RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Miguel Casal é o novo Sócio Honorário da AAAUA

A Associação de Antigos Alunos da Universidade de Aveiro (AAAUA) aprovou por unanimidade na Assembleia-geral de 20 de março, atribuir o título de Sócio Honorário ao empresário Miguel Casal.

Miguel Casal é o novo Sócio Honorário da AAAUA
Redação

Redação

20 abr 2025, 15:24

Pedro Oliveira, presidente da AAAUA definiu a proposta da direção como “um reconhecimento ao nosso antigo aluno de Engenharia de Materiais, Cerâmica e do Vidro, num percurso académico desenvolvido em 1987 e 1992” considerando  Miguel Casal como um “nome incontornável quando se pensa em empresários da região”. O representante dos antigos estudantes sublinhou ainda a visão “cosmopolita, inovadora e com forte preocupação sustentável" com que Miguel "concebe a indústria cerâmica, que está fortemente enraizada na nossa região, dirigindo unidades de produção em Vagos e Ílhavo”. Assim, a atribuição do título de Sócio Honorário é considerada por Pedro Oliveira como algo que “valoriza a galeria de sócios honorários da AAAUA”. A atribuição do título decorreu nas instalações da Grestel e além de Pedro Oliveira, marcaram presença Rita Carvalho, tesoureira da AAAUA e os Vogais, Miguel Castro Silva e Nuno Oliveira.

Miguel Casal foi diretor-geral da ICER - Indústria de Cerâmicas Lda. em Luanda, Angola entre 1997 e 2000. Em novembro de 1999 torna-se Presidente do Conselho de Administração da Grestel -Produtos Cerâmicos, S.A. sediada em Vagos e desde 2018 faz parte da Administração do CTCV (Centro Tecnológico de Cerâmica e do Vidro). Em 2006 criou a marca Costa Nova, reconhecida por criar coleções de mesa em grés fino. Miguel Casal criou ainda recentemente a empresa Ecogres, sediada no concelho de Ílhavo e que "desenvolve um processo de reciclagem de resíduos de outras indústrias", aponta a AAAUA. 

Miguel Casal, que recebeu a direção da Associação na sede das Grestel, manifestou “enorme satisfação pelo reconhecimento atribuído". "Pertencer a esta família é uma honra, a colaboração estreita que a minha empresa mantem com a Universidade de Aveiro é realizada através de uma comunidade de grande qualidade humana e profissional que em grande parte é constituída por ex-alunos e em muitos casos ex-colegas”, frisou o empresário. 

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GrETUA arranca 2026 a “jogar” com Linda Martini e promove Kit de Sobrevivência de Criação Teatral
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GrETUA arranca 2026 a “jogar” com Linda Martini e promove Kit de Sobrevivência de Criação Teatral

Depois de ter arrancado o ano letivo num exercício mais contemplativo, a pensar na caminhada e na deambulação, o GrETUA tenta agora uma vertente mais interativa, relacionada com os jogos. No editorial que acompanha a programação, João Garcia Neto, diretor artístico do grupo, procura explicar o raciocínio por detrás da temática: “Se já sabemos que o teatro se aprende fazendo, interessa-nos agora aprender desmontando. Olhar para o teatro como um brinquedo: um objeto complexo, feito de peças visíveis e invisíveis, que pode ser aberto. Como uma criança cuja inocência entra em crise e que decide desmontar os seus brinquedos, para entender como funcionam por dentro; munindo-se, assim, do conhecimento dos seus mecanismos internos, podendo ela mesma contribuir para a fabricação do jogo”. Assim, conforme explica à Ria, a ideia do jogo acaba por também “aparecer à boleia do Kit [de Sobrevivência de Criação Teatral]”. Este novo instrumento formativo será uma forma de “desdobramento da formação contínua” com um “conjunto de cinco oficinas de áreas para lá da interpretação”. “Mais do que acumular competências, este gesto procura ampliar o campo de jogo, multiplicar as entradas possíveis na criação e tornar visíveis as engrenagens que a sustentam”, explica o editorial. A primeira formação a ocorrer é a oficina de escrita, que acontece a 14 de fevereiro, e tem o nome de “DICTAFONE”. A formadora Mariana Dixe é quem escreve e encena a peça “Obrigada por terem vindo”, que será apresentada no GrETUA nos dias 12 e 13 de fevereiro. Na semana seguinte, o designer de iluminação Rui Monteiro dá uma oficina de desenho de luz, que ocorre entre sexta e sábado, dias 20 e 21. A 28, é a vez da artista plástica Sofia Moço Novo ser responsável por uma oficina de iniciação à costura. O músico Pedro Melo Alves, que passará pelo GrETUA em residência artística com o seu projeto ao longo do quadrimestre, vai estar a cargo da oficina de multimédia reativa, onde, no dia 15 de março, os participantes vão “desenvolver experiências audiovisuais que reagem em tempo real à música, à voz e ao corpo em movimento através da experimentação com sensores, câmaras, microfones, algoritmos e ferramentas digitais”. A cenógrafa Ana Gormicho encerra o ciclo com uma oficina de cenografia que decorre entre os dias 10 e 11 de abril. O objetivo é que os conhecimentos adquiridos sejam posteriormente postos em prática com a contribuição para a criação anual do GrETUA. O trabalho vai começar a ser preparado já este semestre e culmina na estreia de um espetáculo encenado por Joana Magalhães, em maio. As inscrições para os vários módulos do Kit são limitadas, cada formação tem duração entre cinco e nove horas e custa entre 20 e 30 euros. O Kit completo, que corresponde a 35 horas de formação, tem custo variável entre os 50 e os 150 euros, sendo gratuito para os colaboradores do GrETUA. As formações do quadrimestre não terminam no Kit, uma vez que o GrETUA volta a apresentar os Recursos de Formação Teatral, o segundo momento de formação teatral para a intérpretes promovido pelo grupo. Entre fevereiro e março, são dadas novas formações que servem não só quem já está a frequentar o Curso de Formação Teatral de 2025, mas também novas pessoas que procurem inscrever-se. Este “recurso” conta com módulos de laboratório de criação, voz, interpretação, movimento e sobre o papel do jogo nas artes performativas. O “recurso” completo, que dura um total de 44 horas, tem um custo variável entre os 120 e os 180 euros. Cada módulo individualmente custa entre 30 e 70 euros. O nome mais sonante da programação do GrETUA entre os meses de janeiro e abril é o dos Linda Martini, “velhas glórias do pós-punk”, como os apresenta o grupo. Numa digressão a que chamam de ‘Liga de Clubes’ – um nome que alinha na perfeição com a temática da programação, como faz notar João Garcia Neto -, o concerto da banda, que acontece no próximo dia 5 de fevereiro, quinta-feira, pelas 21h30, é complementado pelo set da DJ Maria Vai Com Todas. No campo musical, destaca-se ainda a passagem do Super Bock Super Nova pelo GrETUA, ainda com artistas e data a anunciar, bem como a atuação dos minhotos “xauxau dôdô”. Os responsáveis dão ainda nota de duas noites tripartidas: uma entre Anastasia Coope, Collignon e Myria, outra com Ahana, Montanha e DJ Artures. Conforme já mencionado, haverá também lugar a uma residência artística de Pedro Melo Alves no âmbito do projeto multimédia que se lança numa busca por um vislumbre de futuro. De acordo com nota de imprensa enviada à Ria, a ideia é “concebida como uma plataforma de pensamento focada nas questões ontológicas do pós-humanismo e toma forma simultaneamente como uma incubadora de arte digital e como uma performance multimédia”. O produto acabado passará pelo GrETUA no final do ano de 2026. Fazendo jus ao tema da programação, o quadrimestre começa com uma noite de jogos de tabuleiro, a 22 de janeiro, com a colaboração da associação aveirense “Ria Joga”. Resta também dizer que, de forma a articular todas as sessões, a agenda-jornal para os primeiros quatro meses do ano contem em si umas palavras cruzadas, cujas pistas podem ser encontradas no bilhete para cada evento. As primeiras três pessoas a enviar uma fotografia das palavras cruzadas completas para [email protected] vão poder escolher um bilhete gratuito para um dos eventos do quadrimestre de maio a julho. No cinema, o ciclo “Juventude Sónica” aparece repartido entre três diferentes sessões: na primeira, são apresentadas as curta-metragens portuguesas “O Banho”, de Maria Inês Gonçalves, “À Tona d’Água”, de Alexander David e “Conseguimos fazer um filme”, de Tota Alves – realizadora que, no final, vai estar à conversa com os presentes; na segunda sessão, é projetado “Gummo”, de Harmony Korine; na terceira, é apresentado o filme “O Espírito de Colmeia”, de Victor Erice. Já no teatro, a principal atração é o espetáculo “Obrigada por terem vindo”, monólogo de Mariana Dixe que vai ser interpretado por Mariana Lobo Vaz. Para além deste espetáculo, Mariana Dixe marca ainda presença em mais uma edição da rubrica “Boca a Boca”, uma rubrica itinerante de leitura de textos de teatro em que, numa outra edição, também vai participar Joana Magalhães. Os percursos “Field Stages” não ficam esquecidos neste quadrimestre depois do arranque em setembro. Se, na primeira edição, a ideia era trazer os alunos da Universidade de Aveiro (UA) a descobrir o espaço que liga a instituição e o GrETUA em linha com a ideia da programação anterior, num exercício de contemplação e descoberta, esta segunda apresentação pretende seguir “o mote do jogo e do lúdico”. Mais voltada para a cidade, “Meio muro em Babel” é um passeio sonoro com dramaturgia de Inês Hermenegildo e com a voz de Pedro Sottomayor. Este quadrimestre contará ainda com a exposição Pista, da autoria de Gonçalo Fialho (UIVO), no teto do foyer do GrETUA. Na dança, o espaço receberá, no dia 19 de março, uma oficina de dança e artes marciais com Joana Couto e Leo Calvino. No dia seguinte, será a vez dos criadores apresentarem o espetáculo de dança Budô, que cruza estas duas realidades. Regressa ainda a rubrica “Fora do Armário”, dedicada aos livros e à literatura, em parceria com a Ria e com a Livraria Snob, que, com a ajuda dos convidados João Paulo Guimarães e Inês Cardoso, também vai procurar o tema do quadrimestre. Todas as reservas e inscrições para os espetáculos e para as formações encontram-se disponíveis em gretua.pt.

UA: DFis celebra 50 anos e diretor alerta para desinteresse na Física e a “lei do menor esforço”
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UA: DFis celebra 50 anos e diretor alerta para desinteresse na Física e a “lei do menor esforço”

No decorrer da intervenção de João Miguel Dias, o responsável fez notar que, apesar de “o número elevado de alunos [do Departamento] ser crescente nos últimos anos”, houve “problemas” no último ano. Recorde-se que, na 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao ensino superior, a quebra no número de candidatos afetou vários cursos da Universidade de Aveiro (UA), como é o caso da licenciatura em Meteorologia, Oceanografia e Clima, no DFis, em que apenas um estudante ficou colocado. À margem da sessão, a Ria esteve à conversa com o responsável do Departamento, que caracteriza a situação como “preocupante”. “Sentimos que há um desinteresse das camadas mais jovens pelas áreas da ciência. Os alunos mais novos não percebem a utilidade da ciência, não percebem a necessidade de se esforçarem e estão a enveredar por áreas que requerem menor esforço (…) Uma área como a Física requer fortes conhecimentos matemáticos, de física, de matemática… É impossível dominar estas áreas sem bastante trabalho”, sublinha. O desafio do DFis é “inverter a situação” para que as camadas mais jovens “percebam que o esforço compensa”. Identificada uma crescente procura pelas áreas da gestão, da economia ou das ciências sociais, que João Miguel Dias considera também “muito importantes”, é necessário “mostrar aos jovens a importância da diversificação e que o conhecimento em física é muito importante”. Não obstante, o diretor considera que os alunos “procuram cada vez mais o que é imediato” e que, por isso, “é difícil passar uma mensagem numa sociedade que está pela lei do menor esforço”. Por seu lado, Paulo Jorge Ferreira, reitor da UA, centrou o seu discurso no futuro do Departamento. Nas palavras do responsável, é consensual que “estamos num momento de extraordinária importância para a física e para a ciência em geral”. Parte disso, destaca, passa pela aposta na Inteligência Artificial. Dando nota do efeito que esta ferramenta tem na ciência, Paulo Jorge Ferreira mencionou o caso do ‘AlphaFold’, que valeu o prémio Nobel da Química 2024 a Demis Hassabis e John Jumper. O programa criado pelos investigadores da Google DeepMind permitiu prever a estrutura tridimensional de uma proteína a partir de uma determinada sequência de aminoácidos. Segundo refere, este foi “o primeiro grande problema a ser resolvido com a ajuda da Inteligência Artificial” e motivou um “acelerar enorme do progresso” na área. Como na Química, o reitor sublinha que “um Departamento de Física é uma peça-chave da nossa realidade”. “Estamos num momento de viragem e tenho a inteira certeza de que o Departamento se irá adaptar-se de forma exemplar, como fez nas últimas cinco décadas”, sublinha. À conversa com a Ria, João Miguel Dias foi cauteloso na forma como se exprimiu sobre o tema: “[A IA] veio para ficar, quem achar o contrário está redondamente enganado. Vai-nos permitir chegar mais longe, (…) mas não veio para nos substituir”. Para o diretor do Departamento, é necessário um “espírito muito crítico” sobre os resultados que se obtêm da Inteligência Artificial, algo que só é possível se houver conhecimento de base. Segundo avalia, “sem o conhecimento de base passaremos a ser meros recipientes do que a IA nos dá. Um mero recipiente não vai fazer avançar o conhecimento, (…) precisamos de somar em cima do que já sabemos”. Entre outros desafios para o futuro, o responsável do DFis referiu a necessidade de trazer de volta os estudantes para o ensino presencial: “Muitas vezes os alunos têm uma perceção de que basta estarem nas redes sociais, na Inteligência Artificial, no Google ou no YouTube e encontram informação. Esquecem-se de que é muito importante o convívio, a interação e que o conhecimento só se obtém de forma consolidada”. Para o campo da investigação, destaca a aposta em novos materiais e equipamentos de topo para os centros de investigação. Entre as áreas apontadas como prioritárias para o futuro, João Miguel Dias mencionou os semicondutores, a modulação, as redes, a ótica, a metodologia, a cinografia, a análise de riscos, a adaptação às alterações climáticas e a sustentabilidade. Quem também falou foi Helena Nazaré, professora emérita do Departamento e antiga reitora da Universidade de Aveiro. A docente recordou os primeiros tempos do Departamento e, à semelhança do diretor, aproveitou para deixar uma palavra a Manuel Fernandes Thomaz. Nas suas palavras, o já falecido ‘pai’ do DFis era uma “pessoa afável”, mas que, “quando franzia o sobrolho, punha em sentido”. A professora disse também ter sido convidada por João Miguel a participar com um artigo de opinião na coluna semanal de textos que será publicado no Diário de Aveiro. Com o título “Para que serve a Física?”, Helena Nazaré adianta escrever que “a física tem de ser entendida como parte da formação universitária”. Na sua ótica, a área vai além do trabalho realizado em laboratório, mas deve ser entendida como uma “experiência da mente” que mede impactos na sociedade. Como exemplo refere a Teoria da Relatividade ou a experiência do Gato de Schrödinger: “Ninguém meteu o gato na gaiola nem ninguém o tapou, mas alguém foi capaz de imaginar isso”. A sessão serviu ainda para apresentar Linha do Tempo do DFis, um projeto onde é apresentada toda a cronologia da atividade do Departamento de Física da Universidade de Aveiro desde o seu nascimento. No programa de aniversário, que se estende ao longo de todo ano, constam também iniciativas como o ciclo de debates “Física à Conversa”, o patrocínio às equipas desportivas do Núcleo de Estudantes de Engenharia Física (NEEF) e do Núcleo de Estudantes de Ciências do Mar (NECM) na Taça UA ou a inauguração de oito novos laboratórios de investigação no Complexo Interdisciplinar de Ciências Físicas Aplicadas à Nanotecnologia e à Oceanografia (CICFANO).

GrETUA recebe 7ª sessão do projeto artístico “Espantar o Caos”
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GrETUA recebe 7ª sessão do projeto artístico “Espantar o Caos”

Segundo uma nota enviada à Ria, a iniciativa foi guiada por João Garcia Neto, diretor artístico do GrETUA, que apresentou o espaço e o seu trabalho. “Espantar o Caos” é um projeto artístico e educativo que nasceu da parceria da Fundação de Serralves com a Câmara de Vagos, com o objetivo de “criar um novo espaço dedicado à cultura e à inclusão”. A ação dirige-se a pessoas que experienciam a doença mental grave. No total, o projeto propõe um conjunto de 12 sessões “para a criação de uma coleção de obras originais, reunida num catálogo final que dará visibilidade pública às criações e aos seus autores”. De acordo com o comunicado, para além do valor estético, o projeto afirma-se ainda como um “gesto de reconhecimento e de reflexão coletiva” através da conversão da experiência em expressão artística, da promoção da autoestima, do diálogo com a comunidade e de uma consciência renovada sobre a saúde mental e cidadania. “Espantar o Caos afirma a arte como espaço de encontro, espanto e reconstrução simbólica”, remata.

Estudantes de Medicina da UA passam a integrar a ANEM como membros observadores
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Estudantes de Medicina da UA passam a integrar a ANEM como membros observadores

Segundo a notícia publicada no site da UA, com esta adesão, os estudantes da MIM-UA passam a estar representados a “nível nacional e internacional, podendo, no futuro, após a passagem pelo estatuto de Membros Observadores, participar de forma mais direta nas discussões sobre políticas de ensino médico e nos processos de tomada de decisão que influenciam a experiência dos mesmos no ensino médico em Portugal”. Entre as vantagens estão a “integração numa rede nacional de estudantes de Medicina, bem como a possibilidade de participação em programas de intercâmbio e projetos de educação médica e saúde pública, que complementam a formação académica e promovem o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes”. A entrada na ANEM permite ainda uma “maior visibilidade” do MIM-UA no contexto do ensino médico nacional. A UA destaca ainda que no último Congresso Nacional de Estudantes de Medicina, iniciativa promovida pela ANEM, os estudantes do 1º e 2º anos do MIM-UA já participaram.  A ANEM é o órgão representativo dos estudantes de Medicina em Portugal. A associação congrega diferentes núcleos de estudantes dos cursos de Medicina do país e assume-se como um “papel ativo na defesa dos interesses dos alunos, na promoção da qualidade do ensino médico e no desenvolvimento de projetos de âmbito académico, científico e social”.

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Buscas: Luís Souto não assume relação com Cais do Paraíso e garante “tranquilidade e boa disposição”
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Buscas: Luís Souto não assume relação com Cais do Paraíso e garante “tranquilidade e boa disposição”

Foi durante uma reunião sobre a prática de surf na freguesia de São Jacinto que, de acordo com Luís Souto, começaram as buscas da Polícia Judiciária na Câmara Municipal. Nas suas palavras, os investigadores “quiseram recolher pastas de processos do passado”. “Não faria sentido de outra maneira, só estamos há dois meses”, acrescenta. Questionado se o processo em causa estava relacionado com o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, Luís Souto preferiu não adiantar pormenores: “Isso é que eu já não posso [dizer], porque me foi transmitido que este processo está em segredo de justiça. A única coisa [que posso dizer] é que não tem nada a ver com a nossa atuação”. Quanto ao decorrer das buscas, o presidente assegurou que foi tudo “muito natural” e que esteve “tudo bem disposto, tranquilo e a colaborar”, uma vez que “ninguém estava ali em causa”. O autarca nota apenas o "inusitado da situação”, mas diz que o processo foi encarado “sem stress”. Conforme já tinha sido adiantado pelo gabinete de imprensa da Câmara Municipal de Aveiro, Luís Souto afirma que em breve será emitido um comunicado pela autarquia. Recorde-se que o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso tem sido um dos processos urbanísticos mais controversos no concelho de Aveiro nos últimos meses, tendo gerado forte contestação pública, política e cívica. Em causa está a proposta de requalificação daquela zona da cidade, junto ao Canal Central, que prevê a possibilidade de construção de um hotel até 12 andares, bem como alterações significativas ao uso do solo e à frente lagunar. O plano tem sido alvo de críticas quanto ao impacto ambiental, à compatibilidade com instrumentos superiores de ordenamento do território e à ausência de Avaliação Ambiental Estratégica. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal de Aveiro, então liderada por Ribau Esteves, permanecendo desde então no centro do debate público local. Mais recentemente, já no novo mandato autárquico de Luís Souto, o tema voltou à reunião de Câmara, com a apresentação de uma proposta de revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso pelos vereadores do Partido Socialista. A proposta contou com os votos contra dos vereadores da coligação ‘Aliança com Aveiro’ (PSD/CDS) e com o voto favorável do vereador do Chega. Como a coligação ‘Aliança com Aveiro’ não dispõe de maioria no atual mandato, a revogação acabou por ser aprovada em reunião de Câmara, mas não passou no último e decisivo teste - a Assembleia Municipal de Aveiro - onde PSD e CDS detêm maioria.

Ribau Esteves “tranquilo” com buscas na CMA relacionadas com o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso
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Horas depois de a Polícia Judiciária (PJ) ter estado na Câmara Municipal de Aveiro para realizar buscas por “suspeitas de prevaricação e violação das regras urbanísticas”, a Ria conseguiu chegar à fala com José Ribau Esteves. Recorde-se que, conforme apurou a Ria, a investigação prende-se com o processo do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, um documento aprovado nos últimos meses de mandato de Ribau Esteves e que acabou por ser um dos maiores temas da campanha eleitoral autárquica. À semelhança do que já tinha afirmado noutras ocasiões, o ex-autarca voltou a sublinhar que “não vai exercer a função de ex-presidente da Câmara”, pelo que não tem a intenção de se debruçar sobre o assunto. Não obstante, reconhece que “será sempre responsável pelos atos que praticou” enquanto autarca e, nesse sentido, diz-se “absolutamente tranquilo com a dimensão jurídica e política de tudo o que fez”. “Se a Justiça me quiser chamar seja sobre o que for, lá estarei”, garante, lembrando que “ainda há três anos foi a tribunal por um processo da Câmara de Ílhavo [que presidiu até 2013]”. Embora o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso tenha sido elaborado e aprovado durante o seu mandato, Ribau Esteves acrescenta que “já houve importante trabalho político” a ser feito durante o presente mandato. Recorde-se que, por proposta do Partido Socialista e com o voto favorável do Chega, o documento foi revogado pela Câmara Municipal. No entanto, a decisão não mereceu o crivo da Assembleia Municipal que, com a maioria dos eleitos a pertencer à coligação ‘Aliança com Aveiro’, constituída por PSD, CDS e PPM, chumbou a proposta de revogação. Quanto às razões que levaram a PJ à Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves aponta “não saber nem ter de saber”. “Só sei que houve uma queixa, portanto o Ministério Público tem de investigar. Manda o país, manda a lei”, atira. Lembre-se que o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso propõe a requalificação daquela zona da cidade, junto ao Canal Central, e prevê a possibilidade de construção de um hotel até 12 andares, bem como alterações significativas ao uso do solo e à frente lagunar. O plano tem sido alvo de críticas quanto ao impacto ambiental, à compatibilidade com instrumentos superiores de ordenamento do território e à ausência de Avaliação Ambiental Estratégica. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal de Aveiro e pela Assembleia Municipal permanecendo desde então no centro do debate público local.

Miguel Gomes deixa coordenação da IL Aveiro e Tomás Pereira avança como candidato
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Miguel Gomes deixa coordenação da IL Aveiro e Tomás Pereira avança como candidato

De acordo com uma nota de imprensa enviada à Ria esta quinta-feira, 8 de janeiro, a demissão dos coordenadores ocorreu no passado dia “11 de dezembro”. Miguel Gomes confirmou esta sexta-feira que a decisão foi tomada após o ciclo das eleições autárquicas. “Depois das eleições autárquicas conseguimos eleger os nossos primeiros representantes na Assembleia Municipal e na Junta de Freguesia da Glória e Vera Cruz. Quando vi que os nossos autarcas já estavam em pleno, percebi que era o momento certo para avançar com esta renovação”, explicou. Recorde-se que Miguel Gomes foi o candidato à Câmara de Aveiro pela IL estas eleições autárquicas. Apesar de abandonar a coordenação, Miguel Gomes continuará ligado à estrutura, integrando a lista de Tomás Pereira, até agora vice-coordenador, como tesoureiro. Sobre o estado atual do núcleo, considera que o grupo está “bastante completo” e em crescimento, mas sublinha que há ainda desafios a ultrapassar. “O que falta é continuar a crescer em quantidade e qualidade de quadros e ganhar experiência política. Esta renovação serve também para trazer mais experiência política aos membros da Iniciativa Liberal e aos próximos integrantes do Grupo de Coordenação”, afirmou. Além de Miguel Gomes, a lista candidata à coordenação integra outros membros da anterior estrutura: Diogo Gomes, que assume agora o cargo de vice-coordenador; Cláudia Rocha, como secretária; e Rui Vieira Martins, que transita da coordenação para a mesa do plenário. Miguel Gomes acrescenta ainda que o período pós-autárquicas é particularmente adequado para iniciar um novo ciclo de trabalho. “Esta é a melhor altura para o próximo Grupo de Coordenação Local começar a trabalhar, de forma que, dentro de dois anos, se inicie a preparação das próximas eleições autárquicas”, sublinhou. Também em entrevista à Ria, Tomás Pereira recordou o seu percurso no núcleo aveirense. Entrou na estrutura em 2020 e integrou o primeiro grupo de coordenação local. “Ainda nem tinha 18 anos quando fui eleito vice-coordenador”, lembrou. Atualmente com 23 anos, jurista de profissão, o aveirense admite querer fazer “mais” pelo núcleo. Entre as prioridades para o próximo mandato, destaca a necessidade de consolidar e ativar os membros. “A Iniciativa Liberal não tem estruturas distritais, mas núcleos territoriais por concelho. O Núcleo Territorial de Aveiro abrange não só membros do concelho, como também de concelhos limítrofes que ainda não têm núcleo próprio. Temos um número significativo de membros que é necessário ativar”, explicou. Um dos principais objetivos passa por envolvê-los de forma mais ativa em eventos e na preparação das próximas eleições autárquicas. Apesar de reconhecer que este grupo de coordenação não será o responsável direto pelas eleições autárquicas daqui a quatro anos, Tomás Pereira quer deixar “um trabalho de preparação”. “Queremos desenvolver trabalho de campo nas freguesias, ativar os membros locais e começar a trabalhar temas e soluções que possam integrar o próximo programa autárquico”, afirmou. Para as próximas eleições autárquicas, a Iniciativa Liberal de Aveiro pretende ainda alargar a sua presença. “Neste último mandato ainda falhámos quatro freguesias, mas concorremos a muitas mais do que na primeira vez”, explicou. Com o prazo de entrega de candidaturas a decorrer até hoje, 9 de janeiro, e as eleições marcadas para 24 de janeiro, Tomás Pereira admite que, até ao momento, é candidato único, embora não saiba se surgirão outras listas a concorrer.

Buscas da PJ na Câmara de Aveiro relacionadas com o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso
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Buscas da PJ na Câmara de Aveiro relacionadas com o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso

De acordo com as mesmas fontes, a operação incide sobre decisões e procedimentos associados à alteração de instrumentos de ordenamento do território naquele espaço, no âmbito de uma investigação por suspeitas de prevaricação e violação de regras urbanísticas, que motivou o cumprimento de vários mandados de busca na autarquia. Apesar de a Polícia Judiciária não confirmar oficialmente a ligação ao Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, remetendo apenas para o comunicado divulgado, a Ria ouviu várias fontes relacionadas com a investigação que confirmam essa ligação. Recorde-se que o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso tem sido um dos processos urbanísticos mais controversos no concelho de Aveiro nos últimos meses, tendo gerado forte contestação pública, política e cívica. Em causa está a proposta de requalificação daquela zona da cidade, junto ao Canal Central, que prevê a possibilidade de construção de um hotel até 12 andares, bem como alterações significativas ao uso do solo e à frente lagunar. O plano tem sido alvo de críticas quanto ao impacto ambiental, à compatibilidade com instrumentos superiores de ordenamento do território e à ausência de Avaliação Ambiental Estratégica. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal de Aveiro, então liderada por Ribau Esteves, permanecendo desde então no centro do debate público local. Mais recentemente, já no novo mandato autárquico de Luís Souto, o tema voltou à reunião de Câmara, com a apresentação de uma proposta de revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso pelos vereadores do Partido Socialista. A proposta contou com os votos contra dos vereadores da coligação ‘Aliança com Aveiro’ (PSD/CDS) e com o voto favorável do vereador do Chega. Como a coligação ‘Aliança com Aveiro’ não dispõe de maioria no atual mandato, a revogação acabou por ser aprovada em reunião de Câmara, mas não passou no último e decisivo teste - a Assembleia Municipal de Aveiro - onde PSD e CDS detêm maioria.