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Crianças do 1.º ciclo e raparigas são quem mais sofre de ‘bullying’ nas escolas

As crianças do 1.º ciclo e as raparigas são quem mais sofre de ‘bullying’, segundo o Observatório Nacional do Bullying, que recebeu 666 denúncias em cinco anos, quase sempre entre colegas da mesma escola.

Crianças do 1.º ciclo e raparigas são quem mais sofre de ‘bullying’ nas escolas
Redação

Redação

31 jan 2025, 09:22

A plataforma informal de denuncia de casos de 'bullying' foi lançada pela Associação Plano i em 30 de janeiro de 2020 e, desde então, recebeu 666 denúncias, a maioria no primeiro ano de atividade, em que foram recebidas 407 queixas.

Ao longo dos últimos cinco anos, as tendências mantiveram-se: as raparigas são mais vulneráveis, os casos acontecem sobretudo no recreio sob a forma de violência psicológica e são vários os agressores.

Segundo um balanço das denúncias reportadas entre 2020 e 2024, a média das idades das vítimas é 13,7 anos, maioritariamente raparigas (59%), enquanto os agressores foram sobretudo rapazes (56%) com uma média de 13,23 anos.

Os dados mostram também que os anos de escolaridade de maior ocorrência são no 1.º ciclo (32,9%), seguido do 3.º ciclo (23,4%) e do 2.º ciclo (22,4%), mas não significa que as crianças mais novas sejam mais vulneráveis, sugere Mafalda Ferreira, coordenadora do Observatório, em declarações à Lusa.

“Podemos assumir que os pais, o pessoal docente e não docente, as testemunhas estão mais sensibilizadas, por vezes, em torno da idade da criança, o que faz com que haja uma maior tendência para repudiar este comportamento e considerá-lo digno de ser comunicado”, refere a investigadora, sublinhando que, por outro lado, a supervisão nas escolas também é maior no 1.º ciclo.

Os relatos, apresentados frequentemente pelos encarregados de educação, mostram que as situações de ‘bullying’ ocorrem sobretudo nos recreios, durante os períodos de intervalo, mas com as novas tecnologias acabam por extravasar, cada vez mais, esse contexto.

Esta tendência começou durante a pandemia da covid-19, quando as escolas fecharam portas e os alunos continuaram a estudar em casa, mas não se limitou a esse período e tem-se agravado desde então, refere Mafalda Ferreira.

“Não podemos ignorar o que vemos à nossa volta no contexto das camadas mais jovens e do uso precoce dos telemóveis. Faz com que o ‘bullying’ não cesse naquele momento”, sublinha, referindo como exemplo que os alunos podem ser vitimas mesmo dentro da sala de aula, através das redes sociais, e depois de regressarem a casa.  

Apesar de a maioria das situações continuarem a ocorrer presencialmente, 4,8% dos casos denunciados foram ‘online’ e em 22,5% as vítimas sofreram nos dois contextos.

Muitas vezes, o ‘bullying’ ocorre quase todos os dias (54%) e em 21,4% dos casos é mesmo uma realidade vivida diariamente pelas vítimas, sendo que os agressores são quase sempre colegas da mesma escola.

Em média, por cada vítima são contabilizados três agressores, um dado que Mafalda Ferreira considera preocupante.

“Reforça a vulnerabilidade destas vítimas e alguma sensação de falso empoderamento por parte das pessoas agressoras. É um delito que acontece de forma coletiva e pode até ser potenciado nesse sentido”, explica.

Trata-se também, na esmagadora maioria dos casos, de violência psicológica, muitas vezes combinada também com violência social e física, sendo que entre as mais de 600 denúncias recebidas houve casos de violência sexual e financeira.

Os motivos mais apontados são o aspeto físico das vítimas (51,9%) e os resultados académicos (34,9%), havendo também quem sofra devido à idade, sexo, orientação sexual e identidade de género, e nacionalidade e etnia.

O resultado é quase sempre o mesmo: ansiedade, tristeza, vergonha e dificuldades de concentração. Mas as consequências dos casos relatados não se ficam por aí: em 44% dos casos as vítimas tiveram de receber apoio psicológico e em 20,9% tratamento médico.

Ao longo dos cinco anos, registaram-se situações mais graves, sendo que perto de 90 denúncias relatam que os jovens estiveram em risco de vida e cerca de 30 relatam a necessidade de hospitalização.

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Mau tempo: Linhas ferroviárias do Norte, Beira Baixa e Oeste mantêm-se suspensas
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Mau tempo: Linhas ferroviárias do Norte, Beira Baixa e Oeste mantêm-se suspensas

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse à Lusa, cerca das 06:30, que não forma registadas durante a noite “ocorrências significativas”. O ‘site’ da ANEPC regista, contudo, cerca de uma centena de ocorrências, muitas ainda de quarta-feira. Na sua página na rede social Facebook, a CP indica que devido à passagem da depressão Kristin pelo território continental a circulação nas Linhas da Beira Baixa, do Oeste e do Norte, entre Porto e Lisboa, para os comboios de longo curso e serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento continuam suspensas. Na quarta-feira, a CP informou ter suspendido a venda de bilhetes para hoje para os comboios Alfa Pendular e Intercidades das linhas do Norte, Beira Alta e Beira Baixa. A circulação ferroviária esteve na quarta-feira também suspensa nas linhas do Douro, Sul, de Évora, Beira Alta e nono Ramal de Tomar e no serviço regional entre Coimbra B e Aveiro (Linha do Norte). A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados. Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal. A ANEPC registou entre as 00:00 e as 22:00 de quarta-feira em Portugal continental mais de 5.400 ocorrências devido à passagem da depressão Kristin, envolvendo o empenhamento de mais de 18.000 operacionais, tendo as regiões de Leiria e do Oeste sido as mais afetadas pelo mau tempo a nível de danos. A maioria das ocorrências está relacionada com queda de árvores (3.375) e queda de estruturas (1.138).

Mau tempo: Cerca de 2.600 ocorrências no continente devido à passagem da depressão Kristin
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Mau tempo: Cerca de 2.600 ocorrências no continente devido à passagem da depressão Kristin

A passagem da depressão Kristin causou hoje cerca de 2.600 ocorrências no continente, sobretudo queda de árvores e de estruturas e inundações, afetando principalmente os distritos de Leiria, Coimbra, Lisboa e Santarém, disse a Proteção Civil. Segundo Daniela Fraga, adjunta do Comando de operações nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), tratou-se de um fenómeno extremo, com muitas ocorrências em simultâneo, com cerca de 2.600 registos entre as 00:00 e as 10:30. A responsável, que falava aos jornalistas na sede da ANEPC, no concelho de Oeiras, acrescentou que os operacionais estão no terreno desde o início da noite, mas admitiu que “vai ser difícil repor a normalidade”. “Neste momento existem muitos constrangimentos, nomeadamente no que diz respeito às comunicações, às vias de circulação, à distribuição de rede elétrica. Existem muitas árvores caídas a impedir a circulação rodoviária. Existe muita queda de estruturas e também, neste caso, a poder obstruir a circulação rodoviária e os diferentes acessos”, afirmou. A passagem da depressão causou duas mortes, uma das quais devido à queda de uma árvore em cima de um veículo em Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, e a segunda em Monte Real, em Leiria, devido à queda de uma estrutura. As sub-regiões mais afetadas até ao momento são Leiria, Coimbra, Lisboa, Península de Setúbal, Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Aveiro. Foram ativados o plano distrital de Coimbra e foram ativados os planos municipais de Coimbra, Mira, Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere, Lourinhã, Alcobaça, Nazaré, Óbidos, Proença-a-Nova, Castelo Branco e Sertã. A Proteção Civil vai manter-se em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, até hoje à tarde, podendo ser prolongado consoante avaliação das condições.

Mau tempo: 1.700 clientes sem energia elétrica às 16h00
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De acordo com informação enviada pela E-Redes à agência Lusa, Bragança, Leiria e Portalegre são os distritos mais pressionados. No balanço anterior, feito às 11:30, dez mil clientes estavam sem eletricidade, a maioria nas regiões centro e norte litoral. A E-Redes, empresa do grupo EDP que opera as redes de distribuição de energia em Portugal continental, informa que tem 400 operacionais no terreno e que reforçou “todas as equipas” para enfrentar “eventuais agravamentos no impacto na rede de distribuição”. Hoje, em conferência de imprensa, a Proteção Civil alertou para o impacto que a passagem de uma nova depressão, Kristin, poderá ter nas redes de distribuição, tendo sugerido que fornecedores e distribuidoras reforcem os operacionais e elevem o seu estado de prontidão. O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Cívil, José Manuel Moura, antecipa que a passagem da nova depressão “vai afetar sobretudo a vulnerabilidade das redes” de transportes, elétrica, etc., apelando à população que garanta “adequada fixação de estruturas soltas”. A depressão Kristin passará por Portugal na próxima madrugada, com maior impacto entre as três e as seis da manhã, acompanhada de vento muito intenso, podendo as rajadas atingir os 140 quilómetros por hora. A Proteção Civil decidiu elevar o estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, para fazer face à nova depressão meteorológica que atravessará Portugal na próxima madrugada. O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, será a zona de maior risco à passagem de Kristin, que sucede à depressão Joseph e que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) qualificou como “ciclogénese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva. Em contacto com terra, a ciclogénese explosiva “tem um potencial de estrago, de dano muito significativo, num curto espaço de tempo”, alertou José Manuel Moura. O estado de prontidão de nível 4 mobiliza os dispositivos de resposta até 100%, “num prazo de 12 horas”, adiantou, reconhecendo que aguardam um “fenómeno complexo” e “com potencial destrutivo muito significativo”.

Frio traz novo recorde no consumo diário de energia
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Frio traz novo recorde no consumo diário de energia

Na sexta-feira passada, dia 23, registou-se um consumo diário de 198,1 GWh (gigawatt-hora), um novo máximo, segundo revelou hoje a REN em comunicado, recordando que "ao longo do mês de janeiro foram-se estabelecendo novos máximos no consumo diário de energia no sistema elétrico nacional, superando o máximo de anos anteriores". O primeiro recorde registou-se no dia 06 de janeiro, com 186,2 GWh, sendo que o máximo anterior era de janeiro de 2021, depois em 07 e 08 de janeiro (188,1 GWh e 192,4 GWh), mais tarde no dia 20 (com 193,9 GWh), no dia 22 (com 195,5 GWh) e finalmente na passada sexta-feira. A REN adianta que também a potência máxima solicitada ao sistema elétrico nacional registou novos máximos, no dia 06 e subindo no dia 20 de janeiro às 19:45 para 10254 MW (megawatt). No acumulado do mês de janeiro, de 01 a 25, o consumo de energia elétrica subiu 8,5% face ao mesmo período homologo do ano anterior. A semana passada foi marcada pela passagem da depressão Ingrid e Portugal continental começou esta segunda-feira a sentir os efeitos da depressão Joseph, com chuva, neve, vento e agitação marítima no Minho e Douro Litoral, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

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Mau tempo: Estarreja adia inauguração dos passadiços do Antuã
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A decisão foi tomada esta tarde, de forma conjunta, pela presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Isabel Simões Pinto, pelo secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, e pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, que iriam marcar presença na sessão marcada para sexta-feira, segundo uma nota da autarquia enviada à Lusa. “Na base desta decisão está, em primeiro lugar, a solidariedade para com as regiões do país afetadas pela passagem da depressão Kristin e onde foi decretado o estado de calamidade, assim como a previsão de agravamento das condições meteorológicas”, justifica a nota. Os “Passadiços do Antuã”, inserem-se na empreitada de conservação das margens do rio, num investimento de 422 mil euros, com o novo percurso pedonal a estender-se por 1.085 metros a nascente do centro da cidade, com início no Parque Municipal do Antuã e término no caminho de acesso à Ilha dos Amores acompanhando as margens do rio. A data da inauguração será depois anunciada. A criação dos novos passadiços surge após a beneficiação do Parque Municipal do Antuã, que recebeu obras de reabilitação no valor de 568 mil euros, para reforçar a zona de lazer e a sua ligação à zona histórica. A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal. Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

UA promove formação para candidatos a provas de acesso aos seus cursos
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UA promove formação para candidatos a provas de acesso aos seus cursos

O curso destina-se a candidatos Cursos Técnicos Superiores Profissionais e a Licenciaturas da UA através do concurso especial para maiores de 23 anos, a candidatos internacionais, a pessoas que necessitem de realizar uma prova de acesso local e a interessados em reforçar competências científicas nas áreas avaliadas nos exames. Os horários, os custos e meios de pagamento e o formulário de inscrição estão disponíveis na página do continua. As candidaturas estão abertas até 10 de fevereiro, sendo que as aulas terão início ainda durante o mês de fevereiro.

Identificado jovem suspeito de esfaquear outro junto a escola secundária em Aveiro
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"A ação imediata da PSP e a rápida realização de diligências de investigação permitiram, num curto espaço de tempo, a identificação do agressor", refere um comunicado da PSP. Contactada pela Lusa, fonte da PSP não esclareceu se o agressor foi detido ou se está em parte incerta. Os factos ocorreram na quarta-feira, às 14:05, nas imediações de uma escola secundária da cidade de Aveiro. Segundo a PSP, os dois jovens entraram em situação de confronto físico, tendo o mais velho, munido de uma faca de pequenas dimensões, desferido um golpe nas costas e na parte de trás da cabeça da vítima. A PSP refere ainda que a vítima sofreu "ferimentos superficiais, que não lhe criaram perigo para a vida", tendo sido transportada ao hospital, onde recebeu tratamento.

Depressão Kristin: Docente da UA afasta alterações climáticas e reconhece limites da previsão
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Inicialmente, Aveiro chegou a ser identificada como uma das zonas de maior risco à passagem da Kristin, que sucedeu à depressão Joseph, conforme noticiado pela Ria.  Na manhã seguinte, viria a confirmar-se que Aveiro não tinha sido das regiões mais afetadas, mas sim os distritos de Leiria (por onde entrou a depressão), Coimbra, Santarém e Lisboa. Da passagem da depressão sabe-se ainda que deixou um rasto de destruição, com pelo menos cinco mortos e vários desalojados. Face a este cenário, em entrevista à Ria, José Manuel Castanheira começou por sublinhar que o fenómeno foi “claramente previsto”. “Foi por essa razão que o IPMA alertou a Proteção Civil e houve todos os alertas vermelhos. A Proteção Civil elevou o estado de prontidão para o nível máximo (4)”, expôs. Ainda assim, reconheceu que a previsão meteorológica tem um “limite teórico”. “A previsão sequencial do estado do tempo (…) vai-se degradando (…) com o horizonte temporal. O que estou a prever para amanhã é diferente de prever depois de amanhã”, apontou.  Apesar da antecipação do fenómeno, o professor auxiliar salientou que os impactos dependem também da forma “como a população reage”, admitindo que houve situações “inevitáveis”. “Face à violência do vento, há muitas estruturas que não resistiram”, apontando como exemplo a queda da roda-gigante na Figueira da Foz. “Os estragos são consequência da violência daquilo que está a acontecer”, afirmou. Consciente das vítimas mortais, José Manuel Castanheira recordou ainda ser necessário tomar “medidas de cautela”.  “Tenho um professor em Lisboa que se farta de referir que há uma inconsciência das pessoas. Por exemplo, quando há tempestade irem para a linha da Costa para ver a força do vento… Às vezes, corremos riscos desnecessários”, recordou, sublinhando ser importante “salvaguardar vidas e bens”. Sem conseguir prever quando um fenómeno semelhante voltará a ocorrer, o docente não tem dúvidas de que este tipo de “eventos” se repetirá em Portugal. “Há uma coincidência… A zona mais atingida por esta depressão coincidiu com uma zona que foi muito afetada por uma tempestade em outubro de 2018. (…) Estes fenómenos são eventos extremos pela sua violência, mas também pelo facto de serem pouco frequentes”, explicou, acrescentando que, se acontecessem com regularidade, “nem conseguiríamos viver em algumas regiões”. Questionado sobre o nível de preparação do país, José Manuel Castanheira elogiou o trabalho da Proteção Civil e do IPMA. “Eu acho que a proteção civil atuou bem. O IPMA fez as previsões… Vemos agora alguns previsores pós acontecimento a dizer que ‘previam que a depressão passasse uns quilómetros mais abaixo’…. Isso é completa ignorância da pessoa que está a falar”, criticou. Ainda assim, reconheceu que há “aspetos a melhorar”, nomeadamente ao nível do “desenvolvimento científico” e de “questões organizacionais”. “Eu acho que o país está preparado… Agora se se perde, muitas vezes, bens isso não enriquece”, sublinhou, salientando que “em termos de previsão ainda não é possível fazer melhor”. “Os instrumentos que se utilizam para fazer previsão são os mesmos que se usam para fazer levantar um avião. (…) A antevisão não é só o IPMA que faz… Há primeiro uma escala mundial (…) que é feita no centro europeu (…) e depois (…) o IPMA vai buscar essas previsões e interpreta-as”, explicou. José Manuel Castanheira considerou, por fim, que o fenómeno não pode ser diretamente atribuído às alterações climáticas. “A alteração climática é a alteração da frequência com que ocorre. Não é uma coisa que se diz ‘antes não ocorria e depois passou a ocorrer’. É essa a diferença entre clima e tempo”, contou, acrescentando que, mesmo que estes eventos se tornem mais frequentes, “é fundamental continuar a manter e a reforçar as estruturas de previsão”.