RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

Ria-Check

Ria lança projeto de fact-check e dedica estreia à polémica das portagens de Aveiro na A25

A Ria – Rádio Universitária de Aveiro estreia hoje o seu novo projeto de fact-checking, o ‘Ria-Check’, com o principal objetivo de confirmar a veracidade de afirmações proferidas no espaço público pelos diferentes protagonistas da universidade, cidade e região de Aveiro. O tema de hoje é referente à polémica da ausência do troço de Aveiro na proposta para abolição das portagens nas ex-SCUT.

Ria lança projeto de fact-check e dedica estreia à polémica das portagens de Aveiro na A25
Redação

Redação

03 jan 2025, 17:54

PSD/CDS votaram contra a abolição das portagens na A25 por não incluir os pórticos de Aveiro

A afirmação é falsa. “O próprio PSD e o CDS votaram contra porque viram logo na proposta inicial que ela não era justa, porque não contemplava este três pórticos”, afirmou ontem Rogério Carlos, vice-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e vogal da Comissão Política da Secção do PSD-Aveiro, em declarações à SIC, depois de criticar Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, pela não inclusão da concessão da Costa de Prata da A25 (que liga a Barra a Albergaria-a-Velha e inclui três pórticos com portagens durante o seu troço) na proposta para a abolição das portagens em várias autoestradas do país.

Na ata da reunião plenária da Assembleia da República, datada de 2 de maio de 2024, onde se procedeu à discussão do Projeto de Lei n.º 72/XVI do Partido Socialista, com o título “Elimina as taxas de portagem nos lanços e sublanços das autoestradas do Interior (ex-SCUT) ou onde não existam vias alternativas que permitam um uso em qualidade e segurança”, os deputados do PSD Hugo Soares e Cristóvão Norte afirmam que o seu partido defende “um sistema integrado que respeite o princípio do utilizador-pagador” e uma “redução gradual” das portagens. Na mesma ata não é referido, em nenhum momento, que PSD/CDS iriam votar contra a proposta do PS por esta não incluir os pórticos de Aveiro.

Recorde-se que, tal como noticiou a Resnascença, Hugo Soares, líder da bancada do PSD, durante uma reunião do seu grupo parlamentar, invocou “disciplina de voto” a todos os deputados do seu partido, argumentado que “o PSD nunca defendeu a eliminação imediata das portagens e que o projeto de lei da AD que irá a votos no debate prevê a redução de 50% e que a abolição significa uma despesa na ordem dos 200 milhões de euros”.

Ângela Almeida (PSD) defendeu princípio de utilizador-pagador na A25

A afirmação é verdadeira. A atual deputada do PSD à Assembleia da República que é ainda presidente da Junta de Freguesia de Esgueira e vice-presidente da Comissão Política da Secção do PSD-Aveiro é uma das autoras do Projeto de Resolução nº 61/XVI/1ª com o título “Pela redução gradual e financeiramente responsável de portagens no interior e nas grandes áreas metropolitanas”, datado de 26 de abril de 2024.

Neste Projeto de Resolução, os grupos parlamentares do PSD e CDS-PP recomendam ao Governo “uma redução de portagens ambiciosa”, “com respeito pela sustentabilidade das finanças públicas” e que não coloque “em causa os princípios do utilizador-pagador e poluidor-pagador (...) contemplando as vias A22, A23, A24, A25, A28, A4, A13”.

PS ignorou avisos do PSD sobre a ausência dos pórticos de Aveiro na sua proposta de lei para abolição de portagens nas ex-SCUT

A afirmação é verdadeira. No Projeto de Lei n.º 72/XVI, com o título “Elimina as taxas de portagem nos lanços e sublanços das autoestradas do Interior (ex-SCUT) ou onde não existam vias alternativas que permitam um uso em qualidade e segurança”, datado de 22 de abril de 2024, o Partido Socialista (PS) apenas colocou na proposta a abolição das portagens no troço da A25 – Beiras Litoral e Alta que liga Albergaria-a-Velha a Vilar Formoso.

Durante a discussão na reunião plenária da Assembleia da República, como se pode ler na ata, o líder da bancada do PSD, Hugo Soares, aproveitou para atacar diretamente Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, por este ser deputado pelo círculo de Aveiro e se ter esquecido de colocar os acessos a Aveiro no projeto de lei do PS para abolição das portagens.

Recomendações

“O vice-presidente da Câmara não gosta da localização do hotel, nem da dimensão". É verdade?
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“O vice-presidente da Câmara não gosta da localização do hotel, nem da dimensão". É verdade?

Na última sessão da Assembleia Municipal de Aveiro, a deputada socialista Cláudia Cruz Santos afirmou: “O vice-presidente da Câmara não gosta da localização do hotel, nem da dimensão.” A frase foi proferida a propósito da revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, um dos temas mais controversos da atualidade municipal. Nas declarações feitas durante a reunião extraordinária do Executivo, Rui Santos admitiu, a título pessoal, reservas em relação ao projeto, tanto quanto à dimensão como quanto à localização. Sobre a altura do edifício, afirmou: “Se me perguntasse se eu gostaria que o número de andares do hotel fosse reduzido? Claro que gostava.” Pouco depois, reforçou a mesma ideia: “Eu, com toda a franqueza, também gostaria de ver uma cércea menor.” Relativamente ao local escolhido, o autarca alinhou também com a crítica do PS: “Ninguém está contra este hotel, estamos contra é aquele sítio? Isso até nós. Gostaríamos de colocar noutro sítio.” Estas passagens confirmam que o vice-presidente preferiria, em termos pessoais, um hotel mais baixo e noutra localização. Contudo, ao longo da mesma intervenção, Rui Santos também insistiu que a questão não se resume ao gosto individual de cada um e que mantém apoio político ao projeto. Logo no início, sublinhou a importância da estabilidade das decisões: “Nós não estamos na discussão deste instrumento de planeamento, estamos aqui na discussão de uma possível revogação de um documento que já foi aprovado por esta casa.” E esclareceu o critério que considera determinante: “Aqui a questão não é o nosso gosto pessoal. É (…) casar a vontade do investidor privado com aquilo que é o interesse público.” O vice-presidente destacou ainda os potenciais benefícios turísticos e económicos para o município: “Acho que (…) todos nós estamos de acordo que tem que se aumentar a oferta turística de excelência” e “acho que do ponto de vista turístico há aqui ganhos significativos”. Em suma, admite reservas pessoais, mas considera que elas não justificam a revogação do projeto. Conclusão: VERDADEIRO, MAS... A frase da deputada Cláudia Cruz Santos corresponde, portanto, ao que Rui Santos efetivamente disse sobre as suas preferências pessoais: ou seja, não gosta da localização nem da dimensão do hotel. Porém, omite um elemento essencial de contexto - o vice-presidente não se opõe politicamente ao projeto e defende a sua continuidade por razões de interesse público e de segurança jurídica. A afirmação é verdadeira no essencial, mas incompleta. Isolada do restante discurso, pode levar a concluir que Rui Santos está contra o avanço do atual Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, o que não corresponde à totalidade da sua posição.

Luís Souto atribui a Manuel Assunção a criação da Fábrica Ciência Viva e do PCI. É verdade?
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Luís Souto atribui a Manuel Assunção a criação da Fábrica Ciência Viva e do PCI. É verdade?

As eleições autárquicas em Aveiro continuam a gerar polémica. Os candidatos Luís Souto (coligação 'Aliança Mais Aveiro') e Alberto Souto (PS) procuram disputar espaço e influência na Universidade de Aveiro, tentando atrair figuras prestigiadas da comunidade académica para reforçar a sua credibilidade junto do eleitorado. O socialista Alberto Souto anunciou, ao longo dos últimos meses, o apoio de dois antigos reitores da Universidade de Aveiro como membros da sua Comissão de Honra: Júlio Pedrosa (reitor entre 1994 e 2001) e Helena Nazaré (reitora entre 2002 e 2010). Em resposta, Luís Souto revelou, numa sessão pública no Teatro Aveirense, que o mandatário da sua candidatura será Manuel Assunção, reitor da UA entre 2010 e 2018. Durante a apresentação, Luís Souto destacou a Fábrica Centro Ciência Viva e o PCI – Parque de Ciência e Inovação como exemplos do “fortíssimo impacto” da “ação governativa” de Manuel Assunção. A mesma ideia foi reforçada na nota de imprensa enviada à comunicação social. “A ação governativa do professor Manuel Assunção teve um fortíssimo impacto em Aveiro e na região. Destacando-se, a título de exemplo, a Fábrica Ciência Viva, o Parque Ciência e Inovação da região de Aveiro.” Luís Souto, 20 de junho de 2025 “O Prof. Manuel Assunção (...) foi vice-reitor (de 1994 a 2009) e reitor da Universidade de Aveiro (de 2010 a 2018), promovendo a criação de estruturas como a Fábrica - Centro Ciência Viva e o PCI - Parque de Ciência e Inovação.” Nota de imprensa da candidatura ‘Aliança Mais Aveiro’. A Fábrica Centro Ciência Viva foi inaugurada a 1 de julho de 2004, como indica uma publicação recente da própria Universidade de Aveiro nas redes sociais. Na altura, a UA era liderada por Helena Nazaré, que foi reitora de 2002 a 2010. Na foto da inauguração - onde se vê a presença de Mariano Gago, então ministro da Ciência - é possível ver Helena Nazaré em lugar de destaque. Ou seja, o projeto nasceu e foi concretizado sob a liderança de Helena Nazaré. Já o PCI - Parque de Ciência e Inovação foi inaugurado em 2018, durante o mandato de Manuel Assunção, mas começou a ser desenvolvido em 2007 e materializado em 2009. A informação consta no suplemento “Especial PCI”, publicado no dia 10 de março de 2021 no Diário de Aveiro, mas também o site da Câmara Municipal de Ílhavo relembra o momento: “No seguimento da aprovação da candidatura liderada pela UA do Parque da Ciência e Inovação foi assinado o contrato de financiamento no dia 15 de dezembro de 2009, entre a Universidade de Aveiro e o Programa Operacional da Região Centro. Trata-se de um investimento de 35 milhões de euros, com o apoio do QREN no valor de 15,5 milhões de euros”. O documento foi assinado por Helena Nazaré que à data era ainda a reitora da Universidade de Aveiro. A candidatura de Luís Souto atribui a Manuel Assunção um protagonismo que não corresponde inteiramente aos factos históricos. A Fábrica Centro Ciência Viva foi criada sob a liderança de Helena Nazaré, que integra atualmente a Comissão de Honra da candidatura adversária, do PS. Quanto ao PCI, Manuel Assunção teve um papel relevante na fase de concretização, mas o projeto nasceu e foi financiado durante o mandato anterior, também de Helena Nazaré. A classificação final é ENGANADOR. As declarações de Luís Souto exageram o papel de Manuel Assunção, omitindo o envolvimento determinante de Helena Nazaré na criação das duas infraestruturas referidas. O enquadramento apresentado serve um objetivo político, mas não respeita o rigor histórico dos processos citados.

Ribau diz que todas as estruturas desportivas precisam de parecer do IPDJ. É verdade?
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Ribau diz que todas as estruturas desportivas precisam de parecer do IPDJ. É verdade?

“Tudo o que são estruturas para a atividade desportiva têm que ter parecer obrigatoriamente de um instituto público, chamado Instituto Português do Desporto e Juventude”. José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, 17 de junho de 2025, Assembleia Municipal de Aveiro A legislação nacional é clara: não são todas as infraestruturas desportivas que exigem parecer do IPDJ. O Decreto-Lei n.º 141/2009, de 16 de junho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 110/2012, de 21 de maio, estabelece o Regime Jurídico das Instalações Desportivas (RJID). Neste documento pode-se ler no artigo 11.º que “compete ao IPDJ exercer as competências especialmente previstas no presente decreto-lei relativamente às instalações desportivas especializadas e especiais para o espetáculo desportivo”. Ora, no mesmo decreto-lei, no seu artigo 5.º são definidas as diferentes tipologias de instalações desportivas: “instalações desportivas de base” (que podem ser “instalações desportivas recreativas” e “instalações formativas”), “instalações desportivas especializadas ou monodisciplinares” e “instalações desportivas especiais para o espetáculo desportivo”. Ou seja, as duas primeiras tipologias de instalações desportivas (recreativas e formativas) não carecem de parecer do IPDJ. Esta informação também é corroborada pelo site do IPDJ que, no separador do licenciamento de instalações desportivas esclarece que são apenas as “instalações desportivas especializadas e especiais para o espetáculo desportivo” que dependem “do parecer favorável do IPDJ”. Também no número 3 do artigo 4.º do RJID é referida uma exclusão importante: “3 - O regime estabelecido no presente decreto-lei não se aplica, igualmente, às instalações desportivas que sejam acessórias ou complementares de estabelecimentos em que a atividade desportiva não constitui a função ou serviço principal, sem prejuízo da necessidade de reunirem as condições técnicas gerais e de segurança exigíveis para a respetiva tipologia, nos seguintes casos: a) Instalações desportivas integradas em estabelecimentos de ensino, público ou privado, de qualquer grau; b) Instalações desportivas integradas nos empreendimentos turísticos referidos no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 39/2008, de 7 de Março, exceto as que são citadas nas alíneas a), e) e g) do n.º 2 do artigo 15.º do mesmo decreto-lei.” A afirmação de Ribau Esteves é falsa. A lei não exige parecer do IPDJ para todas as estruturas desportivas, apenas para algumas tipologias específicas. A generalização feita pelo presidente da Câmara Municipal de Aveiro não tem base legal e pode induzir em erro o público.

Alberto Souto foi contra uma ponte no Canal Central no passado e agora propõe uma nova?
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Alberto Souto foi contra uma ponte no Canal Central no passado e agora propõe uma nova?

Já depois de ter deixado a presidência da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), Alberto Souto assinou um artigo de opinião no Diário de Aveiro, na edição de 24 de fevereiro 2010, onde começa por recordar que, durante os seus mandatos como presidente da CMA, construiu cinco pontes entre a Antiga Capitania e o Lago da Fonte Nova, três no Canal de S. Roque e uma sobre a eclusa do Canal das Pirâmides. Mas é logo de seguida que o candidato socialista às próximas autárquicas dá nota que construir uma ponte no Canal Central não foi uma opção para não “estragar”. “Mas, quando pensámos no Canal Central não ousámos estragar: estudámos, estudámos, estudámos e optámos por localizá-la no Canal das Pirâmides”, acrescentou. Também numa carta aberta dirigida ao então presidente da CMA, Élio Maia, o candidato socialista voltou a expressar a sua oposição a uma ponte nessa localização, chamando-a de "casmurrice", "funcionalmente desnecessária" e um "aleijão urbanístico gravíssimo". Agora, na campanha para as eleições autárquicas de 2025, Alberto Souto anunciou uma proposta para uma nova ponte pedonal precisamente no Canal Central, a menos de 50 metros da anterior proposta de Élio Maia. Para justificar a sua ideia, Alberto Souto dá nota que o conceito difere ao ser apresentada como uma "ponte-praça", ou seja, não apenas uma estrutura de atravessamento, mas também um espaço público de lazer. Apesar dessa diferença no conceito, a mudança de posição é evidente. Antes, Alberto Souto via uma ponte no Canal Central como um erro urbanístico, uma "fantasia sem sentido" e afirmava que os “estudos” dessa opção tinham-no ajudado a tomar a decisão de não “estragar” este canal; agora, considera que a nova ponte vai "criar mais Aveiro". Conclusão: é VERDADEIRO que Alberto Souto foi contra uma ponte no Canal Central no passado e que agora propõe uma nova. A mudança de posição é clara, ainda que a proposta atual tenha um conceito diferente.

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Ílhavo já tem Gabinete Municipal de Apoio ao Associativismo e às pessoas com deficiência a funcionar
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Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, o novo serviço iniciou, na tarde de ontem, com o “atendimento à Associação Regional de Danças e Cantares da Gafanha do Carmo”. O Gabinete Municipal de Apoio ao Associativismo e às pessoas com deficiência e suas famílias destina-se a “apoiar dirigentes associativos, bem como pessoas com deficiência e/ou as suas famílias, disponibilizando acompanhamento técnico, jurídico, administrativo e fiscal”. O objetivo, conforme explica a nota, passa por “simplificar processos e reduzir encargos burocráticos, permitindo que associações e cidadãos se concentrem no desenvolvimento das suas atividades e projetos”. O atendimento está ainda disponível através de “marcação prévia, através do número de telefone 234 329 600 ou do endereço de email [email protected]”. De acordo com o Município, a iniciativa enfatiza o “compromisso” da autarquia “com o associativismo local, reconhecendo o papel determinante dos clubes e associações na promoção da coesão social, na dinamização do território e na melhoria da qualidade de vida da comunidade”. “Paralelamente, o Gabinete traduz uma aposta clara no apoio às pessoas com deficiência, doença incapacitante e respetivas famílias, promovendo uma resposta mais próxima, integrada e inclusiva às suas necessidades”, remata a nota.

Hospital de Aveiro com urgência de Ginecologia e Obstetrícia condicionada no fim de semana
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Hospital de Aveiro com urgência de Ginecologia e Obstetrícia condicionada no fim de semana

No sábado, 31 de janeiro, o serviço estará condicionado no Hospital Infante Dom Pedro, em Aveiro, entre as 08:30 e as 24:00; no Hospital Santo André, em Leiria, entre as 00:00 e as 24:00; no Hospital São Francisco Xavier todo o dia; no Hospital Distrital de Santarém, entre as 00:00 e as 08:30, e no Hospital de Vila Franca de Xira, entre as 09:00 e as 21:00. Ainda no sábado três urgências de Pediatria vão funcionar de forma referenciada, atendendo apenas casos encaminhados pelo CODU/INEM. No Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, o serviço estará condicionado entre as 21:00 e as 24:00, no Hospital de Vila Franca de Xira, a urgência pediátrica funcionará de forma referenciada durante 24 horas, e no Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos, o serviço estará limitado entre as 00:00 e as 08:00 e novamente entre as 22:00 e as 24:00. Por sua vez, no domingo, 1 de fevereiro, as urgências de Obstetrícia e Ginecologia vão operar de forma referenciada no Hospital Santo André, em Leiria, durante 24 horas, no Hospital Infante Dom Pedro, em Aveiro, entre as 00:00 e as 08:30, e no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, ao longo de todo o dia. No mesmo dia, os serviços de urgência pediátrica vão estar condicionados no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, entre as 00:00 e as 09:00 e entre as 21:00 e as 24:00, no Hospital de Vila Franca de Xira, durante 24 horas, e no Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos, entre as 00:00 e as 08:00 e entre as 22:00 e as 24:00. De acordo com as escalas, estarão ainda encerradas as urgências de Ginecologia e Obstetrícia, no sábado, no Hospital São Bernardo, em Setúbal, e também a urgência básica do Hospital São Pedro Gonçalves Telmo, em Peniche, no distrito de Leiria. No domingo, prevê‑se o encerramento das urgências de Ginecologia e Obstetrícia dos hospitais de Setúbal e do Barreiro, bem como do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa. Nesse dia, também estará fechada a urgência básica do Hospital São Pedro Gonçalves Telmo, em Peniche. As escalas disponibilizadas no portal do SNS indicam ainda que cerca de 127 serviços de urgência estarão abertos em todo o país durante o fim de semana, aos quais se juntam 33 urgências de Ginecologia e Obstetrícia a funcionar no âmbito do projeto piloto no sábado e 34 no domingo, implicando contacto prévio com a linha SNS 24. As autoridades de saúde recomendam que, antes de recorrer a uma urgência, a população contacte a Linha SNS 24 (808 24 24 24) para obter orientação adequada.

DGS alerta para cuidados com água e alimentos após tempestade Kristin
País

DGS alerta para cuidados com água e alimentos após tempestade Kristin

A DGS emitiu um conjunto de recomendações na quinta-feira à noite na sequência da tempestade que afetou várias regiões do país na madrugada que quarta-feira, provocando falhas no fornecimento de energia elétrica que ainda se mantêm em algumas localidades, o que pode comprometer a qualidade da água para consumo e a segurança dos alimentos. “Situações como esta têm impacto na segurança dos alimentos conservados no frigorífico e no congelador, assim como na qualidade da água, especialmente em áreas onde o abastecimento depende de sistemas elétricos”, alerta em comunicado. Para reduzir estes riscos, a autoridade de saúde apela à adoção de medidas preventivas e comportamentos seguros, como evitar o consumo de água de fontes que não estão ligadas à rede pública de abastecimento, como poços ou minas, por poderem estar contaminadas. A DGS aconselha a população a não beber água da torneira, lavar alimentos ou escovar os dentes com essa água, a menos que exista confirmação oficial da sua segurança, devendo, sempre que possível, utilizar água engarrafada. Entretanto, a DGS esclareceu que estes cuidados com o consumo de água dizem respeito à água da torneira que não esteja ligada à rede pública. “Se não tiver água engarrafada, ferver a água durante 10 minutos antes de usar ou desinfetar com lixívia sem corantes, detergentes ou perfumes (cerca de 2 gotas por litro de água)”, recomenda, aconselhando ainda a população a lavar bem as mãos antes de manusear água tratada ou alimentos. Relativamente ao saneamento, a autoridade recomenda que, sempre que possível, se continue a utilizar a sanita, mas evitar deitar água usada se a rede estiver inoperacional. As águas residuais, como as provenientes da lavagem, não devem ser despejadas em solos ou ribeiros, devendo também o lixo doméstico e resíduos sanitários ser mantidos afastados de quaisquer fontes de água. Quanto à alimentação, a DGS esclarece que, se a interrupção de energia no frigorífico não tiver ultrapassado as 12 horas, os alimentos poderão ter-se mantido em condições de segurança para consumo. No caso dos hortícolas e fruta, como cenoura, tomate, couve, laranja ou limão, estes podem permanecer seguros mesmo para além desse período. Já os congeladores conseguem manter os alimentos congelados até 48 horas, ou 24 horas se estiverem apenas meio cheios, desde que a porta permaneça fechada. Segundo a DGS, alimentos que, após o restabelecimento da energia, ainda apresentem cristais de gelo ou se mantenham frios como se estivessem refrigerados poderão, na maioria dos casos, ser cozinhados ou voltarem a ser congelados. “Os alimentos que estivam armazenados no frigorífico ou congelador, durante a interrupção de energia, devem ser consumidos ou confecionados o mais rapidamente possível e confecionados através de métodos que atinjam temperaturas elevadas (maiores que 75 °C)”, sublinha. A DGS aconselha a população a avaliar os sinais de degradação dos alimentos, a não provar alimentos para verificar se estão bons e deitar fora qualquer alimento com cheiro, cor ou textura invulgar. Deixa ainda conselhos para a segurança da população durante tempestades como “não atravessar áreas inundadas a pé ou de carro”, porque as águas podem ser mais profundas e perigosas do que aparentam, e evitar contacto direto com águas das cheias. Limpar e desinfetar superfícies que tenham estado em contacto com água da cheia, usar luvas e botas impermeáveis durante limpezas, não manusear aparelhos elétricos enquanto houver água acumulada no interior da casa, remover, sempre que possível, água acumulada e materiais húmidos para reduzir o risco de bolor, são outros conselhos da DGS.  Apela ainda à população para evitar zonas com árvores instáveis ou estruturas danificadas, ter lanternas e pilhas acessíveis, seguir as instruções das autoridades e manter-se abrigado em locais seguros.

Combate a incêndios em Albergaria-a-Velha reforçado com tanques de água
Região

Combate a incêndios em Albergaria-a-Velha reforçado com tanques de água

“A medida visa garantir maior rapidez de resposta no terreno e apoio direto aos bombeiros e às Unidades Locais de Proteção Civil (ULPC)”, justifica a Câmara de Albergaria-a-Velha em nota de imprensa. A autarquia definiu, numa primeira fase, seis locais para a colocação dos depósitos de água: Angeja, Branca, Ribeira de Fráguas, São João de Loure, Valmaior e Zona Industrial. “As localizações situam-se em zonas de contacto entre áreas urbanas e florestais consideradas críticas em cenários de incêndio” pelas autoridades. “Para além de funcionarem como pontos estratégicos de reabastecimento, estes equipamentos têm ainda a vantagem de poderem ser deslocados rapidamente para outras áreas do concelho”, acrescenta a nota. Cada novo tanque terá capacidade para 100 metros cúbicos e o abastecimento será assegurado “através de mães de água estratégicas”, podendo os equipamentos ser deslocados conforme as necessidades operacionais de combate. “O projeto pretende garantir uma cobertura equilibrada do território para abranger progressivamente todas as freguesias e o investimento municipal foca-se na prevenção e proximidade de recursos, para proteger as populações e evitar a repetição de catástrofes”, explica o texto. Albergaria-a-Velha viveu, em setembro de 2024, um dos piores incêndios dos últimos anos, que causou quatro mortos e 36 feridos, e consumiu quase nove mil hectares de floresta. As chamas atingiram 60 habitações e 53 empresas, com prejuízos estimados em 30 milhões de euros.