Fim de pórticos na A25 gera reações por parte dos partidos da oposição
Tal como noticiado esta quinta-feira pela Rádio Universitária de Aveiro (Ria), o fim dos pórticos em apenas uma das concessões da A25, desde esta quarta-feira, 1 de janeiro, tem gerado controvérsia por parte dos aveirenses, mas também por parte dos partidos de oposição.
Redação
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Em nota de imprensa enviada à Ria, esta quinta-feira, 2 de janeiro, a Comissão Concelhia de Aveiro do PCP descreve a “situação perpétua” como “uma injustiça sobre as populações do Município, sobre os trabalhadores e atividades económicas”. O PCP de Aveiro fala ainda sobre o caso concreto da população da freguesia de Cacia já que esta é “atravessada diariamente por muitos automobilistas que poderiam ser deslocados com melhor conforto e segurança para a A25”.
Na nota, o PCP de Aveiro critica a posição dos “eleitos por este distrito na Assembleia da República” e dos “responsáveis autárquicos locais e regionais” por se desconhecer “qualquer posição pública concreta e eficaz sobre esta injustiça” dos mesmos.
A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP apela assim ao “protesto e luta das populações, e reitera o seu compromisso, e proposta, pelo fim das portagens nas ex-SCUT”.
Também numa nota de imprensa enviada, desta vez, pelo Grupo de Coordenação Local da Iniciativa Liberal de Aveiro, esta sexta-feira, 3 de janeiro, o partido fala que os “primeiros dias do ano revelam o estado de fim de festa da autarquia de Aveiro”. Como exemplo apontam a posição do vice-presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Rogério Carlos, numa peça publicada pela SIC, esta quinta-feira, onde “demonstrou surpresa face à injustiça cometida contra os munícipes aveirenses”. “Estes continuam obrigados a pagar portagens para entrar ou sair do município, sem qualquer alternativa viável”, lê-se.
Para a Iniciativa Liberal de Aveiro esta “injustiça” [introduzida pelo Partido Socialista (PS)] “não só não foi agora corrigida como acabou por ser agravada”. “Com a oportunidade legislativa de isentar as três portagens entre Esgueira e Albergaria – principais acessos à A25, A29 e A1 Norte –, estas foram inexplicavelmente excluídas na proposta do PS, aprovada com o apoio BE, Livre, Chega e PCP”, realça.
O Grupo de Coordenação Local da Iniciativa Liberal de Aveiro acusa ainda o papel do PS e do Chega [com deputados eleitos por Aveiro na Assembleia] por não defenderem “os interesses daqueles que lhes confiaram o voto, preferindo prosseguir as suas agendas e ambições partidárias”. “Mais uma vez, os atuais responsáveis autárquicos falharam na defesa dos interesses dos aveirenses. Esta injustiça, agravada, perpetuada e consentida, ocorre sob a responsabilidade de quem foi eleito para defender a população”, atira.
A Iniciativa Liberal de Aveiro critica ainda a posição Hugo Oliveira, deputado eleito do PS pelo círculo eleitoral de Aveiro e presidente da Federação Distrital do Partido Socialista de Aveiro, em declarações ao Diário de Aveiro, esta quinta-feira, onde referem que este “ignorou o facto de que estes pórticos cruciais para os aveirenses foram deixados de fora das isenções”. O partido critica também as declarações de Jorge Lemos (CDS), presidente da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha, ao Diário de Aveiro, “que se congratulou pela alegada isenção destas portagens – informação que se revelou falsa”.
No final, o Grupo de Coordenação Local da Iniciativa Liberal de Aveiro sugere que “Aveiro precisa urgentemente de uma alternativa que verdadeiramente defenda os interesses do município”. “Esta alternância sistemática entre PS e PSD tem prejudicado de forma continuada os munícipes, servindo mais os interesses partidários do que as reais necessidades da população”, afirma.
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