Aveiro aprova mais de 49 mil euros para obras complementares em três ruas
A Câmara de Aveiro aprovou na passada sexta-feira, 2 de janeiro, em reunião camarária a execução de trabalhos complementares no âmbito da empreitada de reabilitação da Rua Direita de Vilar, Rua de Santa Rita e Rua de Santa Eufémia.
Redação
De acordo com uma nota de imprensa enviada à Ria, os trabalhos complementares aprovados têm um “valor de 49.671,73 euros, acrescido de IVA”, e um prazo de execução de “sete dias”. Além do mais, foi ainda aprovada a supressão de trabalhos no valor de “46.259,32 euros, correspondente a uma redução de 6,251% do valor da adjudicação, sem lugar a indemnização ao empreiteiro”.
No comunicado, a autarquia recorda ainda que esta é uma obra “prioritária” dado o “elevado desgaste dos arruamentos, sujeitos a tráfego intenso, nomeadamente na ligação entre a Estrada de São Bernardo e a rotunda junto ao Parque de Exposições de Aveiro”.
A obra foi adjudicada à empresa Urbiplantec – Urbanizações e Terraplanagens, Lda., pelo valor de 784.400 euros, e abrange uma extensão total de cerca de 1,45 quilómetros e tem como objetivo melhorar a qualidade urbana, a segurança e o conforto da circulação rodoviária e pedonal, bem como qualificar as redes de águas pluviais.
Recomendações
Aveiro acolhe esta sexta-feira a 6ª edição do corta-mato e traz condicionamentos de trânsito
A atividade será composta por “quatro provas”, onde estão incluídas as provas adaptadas, e com distâncias que variam entre os 1000 e os 3500 metros. O corta-mato tem início marcado para as 10h15 e fim previsto para as 13h00. Na nota, a autarquia alerta ainda que para a realização do evento haverá alguns condicionamentos de trânsito, ao “longo da manhã nas imediações do Parque”. Assim, cinco arruamentos estarão com trânsito condicionado: Avenida Araújo e Silva; Rua das Pombas; Rua de Santa Maria da Feira; Rua Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Aveiro e Rua de Oliveira de Azeméis. “A Câmara Municipal de Aveiro apela, por isso aos condutores, que evitem esta zona da Cidade entre as 09h30 e as 13h30 desta sexta-feira”, lê-se.
Um morto em despiste de camião na A17 em Aveiro
Por motivos ainda não determinados, o camião, que transportaria madeira e seguia no sentido Aveiro/Figueira da Foz, despistou-se na zona de Oliveirinha. Do acidente resultou a morte do condutor e único ocupante do pesado de mercadorias, tendo o óbito sido declarado no local. O alerta para o acidente foi recebido pelas 12:21, tendo sido deslocado para o acidente a viatura médica de emergência (VMER) e meios dos Bombeiros Velhos de Aveiro, além do Destacamento de Trânsito da GNR e de uma equipa técnica da ASCENDI, concessionária daquela autoestrada.
Câmara de Aveiro adere à ANAM e Miguel Capão Filipe é escolhido como representante
Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, a decisão decorreu da recomendação aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal de Aveiro a 22 de dezembro de 2025. Em consequência dessa adesão foi designado como “representante do Município de Aveiro na ANAM o presidente da Assembleia Municipal, Luís Miguel Capão Filipe”, esclarece. Com esta decisão, de acordo com a autarquia, o Município pretende “contribuir ativamente para a valorização das Assembleias Municipais enquanto pilares essenciais do poder local, promovendo uma governação mais participada, qualificada e próxima dos cidadãos”. A ANAM é uma associação de âmbito nacional que representa e defende as Assembleias Municipais, promovendo a partilha de boas práticas, a troca de experiências, a formação e o reforço do reconhecimento institucional destes órgãos autárquicos. Atualmente, a associação conta com mais de duas centenas de associados, cobrindo praticamente todo o território nacional.
Investimento no SC Beira-Mar está “atrasado” e Quintaneiro não garante a concretização do negócio
À entrada para 2026, o principal objetivo do SC Beira-Mar volta a ser o mesmo: a constituição de uma sociedade desportiva. Quem o diz é Nuno Quintaneiro, que, em entrevista à Ria, explica que o passo “é tão fundamental para o desenvolvimento do futebol sénior, como para dar espaço de crescimento e de aposta no ecletismo” do clube. Recorde-se que, em 2025, o SC Beira-Mar chegou a ter contas acertadas com o investidor brasileiro Breno Dias Silva. No entanto, segundo disse o presidente em Assembleia Geral no passado mês de julho, o empresário não conseguiu cumprir com os prazos pré-definidos com o clube e a direção acabou por desistir do negócio. Mais tarde, na Assembleia de dia 31 de outubro, o presidente avançou que já existia um “princípio de acordo” com investidores nacionais que deveria ser formalizado em dezembro. Para além dos dez milhões de euros previstos para a operação, o investidor comprometia-se também a injetar 200 mil euros nas equipas principais de futebol do clube ainda na presente temporada. Nuno Quintaneiro revela agora que o investimento está “atrasado por razões que dizem respeito aos investidores”. Conforme aponta, o cronograma estabelecido em outubro “já está ultrapassado” e, portanto, ainda não foi possível concretizar o investimento inicial acordado. “Estamos agora em janeiro a tentar recuperar o atraso, mas naturalmente há aqui questões que não dependem só do clube – e, nessas questões, por mais que nós tentemos contribuir, colaborar, facilitar… encontramos sempre aqui dificuldades que não são do nosso lado”, explica o presidente. Para já, o primeiro impacto deve sentir-se no mercado de janeiro, onde o clube planeava reforçar a sua equipa principal. Embora assuma que a próxima época não deve ficar prejudicada, Quintaneiro afirma que o SC Beira-Mar queria “dar uma crescente qualidade em alguns setores do plantel principal”, mas que assim fica “muito condicionado”. Questionado sobre a possibilidade de o negócio ainda poder não se vir a realizar, o presidente não deu certezas: “Não vou fazer nenhum exercício de adivinhação futura (…) se se vai concretizar ou não… Não posso substituir quem está do outro lado da equação”, atirou. As reticências que mantém derivam das más experiências do passado, mas, até ao momento, “nada faz acreditar que as coisas não se vão concretizar”. O presidente sublinha que “quer acreditar que as pessoas irão cumprir o que acordaram com o clube, que são sérias e honestas” e que “os atrasos que têm tido são normais da vida corrente”. À entrada para o Ano Novo e num momento em que comemora 104 anos de história, o SC Beira-Mar está na luta pela manutenção no Campeonato de Portugal – neste momento, encontra-se no 9º lugar da Série B, a dois pontos e com mais um jogo do que o 10º, que será despromovido. Vindo de uma série de quatro jogos sem ganhar, Nuno Quintaneiro afirma que o clube continua com o objetivo da permanência, que foi estabelecido no início da temporada. A má fase “preocupa”, mas “a confiança no grupo é inabalável”, diz o presidente, que também afirma que a sorte não tem estado do lado dos beiramarenses: “Além de lesões, tivemos várias situações de doenças e de problemas físicos […] Desde que o campeonato começou, o Beira-Mar não teve um jogo em que tivesse contado com todo o plantel disponível, é algo incrível”. Para lá das indisponibilidades, o dirigente também tece duras críticas em relação às arbitragens, que, segundo afirma, têm vindo a “penalizar” o Beira-Mar. “Ninguém pense que só porque os resultados não estão a traduzir aquela que é a qualidade, o empenho e o trabalho da equipa, que isso vai representar uma descrença e uma desconfiança tal que leva a malta a duvidar de si própria”, sublinha o presidente. Quintaneiro acredita mesmo que o SC Beira-Mar vai fazer uma melhor segunda volta do campeonato e “alcançar tranquilamente o objetivo da manutenção”. Se não puder contar com o apoio previsto do investidor em janeiro, Nuno Quintaneiro assume que o clube “não tem folga” para se aventurar no mercado de inverno. O orçamento é “extremamente restritivo” e, por isso, as adições ao plantel estarão sempre condicionadas à saída de jogadores. Nesse sentido, o presidente reconhece a falta de jogadores capazes de “causar desequilíbrios” na frente do terreno e que consigam capitalizar as oportunidades de golo criadas, mas diz que “um jogador que tem golo (…) tem sempre um mercado, do ponto de vista financeiro, muito mais exigente para poder atacar”. As restrições financeiras que o Beira-Mar tem são, de facto, uma condicionante muito grande”, admite. A pensar já na próxima temporada, contando com a integração do novo parceiro, Nuno Quintaneiro acredita que os objetivos devem passar pela construção de um plantel que queira atacar a subida à Liga 3. No entanto, frisa, “essa resposta terá de ser dada pelas pessoas responsáveis pelo investimento e não tanto pela direção do clube”. Na mensagem de aniversário do presidente publicada nas redes sociais do clube, o estabelecimento de uma nova sede social do clube em Aveiro é uma das metas traçadas para 2026. À Ria, Nuno Quintaneiro recorda que a criação desta sede é um compromisso da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) que remonta a 2016 que nunca chegou a ser cumprido. Nas palavras do presidente, o espaço – que pode ser instalado ou construído no centro da cidade – deve contar com uma loja do clube: “Falta-nos uma referência num espaço central da cidade com qualidade para servir clientes, para receber turistas, para receber os nossos sócios e adeptos, de modo que possamos apostar numa receita importante de merchandising”. Atualmente, o clube conta apenas com um gabinete na antiga Junta de Freguesia de Vera Cruz que, para Nuno Quintaneiro, “é muito pequenino, minúsculo”. “Visou salvaguardar um serviço que o clube não tinha quando fechou a antiga Casa do Beira-Mar, mas temos que perceber que essa função transitória e precária já ultrapassou em muito o prazo que deveria ter durado”, aponta.
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GrETUA recebe 7ª sessão do projeto artístico “Espantar o Caos”
Segundo uma nota enviada à Ria, a iniciativa foi guiada por João Garcia Neto, diretor artístico do GrETUA, que apresentou o espaço e o seu trabalho. “Espantar o Caos” é um projeto artístico e educativo que nasceu da parceria da Fundação de Serralves com a Câmara de Vagos, com o objetivo de “criar um novo espaço dedicado à cultura e à inclusão”. A ação dirige-se a pessoas que experienciam a doença mental grave. No total, o projeto propõe um conjunto de 12 sessões “para a criação de uma coleção de obras originais, reunida num catálogo final que dará visibilidade pública às criações e aos seus autores”. De acordo com o comunicado, para além do valor estético, o projeto afirma-se ainda como um “gesto de reconhecimento e de reflexão coletiva” através da conversão da experiência em expressão artística, da promoção da autoestima, do diálogo com a comunidade e de uma consciência renovada sobre a saúde mental e cidadania. “Espantar o Caos afirma a arte como espaço de encontro, espanto e reconstrução simbólica”, remata.
Estudantes de Medicina da UA passam a integrar a ANEM como membros observadores
Segundo a notícia publicada no site da UA, com esta adesão, os estudantes da MIM-UA passam a estar representados a “nível nacional e internacional, podendo, no futuro, após a passagem pelo estatuto de Membros Observadores, participar de forma mais direta nas discussões sobre políticas de ensino médico e nos processos de tomada de decisão que influenciam a experiência dos mesmos no ensino médico em Portugal”. Entre as vantagens estão a “integração numa rede nacional de estudantes de Medicina, bem como a possibilidade de participação em programas de intercâmbio e projetos de educação médica e saúde pública, que complementam a formação académica e promovem o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes”. A entrada na ANEM permite ainda uma “maior visibilidade” do MIM-UA no contexto do ensino médico nacional. A UA destaca ainda que no último Congresso Nacional de Estudantes de Medicina, iniciativa promovida pela ANEM, os estudantes do 1º e 2º anos do MIM-UA já participaram. A ANEM é o órgão representativo dos estudantes de Medicina em Portugal. A associação congrega diferentes núcleos de estudantes dos cursos de Medicina do país e assume-se como um “papel ativo na defesa dos interesses dos alunos, na promoção da qualidade do ensino médico e no desenvolvimento de projetos de âmbito académico, científico e social”.
Centro de Artes de Vale de Cambra com Wim Mertens, Chico César e João Pedro Pais até março
A abertura oficial da temporada acontece no domingo, pelas 15:30, com a apresentação do musical “Johnny Johnson”, de Kurt Weill, numa produção do Teatro Nacional São Carlos, com direção do maestro João Paulo Santos. O cartaz dos próximos meses destaca nomes internacionais como Wim Mertens (01 de fevereiro) e Chico César (22 de março), a par de artistas nacionais como João Pedro Pais (14 de fevereiro) e o guitarrista Pedro Branco (28 de fevereiro), este último com o projeto “Branco Toca Marco Paulo”, com Benjamim como convidado. Na vertente das artes performativas o público poderá assistir a trabalhos do coreógrafo Paulo Ribeiro, que apresenta “Louis Lui” no dia 07 de fevereiro, e do artista de circo contemporâneo João Paulo Santos em “Une Partie de Soi”, dia 25 deste mês. Até março o público vai poder assistir no CAE de Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, espetáculos como “A Caminhada dos Elefantes”, pela Formiga Atómica, “Lições de Voo”, do Teatro de Marionetas do Porto ou “Duas Casas” pela Imaginar do Gigante, entre outros. As artes visuais estarão representadas pelos ilustradores António Jorge Gonçalves e Paula Delecave, que vão ter exposições a serem inauguradas no dia 17 de janeiro e patentes até 10 de abril. Nesse mesmo dia de abril vai ser apresentado o espetáculo “Desenhar os Sons com a Luz dos Dedos”, que junta os músicos Rodrigo Leão e Gabriel Gomes ao ilustrador António Jorge Gonçalves. Além dos espetáculos para o público em geral, o equipamento promove projetos participativos como “Anoitecer” e atividades para escolas, procurando “estreitar a ligação entre a arte e o território”. O trimestre de eventos antecede as celebrações do primeiro aniversário do CAE que serão assinaladas com uma programação especial durante o mês de abril, segundo adiantou fonte municipal.
Arouca distingue 201 bombeiros com medalha de ouro
A cerimónia decorre sexta-feira, pelas 20:45, com a entrega da medalha de mérito municipal de grau ouro aos bombeiros das corporações de Arouca, Fajões e Nespereira, e distingue o quadro de comando e o quadro ativo das três corporações. No total serão homenageados 201 operacionais pelo trabalho no combate aos grandes incêndios que atingiram o território de Arouca no mês de julho. A proposta de louvor foi apresentada em reunião de câmara pela presidente da autarquia, Margarida Belém, e mereceu a aprovação unânime. A autarca sublinha que a distinção pretende “expressar a gratidão da comunidade pelos operacionais que asseguram a segurança e tranquilidade dos cidadãos”. Segundo Margarida Belém, a homenagem “serve também para promover o voluntariado e inspirar as gerações mais jovens para a participação cívica e apoio aos vulneráveis”. No mês de julho, os fogos consumiram cerca de quatro mil hectares de área florestal, só no concelho de Arouca, e obrigaram ao encerramento dos Passadiços do Paiva. As chamas chegaram a ameaçar habitações em várias freguesias e mobilizaram um dispositivo recorde, que chegou a contar com cerca de 800 operacionais no terreno, além de diversos meios aéreos e terrestres. O incêndio, que começou a 28 de julho e se prolongou por vários dias, foi um dos maiores do país, obrigando à evacuação de algumas aldeias, numa altura em que a onda de calor e fortes ventos dificultavam o seu combate.