RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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‘ÉsDeCÁ’ junta estudantes do DeCA numa semana de atividades culturais

Arrancou esta segunda-feira, dia 31, a segunda edição da iniciativa ‘Semana ÉsDeCÁ’. A atividade, organizada de forma conjunta pelos Núcleos de Estudantes de Multimédia e Tecnologias da Comunicação (NEMTC), de Design (NED) e de Música (NEMu), pretende fomentar a interação entre os estudantes do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da Universidade de Aveiro (UA).

‘ÉsDeCÁ’ junta estudantes do DeCA numa semana de atividades culturais
Redação

Redação

03 abr 2025, 11:00

Em declarações à Ria, Simão Frade, coordenador do NEMTC, dá nota de que a segunda edição da iniciativa junta os três núcleos numa semana que explorou “variadíssimas atividades de cariz cultural”. “Esta é a segunda edição que juntamos os três núcleos para realizar esta semana de atividades, que é muito proveitoso tanto para o departamento como para os estudantes”, sublinhou o coordenador do NEMTC.

A iniciativa pretende criar uma semana diferente no DeCA e “efetivamente juntar os três núcleos” para que “os estudantes se interliguem e convivam um pouco mais, porque acabam por ser áreas um pouco distintas”, referem os estudantes. A organização garante ainda que “a adesão está a ser boa”. O arranque, dia 31 de março, foi “um grande dia”. “Contamos com um grafitter [Tiago Almada] que faz parte do curso de Design que fez uma peça que nos foi oferecida e que está em demonstração no meio do DECA e ficará para a posteriori connosco”, apontou Simão Frade.

A iniciativa termina esta quinta-feira, dia 3, com um convívio que arranca pelas 19h30 na Meia Lua e que contará com a realização de uma Quiz Night. Também hoje termina o prazo para envio de fotografias para o Photo Battle, um dos pontos altos apontados pelos núcleos.

Recomendações

Iniciativa ‘Encontra o Teu Mestrado’ de volta à UA com a participação de cerca de 80 estudantes
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Iniciativa ‘Encontra o Teu Mestrado’ de volta à UA com a participação de cerca de 80 estudantes

Após cerca de cinco anos de interregno, provocado pela pandemia de Covid-19, a UA volta a organizar o ‘Encontra o Teu Mestrado’. A iniciativa surgiu nos Serviços de Comunicação, Imagens e Relações-Públicas (SCIRP) e pretende “mesmo fazer a nossa mostra dos mestrados da UA, de forma interna, conjugando com toda a comunicação que já há”, aponta um dos elementos da organização do evento. A iniciativa, composta por uma componente de mostra e por outra de speed dating, contou com a representação de “praticamente todos os departamentos e escolas representadas”. Contaram com a participação de cerca de 80 estudantes, sublinhado que “houve algum interesse” por parte dos estudantes na mostra.

Fases Finais dos CNU: AAUAv organizou sessão de apresentação das equipas
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Fases Finais dos CNU: AAUAv organizou sessão de apresentação das equipas

Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro (UA), sublinhou na sua intervenção a importância do desporto na vivência académica. “Não me interessa tanto os resultados como as oportunidades que ao longo do tempo vocês têm criado, tenho enorme orgulho no trabalho de cada um e manifesto-me, como sempre, ao dispor de todos para continuar a apoiar esse trabalho”, frisou o reitor. Em declarações à Ria, Paulo Jorge Ferreira apontou ainda a candidatura de Aveiro aos Jogos Europeus Universitários de 2032como “uma proposta que traduz todo um grau de compromisso muito alargado da Universidade de Aveiro com o desporto”. O reitor reparou ainda que a candidatura se configura como o reconhecimento das condições da universidade e da cidade a nível desportivo. “Acho que Aveiro tem e merece esse evento e tem todas as condições para o tornar um sucesso”, frisou. Também Diogo Braz, vice-presidente da FADU, marcou presença na cerimónia para parabenizar os estudantes-atletas que vão representar a equipa da UA nas Fases Finais. O vice-presidente deixou ainda “uma palavra de apreço ao trabalho que tem vindo a ser realizado tanto pela Associação Académica de Universidade de Aveiro quer pela própria Universidade de Aveiro, no que concerne ao desporto universitário”. O representante da FADU reparou ainda que as instituições académicas aveirenses têm realizado “um trabalho meritório” e “exemplar (…) e, para nós, FADU, (…) são um clube fundamental na nossa gênese, na nossa dinâmica anual”. Também Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, aproveitou a ocasião para sublinhar o caminho percorrido pela universidade e pela associação no desporto universitário. A representante dos estudantes agradeceu a dedicação e empenho dos estudantes-atletas que, enfatiza, “conseguiram conjugar os estudos com a prática desportiva e que, mesmo muitas vezes não tendo a compreensão por parte dos professores de terem que faltar a aulas e a testes, continuam a fazê-lo e continuam a levar ao peito, com todo o orgulho, o símbolo da UAveiro mais longe”. A iniciativa apresentou à comunidade os atletas das cinco equipas apuradas para as Fases Finais dos CNU. A cerimónia contou ainda com a apresentação dos novos equipamentos de passeio dos atletas e com um espetáculo de breakdance, protagonizado pelos breakers Valéria, Leonor, Alex, Magic e Marco Tavares. A AAUAv vai estar representada no evento da FADU através das modalidades deandebol, voleibol e futsal (femininas) e basquetebol masculino e feminino. As Fases Finais dos CNU tiveram inicio no dia 3 de abril e prolongam-se até dia 18.

O Jardim Secreto dos Partidos: Carlos Jalali explica-nos como são escolhidos os deputados
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O Jardim Secreto dos Partidos: Carlos Jalali explica-nos como são escolhidos os deputados

Atualmente, Portugal utiliza o sistema eleitoral de representação proporcional de lista fechada (RPLF) para eleger os 230 deputados para o Parlamento, na Assembleia da República. Os mandatos são distribuídos por 22 círculos eleitorais com base no número de eleitores recenseados, usando o método de Hondt [um sistema de distribuição de mandatos em eleições proporcionais]. Com as eleições legislativas antecipadas no horizonte, surge a questão: como escolhem os partidos os 230 deputados que compõem a Assembleia? Nas eleições legislativas, segundo o estudo, “a Constituição de 1976 consagra o monopólio de representação parlamentar aos partidos políticos”. Significa isto que do ponto de vista legal, praticamente qualquer cidadão pode ser candidato, “inclusive com dupla nacionalidade”, desde que esteja inserido numa lista partidária. O mesmo aplica-se aos chamados “candidatos não partidários” e que se identificam como independentes. Neste caso, para Carlos Jalali a decisão é, em última análise, do partido. “Um cidadão comum qualquer não pode simplesmente seguir ou concorrer a deputado: tem de ter um partido que o aceite como candidato (…) e que o coloque num lugar elegível [para ser deputado]”, explicou. “Obviamente que há independentes que entram nas listas, mas é um processo de pessoas que têm uma ligação, muitas vezes, ao partido”, continuou. Para o docente do DCSPT há “vantagens e desvantagens” neste processo de seleção de deputados. “Obviamente que uma das vantagens de ter um sistema mais aberto é que o eleitor passa a ter mais escolha na seleção dos candidatos. No entanto, também corre o risco e tem a potencial desvantagem de criar grupos parlamentares que são menos coesos. O que pode tornar mais difícil o processo de decisão coletiva no Parlamento”, alertou. “O exemplo extremo disto é o Brasil que tem um sistema eleitoral de representação proporcional e onde as pessoas podem votar em candidatos individuais. Neste caso, o Parlamento é composto por grupos parlamentares que são muito pouco coesos e onde os deputados saltam de partido em partido”, exemplificou. Face a isto, Carlos Jalali relembrou que “não há sistemas eleitorais perfeitos”. “Se existissem sistemas eleitorais perfeitos, todos os países teriam o mesmo sistema eleitoral, o que não acontece”, atentou. O estudo “O Essencial da Política Portuguesa” sugere que o facto de se utilizar um sistema eleitoral RPLF em Portugal, implica que, na prática, os partidos são “os únicos guardiões do processo de seleção de candidatos”. “Os eleitores têm uma escolha nas eleições. Escolhem o partido em que vão votar, mas a seleção dos candidatos individuais (…) é determinada pelos partidos. A exceção é o partido Livre (L) que tem alguma abertura no processo de seleção de candidatos, através das [eleições] primárias”, reconheceu o docente. “Obviamente que os partidos têm algum interesse em selecionar candidatos que possam atrair votos (…) Essa dimensão tende a centrar-se a nível dos cabeça de lista, que são aqueles que têm visibilidade, sobretudo em círculos maiores. E a verdade é que a perceção que tenho, até de perguntar a alunos, é que só uma proporção minoritária conhece os deputados dos círculos eleitorais onde elegeu”, constatou Carlos Jalali. Na prática, conforme reforça esta obra, os partidos estabelecem nos seus “estatutos internos a maior parte das regras aplicáveis aos processos de candidatura, sem sofrerem grande pressão externa”. Apesar desta realidade, o docente não deixa de reconhecer que na composição das listas dos diferentes partidos políticos há um “grau de pertença local relevante”. “As listas têm um elemento importante de pessoas que têm uma ligação ao círculo eleitoral e ao distrito pelo qual são eleitos, e, portanto, nesse aspeto, essa representação existe. Um parêntese que é importante é que (…) a Constituição [Portuguesa] diz, explicitamente, que eles representam todo o país e (…) não [só] os aveirenses em específico”, relembrou o investigador. Ainda sobre o processo de seleção de candidatos, Carlos Jalali acrescentou que um deputado que queira ser “re-selecionado” tem que, “obviamente, mostrar lealdade à liderança partidária, mas também (…) mostrar serviço local, porque isso ajuda que as concelhias e as distritais, consoante o partido, digam que há interesse em manter essa pessoa nas listas”. Desde 2006 que a “aprovação da lei de quotas parlamentares” constituiu uma outra “importante restrição exógena ao modo como os partidos podem formar as suas listas”. Inicialmente, a lei estabelecia que as listas partidárias deveriam incluir, pelo menos, “um terço de candidatos de cada um dos sexos” e que nenhum dos sexos deveria “ocupar mais de duas posições consecutivas”. Uma revisão desta lei, após 12 anos, estabeleceu “um novo limite mínimo para cada sexo (40%) e sanções mais pesadas (rejeição das listas) em caso de incumprimento”, conforme refere o estudo. Na perceção do docente do DCSPT a aplicação da lei de quotas parlamentares teve um efeito “muito positivo” ao aumentar a representação feminina no Parlamento. Ainda assim, segundo os dados do estudo, esta realidade “está longe de assegurar a paridade”. “Sabemos que uma lei de quotas (…) funciona a longo prazo quando ela deixa de ser necessária. Nós não estamos sequer remotamente perto disso. A lei de quotas continua a ser necessária, porque continuam a existir barreiras estruturais à representação das mulheres. Existem também barreiras estruturais à representação de minorias étnicas”, alertou. Por exemplo, no caso das mulheres, “os padrões de divisão do trabalho familiar em Portugal são, infelizmente, historicamente muito desiguais na questão do acompanhamento dos filhos. Se as reuniões dos partidos forem sempre à noite, a uma hora em que uma mulher possa ter de estar em casa [já é uma barreira]”, reconheceu Carlos Jalali. Atualmente, as regras que ditam o processo de seleção destes deputados “estão pouco formalizadas e encontram-se expostas desigualmente nos estatutos dos partidos”. Segundo o estudo, nos “dois maiores partidos”, PS e PSD, as regras estão “mais pormenorizadas”, sendo “bastante vagas” no CDS-PP, no BE, no Pan, no Chega e no Livre” e “praticamente ausentes” no “PCP e na IL”. No entendimento do docente, esta realidade não lhe causa estranheza já que para si “as regras formais são, em larga medida, omissas”. “Na prática, o que acontece é que há uma interação e uma negociação entre as estruturas a nível central e as estruturas a nível distrital e local. Aliás, o trabalho que a Ria tem feito, nas últimas semanas, sobre o processo de seleção de candidatos no PSD e no PS reflete isto bem”, opinou. Esta “omissão” referida acima leva ainda Carlos Jalali a concluir e a refletir no estudo que esta é uma área “onde os partidos devem considerar um maior diálogo e abertura”. “Há aqui dinâmicas internas que são fechadas ao cidadão. Por um lado, percebe-se que os partidos, como qualquer organização, têm processos internos que devem ter em sua reserva. Por outro lado, sabendo nós do grau de desconfiança que os portugueses depositam nos partidos e da importância da seleção de deputados e da importância do cidadão em ter um sentimento de proximidade com os seus representantes eleitos, talvez esta seja uma área onde os partidos devem considerar um maior diálogo e uma maior abertura”, observou. Para o docente este é um processo, ainda hoje, “muito opaco”. “O eleitor vê a lista, sabe qual é a lista que é apresentada, sabe quem são os candidatos, mas os partidos raramente explicam a lógica de seleção dos candidatos. Quer dizer, temos o Livre que tem primárias e, portanto, neste caso podemos perceber como é que se chega a esta lista (…). Agora, nos restantes… As notícias da Ria são muito interessantes, porque dão-nos nota de debates internos, de diferentes alinhamentos”, frisou. Carlos Jalali foi mais além e considerou mesmo que existe “verdadeiramente um jardim secreto no funcionamento dos partidos”. [Este efeito] “muito elevado” de desconfiança “pode-se traduzir na abstenção, mas também se pode traduzir no voto em partidos antissistema e populistas. [Também] pode não se manifestar nem numa coisa nem noutra (…). É prejudicial, no sentido em que os partidos são o veículo central da representação política”, reforçou. “Há um trabalho de comunicação, de explicação, daquilo que é a seleção de candidatos, que os partidos nunca fizeram, e que acho que é importante fazerem”, notou o docente. Também no mesmo estudo, outra das conclusões que os investigadores referem é que “os candidatos não são particularmente representativos da população geral”. Para Carlos Jalali, esta caraterística pode ser explicada por, atualmente, os deputados apresentarem “um perfil bastante elitista face ao grau de escolaridade, estatutos socioeconómicos, carreiras partidárias, que os distinguem da generalidade da população”. “Comparando com a generalidade da população, o nível educacional do deputado e o seu estatuto socioeconómico tende a ser bastante superior”, afirmou. No entendimento do docente esta realidade pode criar outras “barreiras estruturais”. “Podem até existir grupos que sentem que nem sequer são capazes [de chegarem a deputados] (…). Isso é mau, porque em democracia, teoricamente, todos devemos ter capacidade de influenciar e participar”, refletiu. "O Essencial da Política Portuguesa" é um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, coordenado por António Costa Pinto, Pedro Magalhães e Jorge Fernandes. Publicado no ano de 2023, reúne 68 investigadores para analisar os 50 anos de democracia em Portugal. O livro aborda temas como instituições políticas, partidos, participação eleitoral, políticas públicas e relações externas. O capítulo 21 que se dedica à “Seleção de Candidatos em Portugal” contou com os contributos de Carlos Jalali e Edalina Rodrigues Sanches, investigadora auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

AAUAv terminou 2024 com saldo negativo superior a 250 mil euros
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AAUAv terminou 2024 com saldo negativo superior a 250 mil euros

Foi apresentado e aprovado no dia 31 de março o RAC final relativo ao ano de 2024. O balanço confirma que a AAUAv termina 2024 com saldo negativo, tal como previsto em janeiro, mas o valor encontra-se acima do inicialmente esperado. Em janeiro, o RAC preliminar apontava para um saldo negativo na ordem dos 80 mil euros, mas o documento final ontem apresentado aponta para um valor superior aos 250 mil. De notar que o ano de 2023 terminou com um saldo negativo superior a 40 mil euros. Wilson Carmo, antigo presidente da direção da AAUAv, deu nota que o “resultado financeiro” não o deixa “orgulhoso”, mas considera que em três anos, deixou “a AAUAv num dos seus auges de desporto, de cultura, de política e de sociedade”. Sublinhou, no entanto, que o valor é relativo a toda a estrutura da AAUAv e que neste valor entra uma parcela de 58 mil euros relativa à desvalorização dos “equipamentos comprados”, ou seja, amortizações. “Os equipamentos comprados (…) todos os anos, e mesmo depois de pagos, desvalorizam; (…) todos os anos, essa desvalorização, por mais que o dinheiro não saia da conta, vai acabando por ter uma amortização no valor negativo”, reparou Wilson Carmo. Retirando esse valor, o valor passa para a casa dos 190 mil euros. Wilson repara que os serviços constituem a maior fatia deste bolo, representando “cerca de 100 mil euros”. Apesar de realçar a importância dos serviços existentes de forma a colmatar as necessidades identificadas dos estudantes, aponta que o objetivo era também trazer receita para a instituição, “juntando o melhor dos dois mundos, que é dar resposta a uma deficiência que a academia tinha e de certa forma trazer alguma receita”, frisou o antigo dirigente. O antigo presidente da direção da AAUAv aponta o Café da Universidade de Aveiro (CUA), desde final de 2023 com gestão da AAUAv, como o serviço da associação que mais contribui negativamente para o resultado final, apontando que se verificou, além do aumento dos custos com mercadoria, uma duplicação dos custos com salários. Rui Oliveira, estudante da licenciatura em Marketing, afirmou que “a Associação Académica (…) deve existir para prestar o serviço aos estudantes”, contudo, entende ser necessário “tentar repensar e perceber” as variações sentidas, exemplificando com a venda de merchandising que em 2023 registou vendas na ordem dos 40 mil euros, caindo em 2024 para os 16 mil. Em relação ao CUA o estudante de Marketing considerou que “a situação é preocupante”. “O CUA é uma mina de dinheiro. O CUA custa muito dinheiro, mas dá muito dinheiro. Contudo, quem tem de estar em cima daquilo não é um tesoureiro adjunto”, entende Rui Oliveira que defendeu ser “preciso ter pessoas responsáveis”. “Se isto continua assim, o CUA vai arrastar a Associação Académica para um sítio muito mau”, finaliza. Em resposta, Wilson reparou que a abertura do CUA contou com apoio por parte de um profissional da área da hotelaria, que aconselhou a associação na gestão do estabelecimento. “Esta pessoa no início do ano montou um estudo e nós confiamos (…) que sabia aconselhar e gerir; (…) a meio do ano o que nos dizem é que não está a dar lucro, mas também não está a dar prejuízo, (…) no final do ano, quando nós nos apercebemos que as coisas não são bem assim, esta pessoa foi contactada para ir embora”, contou. Wilson Carmo apontou ainda que, além dos serviços criados “houve uma atividade para nós muito importante que foi a realização das Fases Finais do Desporto Universitário aqui em Aveiro”. “Umas Fases Finais que são um prejuízo claro, muito significativo, mas que nós não encaramos como prejuízo, encaramos como um investimento”, frisou o antigo estudante que vê com felicidade a vontade de trazer os Jogos Europeus Universitários 2032 a Aveiro. A Assembleia ficou ainda marcada pela crítica, por parte dos estudantes, à falta de comunicação relativamente à AGA realizada e pelo facto do site da associação estar fora de serviço, fazendo com que os estatutos e outros documentos não estejam à disposição dos estudantes. Em resposta, Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, deu nota de que iria colocar os estatutos disponíveis aos estudantes, enquanto o site está em baixo, numa rede social da associação. Relativamente à falta de comunicação da AGA, a direção garante que os estudantes foram informados por e-mail.

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Festa do Pão de Vale de Ílhavo foi “bastante positiva” e juntou “cerca de 28 mil pessoas”
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Festa do Pão de Vale de Ílhavo foi “bastante positiva” e juntou “cerca de 28 mil pessoas”

Seis padeiros de Vale de Ílhavo marcaram presença na Festa do Pão, durante as tardes de sábado e de domingo, com as suas padas, folares e broas. Apesar de terem reforçado bastante a produção, em ambos os dias as padeiras saíram da festa de cestos vazios, saciando os visitantes, satisfatoriamente, até ao final da tarde. As duas moagens de Vale de Ílhavo – Moagem Carlos Valente e Moagem Grave – também estiveram presentes com os seus produtos, bem como outras associações ou entidades do município, que promoveram as suas especialidades gastronómicas. A Associação Cultural e Recreativa “Os Baldas”, parceira do Município de Ílhavo na organização do evento, manteve os fornos quentes durante os três dias, garantindo a venda de pão com chouriço, com bacalhau ou com queijo e fiambre. “No total, esta associação de Vale de Ílhavo vendeu, aproximadamente, 5600 pães, utilizando para tal mais de uma tonelada de ingredientes, entre farinha, chouriço, queijo, fiambre e bacalhau”, lê-se na nota de imprensa. Os Cardadores de Vale de Ílhavo estiveram, também, presentes com serviço de bar, onde venderam algumas centenas de bifanas e bebidas. De acordo com o Município “perante a capacidade de resposta à forte afluência de público, a avaliação da quarta edição da Festa do Pão de Vale de Ílhavo revela-se bastante positiva, cumprindo o desígnio de valorizar a tradição e os produtos endógenos de Vale de Ílhavo, envolvendo o tecido associativo e estimulando o comércio local”. Pela primeira vez, a Festa do Pão de Vale de Ílhavo recebeu dois municípios convidados – Albergaria-a-Velha, que trouxe o seu pão tradicional; e Guarda, com os seus queijos, enchidos e mel. Ambos tiveram um espaço dedicado para venda dos seus produtos, valorizando assim a experiência dos visitantes. No final da festa, os dois convidados mostraram-se surpreendidos com a grande procura pela prova e venda dos seus produtos. Novidade, este ano, foram os showcookings “Tapas”, no sábado com Bárbara Pereira, concorrente do programa de televisão “Masterchef” e proprietária da pastelaria “Junes”, em Ílhavo e no domingo, com Filomena Grave, conhecida por todos como Dona Mena, que é também o nome do seu restaurante em Vale de Ílhavo. O Jardim Henriqueta Maia esteve sempre bastante animado, nas tardes de sábado e de domingo, com a feira de usados “Porta da Bagageira”, onde se montaram 73 bancas no sábado e 67 no domingo, com o apoio da Junta de Freguesia de São Salvador. Por ali circularam, também, os Toca a Baldar – a Banda de Percussão de Vale de Ílhavo, a Família Cómica – Personagens do Povo, as Gaitas Sirigaitas, bem como os carismáticos Cardadores. No interior da tenda, duas estátuas vivas “vestiram” a pele de padeiras e o Rancho da Casa do Povo de Ílhavo encerrou a festa, no domingo. A Festa do Pão de Vale de Ílhavo foi, também, uma oportunidade para descobrir o património da terra das padeiras, atualmente integrada na rede Aldeias de Portugal. No domingo de manhã, realizou-se uma Visita Interpretativa ao Vale de Ílhavo, que contou com 27 participantes. De registar, também, a participação, na sexta-feira, de cerca de 37 crianças e professores da Escola Básica de Vale de Ílhavo, que tiveram a oportunidade de “meter a mão na massa” e realizar uma atividade de carimbagem com “xilogravura”. Na sexta à tarde, a Festa do Pão recebeu cerca de 71 idosos de vários lares, centros de dia e da comunidade, que estiveram a amassar e a realizar um ateliê de sacos bordados.

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Sever do Vouga recebe espetáculos para bebés no fim de semana
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No sábado, às 10h00, o espetáculo "LUNA", destinado a bebés dos 0 aos 36 meses, é uma produção de dança e música, numa experiência sensorial que combina luz, som, cenário, adereços, figurinos e imagem, “numa viagem rumo às estrelas”. Para o domingo, às 15h30, o CAE Sever do Vouga propõe uma sessão de cinema de animação com o filme "Branca de Neve", da Disney. “A adaptação musical em imagem real do clássico de 1937 traz de volta as personagens icónicas, como os sete anões e a Rainha Má, interpretada por Gal Gadot”, numa projeção que será acompanhada pelos comentários de César Nóbrega.

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