RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Mau tempo: Proteção Civil registou 48 ocorrências até às 07:00

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou entre as 00:00 e as 07:00 de hoje 48 ocorrências devido à chuva e ao vento fortes, a maioria quedas de árvores, mas sem causarem vítimas.

Mau tempo: Proteção Civil registou 48 ocorrências até às 07:00
Redação

Redação

28 jan 2025, 09:32

“Entre as 00:00 e as 07:00 tivemos 48 ocorrências, a maioria quedas de árvores, inundações e limpezas de via motivadas pela chuva e vento”, disse à agência Lusa, José Rodrigues da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Segundo José Rodrigues, as regiões mais afetadas foram Aveiro (nove incidentes) e Oeste (seis), e as restantes distribuídas pelo restante território do continente.

“Nas ocorrências foram mobilizados 170 operacionais, com o apoio de 69 meios terrestres”, indicou.

Portugal tem estado sob o efeito da depressão Herminia com chuva, vento e agitação marítima fortes, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Devido ao mau tempo, o IPMA colocou os distritos do Porto, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga até às 12:00 de hoje sob aviso vermelho por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de ondas de noroeste com 07 a 08 metros de altura significativa, podendo atingir 14 metros, e vão voltar a estar na quarta e quinta-feira.

O IPMA emitiu também aviso vermelho por causa do estado do mar para os distritos de Faro, Setúbal e Beja entre as 03:00 e as 06:00 de quinta-feira.

Foram igualmente emitidos avisos de chuva e vento forte para quarta e quinta-feira.

O Instituto prevê a partir da madrugada de quarta-feira precipitação forte no norte e centro e rajadas de vento entre os 80 a 100 quilómetros por hora no litoral oeste e terras altas e agitação marítima devido à passagem da depressão Ivo.

Recomendações

Todos os distritos de Portugal continental sob aviso amarelo por causa da chuva
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Todos os distritos de Portugal continental sob aviso amarelo por causa da chuva

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou na terça-feira em comunicado que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte. “Para os dias seguintes prevê-se a passagem de novas superfícies frontais e a continuação deste padrão muito instável”, é referido na nota. Esse sistema frontal começa pela região sul e irá estender-se gradualmente às restantes regiões do continente durante o dia de hoje, prevendo-se que o período com valores acumulados de precipitação mais elevados e vento mais intenso seja na noite de hoje para quinta-feira, passando gradualmente a regime de aguaceiros, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada. Devido a esta previsão meteorológica, o IPMA emitiu aviso amarelo de chuva por vezes forte para os distritos de Évora, Faro, Setúbal e Lisboa até às 15:00 de hoje e a partir desta hora até às 09:00 de quinta-feira. Viseu, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo e Braga estão sob aviso amarelo por causa da chuva até às 21:00 de hoje e depois entre as 03:00 e as 09:00 de quinta-feira. Já os distritos de Bragança, Porto, Guarda, Leiria, Beja, castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Portalegre vão estar sob aviso amarelo devido à chuva entre as 03:00 e as 09:00 de quinta-feira. O IPMA colocou igualmente os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Faro, Vila Real, Setúbal Santarém, Viana do Castelo e Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga por causa do vento hoje e na quinta-feira, prevendo-se rajadas até 90 quilómetros por hora e até 100 nas serras. Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso laranja por causa da agitação marítima entre as 12:00 de quinta-feira e as 18:00 de sábado, prevendo-se ondas do quadrante oeste com 05 a 06 metros de altura significativa, podendo atingir 12 a 13 metros de altura máxima. Devido ao estado do mar, as barras marítimas de Aveiro, Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa do Varzim, Vila do Conde, Ericeira, Nazaré, São Martinho do Porto, Albufeira e Alvor estão hoje encerradas a toda a navegação As barras marítimas de Leixões, Viana do Castelo, Lisboa e Portimão estão condicionadas. Os distritos da Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco vão estar sob aviso laranja entre as 12:00 e as 22:00 de sexta-feira devido à queda de neve acima de 800 metros. Também por causa da neve, Bragança, Viseu e Aveiro vão estar sob aviso amarelo entre as 15:00:00 e as 22:00 de sexta-feira. O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Governo estima 20 ME para recuperar 50 monumentos afetados pela tempestade
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Governo estima 20 ME para recuperar 50 monumentos afetados pela tempestade

“O último levantamento que temos são mais de 50 monumentos nacionais com danos provocados pela tempestade ou pelos efeitos da precipitação muito intensa que se seguiu”, afirmou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, indicando que esta lista “pode crescer nos próximos dias” à medida que o levantamento prossegue no terreno pelas equipas da Museus e Monumentos de Portugal e do Património Cultural - Instituto Público. Segundo a governante, “estimamos que sejam necessários cerca de 20 milhões de euros que já estão reservados precisamente para essas intervenções”, admitindo reforços através do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural, caso surjam novas necessidades, dando como exemplo várias igrejas danificadas no concelho de Pombal. No caso concreto de Tomar, no distrito de Santarém, a ministra sublinhou que o Convento de Cristo é “um dos equipamentos culturais mais afetados”, razão pela qual iniciou ali o périplo de visitas que hoje também passam por Ourém e Batalha, nomeadamente pelo Castelo e Paço dos Condes de Ourém e pelo Mosteiro da Batalha. Só em Tomar, a destruição da Charolinha da Mata dos Sete Montes e os danos no Convento deverão ultrapassar 750 mil euros. “A Charolinha foi completamente destruída. Partes caíram dentro de água e será necessário um trabalho muito cuidadoso de drenagem e recuperação das peças para permitir a sua reconstrução”, descreveu, apontando para um prazo de “provavelmente um ano” até à conclusão da intervenção. Questionada sobre custos, detalhou: “Será sempre mais de meio milhão de euros para a Charolinha”. Já para o Convento de Cristo, a estimativa preliminar apontada pela Museus e Monumentos no sábado anterior é de cerca de 250 mil euros. A ministra destacou ainda o trabalho das equipas do monumento na mitigação imediata dos danos. “Partiram-se vitrais e havia chuva a entrar. As equipas conseguiram em poucas horas encontrar uma solução para evitar que os danos fossem ainda maiores”, afirmou. Sobre os restantes locais da visita, adiantou que “o Mosteiro da Batalha é o monumento mais afetado”, prevendo um investimento “superior a um milhão de euros, só no caso da Batalha”. Em Ourém, apesar de se tratar de um equipamento municipal, a tutela foi alertada para “sérios danos, nomeadamente o colapso parcial do telhado”, garantindo apoio técnico ao município. O presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, descreveu um cenário “devastador” na Mata dos Sete Montes. “Olhar para lá e ver aquilo é devastador, só árvores tombadas. A Charolinha ficou totalmente destruída”, afirmou à Lusa, explicando que a mata foi encerrada ao público devido ao risco provocado por árvores instáveis, assim como o Convento de Cristo. Também a diretora do Convento de Cristo, Andreia Galvão, que acompanhou a ministra na visita, explicou que o monumento classificado como Património da Humanidade registou a destruição de um vitral e o desprendimento de duas gárgulas, sublinhando, contudo, que “o principal dano foram as árvores em redor do complexo monumental”. Em Tomar, segundo Tiago Carrão, a par do trabalho contínuo na desobstrução de vias, limpeza, e reparação de telhados, a preocupação mantém-se ao nível do abastecimento de água e do restabelecimento de energia eléctrica em algumas zonas do concelho. “Essa tem sido a principal preocupação, sobretudo a reposição da energia elétrica, porque a falta de água resulta da ausência de eletricidade nas estações elevatórias. Até ontem tínhamos freguesias completamente às escuras, mas entretanto o fornecimento começou a ser restabelecido. Esta noite registou-se um progresso significativo, o que nos deixa confiantes de que nos próximos dias a situação esteja totalmente normalizada”, declarou. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Universidade do Porto mostra que idosos com solidão utilizam mais recursos de saúde
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Universidade do Porto mostra que idosos com solidão utilizam mais recursos de saúde

“Quanto maior o nível de solidão, maior é a utilização de recursos de saúde”, é a conclusão resultante de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Esta investigação, revelou hoje à agência Lusa a FMUP, em comunicado, identifica “um maior número de consultas, mais episódios de ida às urgências e um consumo mais elevado de medicamentos entre idosos que apresentam solidão severa”. O estudo, intitulado “A solidão como determinante da utilização dos serviços de saúde em idosos” e publicado na revista European Geriatric Medicine, envolveu a realização de um inquérito a mais de 300 pessoas idosas residentes no Baixo Alentejo (correspondente ao distrito de Beja). Trata-se de “uma região predominantemente rural, envelhecida e socialmente vulnerável”, explicou a FMUP, referindo que os resultados mostram que "mais de metade dos participantes referiram solidão leve e cerca de 15% apresentaram níveis de solidão severa". “A solidão severa associou-se a uma média de quase sete medicamentos por dia, cerca de seis consultas anuais nos cuidados de saúde primários e duas visitas ao serviço de urgência, números substancialmente superiores aos observados nos participantes sem solidão”, adiantou Paulo Santos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e um dos autores do estudo. A solidão, pode ler-se, “surge como um determinante clínico que aumenta a procura de cuidados médicos, não por agravamento da doença, mas frequentemente como forma de substituir a ausência de relações sociais, com potenciais impactos humanos e económicos relevantes”. Segundo os investigadores, “a falta de identificação da solidão como qualquer outro fator de risco contribui para a medicalização do sofrimento social e para respostas de saúde menos ajustadas às necessidades reais das pessoas idosas”. Por isso, são necessárias “mudanças estruturais na forma como a solidão é reconhecida e tratada” e é preciso reforçar o "investimento em transportes, espaços públicos, programas comunitários e estratégias de envelhecimento ativo". “A solidão é prevenível, identificável e dispõe de tratamento adequado”, lembram os autores do trabalho, que contou com a colaboração das médicas e investigadores Ângela Mira e Cristina Galvão, da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que abrange 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja. Integrar o rastreio sistemático da solidão nos cuidados de saúde e implementar modelos de prescrição social, como atividades comunitárias, programas intergeracionais ou grupos de vizinhança, são duas das medidas que os investigadores apontam no estudo como "uma resposta eficaz e alinhada com a evidência internacional". “A solidão afeta negativamente a saúde dos idosos e acarreta uma maior pressão sobre o sistema de saúde. A solução não pode passar pela prescrição de mais comprimidos, mas sim por reforçar este sentido de comunidade”, defendeu Paulo Santos.

Mau Tempo: GNR pede à população "comportamentos de autoproteção"
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Mau Tempo: GNR pede à população "comportamentos de autoproteção"

“Tendo em conta os riscos associados às condições meteorológicas adversas e às ações de recuperação em curso, a Guarda apela à população para que adote comportamentos de autoproteção, salvaguardando a sua segurança e a dos seus familiares”, afirmou a GNR em comunicado. Em concreto, a força policial pede à população que siga sempre as indicações das autoridades e dos serviços de proteção civil e que evite a aproximação de árvores instáveis, estruturas danificadas, cabos elétricos caídos ou zonas sinalizadas como perigosas. Do mesmo modo, a Guarda recomenda a retirada, “sempre que possível e em segurança”, de bens materiais e animais de zonas suscetíveis a inundações ou cheias, o reforço dos cuidados durante trabalhos em altura (como subidas a telhados e a utilização segura de lareiras), salamandras e outros sistemas de aquecimento, “garantindo ventilação adequada, limpeza das chaminés e a extinção total das brasas antes de dormir”. O comunicado refere também que os geradores devem ser usados exclusivamente no exterior das habitações, afastados de portas e janelas, prevenindo a acumulação de gases tóxicos, devendo os seus utilizadores estar atentos a sinais de intoxicação por monóxido de carbono e, caso ocorram, abandonar de imediato o local e contactar o número de emergência 112. A GNR recomenda ainda “a vigilância acrescida das habitações, sobretudo das que se encontrem temporariamente desocupadas”, e que qualquer situação suspeita deve ser comunicada às forças de segurança. “A Guarda Nacional Republicana continuará empenhada no acompanhamento da situação, mantendo-se próxima das populações e disponível para prestar apoio, reforçando o seu compromisso com a segurança, a proteção e o bem-estar de todos”, afirma a GNR no comunicado, que assinala igualmente a articulação com as entidades do sistema de proteção civil. A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. O Governo alargou este domingo a situação de calamidade a mais nove concelhos e prolongou a sua vigência até 08 de fevereiro, na sequência dos danos causados pela tempestade Kristin e do risco extremo de cheias nos próximos dias. Além dos 60 concelhos já abrangidos, passam a estar em situação de calamidade os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Alcácer do Sal, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ovar e Sever do Vouga.

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Universidade de Aveiro desenvolve substitutos ósseos a partir de impressão 3D
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Segundo uma nota de imprensa da Universidade, os investigadores recorreram à técnica de fotopolimerização em cuba, para produzir peças à medida de cada paciente, utilizando uma resina líquida que solidifica com a ação da luz. O objetivo é criar “peças à medida de cada paciente, tendo em conta as características específicas do osso a substituir, com uma estrutura sólida que tenha uma forma muito próxima da prótese óssea necessária para cada caso clínico”. O projeto utilizou hidroxiapatite suspensa numa resina de base aquosa, para mimetizar o mineral do osso humano e permitir a produção de estruturas complexas, adaptadas a cada caso clínico. A utilização da base aquosa reduziu em cerca de 80% o uso de compostos orgânicos e diminuiu o tempo da fase final de produção em cerca de 60%. “Os próximos passos do processo envolvem a avaliação do comportamento biológico do material e a realização de testes avançados para garantir a segurança e eficácia das soluções antes da aplicação clínica”, explica a nota. O trabalho contou com a participação de Simão Santos e Manuel Alves, estudantes de doutoramento, e das professoras Susana Olhero e Georgina Miranda do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica.

Antigos Alunos da UA empossam novas coordenações dos Núcleos Alumni esta sexta-feira
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Antigos Alunos da UA empossam novas coordenações dos Núcleos Alumni esta sexta-feira

No total, vai ser dada posse a 96 dirigentes de 23 núcleos diferentes: três núcleos específicos (futebol – secção autónoma, rugby e business lab) e 20 núcleos por todas as unidades orgânicas da UA (16 departamentos e quatro escolas politécnicas). A coordenação mantém-se em apenas seis dos 23 núcleos, sendo eles o núcleo de Ambiente e Ordenamento, Ciências Sociais, Políticas e do Território, Educação e Psicologia, Línguas e Culturas, Matemática e Rugby. Segundo a nota de imprensa, entre os dirigentes que tomam posse esta sexta-feira na Sala do Senado da Universidade de Aveiro existe uma combinação entre docentes, funcionários e investigadores adstritos à própria Universidade de Aveiro, com quadros da administração pública e de várias empresas portuguesas e multinacionais.

PJ deteve três suspeitos de tráfico de droga em Aveiro e Porto
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PJ deteve três suspeitos de tráfico de droga em Aveiro e Porto

Em comunicado, a PJ esclareceu que os suspeitos, dois homens e uma mulher, com idades entre os 30 e 37 anos, foram detidos durante uma operação policial realizada nas zonas de Aveiro e do Porto. Segundo a Judiciária, a investigação visava uma rede organizada de abastecimento de droga em vários pontos de venda nos concelhos de Aveiro, Ílhavo, Albergaria-a-Velha e Estarreja, bem como a introdução de produto estupefaciente no estabelecimento prisional de Aveiro. A PJ refere que em causa estava o abastecimento de vários pontos de venda direta de haxixe, praticada em larga escala. Durante a operação, de acordo com a Judiciária, foram realizadas diversas buscas que culminaram na apreensão de nove quilogramas de haxixe, de elevado grau de pureza, cerca de seis mil euros em dinheiro e uma réplica de arma de fogo de "elevada qualidade e parecença com a real". A PJ refere ainda que os detidos, que não têm qualquer ocupação profissional conhecida, vão ser presentes às autoridades judiciais na comarca de Aveiro para aplicação das adequadas medidas de coação.

Paulo Jorge Ferreira garante que a UA paga melhor, contrata mais e está preparada para o pós-PRR
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Paulo Jorge Ferreira garante que a UA paga melhor, contrata mais e está preparada para o pós-PRR

Desde a centralização do atendimento aos estudantes no edifício da Reitoria até à revisão do quadro remuneratório dos trabalhadores, Paulo Jorge Ferreira assinala que a “estrutura de serviços, (…) não é nada semelhante ao que vigorava no passado”. A mesma visão também é subscrita por Mário Pelaio, para quem as mudanças na Universidade também justificam a evolução: “Os serviços de 2015, 2016, 2018, 2019… não respondem às necessidades de uma universidade de 2025”. O crescimento da UA e do investimento nos serviços não foi acompanhado, no entanto, pelo financiamento público à instituição, segundo o reitor. “As dificuldades de financiamento são permanentes. Se nós estamos à espera de um ano em que haja financiamento abundante para fazer investimentos, não fazemos coisa alguma”, sublinha. Paulo Jorge Ferreira diz que o ano de 2025 terminou com a Universidade a ter ainda “13,5” milhões de euros a receber do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o que “deixará um saldo negativo importante” nas contas da instituição. Não obstante, afirma que, apesar de “ficar sempre muito aquém do que gostaria de fazer”, a UA tem conseguido fazer os seus investimentos e seguido um plano “agressivo” de desenvolvimento e crescimento. Nesta manobra de crescimento, que se fez sentir nos vários setores da UA, destaca-se o aumento da aposta na investigação, cujo orçamento foi “dobrado” em relação a 2019. Mário Pelaio reflete que os efeitos desse aumento “têm de ser acompanhados por um aumento de recursos - não só recursos materiais, mas também recursos humanos”. Nesse sentido, explica, cerca de “2/3” das contratações efetuadas foram “para fazer face a necessidades transitórias e, portanto, com recurso a meios precários”. “Mas as preocupações com o pessoal não se circunscrevem às questões quantitativas”, assinala o administrador, que acrescenta que “houve necessidade de adaptar os recursos a essas novas necessidades”. Por isso, segundo aponta, a UA teve a preocupação também de “aumentar a formação” e a “criação de uma lógica que respondesse aos novos desafios”. Essa preocupação, “alinhada com os objetivos estratégicos da UA”, passou por “aumentar as condições de bem-estar dos trabalhadores”. De acordo com o administrador, uma parte significativa das contratações serviu para responder às exigências do PRR. Diz Paulo Jorge Ferreira que, “depois de terminado o programa, vai ser preciso manter a funcionar a máquina maior que montámos” e, por isso, “muitas das contratações que foram realizadas terão de se manter no futuro”. “Por exemplo, as residências, só no Crasto, têm cinco novos blocos. Isso determina uma dimensão para os Serviços de Ação Social diferente daquela que havia no passado. E quem diz ação social diz limpeza, segurança, jardinagem…”, explica o reitor. Com isto em mente, Paulo Jorge Ferreira garante que a instituição “está muito bem preparada para o futuro”. Os desafios, no entanto, como já tinha afiançado Mário Pelaio, não se colocam apenas no número de pessoas que trabalham nos serviços, mas também na qualidade. “A despesa com o pessoal é evidente que aumentou, porque houve mais contratações. Mas aumentou também porque pagamos melhor. (…) Há sinais óbvios de que nós estamos a manter a estrutura humana da Universidade de Aveiro, atendendo não só a novas pessoas, mas também a cuidar daqueles que já cá estão. E isso, para mim, dentro dos limites que a lei nos concede, é a principal prioridade”, assegura. De acordo com os dados indicados pelo reitor, “a mediana das remunerações do pessoal técnico subiu 50% nos últimos seis anos”. Da mesma forma, “baixou o tempo médio de permanência na mesma categoria, (…) de mais de uma década para quatro anos”, o que indica que a UA “está a fazer progressões de forma mais ágil”. Estas melhorias conduzem a que, de acordo com o reitor, a idade média e mediana não se tenha agravado. “Em seis anos cresceram, no pior dos casos, entre três e seis meses”, indica. No mesmo tema, o administrador da UA elencou algumas das medidas tomadas pela universidade para conseguir destacar-se. Mário Pelaio recorda que “temos mais de 64% dos trabalhadores em regime de direito privado. Portanto, ao abrigo do Código de Trabalho e da regulamentação, estão abrangidos pela regulamentação interna e já não são diretamente dependentes da função pública”. “Isso permite alguma flexibilidade na oferta do sistema remuneratório da Universidade”, acrescenta. O responsável adianta que a Universidade fez, em 2023, uma alteração ao regulamento de carreiras, “eliminando algumas posições remuneratórias de base e, portanto, passando a contratar em posições mais acima, no que toca aos técnicos superiores”. Entre outras notas, destaca ainda que a UA tem um sistema de avaliação de desempenho que “não é totalmente coincidente com o sistema de avaliação de desempenho na função pública” e que a instituição assumiu uma opção gestionária que vai resultar numa “progressão atípica na carreira de mais de 270 trabalhadores”. O facto de pagar melhor é uma forma de atrair “os melhores” para a instituição, mas não chega, diz o reitor: “Pagamos melhor e por isso temos mais facilidade em reter talento, mas também se paga melhor noutros lados e, por isso, não ganhamos uma vantagem competitiva significativa ou, pelo menos, não a ganhamos face àqueles sítios com que interessa realmente competir”. Nas palavras de Mário Pelaio, o facto de a comunidade da UA poder beneficiar do acesso a atividades desportivas e de recreação a preços muito competitivos nas instalações desportivas da instituição, bem como de oportunidades de mobilidade interna e das boas práticas laborais implementadas, contribui para o aumento dos níveis de satisfação e retenção dos profissionais. Na mesma linha, o responsável destaca ainda que o acesso facilitado ao regime de teletrabalho funciona como um importante fator de motivação, permitindo aos trabalhadores manter uma maior proximidade com as suas famílias. Embora os cargos dirigentes na função pública não sejam tão bem remunerados como no privado, Mário Pelaio afirma que não tem existido falta de interesse. Conforme explica, “o plano de capacitação de trabalhadores para o exercício de funções dirigentes tem vindo a ser extremamente concorrido” e existe “um conjunto de trabalhadores altamente qualificado e muito motivado para o exercício das suas funções e também para o exercício das funções dirigentes”. Da mesma opinião, o reitor assinala que a forte adesão aos concursos não é vista como um problema: “Preocupado ficaria eu se ficasse vazio o concurso”. Apesar disso, a realidade é que nestes cargos tem-se verificado alguma rotatividade nos últimos anos, algo que não é visto com maus olhos pelo reitor Paulo Jorge Ferreira. O responsável afirma que “é um fator natural no crescimento institucional e, quando as coisas não estão bem, a gente tem a obrigação de as mudar e de não manter tudo a funcionar mal, sabendo que está mal”.