UA: Reitor admite que existe um plano A e um plano B para arranque do novo ano letivo
O começo do novo ano letivo no ensino superior continua a gerar algumas dúvidas e a Universidade de Aveiro não fica de fora. Entre o “plano A” estipulado pelo Ministério da Educação e um “plano B” estruturado pela UA, o reitor Artur Silva admite: “vamos esperar [para ver] o que vai acontecer”.
Maria Rego
JornalistaÚltimas
O calendário letivo tem dado que falar em todos os graus de ensino. Concretamente no ensino superior, há dúvidas que ainda se mantêm, face ao anúncio do Ministério da Educação, Ciência e Inovação sobre a criação de uma época especial em meados de setembro.
Em anos anteriores, o arranque do ano letivo nas universidades, apesar de variar de instituição para instituição, mantinha-se, geralmente, num intervalo entre a primeira e a segunda quinzena de setembro.
Ora, em entrevista à Ria, o reitor da Universidade de Aveiro (UA), Artur Silva explica que existem em cima da mesa dois cenários possíveis “em função do que acontecer externamente à Universidade”. “Se o senhor ministro for conseguir que o plano inicialmente previsto vá funcionar, o nosso plano A não tem razão para não funcionar, porque os alunos serão colocados nas datas [previstas]. Se não, existirá um plano alternativo”, esclarece.
O plano B consiste em adiar “uma semana” a entrada dos alunos na UA. Aliás, este é um cenário que, na opinião do reitor, poderia aplicar-se a todas as instituições. “Possivelmente fazia deslocar uma semana tudo e acalmava mais toda esta situação, porque acho que o impacto que vai ter nos próximos dias (que vamos ver o que é que vai acontecer) tem a ver com o pedido de revisão de provas”, antecipa.
Para Artur Silva, este é um cenário provável dado que “no primeiro dia de candidaturas, em que normalmente em outros anos eram cerca de 10 mil candidatos, este ano foram 340”. Valores que levam o reitor a crer que, “se metade ou mais de metade dos estudantes pedirem revisão de provas o sistema vai ter alguma dificuldade em cumprir os calendários que estão”. No entanto, Artur Silva sublinha que a postura a tomar é a de “esperar [para ver] o que é que vai acontecer”.
Ainda sobre o novo ano letivo que se avizinha, o reitor da UA reforçou à Ria, a aposta que pretende fazer quanto à divulgação “para que os alunos escolham a Universidade de Aveiro”. Para isso, a estratégia passa sobretudo pela “comunicação”. “Ao dizermos que temos estas condições de bom desporto, boas residências, os restaurantes universitários a funcionarem bem, com boa comida… Esta divulgação serve para captarmos os alunos e dizer-lhes: «Venham para Aveiro porque temos condições ótimas para vocês estarem aqui»”, constata.
Questionado sobre, no passado ano letivo 48% dos cursos terem ficado sem vagas preenchidas na UA, Artur Silva clarifica que estes valores aconteceram porque as “regras de acesso foram diferentes dos anos anteriores”. “O senhor ministro permitiu que este ano se retornasse a algumas dessas condições anteriores, vamos ver que impacto vai ter: se regressamos aos números anteriores ou se ainda temos [uma fraca adesão]”, conclui.
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