RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

Cidade

Livre-Aveiro critica modelo de eleição para as CCDR e assume “preocupação” pelas buscas na autarquia

Num comunicado enviado hoje, dia 12, à Ria, a representação do Livre na Assembleia Municipal de Aveiro (AMA) considera que o processo de eleição para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) “expõe um défice democrático estrutural”. O Livre acrescenta ainda: “preocupa-nos que a Câmara Municipal de Aveiro e a gestão urbanística anterior de Ribau Esteves — candidato único a presidente da CCDR Centro — tenham sido alvo de buscas pela Polícia Judiciária”.

Livre-Aveiro critica modelo de eleição para as CCDR e assume “preocupação” pelas buscas na autarquia
Redação

Redação

12 jan 2026, 11:11

No dia em que se realiza a Assembleia Municipal que serve para eleger o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR-C), o Livre-Aveiro emitiu um comunicado em que critica a forma de eleição para os órgãos. Nas suas palavras, “o LIVRE considera que esse processo volta a expor um défice democrático estrutural, assente em acordos de bastidores entre PS e PSD, que transforma cargos de enorme relevância pública em prémios de carreira política, afastados do escrutínio dos cidadãos e de uma verdadeira escolha da sociedade”.

Recorde-se que, no caso da CCDR-C, José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro, é candidato único à liderança do órgão e conta com o apoio das estruturas dos principais responsáveis do PS e do PSD.

Para os responsáveis do Livre, que apenas têm um deputado municipal eleito na AMA – recorde-se que Bruno Fonseca ainda não tomou posse por estar em “comissão de serviço oficial no estrangeiro” –, “a CCDR não pode ser tratada como uma extensão do sistema partidário, nem como um espaço de reciclagem de anteriores autarcas”.

No comunicado, escrevem que é “essencial afirmar que a presidência da CCDR não deve replicar à escala regional o modelo político de “obras e betão […] As prioridades da região têm de ser outras: ferrovia, renaturalização das linhas de água, proteção ambiental, coesão territorial e uma transição energética justa”.

O Livre deixa ainda farpas a Ribau Esteves e recorda as buscas feitas pela PJ na Câmara Municipal de Aveiro na passada sexta-feira: “sem prejuízo do princípio da presunção de inocência, preocupa-nos que a Câmara Municipal de Aveiro e a gestão urbanística anterior de Ribau Esteves […] tenham sido alvo de buscas pela Polícia Judiciária no âmbito de uma investigação sobre eventuais prevaricações e violações de regras urbanísticas”.

Apesar de Bruno Fonseca ainda não ter tomado posse e, por isso, não votar nas eleições desta segunda-feira, o Livre afirma que “independentemente da previsível inevitabilidade do desfecho da votação e eleição do anterior presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, o LIVRE não se revê nesse processo nem nesse modelo de escolha, que representa mais do mesmo e votaria contra”.

O partido deixa ainda nota de que o seu deputado municipal tomará posse na primeira Assembleia ordinária de 2025 e que, portanto, esta “esta será, felizmente, a última Assembleia Municipal de Aveiro em que o LIVRE não poderá intervir de maneira direta”.

Recomendações

Alberto Souto acusa Luís Souto e Ribau Esteves de “crime urbanístico” no Cais do Paraíso
Cidade

Alberto Souto acusa Luís Souto e Ribau Esteves de “crime urbanístico” no Cais do Paraíso

Na publicação, Alberto Souto de Miranda começa por contextualizar que, tal como avançado pela Ria, as buscas na PJ na Câmara de Aveiro estão relacionadas com o processo do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. Face às declarações de Luís Souto de Miranda, presidente da Câmara de Aveiro, o socialista acusou-o de sacudir a “a água do capote” ao dizer que o processo “vem do passado”. Também num comentário breve às palavras de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara de Aveiro, escreveu que o mesmo diz que “já há muito trabalho do atual executivo neste processo”. “Cada um espeta a sua faca no outro, mas têm razão os dois. Estão ambos implicados. O ex-presidente porque foi o autor primeiro de um crime urbanístico. O atual presidente porque, como presidente da AM, foi co-autor daquele e porque foi agente do mesmo crime, por vontade própria, quando fez ressuscitar o que morto estava”, atira Alberto Souto de Miranda. No seguimento do texto, o socialista questiona ainda: “Que estranhíssima razão estará na base da pressa de Ribau Esteves? Talvez as investigações apurem. Que intrigante razão poderá explicar a teimosia do atual em tornar a perpetrar o mesmo crime?”. “É o mistério do Cais do Inferno: estavam os dois alertados para as ilegalidades e arriscaram cometê-las”, responde. Alberto Souto de Miranda sugere ainda, que tanto Luís Souto de Miranda como Ribau Esteves, estavam “cientes da manipulação de um Plano para favorecer um privado em detrimento de outros e optaram pela manipulação gravosa”. “Preferiram tomar decisões irracionais (porque não fundadas em argumentos racionais), irresponsáveis (porque desconsideram o risco legal) e esteticamente absurdas. Quiseram mesmo violar as regras urbanísticas e quiseram mesmo beneficiar esse privado. É tudo muito estranho”, diz. Recorde-se que na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Aveiro, há precisamente um mês, foi aprovada a revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. No entanto, dez dias depois, na Assembleia Municipal, o documento acabou por não ser aprovado. Ainda num comentário às declarações recentes de ambos [Luís Souto e Ribau Esteves], o socialista cita-os ao dizerem à comunicação social que estão “tranquilos”. Face a isto, numa crítica direta, Alberto Souto diz que “é a serenidade da inconsciência”. “São criminosos urbanísticos sem arrependimento dos crimes. Não têm noção da gravidade dos seus atos”, insiste. “É lamentável. Porque o dolo foi patente. O crime urbanístico também. De tão flagrante dispensa até averiguações”, continua referindo que quanto a crime “penal” caberá ao Ministério Público e aos tribunais averiguar e decidir se alguém deve ser responsabilizado. “Aí vale a presunção de inocência”, sugere. “Certo é que estavam ambos alertados para a insensatez urbanistica, para a ausência de avaliação ambiental estratégica, para a falta de perequação e para o benefício intencional de um privado em detrimento de outros. Ambos quiseram cometer um crime urbanístico. Ambos quiseram assassinar o equilíbrio paisagístico, matar o equilíbrio dos interesses e abdicar de defender o interesse público. Foram os dois cúmplices e coautores”, insiste Alberto Souto de Miranda. Comparando a atitude a um “drone remoto”, o socialista acusa-os ainda de estarem a disparar “um contra o outro”. “Mas um já está eleito e o outro eleito será, hoje. Fretes pagos. Cinismo exposto. Política com indiferença ética”, admite. Alberto Souto de Miranda sugere ainda que as buscas e investigações, em vésperas da entrada de Ribau Esteves na CCDR-Centro, são um “fator de desprestígio da independência do Ministério Público”. “Mas isso são outros quinhentos, que sempre verbero. Sejam as vítimas de esquerda ou de direita”, refere. Sobre a entrada de Ribau Esteves na presidência da CCDR-Centro, o socialista diz que ainda “há semanas” que lhe deu os parabéns pelo novo cargo. “Ainda não era público. Já era, porém, conhecido, o preço por que se vendeu. A política com rectidão, essa, anda muito mais cara”, atira. Acrescenta ainda: “Ribau irá para a CCDRC mau grado estas investigações e outras que vão surgir. Ainda agora veio a lume a sua condenação pelo Tribunal de Contas por violação reiterada das suas recomendações. Mas ninguém olha para o cadastro…”. O socialista remata a publicação salientando que com “com crime penal ou sem ele, o essencial é que o PP do Cais do Paraíso seja anulado administrativamente para todo o sempre”. “Começo o ano com esse optimismo…”, finaliza.

Joaquim Marques acredita que eleitos da ‘Aliança’ vão todos votar em Ribau Esteves para a CCDRC
Cidade

Joaquim Marques acredita que eleitos da ‘Aliança’ vão todos votar em Ribau Esteves para a CCDRC

No dia em que os autarcas da região centro são hoje chamados a votar para a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Centro (CCDRC), Joaquim Marques reafirma a posição do partido e garante que é “indiscutível” que Ribau Esteves tem perfil para o cargo: “a experiência dele fala por si”. Recorde-se que a Assembleia Municipal de Aveiro reúne hoje, dia 12, em sessão extraordinária, para a votação. José Ribau Esteves é o único candidato e conta com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Luís Montenegro. Joaquim Maques acredita mesmo que deve haver poucos votos em branco ou votos nulos, uma vez que “Ribau Esteves é uma figura mais ou menos consensual”. “É uma figura conhecidíssima da região e não levantou muitos anticorpos junto dos colegas autarcas da região. É uma pessoa com muita experiência, não só como presidente da Câmara, mas também como presidente da CIRA e de várias comissões da ANMP”, acrescenta. Apesar de se dizer “convencido” de que todos os eleitos pela coligação ‘Aliança com Aveiro’ vão votar no nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), o deputado garante que “não deu disciplina de voto a ninguém” e que “cada um votará de acordo com a sua consciência”.

“RAPID ZEN” leva álbum de estreia ao VIC Aveiro Arts House este sábado
Cidade

“RAPID ZEN” leva álbum de estreia ao VIC Aveiro Arts House este sábado

Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, o projeto reúne Barbara Togander (turntables e voz), Gonçalo Almeida (contrabaixo) e Vasco Trilla (bateria e percussão), três músicos com percursos consolidados na música experimental e improvisada contemporânea. “Em RAPID ZEN, o som é construído em tempo real, a partir de escuta mútua, sobreposição de camadas e articulação precisa entre ritmo, textura e silêncio”, lê-se. O trio editou o seu álbum de estreia, em 2025, “Fried Brains”, pela Defkaz Records. Numa publicação da Free Jazz Collective o disco é descrito como uma proposta que “esquece estereótipos, estilos e movimentos inventados por mentes insensíveis às emoções da verdadeira liberdade musical”, sublinhando a fluidez com que o grupo transita entre diferentes linguagens sonoras. Outras leituras destacam ainda a diversidade interna das peças, observando que cada faixa “sugere uma paleta sonora distinta, complexa e nuançada”, onde convivem voz processada, sampling em tempo real, linhas de contrabaixo densas e uma abordagem percussiva detalhada e inventiva. O concerto deste sábado propõe uma “extensão natural desse trabalho discográfico para o contexto ao vivo, num formato próximo e concentrado, adequado à natureza experimental e relacional da proposta artística”. O espetáculo tem um custo de seis euros, sendo o valor integralmente destinado aos artistas. Na nota, a VIC recorda ainda que o concerto de RAPID ZENintegra a programação regular do espaço. Ainda em janeiro, o ciclo contará também com a presença de dUAS sEMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS e Musgos, no sábado dia 24; bem como O Triunfo dos Acéfalos e Twisted Freak no sábado dia 31.

PS mostra “preocupação” com buscas à CMA e acusa Luís Souto de “falta de lealdade com os aveirenses”
Cidade

PS mostra “preocupação” com buscas à CMA e acusa Luís Souto de “falta de lealdade com os aveirenses”

Depois de, em conversa com a Ria, o presidente da Câmara Municipal ter afastado as responsabilidades sobre o que motivou as buscas desta manhã na autarquia, o PS vem agora apontar o dedo ao autarca. Recorde-se que, esta tarde, Luís Souto não revelou qual o motivo da investigação, afirmando que estava sob “segredo de justiça”, mas garantiu que o processo não tem nada a ver com a nossa [do atual executivo] atuação”. Apesar de não ter sido confirmado nem pela Câmara Municipal de Aveiro nem pela PJ, a Ria apurou que as buscas estarão relacionadas com o processo do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. No comunicado divulgado pela Polícia Judiciária, é referido apenas que “estão em causa decisões e procedimentos adotados em alterações de instrumentos de ordenamento do território" e que a investigação incide sobre a "eventual prática de crimes de prevaricação e violação de regras urbanísticas". O PS considera que, caso as buscas estejam relacionadas com a aprovação do Plano de Pormenor, então Luís Souto tem “tudo a ver com elas”, uma vez que era presidente da Assembleia Municipal aquando da sua aprovação. Por outro lado, se tiverem relação com a revogação do documento – aprovada em reunião de Câmara por proposta do PS e posteriormente chumbada na Assembleia -, então, dizem os socialistas, Luís Souto continua a ser responsável, uma vez que já era presidente da autarquia. “Foi alertado pelo PS para o facto de este Plano de Pormenor pretender, sobretudo, legitimar a viabilização de um projeto privado de hotelaria, desproporcionado face à escala da cidade e incompatível com o carácter urbano, paisagístico e ambiental da frente lagunar. Não se trata de um plano de requalificação urbana, mas de uma operação de licenciamento travestida de plano, concebida para legitimar um investimento privado, ignorando a envolvente, as dinâmicas urbanas e a capacidade de carga da zona”, escrevem os vereadores do PS na nota enviada aos jornalistas. Os responsáveis recordam que Luís Souto foi “alertado pelo PS” acerca deste plano e recordam os argumentos utilizados para o rebater, nomeadamente: a não realização de uma Avaliação Ambiental Estratégica apesar de o Ministério Público ter referido a sua necessidade; a existência de processos judiciais em curso que envolvem o documento; e os “pareceres condicionados e reservas institucionais” de várias entidades. Os socialistas notam ainda que Luís Souto “está aqui há 2 meses e 8 anos com responsabilidades políticas” e que, por isso, “todo o processo de aprovação e de não revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso aconteceu sob a sua batuta”. Por ter atirado as responsabilidades do para “processos do passado”, o PS afirma que Luís Souto “mostrou que não quer ser responsável pela continuidade da qual se diz herdeiro”. “A falta de solidariedade, neste momento, com o seu antecessor talvez não surpreenda. A falta de lealdade com os aveirenses revelada na defesa do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso é que já surpreende mais”, apontam. Recorde-se que o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso tem sido um dos processos urbanísticos mais controversos no concelho de Aveiro nos últimos meses, tendo gerado forte contestação pública, política e cívica. Em causa está a proposta de requalificação daquela zona da cidade, junto ao Canal Central, que prevê a possibilidade de construção de um hotel até 12 andares, bem como alterações significativas ao uso do solo e à frente lagunar. O plano tem sido alvo de críticas quanto ao impacto ambiental, à compatibilidade com instrumentos superiores de ordenamento do território e à ausência de Avaliação Ambiental Estratégica. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal de Aveiro, então liderada por Ribau Esteves, permanecendo desde então no centro do debate público local. Mais recentemente, já no novo mandato autárquico de Luís Souto, o tema voltou à reunião de Câmara, com a apresentação de uma proposta de revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso pelos vereadores do Partido Socialista. A proposta contou com os votos contra dos vereadores da coligação ‘Aliança com Aveiro’ (PSD/CDS) e com o voto favorável do vereador do Chega. Como a coligação ‘Aliança com Aveiro’ não dispõe de maioria no atual mandato, arevogaçãoacabou por ser aprovada em reunião de Câmara, mas não passou no último e decisivo teste - aAssembleia Municipalde Aveiro - onde PSD e CDS detêm maioria.

Últimas

Alberto Souto acusa Luís Souto e Ribau Esteves de “crime urbanístico” no Cais do Paraíso
Cidade

Alberto Souto acusa Luís Souto e Ribau Esteves de “crime urbanístico” no Cais do Paraíso

Na publicação, Alberto Souto de Miranda começa por contextualizar que, tal como avançado pela Ria, as buscas na PJ na Câmara de Aveiro estão relacionadas com o processo do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. Face às declarações de Luís Souto de Miranda, presidente da Câmara de Aveiro, o socialista acusou-o de sacudir a “a água do capote” ao dizer que o processo “vem do passado”. Também num comentário breve às palavras de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara de Aveiro, escreveu que o mesmo diz que “já há muito trabalho do atual executivo neste processo”. “Cada um espeta a sua faca no outro, mas têm razão os dois. Estão ambos implicados. O ex-presidente porque foi o autor primeiro de um crime urbanístico. O atual presidente porque, como presidente da AM, foi co-autor daquele e porque foi agente do mesmo crime, por vontade própria, quando fez ressuscitar o que morto estava”, atira Alberto Souto de Miranda. No seguimento do texto, o socialista questiona ainda: “Que estranhíssima razão estará na base da pressa de Ribau Esteves? Talvez as investigações apurem. Que intrigante razão poderá explicar a teimosia do atual em tornar a perpetrar o mesmo crime?”. “É o mistério do Cais do Inferno: estavam os dois alertados para as ilegalidades e arriscaram cometê-las”, responde. Alberto Souto de Miranda sugere ainda, que tanto Luís Souto de Miranda como Ribau Esteves, estavam “cientes da manipulação de um Plano para favorecer um privado em detrimento de outros e optaram pela manipulação gravosa”. “Preferiram tomar decisões irracionais (porque não fundadas em argumentos racionais), irresponsáveis (porque desconsideram o risco legal) e esteticamente absurdas. Quiseram mesmo violar as regras urbanísticas e quiseram mesmo beneficiar esse privado. É tudo muito estranho”, diz. Recorde-se que na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Aveiro, há precisamente um mês, foi aprovada a revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. No entanto, dez dias depois, na Assembleia Municipal, o documento acabou por não ser aprovado. Ainda num comentário às declarações recentes de ambos [Luís Souto e Ribau Esteves], o socialista cita-os ao dizerem à comunicação social que estão “tranquilos”. Face a isto, numa crítica direta, Alberto Souto diz que “é a serenidade da inconsciência”. “São criminosos urbanísticos sem arrependimento dos crimes. Não têm noção da gravidade dos seus atos”, insiste. “É lamentável. Porque o dolo foi patente. O crime urbanístico também. De tão flagrante dispensa até averiguações”, continua referindo que quanto a crime “penal” caberá ao Ministério Público e aos tribunais averiguar e decidir se alguém deve ser responsabilizado. “Aí vale a presunção de inocência”, sugere. “Certo é que estavam ambos alertados para a insensatez urbanistica, para a ausência de avaliação ambiental estratégica, para a falta de perequação e para o benefício intencional de um privado em detrimento de outros. Ambos quiseram cometer um crime urbanístico. Ambos quiseram assassinar o equilíbrio paisagístico, matar o equilíbrio dos interesses e abdicar de defender o interesse público. Foram os dois cúmplices e coautores”, insiste Alberto Souto de Miranda. Comparando a atitude a um “drone remoto”, o socialista acusa-os ainda de estarem a disparar “um contra o outro”. “Mas um já está eleito e o outro eleito será, hoje. Fretes pagos. Cinismo exposto. Política com indiferença ética”, admite. Alberto Souto de Miranda sugere ainda que as buscas e investigações, em vésperas da entrada de Ribau Esteves na CCDR-Centro, são um “fator de desprestígio da independência do Ministério Público”. “Mas isso são outros quinhentos, que sempre verbero. Sejam as vítimas de esquerda ou de direita”, refere. Sobre a entrada de Ribau Esteves na presidência da CCDR-Centro, o socialista diz que ainda “há semanas” que lhe deu os parabéns pelo novo cargo. “Ainda não era público. Já era, porém, conhecido, o preço por que se vendeu. A política com rectidão, essa, anda muito mais cara”, atira. Acrescenta ainda: “Ribau irá para a CCDRC mau grado estas investigações e outras que vão surgir. Ainda agora veio a lume a sua condenação pelo Tribunal de Contas por violação reiterada das suas recomendações. Mas ninguém olha para o cadastro…”. O socialista remata a publicação salientando que com “com crime penal ou sem ele, o essencial é que o PP do Cais do Paraíso seja anulado administrativamente para todo o sempre”. “Começo o ano com esse optimismo…”, finaliza.

Suspeito de assalto a casa em Aveiro fica em prisão preventiva
Região

Suspeito de assalto a casa em Aveiro fica em prisão preventiva

Em comunicado, a PSP esclareceu que o detido de 49 anos foi presente ao Tribunal de Turno de Ílhavo, no sábado, para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa. Segundo a Polícia, o suspeito foi detido após ter consumado um furto numa residência, tendo encetado fuga apeada após ser surpreendido por uma testemunha. "No momento da detenção, o indivíduo encontrava-se na posse de diverso material em cobre, proveniente do furto, bem como de equipamentos e instrumentos utilizados no auxílio à prática desta atividade criminosa, os quais foram apreendidos", refere a mesma nota. A PSP refere ainda o detido se encontra indiciado pela prática de furtos em residências, no âmbito de outros processos atualmente em investigação.

Joaquim Marques acredita que eleitos da ‘Aliança’ vão todos votar em Ribau Esteves para a CCDRC
Cidade

Joaquim Marques acredita que eleitos da ‘Aliança’ vão todos votar em Ribau Esteves para a CCDRC

No dia em que os autarcas da região centro são hoje chamados a votar para a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Centro (CCDRC), Joaquim Marques reafirma a posição do partido e garante que é “indiscutível” que Ribau Esteves tem perfil para o cargo: “a experiência dele fala por si”. Recorde-se que a Assembleia Municipal de Aveiro reúne hoje, dia 12, em sessão extraordinária, para a votação. José Ribau Esteves é o único candidato e conta com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Luís Montenegro. Joaquim Maques acredita mesmo que deve haver poucos votos em branco ou votos nulos, uma vez que “Ribau Esteves é uma figura mais ou menos consensual”. “É uma figura conhecidíssima da região e não levantou muitos anticorpos junto dos colegas autarcas da região. É uma pessoa com muita experiência, não só como presidente da Câmara, mas também como presidente da CIRA e de várias comissões da ANMP”, acrescenta. Apesar de se dizer “convencido” de que todos os eleitos pela coligação ‘Aliança com Aveiro’ vão votar no nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), o deputado garante que “não deu disciplina de voto a ninguém” e que “cada um votará de acordo com a sua consciência”.

Município de Ílhavo lança Orçamento Participativo 2026 com dotação global de 60 mil euros
Região

Município de Ílhavo lança Orçamento Participativo 2026 com dotação global de 60 mil euros

Os 60 mil euros destinados ao Orçamento Participativo vão ser repartidos por várias propostas, sendo que nenhuma proposta pode ultrapassar o valor máximo de 30 mil euros. Neste âmbito, a autarquia vai promover uma série de sessões de esclarecimento entre 20 de janeiro e 6 de fevereiro, a decorrer nas quatro Juntas de Freguesia do Município, nas escolas secundárias e nos espaços de Maior Idade. A primeira sessão realiza-se na Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, no dia 20 de janeiro, seguindo-se a sessão na Junta de Freguesia da Gafanha da Encarnação, a 22 de janeiro. No dia 4 de fevereiro, a sessão decorre na Junta de Freguesia da Gafanha do Carmo e, no dia 6 de fevereiro, na Junta de Freguesia de São Salvador. Todas as sessões têm início às 19h00 e destinam-se à população em geral. As sessões a realizar na Escola Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes e na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré destinam-se exclusivamente à respetiva comunidade escolar. Serão ainda promovidas sessões no Laboratório do Envelhecimento, em Ílhavo, no Fórum Maior Idade, na Gafanha da Nazaré, e na Sala de Estar, na Gafanha da Encarnação, dirigidas à comunidade sénior. A fase de submissão de propostas e os Encontros de Participação decorrem de 9 de fevereiro a 3 de março. Seguem-se a análise técnica, a audiência dos interessados, a divulgação dos projetos finalistas e o período de votação, que terá lugar entre 25 de maio e 19 de junho. A apresentação pública do projeto ou dos projetos vencedores está agendada para 26 de junho. Podem participar cidadãos com idade igual ou superior a 16 anos, independentemente da nacionalidade, desde que residentes no Município de Ílhavo. A participação é individual, não sendo admitida a apresentação de propostas por associações, coletividades ou outras entidades coletivas. Cada participante pode apresentar apenas uma proposta, através da plataforma digital do Orçamento Participativo, sendo obrigatória a sua apresentação pública num dos Encontros de Participação. O Município assegura apoio presencial aos cidadãos que revelem dificuldades no acesso aos meios digitais. A votação será realizada por via online, por SMS ou presencialmente, sendo obrigatório votar em três projetos distintos. Os projetos vencedores serão os mais votados, até ao limite da dotação orçamental disponível, cabendo à Câmara Municipal a sua execução.