Portugal com 82 atletas nos Jogos Mundiais Universitários Rhine-Ruhr2025
Portugal estará representado por 82 atletas nos Jogos Mundiais Universitários Rhine-Ruhr2025, em julho, uma participação com ambição de igualar as sete medalhas da última edição, assumiu hoje o presidente da Federação Académica do Desporto Universitário (FADU).
Redação
No espaço do museu no interior da Casa do Estudante-Atleta da FADU, Ricardo Nora notou o grande aumento de participantes – foram 44 em Chengdu2021, realizados em 2023 – o que também “aumenta a probabilidade de melhores resultados”, depois dos inéditos sete pódios. “Estamos felizes por proporcionar a mais estudantes, mais jovens, esta experiência. É um objetivo pessoal de todos e já nos deixa muito felizes. Ao nível dos resultados desportivos, traçando objetivos, naturalmente será a alcançar o feito de 2023 e conseguirmos trazer mais resultados, mais histórias e medalhas para Portugal”, afirmou, na cerimónia em que a FADU assinalou a preparação para o evento, que arranca daqui a 100 dias.
Desta vez mais distantes dos Jogos Olímpicos, que serão em 2028 em Los Angeles, os Jogos Mundiais Universitários têm trazido grande qualidade, com medalhados de Fernando Pimenta a Patrícia Mamona, prata em Shenzhen2011 e hoje chefe da Missão ao evento na Alemanha, de quem nora esteve ladeado na conversa com os jornalistas. “Ela é o rosto da qualidade dos atletas que têm passado por estes Jogos, estas comitivas. Alguns dos atletas estiveram na missão de 2023 e estiveram nos Jogos Olímpicos Paris2024. Relembrar que o próprio João Coelho fez marca [para os Jogos] nesses Jogos Mundiais Universitários”, declarou.
O dirigente federativo afirmou que o organismo que lidera tem estado “a trabalhar na procura de parceiros para tornar esta missão robusta”, uma vez que “o financiamento estatal, muito por via do Instituto Português do Desporto e Juventude, não chega por si só para suportar a missão”, dados os custos. Com gastos que ascendem a 200 mil euros “na globalidade do orçamento”, a missão é também “uma oportunidade” para uma participação ‘musculada’, uma vez que em 2027 os Jogos Mundiais Universitários (antigas Universíadas) vão decorrer na Coreia do Sul e, em 2029, nos Estados Unidos. “Prevemos que nos próximos anos não consigamos chegar tão rapidamente a estes números que vamos conseguir em 2025, no que diz respeito a números de participação”, acrescentou.
Há dois anos, Portugal arrecadou sete medalhas, a melhor participação de sempre, com um total de 73 portugueses envolvidos na comitiva, entre técnicos, médicos, administradores e oficiais desportivos, número que agora ascende para 120.
Com uma participação de género “muito equitativa”, Portugal competirá em Duisburgo, Essen, Mülheim, Bochum, Hagen e Berlim em busca de aumentar o pecúlio de 48 medalhas ao todo (17 de ouro, 18 de prata e 13 de bronze). A delegação lusa está apurada em atletismo, voleibol (masculino), tiro com arco, ténis, taekwondo, ténis de mesa, natação, ginástica artística, ginástica rítmica, judo e basquetebol (feminino). Patrícia Mamona, vice-campeã olímpica no triplo salto em Tóquio2020, vai liderar a comitiva portuguesa em Rhine-Ruhr, região alemã que acolhe os Jogos entre 16 e 27 de julho, sucedendo a Pedro Cary, que tinha chefiado a missão a Chengdu2021 (realizados em 2023).
A 31.ª edição do evento ‘rendeu’ o ouro a João Coelho, nos 400 metros, com recorde nacional e marca de apuramento para os Jogos Olímpicos Paris2024, e Mariana Machado, nos 5.000 metros, com prata para Décio Andrade no lançamento do martelo e Eliana Bandeira no peso. Fora do atletismo, Gabriel Lopes ficou com o primeiro lugar nos 200 estilos, enquanto Camila Rebelo se sagrou vice-campeã nos 200 metros costas e nos 100 metros costas.
Recomendações
Mau tempo: Proteção civil registou 81 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00
“Entre as 00:00 e as 08:00 de hoje foram registadas 81 ocorrências, das quais 39 foram quedas de árvores, 23 limpezas de via, nove quedas de estrutura e 10 movimentos de massa”, adiantou à Lusa José Costa, da ANEPC, realçando não haver registo de vítimas ou danos de maior. As regiões norte e centro foram as mais afetadas, cada uma com 50 ocorrências, seguida de Lisboa e Vale do Tejo com 11, Alentejo quatro e Algarve uma. De acordo com José Costa, nas operações foram empenhados 259 operacionais, com o apoio de 113 veículos. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal continental, tendo emitido vários avisos.
Mais de 87% das pessoas com 85 anos ou mais vacinadas contra a gripe
De acordo com os resultados da terceira vaga do Vacinómetro, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) que desde 2009 monitoriza em tempo real a taxa de cobertura de vacinação contra a gripe, 87,1% das pessoas com 85 ou mais anos já estão vacinadas, 47,8% dos quais por recomendação do médico. Em declarações à Lusa, Jorge Ferreira, presidente da SPP, fala de resultados "muito animadores" e de um "resultado robusto" da vacinação, lembrando que a vacina recomendada para esta faixa etária é a de dose elevada, cerca de quatro vezes superior à vacina normal relativamente à carga de antigénios que vai proporcionar e que está associada a uma "muito maior eficácia na prevenção de complicações". "Proporciona uma resposta imunitária maior, protege melhor em relação às complicações mais receadas da gripe, reduz as hospitalizações por gripe, de uma forma muito clara, e é adequada para pessoas que têm uma resposta imune mais fraca", explicou o especialista, que considera que os resultados do vacinómetro espelham "o sucesso da disponibilização gratuita da vacina para esta população". Apesar de se saber que, este ano, a variante do vírus da gripe integrada na vacina é diferente daquela que circula, Jorge Ferreira garante: "Todas as pessoas que se vacinaram com a vacina adotada a nível global (…) têm uma resposta muito melhorada face às pessoas não vacinadas". Os dados mostram que Portugal está cada vez mais próximo da meta de 75% definida pela Organização Mundial da saúde (OMS) para a vacinação das pessoas com 65 anos ou mais, fixando-se esta estimativa agora em 72,6%. "Estamos muito perto da tal meta proposta de 75% que a Organização Mundial de Saúde ambiciona, mas estamos claramente muito acima até dos números comuns no resto da Europa", disse o responsável. Admitindo que a ambição é ir mais longe, Jorge Ferreira mostrou-se convicto de que o país está “num excelente caminho", tendo em conta “toda a fadiga que tem havido e que tem sido muito comentada relativamente ao processo de vacinação, muita contra-informação que tem circulado e desinformação. Lembrou que a amostra avaliada nesta terceira vaga do vacinómetro mostra uma subida na vacinação: "No ano passado tínhamos, nesta altura, 47,4% da população inquirida vacinada e, neste momento, temos 60%". "E, por exemplo, em grupos concretos como os profissionais de saúde, no ano passado tínhamos 49,7% e agora temos já 62,9%", sublinhou. Os resultados mostram ainda que 71% dos portadores de doença crónica também estão vacinados. Destes, 75,6% das pessoas com doença respiratória já receberam a vacina da gripe, o mesmo acontecendo com 75% dos diabéticos e 73,7% da população com doença cardiovascular. Segundo a terceira vaga do vacinómetro, 62,9% dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes também já receberam a vacina da gripe, o mesmo acontecendo com 57,5% das grávidas, sendo que 82,8% o fez por recomendação do médico. Contrariamente à adesão nos adultos, o grupo de crianças entre os seis e os 24 meses é, até ao momento, o que menos se vacinou, com um total de apenas 38,6%. "As crianças dependem, naturalmente, da vontade dos pais de os vacinar e, por isso, é importante também reforçarmos que as crianças são, de facto, um grupo de risco para a gripe", considera o presidente da SPP. Quanto às intenções de vacinação, os dados mostram que 22,9% das pessoas não vacinadas com 85 ou mais anos de idade tencionam ainda vacinar-se, o mesmo acontecendo com 22,1% dos profissionais de saúde e com 13,9% dos doentes crónicos não vacinados. Quanto à coadministração da vacina da gripe/covid, a taxa junto dos grupos com recomendação subiu ligeiramente, passando de 57% para 64%.
Governo paga aos agricultores 80 ME em apoios suspensos desde o verão
“Eu posso aqui dizer que em 30 de janeiro fica tudo resolvido, são 80 milhões de euros, nesses 80 milhões de euros também ficam pagos pedidos na ordem de 600 mil euros resultantes das candidaturas que tínhamos aberto no PEPAC no que respeita à reposição de potencial produtivo quando tivemos incêndios de 2024”, disse o ministro. Segundo o gabinete do ministro, as normas europeias “não permitiam o pagamento de ‘overbooking’ do programa anterior com verbas do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) até janeiro de 2026. No dia 30 de janeiro, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) irá regularizar a situação, efetuando o pagamento de mais de 80 milhões de euros em investimento a mais de 2.900 pedidos de pagamento”. O ministro, que está em audição na Assembleia da República, na comissão de Agricultura, afirmou ainda que relativamente aos “apoios de 2024 fica tudo pago até ao fim deste mês, mas também os apoios até aos 10 mil euros estão todos pagos e, em 2025, 18 milhões de euros já foram pagos”. José Manuel Fernandes lembrou também que “está em curso também aquilo que é a reposição de potencial produtivo”, que foi aberto com o PEPAC onde no total o ministro afirma que estão disponíveis 44 milhões de euros.
Professores pedem proibição da IA em universidades e politécnicos portugueses
"Promover a humanização do ensino superior e banir o uso da inteligência artificial generativa (IA) nos processos de ensino-aprendizagem" é o objetivo do texto assinado por 28 professores, que apontam os estudantes como “as grandes vítimas do mundo digital”. Ao utilizarem IA, "veem os seus métodos de trabalho e estudo ser permanentemente soterrados por grandes modelos de linguagem e chatbots que operam enquanto fábricas de produção de lugares-comuns, banalidades, arquiteturas tecnológicas promotoras de fraude e plágio em série", defendem. Resultado: Os alunos são transformados em “cretinos digitais”, alerta o “Manifesto contra o uso da “inteligência” artificial generativa”. “A saúde mental dos estudantes bate no fundo, os níveis de ansiedade sobem aos píncaros e, convertidos em cretinos digitais, demonstram muito pouca curiosidade intelectual ou entusiasmo pela enorme e desafiante aventura do conhecimento”, contam professores de universidades e institutos politécnicos. Por outro lado, reconhecem que a situação dos docentes "não é melhor". Também são atingidos pelo "dilúvio digital", sendo-lhes cada vez mais difícil "identificar com rigor práticas académicas fraudulentas". O manifesto critica a postura da maioria das instituições que, "com receio de perder o comboio do progresso”, adotou uma política "suicidária de portas abertas", limitando-se a "regurgitar vagas declarações de intenções, orientações, regulamentos, despachos, circulares, a promover conferências, workshops e a criar grupos de trabalho de eficácia tendencialmente nula". "Se existem ainda preocupações genuínas com o futuro dos estudantes, mas também de professores e instituições, o caminho, estreito e não isento de riscos, tem de passar necessariamente pela suspensão generalizada do uso deste tipo de ferramentas nos processos de ensino-aprendizagem", concluem subscritores como Viriato Soromenho-Marques, catedrático de Filosofia aposentado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. João Teixeira Lopes, professor catedrático da Universidade do Porto, Elísio Estanque, professor associado jubilado da Universidade de Coimbra, ou Raquel Varela, professora auxiliar com agregação da Universidade Nova de Lisboa, são outros dos subscritores do manifesto. Todos pedem a proibição da IA nas universidades e politécnicos, defendendo que é preciso encontrar “caminhos e soluções alternativas”. Ema Pires, professora auxiliar da Universidade de Évora, Luíz Souta, professor coordenador aposentado do Instituto Politécnico de Setúbal ou Raúl Iturra, catedrático emérito do Iscte também assinam o manifesto. Os riscos do uso da IA na educação também preocupa a OCDE, que hoje divulgou o relatório "Digital Education Outlook 2026", que examina as últimas pesquisas globais sobre IA generativa na educação. Com base num estudo realizado com estudantes norte-americanos, os investigadores concluíram que os alunos que realizavam trabalhos recorrendo a uma ferramenta de inteligência artificial generativa tinham melhores classificações. No entanto, eram muito poucos os que conseguiam citar um excerto do seu trabalho uma hora após o terem terminado, ao contrário da esmagadora maioria dos outros alunos que não tinham usado IA, segundo o estudo que alerta para o que chama ser a “preguiça metacognitiva”.
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Bombeiros de Sever do Vouga apontam falhas e reclamam nova direção da Associação
A carta, datada de sexta-feira e assinada por 71 bombeiros, incluindo nove elementos do quadro de honra, refere que a corporação atravessa um momento crítico, motivado por "decisões menos acertadas" da direção da associação que “afetam e interferem com as dinâmicas do corpo de bombeiros”. Na missiva dirigida aos associados, os bombeiros denunciam carências ao nível dos equipamentos de proteção individual, com uma parte substancial do corpo ativo sem equipamento individual para incêndios estruturais e outra parte com “equipamentos obsoletos e degradados”. Dizem também que o parque de viaturas de socorro é dos mais exíguos (em qualidade) e obsoletos do país, não existindo nos últimos anos investimento direto da associação em aquisições, e adiantam que as viaturas avariam com frequência, devido ao “desgaste e lacunas na manutenção preventiva”. Entre as críticas apontadas estão também as más condições de conforto no quartel, nomeadamente a falta de climatização nas áreas comuns, apesar de alegadamente ter havido financiamento por mecenas, e a falta de armários, o que faz com que os bombeiros transportem o fardamento nas suas viaturas particulares. No plano organizacional e de gestão, o documento acusa a direção de interferência em questões operacionais, com ordens dadas diretamente a bombeiros, e ingerência na resposta ao socorro, interferindo com a organização e dinâmicas instituídas. A carta refere ainda que a direção avocou a gestão da central de telecomunicações, originando "instabilidade na dinâmica operacional e confusão nos procedimentos". Os signatários enaltecem o contributo dado pela atual direção liderada por Joaquim Amaral de Macedo, mas entendem ser tempo de dotar aquele órgão de "pessoas com dinamismo, visão de futuro e que sejam um pilar fundamental do corpo de bombeiros, que tem sido negligenciado", apelando, por isso, à mobilização da sociedade severense para encontrar uma solução para uma futura direção. No final de 2025, Miguel Matos apresentou a sua demissão de comandante dos Bombeiros de Sever do Vouga, invocando razões pessoais, estando o cargo a ser assegurado pelo segundo comandante Telmo Asensio, em regime de substituição. Contactado pela Lusa, o presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Sever do Vouga, Joaquim Amaral de Macedo, escusou-se a comentar a carta aberta.
Joana Regadas toma posse na presidência da AAUAv e diz ser necessário “sair da ilha para ver a ilha”
Foi com o Auditório Renato Araújo lotado, no edifício da Reitoria, na Universidade de Aveiro, que Joana Regadas voltou a tomar posse como presidente da direção depois de ter vencido as eleições da AAUAv com 86,24% dos votos. Apesar do nervosismo, Joana Regadas começou o seu discurso a fazer uma retrospectiva daquele que foi o seu mandato ao longo do último ano. Um capítulo que, conforme descreveu, pautou-se pela “humanização”. “Quando cada uma das palavras, passos e atividades, foi pensada com os estudantes no centro. Quando reconhecemos cada um dos que faz parte desta grande casa, quando expandimos o projeto ‘Tutores por Amor’ e criamos o projeto ‘Amigos por Amor’”, referiu. A atual presidente descreveu ainda que este foi um mandato de “valorização da estrutura”, assim como dos dirigentes, em que “cada um dos estudantes decide ir mais além, quando as propostas discutidas em momentos de formação sobre o Regulamento de Estudos da UA se encontram cada vez mais próximas de verem a luz do dia”. No seguimento, Joana Regadas relembrou ainda, entre outros aspetos, o “restabelecer de parcerias” como com a Câmara Municipal de Aveiro, a “extensão do Dia Nacional do Estudante a uma semana de atividade”, o “Docturando”, a “inclusão de modalidades de desporto adaptado na Taça UA Glicínias Plaza” ou o “mês de integração”. “Em menos de 25 dias contou com 33 atividades, dinamizado exclusivamente por estudantes, com atividades de desporto, de consciencialização de novos hábitos, em que a cultura foi mote de integração, e onde o grande objetivo era todos ‘Fazerem Parte’”, afirmou, apontando também a expansão do Conselho para a internacionalização e a intenção de candidatura aos Jogos Europeus Universitários 2032. Face à exposição, a presidente da direção resumiu o último ano pela palavra “proatividade”. “Assumimos a responsabilidade em pensar nas soluções. Soluções para Aveiro quando lançamos a agenda estudantil para a cidade. (…) Soluções para a cultura, um dos pilares que nos moveu e continuará a mover, com a construção do tão querido DOCA UA, uma visão para a cultura académica até 2036, uma visão não da direção, mas de todos os que fazem parte do Conselho Cultural, uma visão para a universidade e para a região”, vincou. Para falar sobre o futuro da AAUAv, Joana Regadas socorreu-se do escritor José Saramago relembrando que “é preciso sair da ilha para ver a ilha”. Assumiu que é com esse desconforto que avança com o “compromisso de mais um ano”. “Um novo ano, onde a voz de cada um dos 18 mil estudantes da UA continua a assumir o papel de personagem principal, um novo ano não de conformismos, mas de responsabilidade em assumir o desconforto como necessário para o crescimento”, assegura. De seguida, a presidente da AAUAv deixou um conjunto de reflexões que incluíram, entre outras temáticas, o “incumprimento do Plano Nacional para o Alojamento do Ensino Superior”, a “temática assombrada” do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), os “problemas inerentes aos Serviços de Ação Social” ou os “transportes da Região de Aveiro”. Sem esquecer a notícia de há cerca de uma semana que dava conta de um texto assinado por 28 professores contra o uso da inteligência artificial generativa nas Instituições de Ensino Superior, Joana Regadas mostrou “estranheza” com a atitude. “É com alguma estranheza que vemos também ser este um dos meios com mais receio dos avanços tecnológicos, onde docentes pedem a proibição da inteligência artificial, indicando ser esta a razão da transformação dos alunos em, e passo a citar, ‘cretinos digitais’”, exprimiu. “As universidades devem ser espaços de promoção de inovação, não espaços com receio de mudanças. Um ensino centralizado nas formas da avaliação não é centrado na aprendizagem, é um ensino que falha no seu primeiro e principal propósito”, continuou. Apesar de considerar que a UA se tem afirmado como “exemplo em quase todas as áreas”, a presidente da AAUAv deixou também algumas oportunidades de “florescimento” como com a “formalização do Instituto de Ensino e Aprendizagem”, a “aproximação à cidade e à região” ou as eleições para o próximo reitor. “Eleições que serão ainda no modelo antigo, mas que nem por isso devem de ser menos partilhadas com toda a comunidade”, atentou. Tendo como lema “Unidos pela Voz”, Joana Regadas comprometeu-se ainda a ser “audaz”. “A voz que pretendemos usar não se irá fechar dentro dos campi, não se irá fechar dentro das oportunidades óbvias, mas pretende ser audaz, chegar onde ainda não conseguimos projetar, chegar a uma região, chegar a Aveiro, Águeda, Oliveira de Azeméis, a Ílhavo, quer chegar a toda a comunidade intermunicipal da região de Aveiro”, afirmou. “Quer em conjunto com todos os que fazem parte da comunidade UA pensar na região universitária, pensar numa região que cresce com os estudantes, que promove sinergias, que cresce no sentido da simbiose”, rematou. Na cerimónia, Paulo Jorge Ferreira, reitor da UA, admitiu estar com o “coração cheio de alegria” ao se dirigir a todos. “Fala-me mais ao coração porquê? Porque uma universidade é sobretudo o conjunto dos seus estudantes, as vivências desses estudantes e a forma como se consegue posicionar de forma que anunciada e aplaudida proximidade entre a universidade e a região seja também uma manifestação de proximidade com as suas pessoas e com os seus estudantes”, refletiu. À semelhança da presidente da AAUAv, Paulo Jorge Ferreira deixou também algumas palavras do seu discurso para comentar o manifesto contra a inteligência artificial nas universidades. Admitiu ser “avesso a proibições”. “Não devemos temer aquilo que é novo. Devemos sim transformá-lo. Os nossos estudantes não temem o futuro. Os nossos estudantes vão criá-lo e não o podem fazer abstendo-se de usar por decreto ou proibição ferramentas que lá fora na sociedade, no dia a dia, são das mais importantes que temos visto e absolutamente transformacionais para a nossa realidade”, vincou. No seguimento, lembrou que a função de uma universidade pública é servir o “bem público”. “Tem a responsabilidade disso. Se a sociedade usa certas ferramentas é nosso dever e obrigação facultar aos nossos estudantes acesso e conhecimento acerca dessas ferramentas”, argumentou. “Pedir que se proíbam ainda para mais usando uma linguagem violenta e agressiva classificando os possíveis resultados como ‘zombies digitais alienados’ ou ‘cretinos digitais’ não me parece nem digno, nem próprio de uma instituição de ensino superior”, opinou Paulo Jorge, deixando a nota que este tipo de pensamento “nunca vingará” na UA. No seu último discurso de tomada de posse, enquanto reitor, Paulo Jorge Ferreira deixou ainda um agradecimento aos estudantes admitindo que muito do seu percurso foi “marcado pelas interações” que teve com estes. “Tenho também muita admiração por aqueles que tomaram posse como a senhora presidente, Joana Regadas. Tem sido uma grande presidente, uma grande líder e certamente continuará a ser”, afirmou. Dirigindo-se diretamente aos novos estudantes possantes, o reitor da UA comparou a Associação Académica a um laboratório de “cidadania e de democracia”. “Serão pessoas mais completas passando por esse laboratório do que seriam se por ele não tivessem passado. (…) Uma universidade não são só salas de aulas apenas. Não são cadeiras apenas e a Associação Académica pode muito bem ser uma das mais exigentes dessas cadeiras. Aquilo que aprendem nela, ao contrário do que noutras se aprende, fica para a vida”, garantiu. Face à cerimónia de tomada de posse, a AAUAv renovou a sua estrutura com a entrada de 36 novos órgãos sociais.
Câmara de Aveiro apoia clubes desportivos em mais de um milhão de euros para a época 2025/2026
O Apoio ao Investimento é o que concentra a maior parte das verbas entregues, com “528.201,10” euros atribuídos a 22 Associações. O Apoio à Atividade Regular é a outra grande área de atribuição de verbas, com “493.250,00” euros para 39 das Associações. Os clubes que recebem a maior fatia do bolo são o Sport Clube Beira-Mar – “84.000” euros de apoio à atividade regular e “77.135” euros de apoio ao investimento -, o Sporting Clube de Aveiro - “40.000” euros de apoio à atividade regular e “79.286” euros de apoio ao investimento – e o Clube dos Galitos - “70.000” euros de apoio à atividade regular e “47.000” euros de apoio ao investimento. Durante a sua intervenção na sessão de atribuição dos apoios, Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, disse fazer questão de visitar pessoalmente cada um dos clubes após a conclusão dos trabalhos contratualizados. O objetivo, de acordo com o autarca, passa não só por se inteirar dos resultados alcançados, mas também “discutir também questões específicas relacionadas com o desenvolvimento formativo e desportivo”. O balanço de Luís Souto relativamente à aplicação do Programa Municipal de Apoio às Associações é “extremamente positivo”. No sentido de promover uma maior coesão territorial e mecanismos para um maior acompanhamento dos investimentos realizados pelos clubes, o presidente manifestou ainda a intenção de iniciar em breve o processo de revisão do respetivo regulamento municipal.
Mau tempo: Autarca antevê que centro de Águeda deverá ser poupado a inundações
“Estamos a acompanhar permanentemente e temos o plano de drenagem operacional, pelo que só se o rio ultrapassar a cota máxima da cheia centenária é que a margem direita deixa de estar protegida”, disse à Lusa o autarca do município do distrito de Aveiro. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que as previsões meteorológicas “indicam um novo episódio de precipitação intensa” que “poderá configurar uma situação hidrológica potencialmente perigosa, com potenciais inundações urbanas, com perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens”. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, especificou no domingo que algumas das localizações estão a merecer já particular atenção, nas quais inclui Águeda, com cujo presidente da Câmara esteve em contacto telefónico. À Lusa, Jorge Almeida admite que fora do centro urbano e na margem esquerda do rio se verifiquem inundações, podendo condicionar a circulação rodoviária. “A zona perto das pontes funciona como uma pequena ilha e é propensa a inundações, com a água a atingir previsivelmente a Rua Manuel Pinto, e temos as equipas municipais a acompanhar a situação de forma permanente”, explicou. O autarca antevê que a estrada do túnel do Sardão seja a primeira a fechar, podendo igualmente vir a ser encerradas a rua do campo para Recardães e a estrada da Fontinha para Almeara. “Temos as ruas e estradas do costume que fecham quatro ou cinco vezes e não é nada de extraordinário”, acrescentou, comentando que, desde que não se verifiquem “cheias centenárias”, o centro da cidade estará resguardado. A Câmara de Águeda deu por concluída a segunda fase do plano de drenagem para prevenir cheias no centro urbano, sistema esse que, segundo Jorge Almeida, está operacional, e no qual foram investidos cerca de cinco milhões de euros. Além do alteamento dos muros marginais, foram instaladas válvulas de maré que impedem a entrada da água do rio nos canos de águas pluviais, sempre que o nível do caudal sobe significativamente. A água da chuva acumulada na cidade é encaminhada para dois grandes reservatórios - no Largo do Botaréu e no Largo do 01 de Maio -, onde seis bombas injetam as águas pluviais diretamente no rio, de forma forçada. A autarquia concluiu também a remoção de aterros na ponte de Cabanões e Óis da Ribeira para libertar o fluxo da água. “Muita água, muita chuva vai cair na segunda [hoje] e terça-feira, que se prolonga para a semana seguinte. Norte do Mondego e toda a bacia do Tejo são zonas que nos preocupam. Preveem-se picos à hora do almoço. Estamos atentos e em articulação com os municípios e Proteção Civil”, disse o presidente da APA. Segundo o responsável, a frente vai entrar pelo Atlântico e vai trazer muita chuva quer para o Mondego, quer para o Vouga. “Estou muito preocupado com Águeda que sofre muito com as descargas dos rios, mas também com o Douro, a zona da foz do Douro, [Vila Nova de] Gaia, o Porto, mas também muito o [rio] Tâmega, portanto, Amarante e Chaves, sem esquecer a Régua”, disse Pimenta Machado. Devido à passagem da depressão Joseph por Portugal continental, os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão passar por fases sob aviso laranja nos próximos dias.