RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Portugal com 82 atletas nos Jogos Mundiais Universitários Rhine-Ruhr2025

Portugal estará representado por 82 atletas nos Jogos Mundiais Universitários Rhine-Ruhr2025, em julho, uma participação com ambição de igualar as sete medalhas da última edição, assumiu hoje o presidente da Federação Académica do Desporto Universitário (FADU).

Portugal com 82 atletas nos Jogos Mundiais Universitários Rhine-Ruhr2025
Redação

Redação

05 abr 2025, 16:25

No espaço do museu no interior da Casa do Estudante-Atleta da FADU, Ricardo Nora notou o grande aumento de participantes – foram 44 em Chengdu2021, realizados em 2023 – o que também “aumenta a probabilidade de melhores resultados”, depois dos inéditos sete pódios. “Estamos felizes por proporcionar a mais estudantes, mais jovens, esta experiência. É um objetivo pessoal de todos e já nos deixa muito felizes. Ao nível dos resultados desportivos, traçando objetivos, naturalmente será a alcançar o feito de 2023 e conseguirmos trazer mais resultados, mais histórias e medalhas para Portugal”, afirmou, na cerimónia em que a FADU assinalou a preparação para o evento, que arranca daqui a 100 dias.

Desta vez mais distantes dos Jogos Olímpicos, que serão em 2028 em Los Angeles, os Jogos Mundiais Universitários têm trazido grande qualidade, com medalhados de Fernando Pimenta a Patrícia Mamona, prata em Shenzhen2011 e hoje chefe da Missão ao evento na Alemanha, de quem nora esteve ladeado na conversa com os jornalistas. “Ela é o rosto da qualidade dos atletas que têm passado por estes Jogos, estas comitivas. Alguns dos atletas estiveram na missão de 2023 e estiveram nos Jogos Olímpicos Paris2024. Relembrar que o próprio João Coelho fez marca [para os Jogos] nesses Jogos Mundiais Universitários”, declarou.

O dirigente federativo afirmou que o organismo que lidera tem estado “a trabalhar na procura de parceiros para tornar esta missão robusta”, uma vez que “o financiamento estatal, muito por via do Instituto Português do Desporto e Juventude, não chega por si só para suportar a missão”, dados os custos. Com gastos que ascendem a 200 mil euros “na globalidade do orçamento”, a missão é também “uma oportunidade” para uma participação ‘musculada’, uma vez que em 2027 os Jogos Mundiais Universitários (antigas Universíadas) vão decorrer na Coreia do Sul e, em 2029, nos Estados Unidos. “Prevemos que nos próximos anos não consigamos chegar tão rapidamente a estes números que vamos conseguir em 2025, no que diz respeito a números de participação”, acrescentou.

Há dois anos, Portugal arrecadou sete medalhas, a melhor participação de sempre, com um total de 73 portugueses envolvidos na comitiva, entre técnicos, médicos, administradores e oficiais desportivos, número que agora ascende para 120.

Com uma participação de género “muito equitativa”, Portugal competirá em Duisburgo, Essen, Mülheim, Bochum, Hagen e Berlim em busca de aumentar o pecúlio de 48 medalhas ao todo (17 de ouro, 18 de prata e 13 de bronze). A delegação lusa está apurada em atletismo, voleibol (masculino), tiro com arco, ténis, taekwondo, ténis de mesa, natação, ginástica artística, ginástica rítmica, judo e basquetebol (feminino). Patrícia Mamona, vice-campeã olímpica no triplo salto em Tóquio2020, vai liderar a comitiva portuguesa em Rhine-Ruhr, região alemã que acolhe os Jogos entre 16 e 27 de julho, sucedendo a Pedro Cary, que tinha chefiado a missão a Chengdu2021 (realizados em 2023).

A 31.ª edição do evento ‘rendeu’ o ouro a João Coelho, nos 400 metros, com recorde nacional e marca de apuramento para os Jogos Olímpicos Paris2024, e Mariana Machado, nos 5.000 metros, com prata para Décio Andrade no lançamento do martelo e Eliana Bandeira no peso. Fora do atletismo, Gabriel Lopes ficou com o primeiro lugar nos 200 estilos, enquanto Camila Rebelo se sagrou vice-campeã nos 200 metros costas e nos 100 metros costas.

Recomendações

Linha de Aconselhamento Psicológico atendeu quase 359 mil chamadas em cinco anos
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Linha de Aconselhamento Psicológico atendeu quase 359 mil chamadas em cinco anos

O serviço começou a funcionar em 01 abril de 2020, um mês depois do início da pandemia de covid-19 em Portugal, para dar apoio às preocupações e desafios psicológicos dos utentes e dos profissionais de saúde. Analisando o número de atendimentos na Linha de Atendimento Psicológico (LAP) por ano, 2024 foi o ano que registou o maior número de chamadas, totalizando 76.000 chamadas, seguido de 2023, com 70.700, de 2021, com 70.000, 2022 com 64.800, e 2020, com 57.700 chamadas, de acordo com os dados dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) avançados hoje à agência Lusa. Em abril de 2022, a LAP passou também a estar disponível em inglês, tendo atendido, desde então, mais de 8.400 chamadas. Este ano, até 30 de março, o serviço em inglês já atendeu mais de 1.700 chamadas, o que representa um aumento de 327% em relação ao período homólogo de 2024. Segundo os SPMS, grande parte das chamadas para a LAP estão relacionadas com sintomatologia associada à ansiedade, ao agravamento de psicopatologia prévia e à gestão e adaptação em situação de crise. Nas situações em que o psicólogo identifica que existe perigo para o próprio utente ou para terceiros, a chamada é transferida para o INEM, que assegura o acionamento dos meios de socorro adequados. Os dados referem que, desde 15 de março de 2021, ocorreram mais de 450 situações. Por outro lado, o psicólogo pode também identificar a necessidade de encaminhamento para o serviço de Triagem, Aconselhamento e Encaminhamento do SNS 24, se considerar que a situação não ficou resolvida com o aconselhamento psicológico ou caso o utente apresente outro tipo de sintomatologia. Para aceder à Linha de Atendimento Psicológico basta ligar para o SNS 24 (808 24 24 24).

Ministro acredita que reforço da ação social tirará foco da luta estudantil sobre propinas
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Ministro acredita que reforço da ação social tirará foco da luta estudantil sobre propinas

“Espero convencê-los de que com um bom sistema de ação social, o foco nas propinas perde-se”, afirmou Fernando Alexandre em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com dirigentes de federações e associações académicas. O ministro da Educação, Ciência e Inovação e a ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes, reuniram-se hoje com os representantes dos estudantes do ensino superior para assinalar o Dia Nacional do Estudante, num encontro em que participaram também o diretor-geral do Ensino superior, Joaquim Morato, e a presidente do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior, Patrícia Rosado Pinto. Horas antes, centenas de universitários percorreram as ruas de Lisboa numa manifestação nacional para pedir mais financiamento para o ensino superior e garantiram que irão continuar a lutar para que ninguém seja impedido de estudar, insistindo no fim das propinas. “Não foi muito referido, talvez porque também sabem que temos aí uma divisão na forma como olhamos para esse problema”, respondeu o ministro quando questionado se aquela reivindicação também tinha sido levantada durante a reunião. Sobre essa matéria, o ministro, em gestão desde a queda do Governo, já tinha admitido a hipótese de descongelar o valor das propinas, em função das conclusões de um estudo de avaliação da ação social, defendendo que é sobretudo através desse mecanismo que as barreiras financeiras à frequência do ensino superior são mitigadas. A ideia voltou a ser defendida esta segunda-feira e Fernando Alexandre sublinhou que, no seu entender, a propina “não é o principal elemento de exclusão”. “Temos de garantir que temos uma avaliação adequada dos custos de frequência do ensino superior e depois, face ao rendimento das famílias, a ação social garante que nenhum aluno fica excluído por razões económicas e financeiras”, explicou. Por outro lado, a principal dificuldade referida pelos representantes dos estudantes é a falta de alojamento e o governante reconheceu que os atrasos na execução do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) são preocupantes. Ainda assim, e com apenas duas mil camas já inauguradas, acredita que a meta de 18 mil camas até 2026 será cumprida. “Há muitas a serem concluídas. Agora estamos a entrar em período eleitoral, mas haveria muitas inaugurações a fazer nos próximos meses”, afirmou, considerando também que as instituições “perceberam que o alojamento tem de ser pensado além da ação social”, também como um instrumento de integração dos estudantes.

Sustentabilidade nos cemitérios sem normas e sem controlo
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Sustentabilidade nos cemitérios sem normas e sem controlo

No ano passado morreram em Portugal, segundo o INE, 118.975 pessoas, um número idêntico ao 2023. Se das quase 119 mil urnas se subtraírem 29 mil que vão para cremação (25%) e outras 12 mil que são depositadas em jazigos sobram quase 80 mil urnas que vão para a terra. Em Portugal apenas estão sujeitas a regras as urnas que vão para cremação. As que chegam à terra podem conter tudo, de colas a vernizes, ferragens ou tecidos sintéticos. Nas contas de responsáveis do setor ouvidos pela Lusa, se cada urna ocupa em média 1,5 metros quadrados, em cada ano são ocupados 115 mil metros quadrados de solos com urnas sem controlo de emissões poluentes. Praticamente 10 mil metros quadrados por mês. A falta de controlo oficial não quer no entanto dizer que não haja da parte dos operadores essa preocupação. Paulo Carreira, presidente em exercício da Associação Portuguesa dos Profissionais do Setor Funerário (APPSF) e diretor-geral da Servilusa, atualmente a maior empresa de serviços funerários em Portugal, diz que há 10 anos que só usam urnas “verdes”, feitas em Portugal. Em entrevista à agência Lusa Paulo Carreira alerta para a poluição dos solos, mas também para outro problema. É que quando se usam materiais que têm lá dentro “lençóis sintéticos, poliéster, plásticos, madeira que não é madeira mas sim aglomerados de madeira cheios de cola e contraplacados, vernizes e tintas, e ainda mais num cemitério com pouca oxigenação, e pouca humidade o corpo fica para ali sem haver a decomposição”. Em três anos é difícil que haja, diz. A fábrica de urnas funerárias que lidera o segmento ecológico chama-se Joriscastro e fica em Amarante. Tem uma quota de 20% do mercado, faz 1.500 a 1.600 urnas por mês, 18 mil em 2024. Foi criada há 47 anos e é a maior fábrica da península ibérica. Joaquim Castro, fundador e administrador, afirma em entrevista à Lusa que começou no mercado das urnas ecológicas em 1999 e cinco anos depois já tinha expandido o negócio das urnas de madeira que se deterioram mais facilmente e que não usam produtos poluentes como resinas ou químicos. “A maior parte das fábricas não são ecológicas, quando muito 30% são. Governo e autarquias não querem saber”, observa. E acrescenta depois: “Já pedimos aos ministérios do Ambiente e da Saúde que fossem mais rigorosos. Há mais de 4.000 cemitérios, com produtos tóxicos que vão contaminando as águas, provocando doenças. Ainda há muitas casas sem águas tratadas”. Joaquim Castro diz que até há uma lei, de 1962, de quando da transição do caixão de madeira forrado a pano para a urna mais industrial, com verniz, mas “que ninguém aplica”. “A lei de 1962 diz que a urna tem de ser feita com madeira biodegradável, não pode levar produtos tóxicos e os interiores tem de ser biodegradáveis. Ninguém cumpre a lei”, atira, lamentando: “Enterram-se milhares de toneladas de produtos tóxicos como vernizes e poliésteres”. Mas se é deixada uma lata de verniz esquecida fora da sua fábrica “é uma multa enorme”. Joaquim Castro garante que uma urna ecológica não é mais cara e o corpo decompõe-se mais facilmente. “A Servilusa não perdeu um único cliente nem tem um único cliente insatisfeito por a urna ser ‘verde’. Porque a urna é igual”, diz Paulo Carreira na entrevista, enfatizando o papel do agente funerário nesta matéria da sustentabilidade ambiental. Na empresa que dirige garante haver essa preocupação, explica que até as coroas de flores têm um ciclo de vida que não termina no cemitério, são pequenos vasos que a família distribui depois, que as pegas ou são de madeira ou de metal que se retira antes do enterro. “Tenho poucas dúvidas de que há contaminação dos solos num cemitério cheio de urnas com vernizes sintéticos e tintas. Porque não é a matéria orgânica que contamina”, diz o responsável, acrescentando outro fator que pode ser contaminante, a roupa que veste o morto. “Temos essa preocupação, com o vestuário”. A Servilusa faz cerca de 6.500 funerais por ano, todos sustentáveis. E os outros? Paulo Carreira responde: Não há dados, mas se disser que 10% tem preocupações ambientais é muito. Carlos Almeida, presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas, ANEL, também admite que a percentagem de urnas sustentáveis que vão para a terra ande à volta dos 10%. Em entrevista à agência Lusa Carlos Almeida afirma que cada vez mais há a preocupação com urnas e vernizes ecológicos, faltando ainda a mesma sensibilidade em relação às roupas. “O nosso contributo foi criar uma marca certificada, CNUF, que é a possibilidade de certificação de uma urna sustentável, amiga do ambiente”, diz. Mas perante a pergunta de qual a percentagem de urnas certificadas responde: “Se calhar uns 10%. Simpaticamente uns 10%”. A ANEL, que faz o reaproveitamento de pacemakers de cadáveres para uso em animais, afirma que há progressos lentos na sustentabilidade e que a associação está a minimizar os prejuízos ambientais. Mas admite que o setor precisa de mudanças. “Os autarcas não fazem nada para mudar nada, porque se não nunca mais são eleitos”, lamenta. Sobre a questão da sustentabilidade no setor, a Lusa procurou saber também a opinião da Associação dos Agentes Funerários de Portugal mas tal não foi possível até ao momento.

Governo prevê pagamento das indemnizações dos incêndios terminado em maio
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Governo prevê pagamento das indemnizações dos incêndios terminado em maio

“Estou convencido de que, dentro de mês e meio, sensivelmente, nós podemos ter esses processos também concluídos”, afirmou Manuel Castro Almeida, referindo-se às candidaturas que ainda estão a ser apreciadas, a maioria apresentadas por empresas. O ministro esteve na passada quinta-feira em Mangualde, Nelas e Amarante, que são os três primeiros concelhos a verem concluídos os processos de atribuição de apoios, no âmbito das ajudas aos territórios afetados pelos incêndios de 2024. Falando aos jornalistas, em Amarante, no distrito do Porto, Manuel Castro Almeida sinalizou que naquela quinta-feira foi iniciado o encerramento do processo dos apoios às pessoas que foram vítimas dos incêndios em setembro do ano passado. Até ao momento, têm sido apoiados 25 municípios do Norte e Centro do país na reposição de infraestruturas e equipamentos públicos municipais, num investimento global de quase 19 milhões de euros, dos quais 85% são comparticipados pelo Estado. Os apoios para a recuperação de casas registam 45 candidaturas no Centro (28 já com apoios atribuídos, num total de 1,9 milhões de euros) e 29 na região Norte (28 aprovadas, num total de 928 mil euros). Na passada quinta-feira, em Amarante, foram assinados dois contratos para a recuperação de duas habitações. Segundo o ministério, foram também indemnizados 4.447 agricultores com apoios até seis mil euros (14,7 milhões de euros), sobretudo para produtores da região Centro (10,5 milhões de euros). “Houve cerca de cinco mil agricultores que receberam pequenos apoios até seis mil euros e há algumas dezenas de casas, cujos apoios já foram decididos”, destacou Castro Almeida aos jornalistas. Relativamente à recuperação de fábricas, explicou o ministro, o processo é mais complexo e vai demorar algum tempo, porque, a meio, foram alteradas [pelo parlamento] as regras e os timings de candidatura”. Fazendo um balanço positivo do processo, sobretudo a sua celeridade, para a qual, acentuou, contribuiu o empenho dos municípios, reafirmou que se pretende, “o mais rapidamente possível, dar os apoios às pessoas que precisam deles” porque, “para que haja justiça, o dinheiro tem de chegar o mais de pressa possível”. No seu discurso, Manuel Castro Almeida sublinhou que neste processo nunca estiveram em causa as verbas disponibilizadas pelo Governo. “As CCDR têm o dinheiro necessário para pagar as indemnizações. O caso dos agricultores está praticamente concluído, só não estão os agricultores que vieram fazer a candidatura há pouquíssimos dias. No caso das casas, está praticamente pronto. No caso das fábricas, ainda está a decorrer o prazo para entrega de candidaturas, que termina no final deste mês”, resumiu. Questionado sobre se a queda do Governo pode criar algum obstáculo para a conclusão deste processo, o ministro disse acreditar que não. “O Governo [em gestão] pode fazer aquilo que é urgente e eu considero que estes apoios às vítimas dos incêndios que ocorreram no ano passado são processos urgentes”, concluiu. Os incêndios rurais em 2024 registaram a terceira maior área ardida da última década, totalizando 136.424 hectares, a maioria consumida pelos fogos de setembro.

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Idolíadas: Concurso Artístico Sénior do País está de volta para celebrar o talento e a criatividade
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Idolíadas: Concurso Artístico Sénior do País está de volta para celebrar o talento e a criatividade

Promovida pelo Município de Ílhavo, em parceria com o Município de Albergaria-a-Velha, esta iniciativa envolve mais de 1.200 participantes provenientes de instituições, comunidades, universidades seniores e associações dos Municípios de Ílhavo, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Ovar, Oliveira do Bairro, Mira e Águeda. Ao longo dos anos, as Idolíadas consolidaram-se como um projeto de referência na promoção da cooperação intermunicipal, fortalecendo laços entre comunidades e incentivando a participação ativa da população sénior em diversas expressões artísticas. Além do impacto cultural, a iniciativa desempenha um importante papel social, estimulando o envolvimento das pessoas mais velhas através da arte e da cultura, com o apoio de técnicos da área social. A edição deste ano arranca no dia 9 de abril, às 14h, no Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha, com a realização da Prova de Cultura Geral e Poesia. Nesta fase inicial, sete equipas competirão pelo primeiro lugar, demonstrando conhecimento e talento poético. O segundo momento acontece no dia 23 de maio, na Casa da Cultura de Ílhavo, onde os participantes apresentarão as provas de Música/Dança e/ou Teatro (Prova de Palco), Fotografia e Arte Plástica, sendo avaliados por um painel de jurados. A Prova de Fotografia, aberta ao público, decorrerá entre os dias 8 e 22 de maio, através da página de Facebook "Maior Idade – Município de Ílhavo", permitindo que a comunidade também participe nesta celebração. Este ano, as provas serão dedicadas ao tema "Rebobinar", com exceção da Prova de Cultura Geral. Os vencedores da Prova de Palco terão ainda a oportunidade de voltar a apresentar a sua performance artística no Festival Cabelos Brancos, que decorrerá em julho. 

Município de Ílhavo avança com a Estratégia Municipal de Saúde com o apoio da comunidade
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Município de Ílhavo avança com a Estratégia Municipal de Saúde com o apoio da comunidade

O questionário, destinado aos parceiros sociais e empresas, pretende mapear os projetos de saúde pública já em desenvolvimento no município, facilitando a partilha de boas práticas e a criação de sinergias entre as diversas entidades. Através deste levantamento, será possível consolidar e potenciar os esforços existentes, integrando-os na Estratégia Municipal de Saúde. Já o questionário dirigido à população em geral convida todos os residentes do Município de Ílhavo a partilharem informações sobre a sua saúde e as suas perceções relativamente às principais necessidades e prioridades nesta área. Em nota enviada às redações o município sublinha a auscultação como um passo "essencial para garantir que a estratégia a desenvolver responde, de forma eficaz, às reais preocupações da comunidade". A recolha de dados e a elaboração da Estratégia Municipal de Saúde serão conduzidas pela Beyond Data, uma empresa especializada em soluções de análise e planeamento de políticas de saúde. O questionário está disponível no site oficial da Câmara Municipal de Ílhavo e pode ser preenchido até 30 de abril.

Estação Náutica de Aveiro marcou presença na Nauticampo, em Lisboa
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Estação Náutica de Aveiro marcou presença na Nauticampo, em Lisboa

A participação e promoção das Estações Náuticas da Ria de Aveiro, foi de forma conjunta e articulada entre as seis Estações Náuticas: Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ovar e Vagos, todas certificadas como “Estação Náutica de Portugal”. O objetivo da participação foi, segundo nota enviada pela Câmara de Aveiro, "o de reforçar a visibilidade das Estações Náuticas da Ria de Aveiro, promovendo a sua importância como destino turístico e desportivo. O dia 28 foi assinalado como o Dia das Estações Náuticas com a realização do Nautical Water Fun, organizado pelo Fórum Oceano e Rede das Estações Náuticas de Portugal. Neste fórum foram abordados vários temas, tais como “A importância das Estações Náuticas na oferta turística e no desenvolvimento regional” e “Empresas na Náutica e no turismo Náutico”. Esta feira é anunciada pela FIL, como “o maior evento nacional dedicado à náutica de recreio, ao caravanismo e desporto de aventura”.

Manifesto diz que tradição alimentar deve reajustar-se à incerteza dos recursos atuais
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Manifesto diz que tradição alimentar deve reajustar-se à incerteza dos recursos atuais

O documento já foi assinado por mais de 110 profissionais de vários países desde a sua apresentação pública na manhã de sexta-feira, no congresso “Food 4 Tought / Alimento para Pensar”, organizado pela referida autarquia do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto, no âmbito da sua classificação como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. A referida declaração de princípios foi elaborada pelo diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e investigador do Laboratório de Política Alimentar Pedro Graça; pelo músico e vereador com os pelouros da Cultura, Educação, Juventude e Turismo na Câmara Municipal da Feira, Gil Ferreira, desde 2014 o diretor executivo do festival de artes de rua Imaginarius, e Olga Cavaleiro, autora de vários livros sobre gastronomia e docente em várias escolas de hotelaria da rede do Turismo de Portugal. “A tradição não nasceu fechada e completa, mas foi sendo construída por ajustamentos (…) que traduzem as modificações pelas quais passaram as sociedades. Migrações, alterações climáticas, evolução biológica, inovação no conhecimento e no acesso a técnicas e produtos foram fatores que a condicionaram e fizeram evoluir num constante reajustamento entre necessidades e recursos”, começam por referir os três autores no designado Manifesto pela Criatividade na Tradição Gastronómica. Tal como a tecnologia permitiu generalizar o uso do micro-ondas, e modelos de conservação alimentar como a salga e o fumo foram substituídos pela congelação, o documento defende que a tradição gastronómica sempre foi “permeável às mudanças nos modos de vida”, estando agora sujeita a uma maior pressão de tempo, graças a fatores como a instabilidade climática. “Estas alterações estão a fazer aumentar as incertezas de volume e preço na produção de determinados bens alimentares, nomeadamente frescos e produtos que tradicionalmente eram acessíveis e estão a deixar de o ser”, explica o manifesto. “A velocidade da mudança climática também reformulou a perceção do consumidor face a determinados alimentos, cuja produção ou transporte tem implicações nas emissões de gases com efeitos de estufa ou na utilização de água”, refere. No próprio ser humano, há novas condicionantes impostas por uma esperança média de vida que, em poucas décadas, passou dos 50 para os 85 anos. “Isto significa que patologias de que pouco ouvíamos falar no início do século XX – como a diabetes, as doenças cardiovasculares ou o cancro, com forte influência alimentar – são hoje as principais causas de morte na nossa sociedade envelhecida”, nota. De uma adaptação lenta, operada maioritariamente pelos “detentores do conhecimento alimentar ancestral, em muitos casos os habitantes dos territórios onde os alimentos cresciam”, passou-se para uma evolução tão rápida que coloca em risco o conhecimento gastronómico de base popular e proximidade geográfica – “em particular se os processos e produtos com longa tradição ficarem numa redoma de proteção sem poderem ser alterados”. Lembrando que muita da tradição gastronómica sempre refletiu economias circulares, promoveu a otimização de recursos e evitou o desperdício, num esforço de “criatividade e inovação contra a escassez” e “numa lógica de sobrevivência”, o manifesto convoca a comunidade para três missões: valorizar a cultura alimentar como parte central da identidade de determinada sociedade e da sua relação com a natureza e com a saúde; mapear conhecimentos e práticas de cada receituário regional, identificando as suas características distintivas; e incentivar a adaptação dessa gastronomia à atualidade, “incorporando novas realidades sem perder o que a define”. “A inovação pode ser garante da tradição ao utilizar o conhecimento científico e tecnológico para promover melhorias nos recursos existentes e aumentar a qualidade e a quantidade”, insiste a declaração de princípios assinada na Feira.