Fases Finais dos CNU: AAUAv organizou sessão de apresentação das equipas
A Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) apresentou na quarta-feira, dia 2, os estudantes-atletas que vão participar nas próximas semanas nas Fases Finais dos Campeonatos Nacionais Universitários (CNU). A cerimónia contou ainda com a presença de Diogo Braz, vice-presidente da Federação Académica do Desporto Universitário (FADU).
Ana Patrícia Novo
JornalistaPaulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro (UA), sublinhou na sua intervenção a importância do desporto na vivência académica. “Não me interessa tanto os resultados como as oportunidades que ao longo do tempo vocês têm criado, tenho enorme orgulho no trabalho de cada um e manifesto-me, como sempre, ao dispor de todos para continuar a apoiar esse trabalho”, frisou o reitor.
Em declarações à Ria, Paulo Jorge Ferreira apontou ainda a candidatura de Aveiro aos Jogos Europeus Universitários de 2032como “uma proposta que traduz todo um grau de compromisso muito alargado da Universidade de Aveiro com o desporto”. O reitor reparou ainda que a candidatura se configura como o reconhecimento das condições da universidade e da cidade a nível desportivo. “Acho que Aveiro tem e merece esse evento e tem todas as condições para o tornar um sucesso”, frisou.
Também Diogo Braz, vice-presidente da FADU, marcou presença na cerimónia para parabenizar os estudantes-atletas que vão representar a equipa da UA nas Fases Finais. O vice-presidente deixou ainda “uma palavra de apreço ao trabalho que tem vindo a ser realizado tanto pela Associação Académica de Universidade de Aveiro quer pela própria Universidade de Aveiro, no que concerne ao desporto universitário”. O representante da FADU reparou ainda que as instituições académicas aveirenses têm realizado “um trabalho meritório” e “exemplar (…) e, para nós, FADU, (…) são um clube fundamental na nossa gênese, na nossa dinâmica anual”.
Também Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, aproveitou a ocasião para sublinhar o caminho percorrido pela universidade e pela associação no desporto universitário. A representante dos estudantes agradeceu a dedicação e empenho dos estudantes-atletas que, enfatiza, “conseguiram conjugar os estudos com a prática desportiva e que, mesmo muitas vezes não tendo a compreensão por parte dos professores de terem que faltar a aulas e a testes, continuam a fazê-lo e continuam a levar ao peito, com todo o orgulho, o símbolo da UAveiro mais longe”.
A iniciativa apresentou à comunidade os atletas das cinco equipas apuradas para as Fases Finais dos CNU. A cerimónia contou ainda com a apresentação dos novos equipamentos de passeio dos atletas e com um espetáculo de breakdance, protagonizado pelos breakers Valéria, Leonor, Alex, Magic e Marco Tavares.
A AAUAv vai estar representada no evento da FADU através das modalidades deandebol, voleibol e futsal (femininas) e basquetebol masculino e feminino. As Fases Finais dos CNU tiveram inicio no dia 3 de abril e prolongam-se até dia 18.
Recomendações
Break The Box superou expectativas na sua primeira edição
A primeira edição da Break The Box – Jornadas Empreendedoras nasce de um desafio de aula, proposto pela professora Irina Amaral aos estudantes da unidade curricular de Empreendedorismo Internacional e Desenvolvimento de Negócios, do Mestrado em Competitividade e Desenvolvimento de Negócio, do Instituto Superior de Contabilidade e Administração (ISCA) da Universidade de Aveiro (UA). Bruno Costa, um dos alunos do mestrado, dá nota de que a iniciativa “superou largamente as expectativas”, com as três atividades a contar quase sempre com “a centena de inscritos”, repara. “A qualidade dos oradores convidados por nós, (…) acaba por ser interessante, porque são pessoas já com experiência profissional e uma rede de contactos e de networking interessante e que conseguem aportar a este tipo de conferências conhecimento e mais-valia, e acaba por ser mais uma experiência no ISCA feita por alunos, como é o Atualiza-te (…) e que começou embrionário como este começou”, repara Bruno Costa. A iniciativa, que se realizou nos dias 21 e 28 de março e 4 de abril, trouxe ao auditório do ISCA e à Livraria da UA nomes como Hugo Coelho, diretor do Iberia Business, Ana Luísa Pinho, da Prio e Ricardo Neta, da TERRA Fund Group. Em declarações à Ria, a docente Irina Amaral aponta que a proposta aos alunos nasceu dos “momentos iniciais em que temos de planear a unidade curricular e queremos fazer alguma coisa diferente”. “Por norma, aquilo que eu faço é eu própria trazer alguns convidados para uma sala de aula”, começa por contar Irina que refere que palestras apenas no tempo útil de aula faziam com que surgissem “coisas interessantes que podiam ser abordadas” por um maior período. “E pensei, olha, porque não pôr os alunos, de facto, a organizar um evento diferente, em que trazem oradores diferentes, e conciliar um pouco aquilo que são os objetivos da unidade curricular, que são as três temáticas que abordamos nos eventos, com o facto de poder, por um lado, ouvir muitas pessoas associadas a isso e por outro lado, desenvolver competências nos estudantes de organização de eventos”, aponta Irina. “E foi assim que nasceu o Break the Box”, termina. O resultado foram três dias de palestras com mais de uma dezena de convidados, numa iniciativa que deixou a docente “absolutamente encantada”. Irina Amaral refere ainda que a iniciativa se tornou “uma forma de envolvimento muito mais complexa” do que a habitual, o que considera uma mais-valia no percurso e aprendizagem dos estudantes. Para o futuro, a docente revela mesmo que vai continuar a desafiar os estudantes a “quebrarem a caixa”. “Para a turma do ano seguinte, que é uma turma diferente, vai receber, no fundo, esse desafio e existem já alunos [atuais] que estão interessados” em motivar e orientar os colegas a dar continuidade ao projeto, frisa Irina Amaral.
Iniciativa ‘Encontra o Teu Mestrado’ de volta à UA com a participação de cerca de 80 estudantes
Após cerca de cinco anos de interregno, provocado pela pandemia de Covid-19, a UA volta a organizar o ‘Encontra o Teu Mestrado’. A iniciativa surgiu nos Serviços de Comunicação, Imagens e Relações-Públicas (SCIRP) e pretende “mesmo fazer a nossa mostra dos mestrados da UA, de forma interna, conjugando com toda a comunicação que já há”, aponta um dos elementos da organização do evento. A iniciativa, composta por uma componente de mostra e por outra de speed dating, contou com a representação de “praticamente todos os departamentos e escolas representadas”. Contaram com a participação de cerca de 80 estudantes, sublinhado que “houve algum interesse” por parte dos estudantes na mostra.
‘ÉsDeCÁ’ junta estudantes do DeCA numa semana de atividades culturais
Em declarações à Ria, Simão Frade, coordenador do NEMTC, dá nota de que a segunda edição da iniciativa junta os três núcleos numa semana que explorou “variadíssimas atividades de cariz cultural”. “Esta é a segunda edição que juntamos os três núcleos para realizar esta semana de atividades, que é muito proveitoso tanto para o departamento como para os estudantes”, sublinhou o coordenador do NEMTC. A iniciativa pretende criar uma semana diferente no DeCA e “efetivamente juntar os três núcleos” para que “os estudantes se interliguem e convivam um pouco mais, porque acabam por ser áreas um pouco distintas”, referem os estudantes. A organização garante ainda que “a adesão está a ser boa”. O arranque, dia 31 de março, foi “um grande dia”. “Contamos com um grafitter [Tiago Almada] que faz parte do curso de Design que fez uma peça que nos foi oferecida e que está em demonstração no meio do DECA e ficará para a posteriori connosco”, apontou Simão Frade. A iniciativa termina esta quinta-feira, dia 3, com um convívio que arranca pelas 19h30 na Meia Lua e que contará com a realização de uma Quiz Night. Também hoje termina o prazo para envio de fotografias para o Photo Battle, um dos pontos altos apontados pelos núcleos.
O Jardim Secreto dos Partidos: Carlos Jalali explica-nos como são escolhidos os deputados
Atualmente, Portugal utiliza o sistema eleitoral de representação proporcional de lista fechada (RPLF) para eleger os 230 deputados para o Parlamento, na Assembleia da República. Os mandatos são distribuídos por 22 círculos eleitorais com base no número de eleitores recenseados, usando o método de Hondt [um sistema de distribuição de mandatos em eleições proporcionais]. Com as eleições legislativas antecipadas no horizonte, surge a questão: como escolhem os partidos os 230 deputados que compõem a Assembleia? Nas eleições legislativas, segundo o estudo, “a Constituição de 1976 consagra o monopólio de representação parlamentar aos partidos políticos”. Significa isto que do ponto de vista legal, praticamente qualquer cidadão pode ser candidato, “inclusive com dupla nacionalidade”, desde que esteja inserido numa lista partidária. O mesmo aplica-se aos chamados “candidatos não partidários” e que se identificam como independentes. Neste caso, para Carlos Jalali a decisão é, em última análise, do partido. “Um cidadão comum qualquer não pode simplesmente seguir ou concorrer a deputado: tem de ter um partido que o aceite como candidato (…) e que o coloque num lugar elegível [para ser deputado]”, explicou. “Obviamente que há independentes que entram nas listas, mas é um processo de pessoas que têm uma ligação, muitas vezes, ao partido”, continuou. Para o docente do DCSPT há “vantagens e desvantagens” neste processo de seleção de deputados. “Obviamente que uma das vantagens de ter um sistema mais aberto é que o eleitor passa a ter mais escolha na seleção dos candidatos. No entanto, também corre o risco e tem a potencial desvantagem de criar grupos parlamentares que são menos coesos. O que pode tornar mais difícil o processo de decisão coletiva no Parlamento”, alertou. “O exemplo extremo disto é o Brasil que tem um sistema eleitoral de representação proporcional e onde as pessoas podem votar em candidatos individuais. Neste caso, o Parlamento é composto por grupos parlamentares que são muito pouco coesos e onde os deputados saltam de partido em partido”, exemplificou. Face a isto, Carlos Jalali relembrou que “não há sistemas eleitorais perfeitos”. “Se existissem sistemas eleitorais perfeitos, todos os países teriam o mesmo sistema eleitoral, o que não acontece”, atentou. O estudo “O Essencial da Política Portuguesa” sugere que o facto de se utilizar um sistema eleitoral RPLF em Portugal, implica que, na prática, os partidos são “os únicos guardiões do processo de seleção de candidatos”. “Os eleitores têm uma escolha nas eleições. Escolhem o partido em que vão votar, mas a seleção dos candidatos individuais (…) é determinada pelos partidos. A exceção é o partido Livre (L) que tem alguma abertura no processo de seleção de candidatos, através das [eleições] primárias”, reconheceu o docente. “Obviamente que os partidos têm algum interesse em selecionar candidatos que possam atrair votos (…) Essa dimensão tende a centrar-se a nível dos cabeça de lista, que são aqueles que têm visibilidade, sobretudo em círculos maiores. E a verdade é que a perceção que tenho, até de perguntar a alunos, é que só uma proporção minoritária conhece os deputados dos círculos eleitorais onde elegeu”, constatou Carlos Jalali. Na prática, conforme reforça esta obra, os partidos estabelecem nos seus “estatutos internos a maior parte das regras aplicáveis aos processos de candidatura, sem sofrerem grande pressão externa”. Apesar desta realidade, o docente não deixa de reconhecer que na composição das listas dos diferentes partidos políticos há um “grau de pertença local relevante”. “As listas têm um elemento importante de pessoas que têm uma ligação ao círculo eleitoral e ao distrito pelo qual são eleitos, e, portanto, nesse aspeto, essa representação existe. Um parêntese que é importante é que (…) a Constituição [Portuguesa] diz, explicitamente, que eles representam todo o país e (…) não [só] os aveirenses em específico”, relembrou o investigador. Ainda sobre o processo de seleção de candidatos, Carlos Jalali acrescentou que um deputado que queira ser “re-selecionado” tem que, “obviamente, mostrar lealdade à liderança partidária, mas também (…) mostrar serviço local, porque isso ajuda que as concelhias e as distritais, consoante o partido, digam que há interesse em manter essa pessoa nas listas”. Desde 2006 que a “aprovação da lei de quotas parlamentares” constituiu uma outra “importante restrição exógena ao modo como os partidos podem formar as suas listas”. Inicialmente, a lei estabelecia que as listas partidárias deveriam incluir, pelo menos, “um terço de candidatos de cada um dos sexos” e que nenhum dos sexos deveria “ocupar mais de duas posições consecutivas”. Uma revisão desta lei, após 12 anos, estabeleceu “um novo limite mínimo para cada sexo (40%) e sanções mais pesadas (rejeição das listas) em caso de incumprimento”, conforme refere o estudo. Na perceção do docente do DCSPT a aplicação da lei de quotas parlamentares teve um efeito “muito positivo” ao aumentar a representação feminina no Parlamento. Ainda assim, segundo os dados do estudo, esta realidade “está longe de assegurar a paridade”. “Sabemos que uma lei de quotas (…) funciona a longo prazo quando ela deixa de ser necessária. Nós não estamos sequer remotamente perto disso. A lei de quotas continua a ser necessária, porque continuam a existir barreiras estruturais à representação das mulheres. Existem também barreiras estruturais à representação de minorias étnicas”, alertou. Por exemplo, no caso das mulheres, “os padrões de divisão do trabalho familiar em Portugal são, infelizmente, historicamente muito desiguais na questão do acompanhamento dos filhos. Se as reuniões dos partidos forem sempre à noite, a uma hora em que uma mulher possa ter de estar em casa [já é uma barreira]”, reconheceu Carlos Jalali. Atualmente, as regras que ditam o processo de seleção destes deputados “estão pouco formalizadas e encontram-se expostas desigualmente nos estatutos dos partidos”. Segundo o estudo, nos “dois maiores partidos”, PS e PSD, as regras estão “mais pormenorizadas”, sendo “bastante vagas” no CDS-PP, no BE, no Pan, no Chega e no Livre” e “praticamente ausentes” no “PCP e na IL”. No entendimento do docente, esta realidade não lhe causa estranheza já que para si “as regras formais são, em larga medida, omissas”. “Na prática, o que acontece é que há uma interação e uma negociação entre as estruturas a nível central e as estruturas a nível distrital e local. Aliás, o trabalho que a Ria tem feito, nas últimas semanas, sobre o processo de seleção de candidatos no PSD e no PS reflete isto bem”, opinou. Esta “omissão” referida acima leva ainda Carlos Jalali a concluir e a refletir no estudo que esta é uma área “onde os partidos devem considerar um maior diálogo e abertura”. “Há aqui dinâmicas internas que são fechadas ao cidadão. Por um lado, percebe-se que os partidos, como qualquer organização, têm processos internos que devem ter em sua reserva. Por outro lado, sabendo nós do grau de desconfiança que os portugueses depositam nos partidos e da importância da seleção de deputados e da importância do cidadão em ter um sentimento de proximidade com os seus representantes eleitos, talvez esta seja uma área onde os partidos devem considerar um maior diálogo e uma maior abertura”, observou. Para o docente este é um processo, ainda hoje, “muito opaco”. “O eleitor vê a lista, sabe qual é a lista que é apresentada, sabe quem são os candidatos, mas os partidos raramente explicam a lógica de seleção dos candidatos. Quer dizer, temos o Livre que tem primárias e, portanto, neste caso podemos perceber como é que se chega a esta lista (…). Agora, nos restantes… As notícias da Ria são muito interessantes, porque dão-nos nota de debates internos, de diferentes alinhamentos”, frisou. Carlos Jalali foi mais além e considerou mesmo que existe “verdadeiramente um jardim secreto no funcionamento dos partidos”. [Este efeito] “muito elevado” de desconfiança “pode-se traduzir na abstenção, mas também se pode traduzir no voto em partidos antissistema e populistas. [Também] pode não se manifestar nem numa coisa nem noutra (…). É prejudicial, no sentido em que os partidos são o veículo central da representação política”, reforçou. “Há um trabalho de comunicação, de explicação, daquilo que é a seleção de candidatos, que os partidos nunca fizeram, e que acho que é importante fazerem”, notou o docente. Também no mesmo estudo, outra das conclusões que os investigadores referem é que “os candidatos não são particularmente representativos da população geral”. Para Carlos Jalali, esta caraterística pode ser explicada por, atualmente, os deputados apresentarem “um perfil bastante elitista face ao grau de escolaridade, estatutos socioeconómicos, carreiras partidárias, que os distinguem da generalidade da população”. “Comparando com a generalidade da população, o nível educacional do deputado e o seu estatuto socioeconómico tende a ser bastante superior”, afirmou. No entendimento do docente esta realidade pode criar outras “barreiras estruturais”. “Podem até existir grupos que sentem que nem sequer são capazes [de chegarem a deputados] (…). Isso é mau, porque em democracia, teoricamente, todos devemos ter capacidade de influenciar e participar”, refletiu. "O Essencial da Política Portuguesa" é um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, coordenado por António Costa Pinto, Pedro Magalhães e Jorge Fernandes. Publicado no ano de 2023, reúne 68 investigadores para analisar os 50 anos de democracia em Portugal. O livro aborda temas como instituições políticas, partidos, participação eleitoral, políticas públicas e relações externas. O capítulo 21 que se dedica à “Seleção de Candidatos em Portugal” contou com os contributos de Carlos Jalali e Edalina Rodrigues Sanches, investigadora auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
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Break The Box superou expectativas na sua primeira edição
A primeira edição da Break The Box – Jornadas Empreendedoras nasce de um desafio de aula, proposto pela professora Irina Amaral aos estudantes da unidade curricular de Empreendedorismo Internacional e Desenvolvimento de Negócios, do Mestrado em Competitividade e Desenvolvimento de Negócio, do Instituto Superior de Contabilidade e Administração (ISCA) da Universidade de Aveiro (UA). Bruno Costa, um dos alunos do mestrado, dá nota de que a iniciativa “superou largamente as expectativas”, com as três atividades a contar quase sempre com “a centena de inscritos”, repara. “A qualidade dos oradores convidados por nós, (…) acaba por ser interessante, porque são pessoas já com experiência profissional e uma rede de contactos e de networking interessante e que conseguem aportar a este tipo de conferências conhecimento e mais-valia, e acaba por ser mais uma experiência no ISCA feita por alunos, como é o Atualiza-te (…) e que começou embrionário como este começou”, repara Bruno Costa. A iniciativa, que se realizou nos dias 21 e 28 de março e 4 de abril, trouxe ao auditório do ISCA e à Livraria da UA nomes como Hugo Coelho, diretor do Iberia Business, Ana Luísa Pinho, da Prio e Ricardo Neta, da TERRA Fund Group. Em declarações à Ria, a docente Irina Amaral aponta que a proposta aos alunos nasceu dos “momentos iniciais em que temos de planear a unidade curricular e queremos fazer alguma coisa diferente”. “Por norma, aquilo que eu faço é eu própria trazer alguns convidados para uma sala de aula”, começa por contar Irina que refere que palestras apenas no tempo útil de aula faziam com que surgissem “coisas interessantes que podiam ser abordadas” por um maior período. “E pensei, olha, porque não pôr os alunos, de facto, a organizar um evento diferente, em que trazem oradores diferentes, e conciliar um pouco aquilo que são os objetivos da unidade curricular, que são as três temáticas que abordamos nos eventos, com o facto de poder, por um lado, ouvir muitas pessoas associadas a isso e por outro lado, desenvolver competências nos estudantes de organização de eventos”, aponta Irina. “E foi assim que nasceu o Break the Box”, termina. O resultado foram três dias de palestras com mais de uma dezena de convidados, numa iniciativa que deixou a docente “absolutamente encantada”. Irina Amaral refere ainda que a iniciativa se tornou “uma forma de envolvimento muito mais complexa” do que a habitual, o que considera uma mais-valia no percurso e aprendizagem dos estudantes. Para o futuro, a docente revela mesmo que vai continuar a desafiar os estudantes a “quebrarem a caixa”. “Para a turma do ano seguinte, que é uma turma diferente, vai receber, no fundo, esse desafio e existem já alunos [atuais] que estão interessados” em motivar e orientar os colegas a dar continuidade ao projeto, frisa Irina Amaral.
Portugal com 82 atletas nos Jogos Mundiais Universitários Rhine-Ruhr2025
No espaço do museu no interior da Casa do Estudante-Atleta da FADU, Ricardo Nora notou o grande aumento de participantes – foram 44 em Chengdu2021, realizados em 2023 – o que também “aumenta a probabilidade de melhores resultados”, depois dos inéditos sete pódios. “Estamos felizes por proporcionar a mais estudantes, mais jovens, esta experiência. É um objetivo pessoal de todos e já nos deixa muito felizes. Ao nível dos resultados desportivos, traçando objetivos, naturalmente será a alcançar o feito de 2023 e conseguirmos trazer mais resultados, mais histórias e medalhas para Portugal”, afirmou, na cerimónia em que a FADU assinalou a preparação para o evento, que arranca daqui a 100 dias. Desta vez mais distantes dos Jogos Olímpicos, que serão em 2028 em Los Angeles, os Jogos Mundiais Universitários têm trazido grande qualidade, com medalhados de Fernando Pimenta a Patrícia Mamona, prata em Shenzhen2011 e hoje chefe da Missão ao evento na Alemanha, de quem nora esteve ladeado na conversa com os jornalistas. “Ela é o rosto da qualidade dos atletas que têm passado por estes Jogos, estas comitivas. Alguns dos atletas estiveram na missão de 2023 e estiveram nos Jogos Olímpicos Paris2024. Relembrar que o próprio João Coelho fez marca [para os Jogos] nesses Jogos Mundiais Universitários”, declarou. O dirigente federativo afirmou que o organismo que lidera tem estado “a trabalhar na procura de parceiros para tornar esta missão robusta”, uma vez que “o financiamento estatal, muito por via do Instituto Português do Desporto e Juventude, não chega por si só para suportar a missão”, dados os custos. Com gastos que ascendem a 200 mil euros “na globalidade do orçamento”, a missão é também “uma oportunidade” para uma participação ‘musculada’, uma vez que em 2027 os Jogos Mundiais Universitários (antigas Universíadas) vão decorrer na Coreia do Sul e, em 2029, nos Estados Unidos. “Prevemos que nos próximos anos não consigamos chegar tão rapidamente a estes números que vamos conseguir em 2025, no que diz respeito a números de participação”, acrescentou. Há dois anos, Portugal arrecadou sete medalhas, a melhor participação de sempre, com um total de 73 portugueses envolvidos na comitiva, entre técnicos, médicos, administradores e oficiais desportivos, número que agora ascende para 120. Com uma participação de género “muito equitativa”, Portugal competirá em Duisburgo, Essen, Mülheim, Bochum, Hagen e Berlim em busca de aumentar o pecúlio de 48 medalhas ao todo (17 de ouro, 18 de prata e 13 de bronze). A delegação lusa está apurada em atletismo, voleibol (masculino), tiro com arco, ténis, taekwondo, ténis de mesa, natação, ginástica artística, ginástica rítmica, judo e basquetebol (feminino). Patrícia Mamona, vice-campeã olímpica no triplo salto em Tóquio2020, vai liderar a comitiva portuguesa em Rhine-Ruhr, região alemã que acolhe os Jogos entre 16 e 27 de julho, sucedendo a Pedro Cary, que tinha chefiado a missão a Chengdu2021 (realizados em 2023). A 31.ª edição do evento ‘rendeu’ o ouro a João Coelho, nos 400 metros, com recorde nacional e marca de apuramento para os Jogos Olímpicos Paris2024, e Mariana Machado, nos 5.000 metros, com prata para Décio Andrade no lançamento do martelo e Eliana Bandeira no peso. Fora do atletismo, Gabriel Lopes ficou com o primeiro lugar nos 200 estilos, enquanto Camila Rebelo se sagrou vice-campeã nos 200 metros costas e nos 100 metros costas.
Exposição em Aveiro evoca os 52 anos do III Congresso da Oposição Democrática
A exposição está patente em espaço público e pode ser visitada até ao dia 27 de abril. Organizado entre 4 e 8 de abril de 1973, cerca de um ano antes da queda da ditadura, o III Congresso da Oposição Democrática teve como principal objetivo preparar um programa comum e listas unitárias para enfrentar, nas eleições para a Assembleia Nacional, a Ação Nacional Popular – nova designação da União Nacional, o partido único do regime fundado em 1932. Realizado na sequência de dois anteriores congressos “republicanos” (Aveiro, 1957 e 1969), o encontro procurou congregar diferentes correntes ideológicas e políticas, de várias gerações e tendências, incluindo militares que, um ano depois, participariam na Revolução dos Cravos. A exposição ‘III Congresso da Oposição Democrática: 50 anos depois’ é uma iniciativa da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, realizada em parceria com a CMA.
São Bernardo acolhe este domingo espetáculo de Marionetas
Jacarandá é uma criação de Adriana Melo e Magnum Soares, diretores artísticos da companhia Universo Paralelo, uma das mais jovens estruturas do panorama artístico nacional. Com este espetáculo, levam o público numa viagem sensorial pela natureza. As marionetas são de manipulação direta e fios, sendo também explorada a técnica da sombra e do manuseamento de objetos, com o objetivo de pesquisar outras formas de expressão. Magnum Soares assume o papel de marionetista e bailarino, numa história sem texto embalada pela música original de Duda Somtopia e pela cenografia de Élio Antunes. A criação é coproduzida pelo Museu da Marioneta/EGEAC e pelas Produções Real Pelágio. Este espetáculo integra a programação do Teatro Aveirense, no âmbito do programa Aveiro em Família, promovido pela Câmara Municipal de Aveiro.