma alternativa”.

Eixo e Eirol

João Carlos Morgado, ex-presidente da Junta de Freguesia de Eixo e Eirol, irá novamente disputar o cargo pelo Partido Socialista. Com um percurso de oito anos à frente da freguesia, João Morgado sente que ainda há muito a fazer e vê nesta recandidatura a oportunidade de dar continuidade ao trabalho iniciado. “Fui presidente da freguesia desde 2013 até 2021. Nesse período de oito anos desenvolvemos uma quantidade de trabalho muito grande em prol da freguesia”, atenta. Após a derrota nas eleições de 2021, onde perdeu por uma margem de “apenas 52 votos” [face à coligação Aliança com Aveiro], o candidato acredita que é hora de retomar o projeto iniciado. “Perdemos as eleições por 52 votos e agora vamos fazer a recandidatura porque é de todo o nosso direito dar continuidade ao nosso projeto”, afirma.

Técnico de cerâmica de profissão, João Morgado sempre se apresentou como “candidato independente” nas suas anteriores campanhas, mesmo tendo integrado as listas com o PS. Para este, esta nova candidatura é uma chance de retomar o impulso de desenvolvimento que a freguesia viveu durante os seus mandatos. “O povo é que decide. E o povo também teve a oportunidade de refletir ao longo de quatro anos e ver que a freguesia ficou num marasmo. Não se desenvolveu trabalho quase nenhum. O que fizeram foram aqueles que já estavam planeados com a Câmara no nosso tempo e deram seguimento a isso. De resto, é muito pouco trabalho em prol da nossa freguesia”, exprime.

Recorde-se que nas últimas eleições, realizadas em 2021, a coligação 'Aliança com Aveiro' (PSD/CDS/PPM) venceu esta freguesia com 44.02% dos votos, alcançando sete mandatos. Seguiu-se a coligação 'Viva Aveiro' (PS/PAN) com 42.06% com seis mandatos. O BE e a CDU ficaram fora da representação na Assembleia de Freguesia.

Esgueira

Jaime Paulo será o cabeça de lista do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Esgueira. Com 69 anos e uma vida dedicada ao desporto foi um dos fundadores da Associação Desportiva da Taboeira. “A minha vida é desportiva. Politicamente o que mais me seduziu foram as pessoas”, afirma. Natural de Taboeira, Esgueira, Jaime Paulo tem um percurso cívico muito próprio. “Fiz parte de quatro listas à Junta de Freguesia de Esgueira por partidos diferentes, pelas pessoas, no fundo, que estavam nessa altura. Nunca fui militante de nenhum partido. Já concorri pelo PSD, CDS, várias vezes. Pelo PS, julgo que uma vez também”, recorda.

Apesar de nunca ter procurado protagonismo político, o convite para liderar a lista socialista em Esgueira chegou com “convicção” e acabou por falar mais alto. “Foi um desafio feito pelo Alberto Souto que não pude recusar. Ainda posso ser útil à nossa freguesia e achei que, depois de ponderar e pela veemência do convite, acabei por aceitar”, refere.

Atualmente ainda ativo profissionalmente -trabalha numa farmácia na Barra -Jaime Paulo encara este novo desafio com a determinação de quem nunca deixou de contribuir. “Penso que sou útil e que ainda vou ser útil à freguesia.” Sobre o que o move nesta candidatura, Jaime Paulo é claro: “Se eu não estivesse convencido disso não me meteria neste processo. Isso é ponto assente. Eu sou uma pessoa que, quando alguma situação é para vencer, é para vencer”.

Nas eleições de 2021, a coligação 'Aliança com Aveiro' (PSD/CDS/PPM) venceu a freguesia com 43,50% dos votos, conseguindo eleger sete mandatos. Seguiu-se a coligação 'Viva Aveiro' (PS/PAN) com 33,41% e cinco mandatos. O Bloco de Esquerda garantiu um mandato. Chega e CDU ficaram fora da Assembleia de Freguesia.

União das Freguesias de Glória e Vera Cruz

Bruno Ferreira será o candidato do Partido Socialista à presidência da União das Freguesias de Glória e Vera Cruz, tal como noticiado pela Ria. Bruno Ferreira é o atual tesoureiro da Junta e parte para este novo desafio – agora pelo PS- com vontade de dar continuidade ao trabalho iniciado. “Dá-me uma grande vantagem porque conheço a junta, os seus procedimentos, as pessoas, os projetos”, afirma o candidato à Ria, destacando a experiência acumulada ao longo do mandato em funções executivas.

Essa proximidade com o dia a dia da freguesia é, segundo Bruno Ferreira, uma das bases sólidas que sustenta a sua candidatura. “Tento dar seguimento a outros projetos em curso e é por isso que eu me perfilo como candidato: para dar o meu contributo à freguesia”, explica.

Nas últimas eleições autárquicas, a coligação 'Aliança com Aveiro' (PSD/CDS/PPM) foi a força mais votada na freguesia, com 41,17% dos votos e sete mandatos. A coligação ‘Viva Aveiro’ (PS/PAN), por sua vez, alcançou 29,46%, elegendo cinco mandatos. O Bloco de Esquerda conquistou um mandato, enquanto outras forças políticas como o Chega, a Iniciativa Liberal e a CDU não conseguiram representação.

Apesar do contexto do PS, Bruno Ferreira acredita que a sua ligação à freguesia e o seu percurso político o tornam num candidato preparado e confiante. “Se se mantiver esta tradição de que as pessoas nas autárquicas têm muita influência, eu creio que sim”, diz, referindo-se à importância das ligações humanas e da proximidade no contexto local. “Modéstia à parte, acho que sou um candidato bastante forte”, realça.

Bruno Ferreira assume esta missão como um ato de serviço público. “Quero dar o meu contributo, quero. Tenho condições para isso, tenho. Tenho uma equipa ganhadora, tenho. A minha convicção é esta”, reforça.

Oliveirinha

Helena Graça será a candidata do Partido Socialista à presidência da Junta de Freguesia de Oliveirinha. Técnica de qualidade na empresa ‘Diatosta’ e residente no lugar da Costa do Valado, Helena tem raízes firmes na freguesia onde será candidata apesar de ser natural de Moçambique.

Militante do PS há “dois anos”, Helena Graça não é, no entanto, uma estreante na política local. Já integrou a lista socialista- também em Oliveirinha- nas últimas eleições autárquicas. “Não vai ser fácil. As lutas nunca são fáceis, especialmente na forma como estão expostas neste momento”, reconhece.

Em 2021, a coligação 'Aliança com Aveiro' (PSD/CDS/PPM) venceu a freguesia com 61,71% dos votos, conquistando seis mandatos. A coligação ‘Viva Aveiro’ (PS/PAN) ficou em segundo lugar com 18,03% e dois mandatos. O Bloco de Esquerda elegeu um mandato e a CDU ficou sem representação.

Apesar das dificuldades, Helena acredita que chegou o momento de uma mudança real. “Oliveirinha tem um passado em que durante muitas décadas esteve nas mãos do PSD (…) e que resultou numa monocultura. Eu estou convencida que as coisas estão a ficar diferentes”. Para a candidata, a freguesia precisa de um novo olhar. “Vivemos numa sociedade dinâmica, no sentido em que cada vez temos mais pessoas de fora. Temos de olhar mais para elas. São pessoas que têm de ser incluídas e que fazem parte do crescimento económico da freguesia”, frisa.

Com sentido de missão, Helena Graça assume esta candidatura como um passo firme na construção de um futuro mais inclusivo e participativo para Oliveirinha. “Eu tenho vontade de seguir caminho com as dificuldades que nunca senti porque nunca trilhei este caminho, mas que já vi que são lutas duras. Agora o que a gente quer é melhorar”, reforça.

Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz

Armando Dias tinha sido anunciado como o candidato do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz. Empresário local e conhecido na região como “Armando Empreiteiros”, é responsável pela empresa “Armando & Fátima Empreiteiros Lda.”, ligada ao setor da construção civil. A Ria tentou entrar em contacto com o candidato, mas não obteve resposta.

Esta quarta-feira, 28 de maio, foi confirmado por parte da candidatura de Alberto Souto de Miranda de que por “questões pessoais supervenientes, a pessoa anunciada para a União de Freguesias de Fátima, Requeixo, Nariz teve de renunciar”. Assim, o PS terá agora a tarefa de escolher um novo candidato para freguesia.

Nas últimas eleições autárquicas, realizadas em 2021, a coligação 'Aliança com Aveiro' (PSD/CDS/PPM) venceu esta freguesia com 60,54% dos votos, alcançando sete mandatos. A coligação 'Viva Aveiro' (PS/PAN) ficou em segundo lugar, com 24,83% dos votos e dois mandatos. O Bloco de Esquerda e a CDU não obtiveram representação na Assembleia de Freguesia.

São Bernardo

André Ferreira será o candidato do Partido Socialista à Junta de Freguesia de São Bernardo. Natural de Aveiro, é Técnico Superior de Justiça e tem atualmente 41 anos. Nas eleições de 2021 integrou, como número três, o movimento independente São Bernardo Mais e Melhor (SB-MM), pelo qual foi eleito vogal na Assembleia de Freguesia -cargo que ainda exerce.

“Não estava nada à espera deste convite”, começa por admitir. “Já tinha feito parte de uma lista — uma única vez — há quatro anos, num movimento independente, o São Bernardo Mais e Melhor. Era um grupo de pessoas independentes que se juntaram com esse objetivo. E este ano, sinceramente, não esperava que o grupo voltasse a reunir-se, nem esperava ser contactado”, partilha. O convite acabou por surgir da estrutura local, desta vez, do Partido Socialista. “Contactaram-me para ser o cabeça de lista a São Bernardo”, assegura.

Apesar de não ser militante do PS, André sublinha: “Sou socialista de convicção. Se algum dia fosse integrar uma lista que não fosse independente, só poderia ser do Partido Socialista. Isso é claro para mim”, admite.

Nas últimas autárquicas, a coligação 'Aliança com Aveiro' venceu em São Bernardo com 53,61% dos votos e seis mandatos, seguida do SB-MM com 29,02% e três mandatos. O PS não teve representação direta. Sobre a dificuldade do desafio, André reconheceu que “de todo, não será fácil”. “Aliás, o PS nunca ganhou a Junta de São Bernardo, por isso seria um feito histórico se isso acontecesse agora e ainda mais pelas minhas mãos”, exprime.

André Ferreira considera-se profundamente ligado à freguesia. “Cresci aqui, vivi sete anos em Lisboa e todos os dias desses sete anos pensava em voltar a casa. Sei o valor que tem viver aqui, sei o que é gostar desta terra. Por isso, esta é uma oportunidade única para contribuir para a melhoria das condições de vida das pessoas”, vinca.

“O meu objetivo com esta candidatura é apenas e só contribuir para a minha freguesia. Gostava de ter uma campanha limpa, onde a lisura reinasse, onde a verdade imperasse e onde as pessoas se dessem bem. (…) E apenas quero que São Bernardo e as pessoas saiam a vencer”, conclui.

São Jacinto

Com 69 anos e uma carreira de destaque na Polícia Judiciária, José Eduardo Ferreira Leite volta a candidatar-se à Junta de Freguesia de São Jacinto pelo Partido Socialista. Natural e residente nesta freguesia, é licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa e teve um percurso marcado pelo combate ao tráfico de drogas e ao terrorismo. Entre 2006 e 2009, foi diretor da Diretoria de Lisboa da PJ e mais tarde liderou a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes.

Nas eleições intercalares de 2022, encabeçou já a lista do PS à Junta de São Jacinto, mas foi derrotado por Arlindo Tavares, da coligação 'Aliança com Aveiro'. “Por causa da minha profissão nunca manifestei opções políticas, nunca fui militante de nenhum partido. Aqui surgiu com aquela situação das eleições intercalares e as minhas ideias, sinceramente, estão mais próximas do PS. Foi essa a razão”, explica o candidato.

Nas intercalares de 2022, a coligação 'Aliança com Aveiro' (PSD/CDS/PPM) venceu com 48,68% dos votos e quatro mandatos. O Partido Socialista alcançou 33,47% e dois mandatos, seguido da CDU com 17,44% e um mandato. O Chega não teve representação.

“O objetivo é voltarmos à normalidade. Estou convencido que sim. Não foi das melhores experiências que tivemos em São Jacinto com o atual executivo, onde praticamente não tivemos Junta de Freguesia. Tivemos quase subordinados à Câmara Municipal”, afirma José Eduardo Leite, criticando a perda de autonomia da freguesia.

Para o candidato socialista, São Jacinto merece atenção especial: “São Jacinto tem questões muito próprias, específicas da sua situação geográfica, que merecem alguma atenção e serem manifestadas. É essa a nossa ambição”.

Santa Joana

José Júlio Conceição será o candidato do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Santa Joana. Atualmente presidente da direção do Centro Social Santa Joana Princesa, José Júlio sublinha o seu envolvimento de longa data com a instituição. “Eu já tenho um percurso um pouco mais antigo desde a minha juventude, a acompanhar o falecido Zacarias, antigo presidente do centro e um dos fundadores. (…) Há cerca de oito anos fui abordado para regressar e entrei como tesoureiro. Há cinco anos sou o presidente”, explicou.

Natural de Santa Joana, com 65 anos e uma carreira profissional como técnico químico numa multinacional durante 43 anos, José Júlio está aposentado há “dois anos” e assume agora o desafio político com motivação renovada. Militante do PS “há vários anos” partilha à Ria que já foi candidato à Junta de Freguesia de Santa Joana em “1989” e novamente “quatro anos depois”, acumulando ainda “oito anos de experiência como membro da Assembleia de Freguesia”.

Nas últimas eleições autárquicas, a coligação 'Aliança com Aveiro' (PSD/CDS/PPM) venceu com 53,40% dos votos, alcançando oito mandatos. A coligação 'Viva Aveiro' (PS/PAN) ficou em segundo lugar com 28,43% dos votos, conquistando quatro mandatos, e o Bloco de Esquerda obteve um mandato. A CDU não teve representação.

Consciente do contexto eleitoral difícil, o candidato a Santa Joana não esconde o realismo. “Claro que não vai ser fácil. (…) A nossa freguesia tem um historial claramente adepto da AD há 40 anos”. Ainda assim, avança com uma convicção clara: “O motivo como candidato é acreditar na capacidade, na competência, no desempenho e no que foi feito pelo Alberto Souto”.

O candidato a Santa Joana aponta deficiências graves na freguesia e defende a necessidade urgente de investimento público. “Somos uma freguesia sem acessibilidades dignas, com ruas cheias de buracos, sem limpeza de valetas, sem um polo desportivo, sem piscinas, sem cemitério. Carecemos claramente de infraestruturas”, reconhece, acrescentando que a freguesia se tornou o “espelho de antigamente e que está na hora de fazer diferente e melhor”.

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Autárquicas: Livre estreia-se em Azeméis com Ricardo Praça Costa e quer cooperativas habitacionais

Em declarações à Lusa, esse cabeça de lista do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto realça que, no caso da habitação, não se trata apenas de garantir “10% da habitação pública a preços acessíveis” e de construir habitação social, mas também de valorizar o “banco municipal de casas vazias” e incentivar “autoconstrução e habitação evolutiva”. Já quanto aos espaços de trabalho partilhados, acredita que o ‘coworking’ verde e urbano beneficiará a economia, a inovação e o comércio local porque essas áreas comuns combinam “empreendedorismo, convívio e a revitalização dos centros urbanos”. Entre as outras propostas do programa eleitoral de Ricardo Praça Costa destacam-se três, todas no âmbito do ambiente e mobilidade: a construção de uma rede de ciclovias e caminhos pedonais entre freguesias; a criação de microbosques e hortas comunitárias que fortaleçam o consumo local e o envolvimento da população; e ainda o desenvolvimento de uma aplicação telefónica para “boleias intermunicipais”, o que constituirá uma “solução digital para reduzir carros, estacionamento e emissões carbónicas” na região. Quanto aos domínios da Cultura e Turismo, o candidato do Livre defende a construção de um Museu Municipal, propõe o desenvolvimento de “Casas da Criação” que permitam democratizar “o acesso de criadores e associações a meios de produção artística” e anuncia também a recuperação do castro de Ul, sítio arqueológico cuja visitação seria potenciada pela disponibilização de informação turística através de “códigos QR e realidade aumentada”. Ricardo Praça Costa explica a sua estratégia global: “Quero colocar a minha experiência profissional, académica e associativa, bem como a de uma equipa pluridisciplinar que me acompanha, ao serviço de uma mudança positiva no concelho”. Defendendo “uma visão de futuro que torne Oliveira de Azeméis um concelho mais coeso, inovador e inclusivo, atrativo para todos e que não esqueça nenhum oliveirense”, o candidato do Livre diz-se assim apostado num modelo de gestão municipal que reflita “uma autarquia próxima das pessoas, capaz de ouvir, dialogar e encontrar soluções que sirvam o bem comum”. Natural de Oliveira de Azeméis e com 43 anos, Ricardo Praça Costa licenciou-se em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro e completou um mestrado em Realização de Cinema pela Universidade da Beira Interior, ao que acrescentou uma pós-graduação em Gestão de Projetos na Porto Business School. Entre 2009 e 2015, foi professor e formador de Tecnologias da Informação, e desenvolveu projetos em vídeo ligados à música e ao documentário. Em 2015 emigrou para o Reino Unido, “onde construiu uma carreira de sete anos na gestão de hospitalidade, assumindo cargos de gestão operacional em cadeias internacionais de restauração”. De regresso a Oliveira de Azeméis em 2022, iniciou funções como gestor de produção na indústria local e atualmente é diretor de projetos na consultora Start-PME, onde, segundo o partido, “trabalha de perto com empresas nacionais de diferentes setores, na coordenação de projetos financiados pela União Europeia”. A nível associativo, foi um dos fundadores da associação Monges do Nada, “criada para promover a produção cultural em Oliveira de Azeméis”, e, no âmbito político, juntou-se ao Livre em 2024, “atento aos desafios atuais da democracia nacional”. Além de Ricardo Praça Costa pelo Livre, às eleições autárquicas do próximo dia 12 de outubro em Oliveira de Azeméis concorrem também Ricardo Campelo Magalhães pela IL, Sara Costa pelo BE, Manuel Almeida pelo Chega, Pedro Marques pela coligação entre PSD e CDS-PP, e Joaquim Jorge Ferreira pelo PS. Esse último é o atual presidente da autarquia com 163 quilómetros quadrados e cerca de 70.000 habitantes. Tem maioria absoluta na Câmara e lidera a um executivo com seis eleitos socialistas e três vereadores sociais-democratas (pela coligação PSD/CDS), candidatando-se em outubro ao seu terceiro mandato.

Governo estima em 20 milhões de euros as despesas extraordinárias dos bombeiros
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Governo estima em 20 milhões de euros as despesas extraordinárias dos bombeiros

“A nossa expectativa é a de que este ano as despesas extraordinárias possam chegar muito perto dos 20 milhões de euros, mas ainda não temos dados concretos. Estamos em agosto e, daquilo que vamos tendo conhecimento com estes incêndios de grande dimensão e de muitos dias, julgamos que poderá chegar a esse valor”, revelou o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, à agência Lusa. O governante adiantou que, em 2024, “também complexo com os incêndios de setembro”, o montante de despesas extraordinárias foi da ordem dos 14 milhões de euros. Rui Rocha reuniu esta sexta-feira à tarde, em Trancoso, com o presidente do município e com as duas corporações de bombeiros daquele concelho do distrito da Guarda, para apresentar as medidas e os apoios aprovados pelo Governo no rescaldo dos grandes incêndios deste mês. Na reunião participaram ainda o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, e Paulo Amaral, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda. “O que instituímos, no âmbito da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, é como que uma via verde para que os bombeiros possam ser ressarcidos o mais rapidamente possível, incluindo a possibilidade de adiantamento sobre valores de combustível e alimentação até ao montante de 50 mil euros”, afirmou. O secretário de Estado da Proteção Civil acrescentou que também foi “dilatado, de 10 mil para 20 mil euros”, o montante para processos de reparação de viaturas. “A quem não tem as despesas documentadas fazemos um adiantamento, até 50 mil euros – o montante máximo por despesas de combustíveis e de alimentação –, mediante a apresentação de uma declaração. Quem já tem as despesas documentadas, deve rapidamente submeter os processos e a ANEPC transferirá de imediato esses valores”, garantiu Rui Rocha. Segundo o governante, o que se pretende é, “numa base de confiança, não deixar de, rapidamente, dar resposta às necessidades das Associações Humanitárias, entidades de direito privado que prestam um serviço público, que, de repente, se viram com 50 mil, 70 mil ou 100 mil euros de despesas e não têm nas suas tesourarias esse montante”. Rui Rocha lembrou ainda que, no Conselho de Ministros de quinta-feira, foi aprovado majorar em 25% a retribuição devida aos bombeiros e aos elementos dos postos de comando que estiveram nos grandes incêndios entre 26 de julho e 27 de agosto, bem como nos 15 dias seguintes. “Trata-se de agradecer às Associações Humanitárias, aos bombeiros, por tudo aquilo que foi o seu empenho, a sua dedicação e é também uma palavra de solidariedade, apoio e motivação, porque eles foram inexcedíveis”, considerou o governante. A reunião com os bombeiros de Trancoso, depois de ter feito o mesmo em Aguiar da Beira e Sernancelhe, serviu também “para ouvir e recolher algumas opiniões e contributos que possam ainda ser úteis” para o que resta da época de incêndios rurais. “O dispositivo termina em outubro, ainda não é o tempo da avaliação, mas de recolhermos sugestões que possam ser de aplicabilidade e melhoria rápida nas ocorrências que, esperemos, não venham a ter a dimensão do que aconteceu em agosto”. E até ao final do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) o secretário de Estado da Proteção Civil disse esperar que haja a melhor preparação e apetrechamento para se dar a resposta da melhor maneira possível a tudo o que possa ocorrer”. “Temos uma taxa de sucesso de 93% no ataque inicial, apesar destas ocorrências grandes, difíceis e devastadoras. Por isso, temos de ter cada vez mais uma aposta forte nos primeiros 90 minutos para que não possamos ter incêndios de grandes dimensões”.

Piscina Municipal de São Jacinto é inaugurada hoje
Cidade

Piscina Municipal de São Jacinto é inaugurada hoje

A intervenção na piscina, conduzida pela Cimave – Construtora e Imobiliária de Aveiro, Lda., representa um investimento superior a 500 mil euros. A autarquia explica que foi feita uma recuperação profunda da infraestrutura, incluindo a piscina, tanques, áreas técnicas e equipamentos de tratamento de água, assim como a renovação dos revestimentos exteriores de pavimento. Ainda dentro da obra, o edifício recebeu ainda uma pintura geral interior e exterior. Foi também impermeabilizada a cobertura e o solário. Na requalificação, foi instalado no novo perímetro ampliado da piscina um campo de voleibol e um parque infantil, ainda em fase final de execução.