FNAM contra entrega da gestão do hospital de São João da Madeira à Misericórdia
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) opôs-se hoje à transferência do Hospital de São João da Madeira para a Misericórdia local, por não reconhecer racionalidade à intenção de retirar-se ao Estado uma unidade que “funciona bem”.
Redação
A presidente da FNAM, Joana Bordalo e Sá, revelou essa posição à Lusa após uma reunião com profissionais de várias especialidades na sede da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga (ULS EDV), que, a partir de Santa Maria da Feira, gere dezenas de unidades do distrito de Aveiro, entre as quais o referido equipamento de São João da Madeira e os hospitais de Ovar e Oliveira de Azeméis. “Há muito pouca informação sobre o assunto e os próprios médicos têm muito pouco acesso a dados sobre a entrega do hospital à Misericórdia”, declarou Joana Bordalo Sá.
A responsável acrescentou: “mas somos contra essa medida, porque não percebemos qual o racional para isso e não há nenhum estudo que nos mostre qualquer benefício na mudança”. Para a presidente da instituição, “devem ficar na esfera pública os hospitais que foram pagos pelo Estado, que foram equipados pelo Estado e que estão a funcionar efetivamente bem, como é o caso do de São João da Madeira, que tem muitas consultas e onde se faz muita cirurgia de ambulatório”. Joana Bordalo Sá defendeu, por isso, que a entrega do hospital à Santa Casa “não serve verdadeiramente o Serviço Nacional de Saúde”, pelo que “deve manter-se na gestão da ULS EDV”.
Em 12 de dezembro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou pretender “retomar o caminho” de transferir para as Misericórdias responsabilidades na gestão hospitalar.
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Museu Marítimo de Ílhavo conta atingir 1,5 milhões de visitantes este ano
O Museu terminou o ano de 2025 com uma contagem de cerca de 80 mil visitantes, mantendo o crescimento desde a reabertura, em outubro de 2001, após obras de ampliação e remodelação, refere uma nota de imprensa. A estrutura museológica integra atualmente o Navio-Museu Santo André, o Aquário de Bacalhaus e o Centro de Religiosidade Marítima, inaugurado em 2021. O Museu, que nasceu em 1937 com cariz etnográfico, foi depois transformado no seu discurso museológico, centrando-se na história da pesca do bacalhau no Atlântico Norte e nas tradições da ria de Aveiro. Desde a redefinição do seu conceito, o Museu Marítimo de Ílhavo passou de seis mil visitantes anuais para mais de 70 mil, tendo o recorde sido atingido em 2019, com a entrada de 88.903 pessoas. A sua missão consiste em preservar a memória do trabalho no mar e promover a cultura e a identidade marítima dos portugueses. Museu, Aquário e Investigação e os polos Centro de Religiosidade Marítima e Navio Museu Santo André resumem o atual museu, uma instituição dedicada a todas as comunidades costeiras. O Museu Marítimo apresenta-se como “testemunho da forte ligação dos Ílhavos ao mar e à ria de Aveiro e a pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova e Gronelândia, as fainas da ria e a diáspora dos Ílhavos ao longo do litoral português são as suas principais referências patrimoniais”.
Homem detido em Aveiro por roubos e furtos a idosos em multibancos
O homem suspeito abordava vítimas especialmente vulneráveis, com idades entre os 65 e os 83 anos, junto a máquinas de multibanco, para lhes roubar o dinheiro, recorrendo, por vezes, ao uso de força física, adianta a Guarda Nacional Republicana (GNR). Os roubos e furtos ocorreram nos concelhos de Aveiro, São João da Madeira (Aveiro), Anadia (Aveiro) e Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, e Penafiel, no Porto. No decorrer das diligências policiais, foram feitas duas buscas, uma domiciliária e outra em veículo, que terminaram com a recuperação de 778 euros em numerário.
Pateira de Frossos, em Albergaria-a-Velha, com aumento consecutivo de visitantes
O espaço recebeu um total de 2.410 pessoas ao longo do ano, o que, segundo refere a autarquia em nota de imprensa, "consolida o crescimento sustentado", desde a sua abertura em 2022. O Centro de Interpretação promoveu cerca de 150 atividades entre exposições e workshops, tendo contabilizado ainda 236 horas de voluntariado ambiental. O balanço de 2025 daquele equipamento municipal revela que “foi o melhor ano de sempre do centro, que triplicou a adesão do público em apenas três anos”. O Centro de Interpretação da Pateira de Frossos tem apostado na investigação científica e na produção de conhecimento sobre a biodiversidade local, recebendo estagiários das universidades de Aveiro e Coimbra. No âmbito dessa colaboração, foi lançado o Guia da Flora da Pateira de Frossos e apresentado um vídeo sobre as tradições das zonas húmidas. Em setembro, foi inaugurado o Centro de Voluntariado Ambiental de Frossos, para acolher voluntários empenhados na preservação do Baixo Vouga.
PS/Aveiro pede esclarecimentos sobre Unidade de Cuidados de Estarreja
Aquele órgão partidário dá conta hoje, em nota de imprensa, que os deputados eleitos pelo círculo de Aveiro requereram esclarecimentos à ministra da Saúde, “após uma petição de utentes denunciar dificuldades no acesso a médico de família e marcação de consultas”. Na pergunta dirigida à ministra, os deputados questionaram “se o Ministério da Saúde tem conhecimento dos problemas relatados na unidade de Beduído e se se prevê uma avaliação aos serviços”. O requerimento solicita esclarecimentos sobre medidas para o reforço de recursos humanos e melhoria da capacidade de resposta no concelho de Estarreja. “Os deputados do PS reafirmam o compromisso com o Serviço Nacional de Saúde e a salvaguarda do direito das populações a cuidados de proximidade de qualidade”, salienta a nota de imprensa.
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Aveiro Tech City: Município aprova pagamento de 20 mil euros a projetos escolares
Segundo uma nota de imprensa enviada pela autarquia às redações, o apoio pretende assumir-se como um “estímulo à proatividade dos alunos do Ensino Básico”. Para esta edição foram acolhidas “18 candidaturas”. “Com o intuito de se desenvolverem competências empreendedoras, os alunos, com o acompanhamento dos seus professores, deverão, num primeiro momento, analisar o contexto em que estão inseridos (escola e/ou comunidade envolvente) na identificação de necessidades ou oportunidades. Com base nesse diagnóstico, alunos e professores são desafiados a apresentar ideias e a materializá-las em ações, através da conceção e implementação de projetos coletivos”, lê-se no comunicado.
Governo vai criar grupo de trabalho para valorizar Calçada Portuguesa
“O Governo prepara-se para criar um Grupo de Trabalho para a Valorização dos Calceteiros e da Calçada Portuguesa. A iniciativa pretende proteger, dignificar e assegurar a continuidade deste património cultural imaterial que é único no mundo e candidato à classificação pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade”, indicou à Lusa fonte oficial do ministério de Margarida Balseiro Lopes. O grupo de trabalho vai ser formado por representantes nomeados pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, tendo um prazo de seis meses para apresentar um relatório final, a contar a partir da entrada em vigor do despacho do Governo. Segundo o Governo, "este grupo “terá como missão analisar a realidade dos calceteiros, apresentar propostas concretas e fazer recomendações legislativas que assegurem a salvaguarda, a valorização e a sustentabilidade da profissão e da Calçada Portuguesa”. Inscrita no inventário nacional do Património Cultural Imaterial desde 2021 com necessidade de salvaguarda urgente, por proposta da Associação da Calçada Portuguesa, esta prática foi alvo de uma resolução da Assembleia da República, de 2018, que recomendava a adoção pelo Governo, “em parceria com o poder local, [de] políticas de conservação da calçada portuguesa que minimizem a sua degradação, sem prejuízo da incorporação de materiais que melhorem a sua mobilidade, aderência e conforto, tanto nas zonas históricas como nas zonas recentes”. Essa recomendação incluía, já, a proposta de promoção da “candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, atenta a sua singularidade, internacionalmente reconhecida”. Em março do ano passado, a candidatura à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) foi entregue à Comissão Nacional, envolvendo a Associação da Calçada Portuguesa, com mais de 50 calceteiros, a colaboração de oito municípios – Braga, Estremoz, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada, Porto de Mós e Setúbal -, e o apoio de mais de 20 instituições nacionais públicas e privadas. “A Calçada Portuguesa traduz-se numa forma de produção e manutenção de pavimentos por meio de um saber-fazer tradicional que está em forte declínio, devido à idade avançada dos detentores deste património imaterial. A arte de calcetar é milenar, mas a produção de Calçada Portuguesa inicia-se como uma técnica específica na primeira metade do séc. XIX, em Lisboa, […] expandindo-se por todo o país e por vários continentes”, pode ler-se na documentação patente no inventário nacional do Património Cultural Imaterial. Com uma matéria-prima fornecida por extratores e transformadores de pedra, esta é executada no chão pelos calceteiros “com a sua mestria, por tradição viva, transmitida de pais para filhos ou adquirida, enquanto aprendiz, no exercício da profissão com outros calceteiros”. “A dureza do trabalho, que é realizado em qualquer altura do ano, a baixa remuneração e algum estigma social associados a quem a produz, tem, contudo, afastado os mais jovens de se iniciarem nesta atividade, ao mesmo tempo que os mestres calceteiros vão desaparecendo. Assim, urge a valorização dos saberes ligados à Calçada Portuguesa, através do reforço da valorização dos donos de tais saberes: os calceteiros”, refere o mesmo texto no inventário nacional. “Se Lisboa chegou a ter 400 calceteiros no ativo, em 1927, passaria para menos de 30, em 1979 e tem hoje pouco mais de uma dúzia (além de 4 cantoneiros de arruamento), todos em idade já avançada, além de enorme desgaste rápido das suas condições físicas, o que revela uma clara tendência para a extinção eminente desta técnica tradicional”, segundo o mesmo documento, datado de 2020 e muito focado em Lisboa. Além de Portugal, a calçada portuguesa está presente em locais de Espanha, Gibraltar, Bélgica, Chéquia, China, com particular incidência no território de Macau, Malásia, Timor-Leste, Angola, Moçambique, África do Sul, Brasil, Estados Unidos e Canadá.
Aveiro avança com hasta pública para três lugares de venda no Mercado Manuel Firmino
Numa nota de imprensa enviada às redações, a autarquia justifica a atribuição dos três espaços pela “dinamização da economia local”, bem como pela “ocupação das lojas existentes no Mercado Manuel Firmino”. A abertura de procedimento por hasta pública foi aprovada esta quinta-feira, 15 de janeiro, na reunião camarária privada da Câmara de Aveiro. Em comunicado, o Município esclarece que as bancas 3A e 3B serão destinadas ao “comércio a retalho de peixe, crustáceos e moluscos” e a bancaf2 “para venda a retalho de flores, plantas e fertilizantes”. A autarquia refere ainda que a hasta pública terá lugar no próximo dia 11 de fevereiro, pelas 10h30, na sala 5, do piso 2, no Centro de Congressos de Aveiro.
Aveiro: Grandes Opções do Plano registam taxa de execução abaixo dos “30%” até outubro de 2025
Numa nota de imprensa enviada às redações, o Município dá nota que o Relatório “sintetiza a gestão financeira municipal num ano marcado pela realização de eleições autárquicas e pela consequente alteração do Executivo Municipal”. O documento com “carácter meramente informativo e provisório” resulta de um “fecho contabilístico não definitivo”, estando ainda sujeito a “ajustamentos decorrentes de operações de regularização e apuramentos finais, em particular ao nível dos registos patrimoniais”. No comunicado, a Câmara explica que o Município registou, até ao final do mês de outubro, uma “execução global da receita de 41,3%, correspondente a uma cobrança líquida de cerca de 80,3 milhões de euros”. “Considerando a incorporação do saldo de gerência de 2024, a execução da receita ascende a 61,05%, totalizando 113,9 milhões de euros arrecadados”, realça. Do lado da despesa, a autarquia aponta que a taxa de execução se situou nos “36.55%, o que corresponde a pagamentos na ordem dos 69,3 milhões de euros, num orçamento global de cerca de 186,6 milhões de euros”. “As despesas correntes apresentam uma execução de 53,8%, enquanto a despesa de capital atinge 20,1%”, continua. No que toca às GOP, a Câmara realça que teve uma execução de “27,6%”, com destaque para as atividades mais relevantes, “que apresentam uma taxa de execução próxima dos 50%”. “O saldo para a gerência seguinte aumentou em cerca de nove milhões de euros, fixando-se nos 44,6 milhões de euros”, sintetiza. Em termos patrimoniais, o Município de Aveiro atingiu cerca de “435 milhões de euros, mais 3,15% face a 2024, enquanto o Património Líquido cresceu 5,45%, alcançando os 348 milhões de euros”. A Câmara sublinha ainda que o resultado apurado até outubro de 2025 foi de “18.5 milhões de euros”, tendo-se mantido “positivo, apesar de uma redução face ao período homólogo do ano anterior”. Na reunião foi ainda aprovada a 21ª alteração ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano de 2025, “no valor global de 1.215.500,00 euros”.