Cláudia Afonso defende rede pública de creches em Águeda e critica inação da autarquia e do Governo
Cláudia Afonso, candidata do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara Municipal de Águeda, propôs, num vídeo partilhado nas redes sociais, a criação de "uma rede pública de creches que responda à procura de vagas".
Redação
Segundo uma nota de imprensa enviada às redações pelo partido, para a candidata é “vital que este mecanismo seja pensado "a longo prazo" e tenha em conta como "o território se vai desenvolver, tendo em conta as zonas onde são precisas mais vagas".
A candidata do BE disse ainda ser necessária uma “comunicação muito mais eficaz da Câmara Municipal de Águeda para com a população que procura estas respostas, para que saibam exatamente onde existem vagas", o que evitaria que as "instituições sejam recorrentemente sobrecarregadas".
Cláudia Afonso defendeu, de acordo com a nota, que uma rede pública de creches poderia ser a “materialização de uma política que efetivamente incentive a natalidade e inverta o envelhecimento, criticando a inação tanto da autarquia como do governo neste campo”.
Recomendações
Hospitais da ULS da Região de Aveiro reforçam imagiologia com investimento de 2,1 milhões de euros
Segundo uma nota de imprensa da ULS, o financiamento, obtido através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), permitirá a aquisição de novos equipamentos para os hospitais de Aveiro e Águeda. O investimento total, no valor de 2.170.339 euros, acrescido de impostos, visa modernizar o parque tecnológico e reforçar a capacidade de diagnóstico. Entre os equipamentos a serem adquiridos estão três Tomógrafos Computorizados (TC) e outros dispositivos de imagiologia. Um dos novos Tomógrafos Computorizados, de 64 cortes, será instalado no hospital de Águeda, “substituindo um equipamento de 16 cortes que já tem 15 anos”. No hospital de Aveiro serão instalados dois tomógrafos computorizados, um de 128 cortes e outro de 256 cortes, sendo que este último permitirá a realização de estudos mais avançados, como perfusão cerebral e imagem espectral. Segundo a administração hospitalar, as novas aquisições incluem ainda um Intensificador de Imagem 3D, um aparelho de Raio-X portátil e um Intensificador de Imagem simples. “Com este investimento, a ULS RA pretende melhorar a qualidade e segurança da assistência ao doente”, bem como “contribuir para a atração e formação de profissionais de saúde e para a investigação na área”.
Palacete de S. João da Madeira transformado em hotel 4 estrelas com 16 milhões de euros da Hoti
O novo hotel da marca Meliá do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto foi criado ao abrigo do Programa Revive, que, tutelado pelos ministérios da Economia, Cultura e Finanças, confia a parceiros privados a requalificação de património do Estado para fins turísticos. Mediante uma concessão de 50 anos, foi assim recuperado o imóvel edificado originalmente entre finais do século XIX e inícios do XX, no estilo de construção português conhecido como “arquitetura dos brasileiros”, por envolver uma combinação de diferentes géneros decorativos apreciados pelos emigrantes regressados do Brasil com fortuna. “Foi uma obra de alguma dificuldade porque, por um lado, tivemos que observar certos cuidados na preservação do palacete e, por outro, os empreiteiros não puderam trabalhar ao ritmo pretendido, dada a habitual falta de mão-de-obra que lhes atrapalha a capacidade de resposta”, declara à Lusa o presidente e fundador do Hoti Hoteis, Manuel Proença. O edifício original ficou reservado para receção, bar, restaurante e suite presidencial, mantendo em frente o pátio centenário idealizado por António Dias Garcia (1859-1940), mas em redor a propriedade com mais de 5.000 metros quadrados de área bruta de construção passou a incluir um novo bloco de traça contemporânea, com cinco pisos à superfície e um semi-subterrâneo. Essa disposição garante ao hotel um total de 93 quartos, parte dos quais reunidos num piso especialmente vocacionado para estadias ‘corporate’ coletivas, e deixa-o também equipado com salão de eventos, salas de reuniões, ginásio, spa com circuito de águas e uma piscina exterior. Para gerir esses recursos foram criados 35 novos postos de trabalho, mas, também a esse nível, Manuel Proença admite constrangimentos. “O setor não tem pessoas suficientes para as necessidades do mercado e tivemos que deslocar alguns dos nossos recursos humanos, que vieram de outras unidades, como a de Aveiro, para exercer em São João da Madeira”, explica. Contando receber turismo familiar, mas antecipando sobretudo estadias de negócios, dada “a relevância empresarial e industrial da região”, o presidente do Hoti Hoteis antecipa: “Se tudo correr dentro da normalidade, devemos recuperar o investimento em 15 anos, avançando sempre com novos hotéis ao mesmo tempo”. “Já em obra, com as fundações”, está a unidade de Viana do Castelo, que, com a aquisição do terreno, terá um custo na ordem dos 18 milhões de euros, e “no início de 2026” devem arrancar depois os trabalhos na Avenida da Boavista, no Porto, onde 30 milhões permitirão construir um hotel Meliá e também um prédio de habitação da marca Residence – o que, juntamente com projeto idêntico em Aveiro, constituirá a estreia da Hoti no ramo imobiliário de caráter residencial. Segue-se a unidade hoteleira de “Famalicão, com terreno já adquirido”, e hotéis também em Coimbra, Porto e outras cidades, porque “o crescimento tem que ser contínuo”, mesmo perante entraves como “os tempos da justiça portuguesa – que são um exagero”. “Um problema muito sério que o país continua sem resolver e que atrasa e impede o investimento é o facto de não haver prazos para a justiça”, esclarece Manuel Proença, referindo como exemplo o projeto do hotel previsto para o Largo do Rato, em Lisboa, que “está parado há oito anos devido a uma providência cautelar”, num diferendo entre Procuradoria Geral da República e câmara municipal. “São milhões de euros que ficam parados indefinidamente e que não se podem realocar a outros projetos nem rendem juros”, diz o empresário. “As empresas estrangeiras não compram nada cá com receio de ficar sujeitas a isto e o Estado Português continua sem reformar a justiça, como se não percebesse que estas falhas são um grande constrangimento para os investidores e uma ameaça ao progresso geral”, argumenta.
Autárquicas: Gestor António Baptista concorre pelo CDS a Espinho e promete auditorias
Sendo também presidente da concelhia do partido, o candidato quer apurar a real situação do concelho que, no distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, está desde 2023 no centro da chamada Operação Vórtex, que tem em julgamento arguidos de executivos camarários locais tanto do PS como do PSD. “Espinho precisa de uma mudança e é fundamental começar por auditorias independentes”, declara o candidato do CDS à Lusa. “Só assim poderemos perceber com total transparência o verdadeiro estado da autarquia e saber, de facto, qual é o nosso ponto de partida para os próximos anos”, defende. António Marques Baptista realça que serão as conclusões a retirar dessas perícias que decidirão o rumo de obras como o Estádio Municipal de Espinho, que aponta como “exemplo claro” da sua abordagem: “Todos reconhecemos a sua importância, mas só após a auditoria será possível avançar com responsabilidade, conhecendo a situação real e definindo um caminho sólido e sustentável para a conclusão [do equipamento]”. A segunda grande proposta do candidato do CDS é “devolver a dignidade ao espaço público” de Espinho, o que passará pela “implementação de um plano de emergência com medidas imediatas para melhorar a limpeza, a segurança e a manutenção” dessas áreas. “Outra das prioridades diz respeito à defesa da nossa costa”, adianta António Marques Baptista. Como as várias intervenções “feitas ao longo de décadas no porto de Leixões tiveram impacto direto na frente marítima de Espinho”, o candidato considera essencial garantir que estejam “disponíveis e bem analisados todos os estudos e previsões de impacto sobre o atual alargamento do molhe Norte”. Propondo-se “catapultar o concelho para um outro patamar”, o cabeça de lista do CDS inclui essas medidas num plano de visão estratégica “até 2050” e afirma que “o primeiro passo” nesse sentido será “a revisão profunda do Plano Diretor Municipal, permitindo criar novas centralidades e melhores condições de mobilidade, com a abertura de novas vias e ligações rápidas entre todas as freguesias”. Mas, no território com cerca de 21,4 quilómetros quadrados e 33.000 habitantes, o líder dos populares quer ainda “recuperar a população perdida e inverter a tendência de crescimento negativo”, adotando para isso “medidas como habitação acessível e programas para atrair e fixar famílias e jovens”. Com 35 anos de idades, António Marques Baptista é licenciado em Fisioterapia e pós-graduado em Direção de Empresas, tendo exercido a primeira dessas áreas na equipa masculina de voleibol do Sporting Clube de Espinho, por exemplo, e praticado a segunda como “sócio-gerente de empresas nas áreas da saúde e dos eventos”. Já a nível político, começou como militante da Juventude Popular, após o que assumiu “vários cargos concelhios, distritais e nacionais” dentro dessa estrutura, chegando à respetiva vice-presidência da Comissão Política Nacional. Além de António Marques Baptista pelo CDS-PP, às eleições do próximo dia 12 de outubro em Espinho também concorrem Ricardo Oliveira pelo Chega, Rita Ribeiro pelo BE, José Ilídio Sá pela IL, Pilar Gomes pela CDU, Luís Canelas pelo PS e ainda Maria Manuel Cruz como independente. Essa última é a atual presidente da Câmara, pelo PS, e chegou à liderança do executivo em 2023 na sequência da renúncia de Miguel Reis ao cargo devido à Operação Vórtex, mas desvinculou-se entretanto do partido por esse ter preferido como cabeça-de-lista o seu vereador Luís Canelas. Quanto ao PSD, Jorge Ratola é o candidato confirmado pela estrutura distrital e nacional do partido e cuja lista foi submetida a tribunal, mas tem a decorrer no Tribunal Constitucional um processo de impugnação por iniciativa de Ricardo Sousa, que foi o nome votado por unanimidade na concelhia de Espinho e nessa contestação está acompanhado por mais de 110 militantes. O executivo municipal de Espinho é atualmente composto por sete elementos: Maria Manuel Cruz, Leonor Lêdo Fonseca e Lurdes Rebelo, pelo PS; Luís Canelas, eleito pelo PS, mas agora sem pelouros, após a presidente lhe retirar a confiança política; e Lurdes Ganicho, João Passos e Hélder Rodrigues, pelo PSD.
Atividade turística da Mealhada cresceu cerca de 17% em 2024
“No ano de 2024 registámos um crescimento da atividade turística na ordem dos 17%. Em 2025, já estamos com um crescimento na ordem dos 25%, até ao momento”, afirmou. À margem da conferência de imprensa de apresentação da programação do Cineteatro Messias, para o último quadrimestre de 2025, a autarca esclareceu que também o número de dormidas no concelho tem vindo a crescer. “Em termos de dormidas, só aqui na Mealhada, o crescimento foi de 21,3% em 2024 face a 2023. O concelho da Mealhada registou 110.766 dormidas em 2024”, sustentou. De acordo com Filomena Pinheiro, de janeiro a maio deste ano, o concelho da Mealhada registou aproximadamente 43 mil dormidas. No que toca aos gastos na restauração, a autarca disse ter apenas dados referentes à região Mondego Bussaco, que abrange, para além da Mealhada, os concelhos de Penacova e Mortágua. “De agosto de 2024 a maio de 2025, os gastos na restauração ultrapassaram os 26 milhões de euros na região Mondego Bussaco”, referiu.
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CMA aprova Plano de Pormenor do Cais do Paraíso perante coro de críticas da oposição
Para José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), são mesmo as eleições que explicam a adesão à reunião e a polémica à volta do Plano de Pormenor. “É um verão mais quente que o normal, há uma disputa eleitoral. Mas a governação tem de ser feita também em tempos de disputa eleitoral”, considera o edil. Entre as críticas que deixou aos candidatos, destacam-se os ataques a Alberto Souto, que avança em representação do Partido Socialista. Ribau Esteves repetiu a crítica que já tinha feito na última reunião de Câmara, dia 7 de agosto, a propósito da providência cautelar interposta por Alberto Souto para travar a demolição do antigo edifício da CERCIAV. O autarca voltou a apontar o dedo ao socialista por “querer mandar antes de ser eleito” e, desta vez, acrescentou que se o faz é por estar com um “problema mental ou psicopolítico”. Antes do momento da discussão do Plano de Pormenor, a Câmara deliberou antecipar o período de participação do público, de forma a ouvir os cidadãos antes de serem tomadas decisões. Na fila para participar constavam sete pessoas, todos homens, que, na sua grande maioria, expressaram preocupação e oposição em relação ao Plano de Pormenor. O primeiro a tomar a palavra foi Armando Grave, candidato à Assembleia Municipal e deputado na Assembleia da República pelo partido Chega. Como cidadão, a primeira pergunta que colocou a Ribau Esteves foi o porquê de a discussão estar a acontecer em pleno mês de agosto, numa altura em que a maioria dos aveirenses estão de férias. De seguida, na sequência das declarações à Ria de Nuno Pereira, responsável de desenvolvimento de projetos imobiliários da Mully Group, que tem trabalhado diretamente no projeto do Cais do Paraíso, Armando Grave diz que os contornos do negócio ficaram mais “opacos”. Nesse sentido, com a lembrança de que os terrenos chegaram a ser colocados à venda na Remax por 20 milhões de euros, questionou o presidente se entendia que o negócio estava a ser feito de forma transparente. Da mesma forma, perguntou ainda quem beneficiaria da “alteração” do Plano de Pormenor. Na resposta, Ribau Esteves explica que a questão temporal se prende apenas com o cronograma. Conforme afirma, o Plano precisa da aprovação da Assembleia Municipal até ao próximo dia 6 de setembro, pelo que seria necessário discuti-lo durante o mês de agosto. É possível que um Plano de Pormenor termine depois dos 18 meses, garante o presidente, mas seria necessário haver “justificações de uma profundidade muito clara”, algo que diz não acontecer. Não obstante, o autarca fez questão de assinalar o número recorde de participações no período de discussão pública de um Plano de Pormenor. Foram submetidas 44 propostas, o que apenas se compara à participação aquando da discussão do Plano Diretor Municipal (PDM). No período de discussão pública que precedeu a elaboração do Plano de Pormenor, entre 13 de setembro e 3 de outubro de 2023, Ribau Esteves nota que só houve sete participações. Contra as acusações de falta de transparência, o presidente da CMA afirma que se trata do Plano “mais democrático” feito pela autarquia. Primeiro, porque as imagens do hotel começaram a circular nas redes sociais antes de se pensar fazer um Plano de Pormenor e, depois, porque houve proprietários – nomeadamente, a família Bóia – que tiveram contactos com os investidores para tentar chegar a um acordo para a cedência do terreno. Depois de António Paulo Bóia ter avançado à Ria durante a semana que a família ia avançar para tribunal contra a Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves não poupou nas críticas ao proprietário. O autarca considera ser “uma coisa fantástica” que se ameace a CMA através da comunicação social. No mesmo sentido, sublinha que vai a tribunal “com todo o gosto”, uma vez que tem como comprovar que António Paulo Bóia lhe pediu ajuda para conseguir estabelecer um acordo. A única razão que leva os proprietários a querer avançar com um processo é, de acordo com o presidente, o facto de o Plano de Pormenor determinar a impossibilidade de se construir um edifício nos terrenos que lhe pertencem. Sobre ter “alterado” o Plano de Pormenor, Ribau Esteves garante que não existiu qualquer modificação. Conforme explica, os termos de referência do Plano têm “coerência absoluta” com o documento final. Ainda na defesa da transparência do processo, o autarca garante que era possível licenciar o hotel sem Plano de Pormenor. Recuando na trilha cronológica, Ribau Esteves nota que foi pelo fim do Plano de Urbanização do Polis, ditado pela revisão do Plano Diretor Municipal em dezembro de 2019, que foram criadas as condições urbanas para que fosse aprovado este hotel. Se a Câmara Municipal tivesse preferido, diz o presidente, o licenciamento teria apenas de estar sujeito a inquérito público depois do investimento ser considerado um Empreendimento de Carácter Estratégico (ECE). No entanto, Ribau Esteves diz que, por já antever o conflito com os proprietários da família Bóia, a autarquia entendeu “densificar” o processo. O presidente nota que também soube que o terreno chegou a estar à venda por 20 milhões de euros. Caso tivesse sido vendido, entende, a Câmara Municipal “não teria mão” nesse tipo de processo. Mais tensa foi a troca de palavras com Diogo Soares Machado. O agora candidato do Chega à Câmara Municipal foi o segundo a intervir. Diogo Soares Machado começou por defender que Ribau Esteves se contradisse várias vezes ao longo da anterior resposta. A começar tomando por base aquilo que Nuno Pereira disse à Ria, o candidato apontou que os donos do terreno já não são, conforme tinha acabado de referir o presidente, o Grupo VIP Hotels. Recorde-se que, de acordo com o responsável de desenvolvimento de projetos imobiliários da Mully Group, a família Munir não irá utilizar a marca VIP Hotels, mas antes a marca “Hotel Mully Grand”. Depois, Diogo Soares Machado afirmou que, se Ribau Esteves quisesses facilitar a vida a Luís Souto Miranda, candidato da “Aliança com Aveiro” à CMA, deixaria o Plano de Pormenor para aprovação do próximo Executivo, deixando no ar a ideia de que, na sua opinião, Ribau Esteves não quer facilitar a vida a Luís Souto nas próximas eleições autárquicas. A principal questão que Diogo Soares Machado fez ao presidente da Câmara foi relativa à estrutura acionista da Cais do Paraíso S.A. Conforme afirma, de acordo com a Dun & Bradstreet, 48% do capital social, cujo total é de 500 mil euros, pertenceria à AAK Holding, Limited, empresa detida por Munir Asharaf Aly com sede nos Emirades Árabes Unidos. Outros 48% seriam detidos pela Festival Investment Group, Limited., com sede nas Ilhas Virgens. A propriedade dos restantes 4% seria, de acordo com o candidato do Chega, desconhecida. Recorde-se que esta estrutura é diferente daquela que a Ria avançou ontem com base nas declarações de Nuno Pereira. Segundo o responsável, 50% da sociedade pertence a Nizarali Kassam Manjy, 48% à AAK Holding, Limited, 1% a Munir Asharaf Aly e 1% à sua esposa. Questionado hoje pela Ria sobre as diferenças, Nuno Pereira desmentiu o candidato do Chega. Para confirmar os dados que tinha indicado, o responsável fez chegar à Ria o registo de beneficiários efetivos, datado de dezembro de 2024, que comprova a informação veiculada antes da reunião de Câmara. Para além de pedir a Ribau Esteves que diga “tintim por tintim” quem compõe a estrutura acionista da Cais do Paraíso S.A., Diogo Soares Machado comparou o Plano de Pormenor a uma “betoneira”. O candidato do Chega, que fez questão de afirmar que falava na qualidade de cidadão, explica que, da mesma forma que a betoneira cria valor acrescentado ao transformar a matéria-prima em cimento, é o Plano de Pormenor que torna possível a construção do hotel. Por isso, Diogo Machado afirma querer saber também “ao que vêm” os investidores e se há um compromisso escrito para a construção do hotel a “x anos”. Durante a resposta, na qual Ribau Esteves chegou a ameaçar suspender a reunião e chamar a polícia para retirar da sala Diogo Soares Machado por apartes que interrompiam, na sua opinião, o discurso, o presidente voltou a culpar a disputa eleitoral pela forma como lhe apontavam o dedo: “os candidatos passam a vida a falar para mim”. “Os senhores tiveram a oportunidade de ser candidatos contra mim e nunca o quiseram ser. Tenho imensa pena, iria divertir-me ‘imensíssimo’ com candidatos como os que temos hoje. Agora, não me metam numa discussão à qual não pertenço. Deixem-me em paz, não tenho nada a ver com assunto”, expôs. No que aos investidores diz respeito, Ribau Esteves garante que não sabe qual a estrutura societária da Cais do Paraíso S.A., “nem tem que saber”. A única pessoa com quem diz ter reunido sempre foi Munir Aly, na qualidade de líder da VIP Hotels. O autarca enfatiza, no entanto, que Diogo Soares Machado pode recuar no processo de construção do hotel no caso de vencer as eleições. Nas palavras de Ribau Esteves, o Plano de Pormenor serve apenas para criar as condições legais que permitem a construção do edifício, mas não é um compromisso com qualquer avanço, pelo que reverter o Plano “custa zero euros”. Note-se que, segundo a legislação em vigor, para o documento ser revogado terá que ser os meus trâmites da sua aprovação. A esse propósito, o candidato socialista à CMA, Alberto Souto, escreveu hoje nas suas redes sociais que, tendo em conta que já são conhecidas imagens 3D do projeto do hote, “é muito crível pensar-se que o pedido de licenciamento esteja pronto a ser apresentado, logo após a entrada em vigor do Plano de Pormenor” e que a revogação do plano pode “originar vultuosas indemnizações” para os investidores. Com estas declarações o socialista pretende contrariar a teoria do presidente da autarquia de que a revogação seria um processo simples. De entre as intervenções da tarde, destaca-se outro candidato que interveio na reunião. Paulo Alves, que avança pelo partido Nós, Cidadãos!, diz que “não gostava de estar no lugar do presidente”. O candidato considera que “todas as instituições” estão contra o plano. Ao passo que, segundo afirma, o Turismo de Portugal emitiu um parecer negativo, Paulo Alves diz que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) apenas delegou a decisão para a Câmara Municipal porque, segundo rumores que alega existirem na cidade, Ribau Esteves “poderá estar com um pé na Câmara e outro na CCDR”. Paulo Alves nota ainda que, depois de ler o Plano, não encontra áreas de cedência do promotor ao domínio público – algo que, afirma, tem de ser feito por lei. Entre as críticas, o candidato do Nós, Cidadãos!, aponta ainda que vão ser feitos poucos lugares de estacionamento públicos – apenas 32 para as novas 600 camas -, que não foi feito um estudo de impacto ambiental e que o plano foi desenhado à imagem das necessidades do investidor e não de acordo com o interesse público – uma ideia que parece ser partilhada por todos os partidos da oposição da direita à esquerda. Ribau Esteves começou por responder que nem “todos” estão contra si, até porque a “esmagadora maioria” dos cidadãos confia no trabalho da maioria que governa o Município. Aliás, tanto confia que, nas palavras do presidente, o projeto que venceu a CMA em 2021 daria uma “cabazada” aos atuais candidatos. Ainda assim, tendo em conta algumas opiniões desfavoráveis, lembra que “quem manda é a Câmara, não é o Turismo de Portugal ou a Associação Portuguesa do Ambiente”. No mesmo sentido, o autarca desvaloriza o parecer do Turismo de Portugal, que afirma não ser negativo, mas sim favorável condicionado – segundo explica, está condicionado ao cumprimento daquilo que entendem ser desfasamentos legais da CMA em relação às competências da entidade. Ribau Esteves nega também “estar com um pé na CCDR” e diz ter ambos os pés na Câmara Municipal de Aveiro, pelo que desconsidera as acusações de Paulo Alves. Conforme já tem vindo a dizer à comunicação social nos últimos meses, o autarca voltou a afirmar que ainda não sabe o que vai fazer no futuro após o final do seu mandato. Para defender que o Plano não foi desenhado à medida do investidor, o presidente explica que, na primeira versão, o hotel teria 18 pisos. No entanto, por não defender o projeto, a autarquia não autorizou. Uma informação que também já tinha sido transmitida à Ria pelo representantes dos investigadores. Ribau Esteves acrescenta que, por não fazer cedências ao domínio público, o promotor terá de pagar uma taxa de compensação mais avultada do que aconteceu noutros projetos. Quanto aos lugares de estacionamento, afirma que os privados não têm de fazer estacionamento público, colocando de parte o cenário em que, por essa via, também o promotor poderia contribuir para o interesse público. Sobre o mesmo assunto, interveio ainda na reunião Miguel Coutinho, que se apresentou como ex-presidente da Associação Portuguesa de Avaliação de Impactos e da Associação Internacional de Avaliação de Impactos, atualmente a trabalhar nas Nações Unidas a validar a avaliação de impactos sociais e ambientais de uma série de projetos na América Latina. O cidadão afirma que é necessário intervir no Cais do Paraíso, mas opõe-se ao plano proposto. Entre as críticas, Miguel Coutinho considera que o Plano de Pormenor não dá resposta aos problemas do Cais do Paraíso – como a ligação ao Alboi ou os edifícios pré-existentes – e apenas explica como “encaixar” um edifício de 12 andares no espaço. Fazendo uso da sua carreira profissional, defende que a obra é suscetível de ter impactos significativos no ambiente e, portanto, espera que o Turismo de Portugal, enquanto entidade licenciadora, decida acionar um estudo de impactos ambientais. Miguel Coutinho alerta ainda para o grande impacto que o hotel vai ter na paisagem aveirense que, segundo afirma, “não tem capacidade de absorção visual” do edifício. No entendimento do especialista, o mais grave é mesmo a forma como a obra vai afetar a identidade de Aveiro. Para Ribau Esteves, quando se tenta transpor o conceito de “absorção visual” para o plano objetivo “encontramos um absurdo de dimensão incomensurável”. A crítica foi desvalorizada pelo autarca que, a título de exemplo, questionou o cidadão como é que a ria faz a absorção visual do “mamarracho” que é o viaduto ferroviário que faz a ligação da Linha do Norte ao Porto de Aveiro. Sobre as restantes questões, o presidente da CMA disse apenas confiar na avaliação dos técnicos envolvidos no projeto: “Este projeto tem dezenas de arquitetos e planeadores da Câmara e de empresas que consultámos a trabalhar nele – embora seja um plano de técnicos da Câmara. São mais ou menos competentes que o Miguel, que tem esse currículo todo? Não sei, tenho de respeitar todos”. A resposta foi a mesma para os moradores do “prédio cor-de-rosa”, como foi apelidado durante a reunião, que se localiza junto ao futuro hotel, junto à rotunda de entrada em Aveiro. Perante o medo de que o edifício afetasse de alguma forma o prédio, Ribau Esteves assegurou que o argumento é uma repetição do que já tinha ouvido aquando da obra no Rossio. Na altura, diz o autarca, toda a gente dizia que ia cair tudo no “buraco” do Rossio. Apesar de admitir que “os engenheiros também erram”, o presidente diz que o argumento da segurança dos prédios vizinhos é para quem não tem mais argumento nenhum. Urbanisticamente, afirma até que era adepto de demolir o “prédio cor-de-rosa” – algo que diz ter sido proposto também por um cidadão no período de discussão pública anterior à elaboração do Plano de Pormenor -, mas “fez as contas” e percebeu que seria uma intervenção desnecessária. Já no período de discussão de ordem de trabalhos, Ribau Esteves começou por dar nota de que o vereador agora independente, Rui Soares Carneiro, apresentou um “conjunto de propostas de alteração”, mas que apenas uma parte destas foram acolhidas. No seguimento, Fernando Nogueira, vereador do PS, questionou o presidente da Câmara sobre as garantias relativas à entrega do terreno do antigo aquartelamento da Polícia Marítima à Câmara, assim como sobre as áreas incluídas no caminho municipal. Em resposta, o presidente da Câmara afirmou que o processo relativo ao terreno do antigo aquartelamento ainda não está concluído, uma vez que o local ainda possui “servidão militar”. Ao abordar o processo de consulta pública do Plano de Pormenor, Fernando Nogueira manifestou a sua discordância relativamente ao período em que decorreu, uma vez que coincidiu com as férias. O vereador socialista acusou Ribau Esteves de “triturar” opiniões, baseando-se “numa contra-argumentação jurídica e (…) numa ponderação unilateral do valor e do interesse público destas questões”. Relativamente às mais de quatro dezenas de participações no processo de consulta pública, o vereador do PS sublinhou que houve uma “posição unânime relativamente à volumetria da proposta, ao enquadramento urbanístico e ao seu impacto ambiental”. Acrescentou que “a Câmara não é sensível a isto e, do relatório das participações, o que se retira é que, perante contraopiniões, existe uma semântica purificadora de sustentabilidade ambiental e de equilíbrio urbano dentro da análise das possibilidades legais”. Para o vereador da oposição, “a legalidade não é uma garantia de legitimidade e há demasiados indícios e muitas vozes a questionar esta proposta e até a justeza da construção deste mamarracho junto de outro mamarracho”. Fernando Nogueira atirou que o Executivo “reduz as objeções a zero com base em argumentos de recurso e que são até difíceis de perceber perante a doutrina de planeamento que tem sido adotada pela Câmara”. “Diz [Ribau Esteves] que o que justifica esta volumetria é até a nova corrente de urbanismo europeia com o conceito da cidade compacta”, recordou, finalizando que “às preocupações dos munícipes, o senhor dá uma cabazada”. O vereador admitiu ainda que o PS ponderou “não participar nesta votação” por estar “malformada, embora, tenha todas as condições (…) de legalidade”. Face a isto, o PS votou contra a proposta. Em resposta, José Ribau Esteves recordou que “o Plano de Pormenor não constrói nada”. “O Plano de Pormenor cria condições para que se construa”, frisou. “A hipótese de licenciarmos ali a construção de um hotel, obviamente, investimento privado (…) é bem anterior ao Plano de Pormenor”, afirmou. Referindo-se a Alberto Souto de Miranda como “líder espiritual político do partido”, Ribau Esteves recordou que este já tinha divulgado, através do Facebook, a imagem do futuro hotel antes mesmo da elaboração do Plano de Pormenor. “Toda a gente sabe disso. É público”, rematou. O presidente da Câmara aproveitou ainda para falar sobre a “guerra jurídica” com a família Bóia, proprietária de parte dos terrenos do Cais do Paraíso. Recorde-se que tal como avançado pela Ria, António Paulo Bóia acusou o Executivo liderado por Ribau Esteves de dar “um alegado privilégio exclusivo a um só promotor”, ignorando os restantes proprietários, e de estar a desrespeitar um compromisso assumido há mais de 50 anos com a família. No comunicado enviado à Ria, a família discorda da opção da autarquia de transformar o terreno num jardim público e, dessa forma, impedir a construção. Segundo o autarca, o problema da família não é a construção do hotel, mas sim um impedimento em construírem um “prédio de seis pisos no terreno deles”. “Ficava ali bem um prédio de seis pisos no gaveto? Era uma coisa interessante? Para o proprietário era fantástico. (…) Se já se vendem apartamentos de 1.5 milhões de euros no Cais da Fonte Nova, ali os do quarto, quinto e sexto andar havia de ser de quatro milhões para cima. (…) A nossa opção urbana é não”, frisou José Ribau Esteves que, para os terrenos vizinhos à família Bóia, assume como uma opção urbana a construção de um hotel com 12 andares. Recorde-se que nesse comunicado a família recorda um “compromisso de honra” assumido pelo Município em 1973. Nessa altura, a sua casa no Cais do Paraíso foi demolida para permitir a abertura da estrada da Barra. Como compensação, a Câmara terá assinado uma escritura que lhes concedia o direito de construir, “para sempre”, nos terrenos sobrantes. A crítica central da família prende-se ainda com aquilo que chamam de exclusividade: na sua visão, o plano permite apenas a um dos promotores construir um megaedifício, enquanto impede os restantes de desenvolver qualquer projeto. Questionado à margem da reunião camarária sobre a justiça desta opção, Ribau Esteves devolveu a questão à Ria: “Acha justo que toda a gente que tem um terreno não possa construir um prédio de seis pisos no seu terreno? Já viu o que é a nossa cidade se toda a gente tivesse tido no passado, ou tivesse de hoje para a frente, o direito de fazer um [prédio] onde tinha o espaço verde? Onde é que você tinha aberto mais uma rua? E aquelas pessoas a quem o Girão Pereira demoliu casas onde as pessoas viviam para abrir, por exemplo, a Avenida Santa Joana. Acha justo?”, rematou. Durante a sua intervenção, Rui Carneiro afirmou ter-se sentido “surpreendido” por não observar um maior número de propostas durante a discussão pública do Plano de Pormenor, especialmente tendo em conta o ruído “positivo e legítimo” que tem acompanhado o tema. No seguimento, frisou que se insere tanto na discussão como com a petição, disponível online, destinada à CCDR-Centro, contra a construção do hotel de 12 andares e que conta já com 644 assinaturas. “Acho que deveria haver neste campo uma maior vinculação das pessoas e dos atores políticos”, opinou. Quanto às propostas de alteração que apresentou, o vereador explicou que estas se concentraram em três eixos principais: a mitigação do impacto volumétrico do edifício, a garantia de integração arquitetónica e paisagística e a afirmação do interesse público relativamente ao estacionamento. Rui Carneiro adiantou ainda que quatro dos artigos que sugeriu foram aceites, enquanto três não tiveram aprovação. Ao contrário da reunião camarária de 24 de junho, em que se absteve da votação do Plano de Pormenor, desta vez o vereador independente votou contra a proposta. Ainda assim, o plano foi aprovado por maioria e segue agora para Assembleia Municipal no dia 2 de setembro. Através do Facebook, Alberto Souto reagiu esta manhã à aprovação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso na reunião de executivo camarário de ontem. O candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Aveiro garante que a construção do hotel, que apelida de “tolice”, não será feita no caso de ser eleito. O ex-presidente, que governou Aveiro entre 1998 e 2005, acrescenta ainda que não conhece ninguém para além dos vereadores e de Luís Souto, candidato da “Aliança com Aveiro”, que seja a favor do projeto. Nesse sentido, considera que as pessoas que estão a votar favoravelmente o Plano de Pormenor “merecem ter o seu nome inscrito na placa a este monumento à nossa parolice urbanística”. Das perguntas que deixa, muitas já tinham sido colocadas durante a reunião. No entanto, Alberto Souto acredita que ficaram sem resposta. Primeiro, o candidato diz ter ficado sem perceber o porquê da realização do Plano de Pormenor se, conforme disse o presidente, era possível licenciar o hotel sem ele. A única explicação que encontra é que “só com um Plano de Pormenor conseguiria retirar capacidade de construção ao terreno da família Boia, para ali prever um relvado e, assim, permitir as vistas do Hotel para o canal central”. Caso se verifique, Alberto Souto acusa o autarca de crime de prevaricação e abuso de poder. Depois, o candidato socialista à CMA volta a questionar o porquê de o Plano de Pormenor ter sido aprovado em agosto, a seis semanas das eleições autárquicas. Também aqui, Alberto Souto especula que Ribau Esteves pode ter ficado “entalado” por ter prometido ao comprador do terreno que poderia lá construir um hotel de 12 andares quando a venda foi feita. Se se verificar, o candidato do PS considera a possibilidade de o Município incorrer em “pesadas indemnizações” caso o hotel não avance. Alberto Souto afirma ainda que, ao dizer que “revogar o Plano de Pormenor é de graça”, Ribau Esteves tenta passar os cidadãos por “analfabetos cívicos”. Conforme aponta, “é muito crível pensar-se que o pedido de licenciamento esteja pronto a ser apresentado, logo após a entrada em vigor do Plano de Pormenor”. A publicação do candidato do Partido Socialista termina com um desafio ao candidato da “Aliança com Aveiro”, Luís Souto Miranda, que atualmente ocupa a posição de presidente da Assembleia Municipal. Alberto Souto pede ao oponente que não inclua o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso na ordem de trabalhos da Assembleia da próxima terça-feira, dia 2. A citar Ribau Esteves, Alberto Souto repete que o próximo executivo pode revogar o Plano de Pormenor e, portanto, questiona: “Porque não esperar então algumas semanas?”. Caso responda ao desafio, Alberto Souto considera que Luís Souto teria um “ato de coragem e de defesa dos interesses de Aveiro”. No sentido oposto, se colocar o ponto na ordem de trabalhos da Assembleia, o candidato socialista afirma que “apesar de lamentavelmente o Luís ser favorável a esta monstruosidade, será um ato de vassalagem e obediência acéfala”. João Moniz, candidato do Bloco de Esquerda à CMA, também interpela Luís Souto Miranda através do Facebook. Numa publicação feita esta manhã, o bloquista questiona qual será o sentido de voto do candidato na Assembleia Municipal. No mesmo texto, considera “inaceitável” a decisão tomada na reunião de executivo camarário por considerar que o hotel virá agravar ainda mais a crise da habitação sentida no Município. No entendimento de João Moniz, “pelo efeito de mancha de óleo e de sobreaquecimento no mercado imobiliário, que terá a inevitável consequência de aumentar ainda mais o preço do m² em todo o Município”. Da mesma forma, considera “inaceitável” o efeito que o projeto terá na paisagem da cidade. O “mamarracho” de 12 andares não tem, na ótica de João Moniz, “praticamente nenhum” benefício para Aveiro e para os aveirenses, pelo que “só pode contar com toda a oposição” do Bloco de Esquerda. O candidato volta a desafiar todos os partidos candidatos à Câmara Municipal de Aveiro, conforme já tinha feito no início do mês, a alinharem com o Bloco na proposta de criação de um parque público para o Cais do Paraíso. A Ria já tentou contactar o candidato da “Aliança” para obter uma reação aos desafios dos oponentes do PS e do BE, mas até ao momento não obteve qualquer declaração. Relembre-se ainda que, tal como avançado pela Ria, a 31 de janeiro de 2019, José Ribau Esteves, numa conferência sobre turismo realizada na Universidade de Aveiro, anunciava já publicamente a vinda de um hotel de cinco estrelas com centro de congressos para o Cais do Paraíso, conforme noticiado na altura pelo Notícias de Aveiro. O autarca deixava mesmo um aviso: “Quando eu disser onde vai ser, quantos pisos tem, etc., vai cair o Carmo e a Trindade a algumas almas.” Interpelado pela Ria à margem da reunião camarária sobre que hotel se referia, em 2019, Ribau Esteves afirmou não saber. “E não sei porquê? Porque estes três hóteis que referenciei há bocado – o do Cais do Paraíso, o da Foz de Prata e o da Vitasal - eu trabalho nestes dossiers desde que aqui cheguei”, referiu.
Estudante da UA conquista medalha de prata nos Europeus Universitários de Kickboxing
Treinado por Paulo Santos, o atleta admite que a prova foi exigente e o resultado alcançado representa o culminar de um longo processo de preparação. “Foram três dias de competições onde tive quatro combates, dois no primeiro dia em que passo a minha primeira eliminatória por KO, seguido de uma vitória aos pontos. No segundo dia volto a ganhar o combate garantido então o acesso à final”, explica Rodrigo citado numa nota de imprensa enviada pela UA às redações. “Na final, apesar de o combate ter sido muito equilibrado, a vitória acaba por ir para o meu adversário, porém, saímos bastantes satisfeitos com o trabalho que desenvolvemos neste campeonato, sendo fruto de muito tempo de preparação e de estratégia para este campeonato com o meu treinador, Mestre Paulo Santos”, conclui.
Governo alerta para mensagens fraudulentas que simulam notificações judiciais
O alerta é válido para todos os cidadãos e para intervenientes em processos judiciais, sejam partes, mandatários, testemunhas ou outros, destacou o Ministério da Justiça, em comunicado. “Estas mensagens não têm origem nos sistemas oficiais do Ministério da Justiça e devem ser consideradas tentativas de fraude”, pode ler-se. O Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça (IGFEJ), enquanto entidade responsável pela gestão e segurança dos sistemas de informação da Justiça, identificou “de imediato o incidente e emitiu alertas aos utilizadores dos tribunais e à Ordem dos Advogados, reforçando a vigilância sobre este tipo de comunicações”. O Ministério da Justiça instou todos os destinatários deste tipo de mensagens a não acederem a ‘links’ ou anexos suspeitos, a verificarem “cuidadosamente o remetente das mensagens” e a reportarem “de imediato qualquer comunicação suspeita ao IGFEJ ou às autoridades competentes”.
Hospitais da ULS da Região de Aveiro reforçam imagiologia com investimento de 2,1 milhões de euros
Segundo uma nota de imprensa da ULS, o financiamento, obtido através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), permitirá a aquisição de novos equipamentos para os hospitais de Aveiro e Águeda. O investimento total, no valor de 2.170.339 euros, acrescido de impostos, visa modernizar o parque tecnológico e reforçar a capacidade de diagnóstico. Entre os equipamentos a serem adquiridos estão três Tomógrafos Computorizados (TC) e outros dispositivos de imagiologia. Um dos novos Tomógrafos Computorizados, de 64 cortes, será instalado no hospital de Águeda, “substituindo um equipamento de 16 cortes que já tem 15 anos”. No hospital de Aveiro serão instalados dois tomógrafos computorizados, um de 128 cortes e outro de 256 cortes, sendo que este último permitirá a realização de estudos mais avançados, como perfusão cerebral e imagem espectral. Segundo a administração hospitalar, as novas aquisições incluem ainda um Intensificador de Imagem 3D, um aparelho de Raio-X portátil e um Intensificador de Imagem simples. “Com este investimento, a ULS RA pretende melhorar a qualidade e segurança da assistência ao doente”, bem como “contribuir para a atração e formação de profissionais de saúde e para a investigação na área”.