RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Simão Santana e Rogério Carlos afastam-se da Comissão Política do PSD, Ribau Esteves em silêncio

Estalou o verniz no PSD-Aveiro. Simão Santana e Rogério Carlos, homens fortes da máquina de Ribau Esteves, apresentaram a sua demissão dos cargos de presidente e vogal da concelhia do PSD-Aveiro, respetivamente, depois do anúncio da escolha unilateral de Luís Souto de Miranda, pela direção nacional do partido, como candidato do PSD nas próximas eleições autárquicas.

Simão Santana e Rogério Carlos afastam-se da Comissão Política do PSD, Ribau Esteves em silêncio
Redação

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04 fev 2025, 09:49

A reunião estava marcada para as 21h30, na sede do PSD-Aveiro, na Avenida Lourenço Peixinho. A expectativa era grande no seio dos dirigentes sociais-democratas. Desde a intervenção de Ribau Esteves no Congresso Nacional do PSD, em outubro do ano passado - onde apelava à direção nacional do partido para não criar “problemas” na escolha do candidato em Aveiro, pressionando uma solução dentro do seu executivo – muitas foram as movimentações e as jogadas de bastidores no seio do partido.

Foi já muito perto da meia-noite que a notícia chegou oficialmente à comunicação social, por via de uma nota de imprensa. “Considerando o processo eleitoral autárquico em curso e as decisões da Comissão Política Nacional, que apenas comunicou o ato consumado ao Presidente da Comissão Política da Secção poucos minutos antes do seu anúncio público, e por considerar que o processo é politicamente lesivo do Partido Social Democrata, apresentei o meu pedido de demissão do cargo de presidente da Comissão Política da Secção de Aveiro do PSD, com efeitos imediatos. Do mesmo modo, demitiram-se ainda os seguintes elementos: Rogério Carlos, vogal”, lê-se na nota enviada pelo presidente demissionário Simão Santana.

Fontes próximas do PSD-Aveiro afirmaram à Ria que a decisão de Simão Santana e Rogério Carlos foi vista como “coerente”, pois “a direção nacional do partido ao conduzir todo o processo de escolha de forma unilateral deixou-os sem qualquer margem para continuarem”. O que estes militantes sociais-democratas não conseguem entender é a posição de Ribau Esteves. “É o grande responsável da situação criada e nem apareceu na reunião. Durante todos estes meses passou o tempo a dar entrevistas e a fazer intervenções públicas a criar pressão no Montenegro e agora, depois de tudo o que aconteceu, deixa cair os seus principais soldados sem qualquer comentário ou palavra de apoio? O recato que agora Ribau Esteves está a ter é o recato que não quis ter durante todo este período”, apontam.

Recorde-se que Ribau Esteves é o atual Presidente da Mesa da Assembleia de Secção do PSD e, até ao momento, não se associou à demissão dos homens fortes da sua máquina, Simão Santana e Rogério Carlos. A Ria sabe que circula nos bastidores do PSD, a nível local, distrital e nacional, a possibilidade de Luís Montenegro encontrar uma “saída airosa” para Ribau Esteves, de forma a que este não crie mais instabilidade no seio do PSD-Aveiro e declare apoie a Luís Souto de Miranda.

Nos próximos dias os dirigentes do PSD-Aveiro voltarão a reunir, desta vez para escolherem uma solução interina depois da saída do atual presidente da secção local, Simão Santana. Alguns dirigentes locais defendem que deverá ser Luís Souto de Miranda a conduzir este processo da escolha do novo presidente da concelhia, pois é o momento do partido estar unido e articulado para disputar as próximas eleições autárquicas.

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Espetáculo de dança propõe “entrega à fragilidade” esta noite no Teatro Aveirense
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Nas palavras de Hugo Calhim Cristóvão, um dos diretores, coreógrafos, dramaturgos e formadores do espetáculo, “Quando Vem a Taciturna de Limiar em Limiar o Presente Frágil” apresenta a transição de “qualquer coisa que nos dá uma sensação de impotência, como a velhice, a guerra ou o genocídio”, para, a partir daí, “uma entrega ao presente e à fragilidade”. “Eu acho que o público pode esperar sentir-se bastante tocado, de certa maneira confrontado e comovido”, explica. Segundo afirma, o próprio espetáculo foi pensado para “reagir” ao que existe em torno da dança, mesmo do ponto de vista político, nomeadamente a “movimentos que não nos agradam e que podem pôr em causa a nossa liberdade de criar, de estar alegres, vivos e de ter esperança”. A ideia de presente frágil vive, para os responsáveis, entre a urgência de acontecer e a necessidade da pausa. Hugo reflete que, para que haja uma “pausa real”, é necessário ter bastante movimento antes: “Temos que ter bastante vida e, aí, a pausa cria-se sozinha”. Nesse sentido, defende que “a pausa é uma necessidade orgânica do corpo, que precisa de compreender aquilo que lhe aconteceu [...] Na coreografia acontece isso. Há momentos de extremo movimento, só que depois não é movimento por movimento. É qualquer coisa que toca às bailarinas, que nos toca a nós. Isso obriga a uma pausa para compreender”. Como tem sido hábito no trajeto dos coreógrafos, o espetáculo é envolvido numa série de referências relacionadas com a filosofia portuguesa, com a poesia, com a literatura e com a pintura - tanto assim é que contam com a colaboração do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto há dez anos para “fazer a ponte entre a filosofia e a dança”. Se, normalmente, o foco costuma estar em figuras femininas, Hugo conta que para este espetáculo a inspiração esteve em “figuras de sobrevivência” ou então em “figuras a que a Taciturna [a tal figura sombria que representa a impotência] ganhou”. Algumas das principais inspirações são Jacqueline du Pré, violinista britânica que, após perder a sensibilidade nas mãos, continuou a tocar, ou Paul Celan, poeta romeno sobrevivente do Holocausto. Dentro da cultura portuguesa, o espetáculo toma como referência intelectuais como Camilo Pessanha, Venceslau de Morais e Herberto Helder.  Nesta que é a primeira experiência em Aveiro, Hugo Calhim Cristóvão conta que a relação tem sido “bastante boa”. A masterclass que os coreógrafos ministraram na passada quarta-feira, dia 18, contou com a presença de “15, 16 pessoas”, o que “não é tão comum assim”, e Hugo tem sentido “carinho” da parte do Teatro, o que também é “raro” num ramo “não discursivo” da cultura. No que diz respeito à sala, o responsável afirma que a relação “é um bocadinho demasiado próxima” em relação que estava à espera, mas não considera que seja necessariamente um ponto negativo: “Vai permitir ao público ter uma proximidade cinestésica e tátil com as bailarinas e com a dança [...] Vai ser um privilégio, de certa forma”. Para além do espetáculo de dança “Quando Vem a Taciturna de Limiar em Limiar o Presente Frágil”, que é hoje apresentado pelas 21h30, a programação do fim-de-semana do Teatro Aveirense conta também amanhã com um concerto de Camané, pelas 21h30.

Aveirense Dinis Mota é o primeiro a subir a palco na meia-final do Festival da Canção deste sábado
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O jovem natural de Aveiro, - que, recorde-se, é o primeiro a representar a cidade dos canais no Festival da Canção desde a atuação de mema., em 2021 - começa a sua participação no concurso já este sábado, dia 21, com a subida a palco na primeira meia-final da competição. O artista, que apresenta o tema “Jurei”, ocupa a posição nº 1 e é, por isso, o primeiro a atuar. De acordo com a nota de imprensa, a música “tem ocupado os lugares cimeiros nos rankings dos sites da especialidade”. Dinis Mota chega ao Festival da Canção depois de ter sido escolhido como representante da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) para concorrer na “Prova de Acesso” – fase em que competiam alunos de cinco escolas de música do país -, tendo sido votado pelo público para estar na fase final do Festival da Canção. Em entrevista concedida à Ria após ter sido selecionado, o autor e intérprete de apenas 23 anos explicava que a presença na competição “foi sempre algo que quis ter no seu horizonte, mas que teria de trabalhar para isso e não que seria uma coisa do acaso”. Entretanto, o aveirense já comunicou que não irá participar na Eurovisão se vencer o Festival e se Israel se mantiver enquanto participante do concurso europeu. Em comunicado enviado às redações no passado mês de dezembro, Dinis Mota garantiu que, “enquanto cidadão, músico, ser humano […], nunca poderia estar do lado do agressor” e associou-se aos outros 11 concorrentes que também já anunciaram o boicote à Eurovisão.

Porto de Aveiro conclui implementação de Portarias Digitais após investimento de quase cinco milhões
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Segundo avançam os responsáveis, o projeto “marca um passo decisivo na modernização e digitalização do controlo de acessos terrestres aos terminais norte, granéis sólidos e líquidos do Porto de Aveiro”. Integradas com o Cartão Único Portuário (CUP) e com a Janela Única Logística (JUL), as Portarias servem para que seja possível o reconhecimento, validação e registo de pessoas, veículos e mercadorias, “permitindo a automatização integral dos processos de entrada e saída nos terminais”. Com esta modernização, procedimentos anteriormente realizados de forma manual passam a ser automatizados, possibilitando igualmente a monitorização do tempo de estadia nas instalações portuárias. De acordo com a nota, o novo sistema de controlo de acessos promove uma maior fluidez das cadeias logísticas, reforça a segurança das infraestruturas e permite a gestão do acesso aos terminais com base no prévio agendamento das operações portuárias, contribuindo para a redução de congestionamentos, sobretudo no início dos turnos de carga e descarga dos navios. Para além do reforço da eficiência operacional, a implementação das Portarias Digitais contribuirá ainda para a redução das emissões de gases com efeito de estufa, através da otimização dos fluxos de veículos pesados, promovendo uma maior sustentabilidade ambiental e económica das cadeias logísticas que utilizam o porto. O Porto de Aveiro adianta ainda que o investimento “ascendeu a 4,6 milhões de euros”, tendo sido financiado pelo Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade – Sustentável 2030, através do Fundo de Coesão, com uma taxa de cofinanciamento de 85% do valor de investimento elegível.

São Jacinto: Luís Souto reitera que a melhoria da fiabilidade do ferry é prioritária
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Quando tomou a palavra, o presidente da CMA enalteceu que, pela localização e especificidade de São Jacinto, a freguesia seráabrangida por uma “estratégia municipal de coesão territorial”. O caminho, esclarece, passa por uma “política de discriminação positiva para os territórios com maiores constrangimentos geográficos”. Entre as medidas defendidas para o território de São Jacinto, Luís Souto voltou, conforme já tinha feito em campanha eleitoral, a identificar algumas das suas prioridades. O autarca quer aintegração da Junta de Freguesia na Comissão de Cogestão da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto, pretende negociarcom o Governo para a transferência da frente-ria para gestão municipale entende que é necessária amelhoria da fiabilidade do ferry e a reestruturação da articulação de transportes. Para o presidente da Câmara Municipal, é ainda importante desenvolverdo projeto para o Centro Desportivo, apoiar o desernvolvimento do aeródromo de São Jacinto e reforçariniciativas de dinamização económica e investimento no território.

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GrETUA lança podcast e abre livraria a conversa sobre jogos e literatura
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Nesta edição, a conversa parte do mote do quadrimestre para explorar o tema do jogo. Em debate estarão tanto o jogo na literatura como os jogos enquanto objeto de leitura artística e cultural. A proposta passa por refletir sobre este ritual lúdico que acompanha a humanidade desde sempre, questionando o significado dos seus mecanismos na contemporaneidade, sem ignorar as possibilidades criativas abertas pelos videojogos e por novas formas de jogo. Os convidados desta sessão são João Paulo Guimarães, doutorado pela Universidade de Buffalo e investigador nas áreas da poesia experimental e da literatura comparada, e Inês Cardoso, investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa e membro do conselho editorial da revista Skhema. A moderação estará a cargo de David Calão e Vítor Alves Silva. A conversa nasce do armário-livraria dinamizado pelo GrETUA em parceria com a Livraria Snob. Para cada edição é preparado um pequeno lote de livros dedicado ao tema em destaque, estando a partir deste domingo disponível uma seleção dedicada ao jogo nas suas múltiplas ramificações. Esta é a segunda sessão do ciclo “Fora do Armário”, que ficará igualmente disponível em podcast. O primeiro episódio, já publicado, foi dedicado à figura do flâneur e à deambulação, contando com a participação de Diogo Marques. A entrada é livre.

Deputados do PS eleitos por Aveiro querem situação de calamidade para Castelo de Paiva e Anadia
Região

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Numa nota enviada à Lusa, os deputados do PS/Aveiro referem que questionaram o ministro da Presidência sobre os danos provocados pela tempestade Kristin nos concelhos de Castelo de Paiva e Anadia e pedem que se avalie a declaração da situação de calamidade naqueles municípios. Os deputados socialistas dizem que estes dois municípios do distrito de Aveiro remeteram ao Governo uma exposição formal dando conta da dimensão dos estragos sofridos, solicitando a declaração de situação de calamidade, enquanto instrumento essencial para agilizar mecanismos excecionais de resposta e apoio. Recordam ainda que a ausência de enquadramento formal neste regime poderá limitar o acesso a instrumentos financeiros e logísticos indispensáveis à reposição da normalidade, colocando estes concelhos numa situação de particular vulnerabilidade. Os deputados do PS pretendem obter esclarecimentos do ministro da Presidência sobre qual a razão pela qual os concelhos de Castelo de Paiva e Anadia não foram incluídos entre os concelhos em situação de calamidade e que avaliação foi realizada relativamente aos danos provocados pela tempestade Kristin naqueles municípios. Perguntam, portanto, se o Governo tem conhecimento da extensão dos danos sofridos naqueles concelhos e se, nesse sentido, tenciona alargar aos mesmos a declaração de situação de calamidade. Para além disso, questionaram sobre que medidas de apoio foram ou estão a ser mobilizadas para apoiar as populações e as atividades económicas afetadas, que mecanismos de financiamento poderão ser acionados para apoiar a recuperação de infraestruturas e a reposição da normalidade e de que forma está a ser assegurada a articulação com estes dois municípios no levantamento de necessidades e na implementação de respostas. Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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