UA: Serviço de bar/cafetaria vai reabrir no DCSPT
Após quatro anos, o serviço de bar do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território (DCSPT), na Universidade de Aveiro, vai voltar a reabrir. A informação foi avançada à Ria por Alexandra Queirós, vice-reitora para a cultura e vida nos campi na UA.
Isabel Cunha Marques
JornalistaSegundo Alexandra Queirós, o espaço do bar no DCSPT estava já encerrado desde a pandemia de covid-19, tendo sido agora, novamente, concessionado. “Numa fase inicial e já no antigo mandato havia um entendimento, com o antigo diretor do DCSPT, que não havia necessidade de o bar estar aberto porque causava muito barulho. Com a nova direção houve, novamente, vontade de abrir o bar e assim vai ser feito”, garantiu.
Quanto à data de abertura, a vice-reitora partilhou que gostava que fosse “o mais rápido possível”. “Estamos a fazer todos os esforços possíveis para contratualizar a aquisição do mobiliário para o espaço. Gostava que no início do segundo semestre tivesse tudo operacional”, adiantou.
Além do bar do DCSPT, Alexandra Queirós deu ainda nota que há “vontade” dos Serviços de Ação Social da UA (SASUA) em reabrir também o bar da antiga Reitoria. “Neste caso, o bar já está fechado há algum tempo porque estamos com escassez de recursos humanos. Já lançamos também o concurso em termos de concessão e não tivemos interessados”, afirmou. “Entretanto, decidimos fazer obras de manutenção e a ideia é que aquando da conclusão das obras se reative, novamente, o bar com os SASUA”, explicou.
Bar de Mecânica vai continuar a funcionar “só” como espaço marmita
Atualmente, de acordo com a vice-reitora, a UA dispõe, em funcionamento, de 8 serviços de bar/cafetaria no Campus de Sanatiago: no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA), no Departamento de Química (DQ), no Departamento de Matemática (DMat), no Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT), no Bar da Reitoria, no Bar do Complexo Pedagógico (CP), no Bar do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) e no Departamento de Biologia (DBio).
No que toca ao Departamento de Engenharia Mecânica (DEM), onde outrora funcionou também um bar e, posteriormente, face à pandemia, foi transformado em espaço marmita, Alexandra Queirós garantiu que o objetivo é manter o espaço “só” para as refeições trazidas de casa pela comunidade académica. Neste momento, “estamos a reformular o espaço com novo mobiliário. A ideia é transformar o bar de Mecânica e o bar do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática (IEETA) em espaços só de marmita”, assegurou. Além destes dois espaços, também o Café da Universidade de Aveiro (CUA) vai continuar a disponibilizar um espaço para as marmitas. “A preocupação pela questão das marmitas já vem antes da pandemia (…) A ideia é continuar a reforçar a qualidade alimentar, mas também conseguir responder à comunidade no que diz respeito aos espaços marmita porque tem surgido essa necessidade”, expôs a vice-reitora. “Queremos também reforçar o número de micro-ondas nos diferentes espaços”, apontou.
Recomendações
Estudo da Universidade de Aveiro sugere reaproveitamento de resíduos da pesca
O estudo analisou aparas e restos do processo de corte e filetagem desse peixe, que são normalmente descartados pelas empresas do setor, tendo os investigadores concluído que esses materiais “são fontes valiosas de compostos benéficos”. O estudo aponta para perfis lipídicos distintos entre si, já que os restos resultantes da filetagem contêm maiores quantidades de proteínas e ácidos gordos, como o ácido palmítico e o ácido oleico. Já as aparas destacaram-se pela abundância de fosfolípidos essenciais para a estrutura das células e com múltiplas aplicações industriais. Ambos os subprodutos apresentaram quantidades semelhantes de ómega-3, incluindo ácidos conhecidos pelos benefícios cardiovasculares. O investigador João Monteiro, citado em nota de imprensa da Universidade de Aveiro, explicou que os extratos lipídicos demonstraram uma atividade anti-inflamatória significativa em ensaios laboratoriais. O cientista sublinhou que, embora a pescada-do-cabo seja o caso de estudo, o conceito pode ser aplicado a outras espécies marinhas. “Estes lípidos surgem como uma alternativa sustentável às lecitinas tradicionais, obtidas da soja ou do ovo para uso como emulsionantes, pelo que a utilização destes resíduos permite o desenvolvimento de alimentos funcionais e suplementos nutricionais”, esclarece. Para João Monteiro, a valorização desses resíduos representa também uma oportunidade para tornar a indústria do pescado mais sustentável. “Ao transformar subprodutos em matérias-primas de elevado valor acrescentado, é possível reduzir o desperdício, aumentar a eficiência dos processos produtivos e promover uma economia circular no setor das pescas”, observa. Para além do setor alimentar, aqueles compostos “poderão encontrar aplicação em produtos nutracêuticos, farmacêuticos e cosmecêuticos, graças às suas propriedades bioativas, nomeadamente anti-inflamatórias”. A investigação foi desenvolvida no âmbito do projeto Pacto da Bioeconomia Azul com financiamento de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Participaram no estudo os investigadores do Centro de Estudos e do Mar e do Departamento de Química da UA João Monteiro, Tiago Sousa, Marisa Pinho, Tânia Melo, Pedro Domingues, Ricardo Calado e Rosário Domingues. O trabalho contou ainda com a participação do Departamento de Biologia, do Centro de Espetrometria de Massa e do Laboratório Associado para a Química Verde (LAQV) da Rede de Química e Tecnologia (REQUIMTE) da UA. Em termos externos contou também com a colaboração da Escola Universitária Vasco da Gama, da Universidade de Perúgia (Itália), do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Universidade do Porto.
Joana Regadas toma posse na presidência da AAUAv e diz ser necessário “sair da ilha para ver a ilha”
Foi com o Auditório Renato Araújo lotado, no edifício da Reitoria, na Universidade de Aveiro, que Joana Regadas voltou a tomar posse como presidente da direção depois de ter vencido as eleições da AAUAv com 86,24% dos votos. Apesar do nervosismo, Joana Regadas começou o seu discurso a fazer uma retrospectiva daquele que foi o seu mandato ao longo do último ano. Um capítulo que, conforme descreveu, pautou-se pela “humanização”. “Quando cada uma das palavras, passos e atividades, foi pensada com os estudantes no centro. Quando reconhecemos cada um dos que faz parte desta grande casa, quando expandimos o projeto ‘Tutores por Amor’ e criamos o projeto ‘Amigos por Amor’”, referiu. A atual presidente descreveu ainda que este foi um mandato de “valorização da estrutura”, assim como dos dirigentes, em que “cada um dos estudantes decide ir mais além, quando as propostas discutidas em momentos de formação sobre o Regulamento de Estudos da UA se encontram cada vez mais próximas de verem a luz do dia”. No seguimento, Joana Regadas relembrou ainda, entre outros aspetos, o “restabelecer de parcerias” como com a Câmara Municipal de Aveiro, a “extensão do Dia Nacional do Estudante a uma semana de atividade”, o “Docturando”, a “inclusão de modalidades de desporto adaptado na Taça UA Glicínias Plaza” ou o “mês de integração”. “Em menos de 25 dias contou com 33 atividades, dinamizado exclusivamente por estudantes, com atividades de desporto, de consciencialização de novos hábitos, em que a cultura foi mote de integração, e onde o grande objetivo era todos ‘Fazerem Parte’”, afirmou, apontando também a expansão do Conselho para a internacionalização e a intenção de candidatura aos Jogos Europeus Universitários 2032. Face à exposição, a presidente da direção resumiu o último ano pela palavra “proatividade”. “Assumimos a responsabilidade em pensar nas soluções. Soluções para Aveiro quando lançamos a agenda estudantil para a cidade. (…) Soluções para a cultura, um dos pilares que nos moveu e continuará a mover, com a construção do tão querido DOCA UA, uma visão para a cultura académica até 2036, uma visão não da direção, mas de todos os que fazem parte do Conselho Cultural, uma visão para a universidade e para a região”, vincou. Para falar sobre o futuro da AAUAv, Joana Regadas socorreu-se do escritor José Saramago relembrando que “é preciso sair da ilha para ver a ilha”. Assumiu que é com esse desconforto que avança com o “compromisso de mais um ano”. “Um novo ano, onde a voz de cada um dos 18 mil estudantes da UA continua a assumir o papel de personagem principal, um novo ano não de conformismos, mas de responsabilidade em assumir o desconforto como necessário para o crescimento”, assegura. De seguida, a presidente da AAUAv deixou um conjunto de reflexões que incluíram, entre outras temáticas, o “incumprimento do Plano Nacional para o Alojamento do Ensino Superior”, a “temática assombrada” do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), os “problemas inerentes aos Serviços de Ação Social” ou os “transportes da Região de Aveiro”. Sem esquecer a notícia de há cerca de uma semana que dava conta de um texto assinado por 28 professores contra o uso da inteligência artificial generativa nas Instituições de Ensino Superior, Joana Regadas mostrou “estranheza” com a atitude. “É com alguma estranheza que vemos também ser este um dos meios com mais receio dos avanços tecnológicos, onde docentes pedem a proibição da inteligência artificial, indicando ser esta a razão da transformação dos alunos em, e passo a citar, ‘cretinos digitais’”, exprimiu. “As universidades devem ser espaços de promoção de inovação, não espaços com receio de mudanças. Um ensino centralizado nas formas da avaliação não é centrado na aprendizagem, é um ensino que falha no seu primeiro e principal propósito”, continuou. Apesar de considerar que a UA se tem afirmado como “exemplo em quase todas as áreas”, a presidente da AAUAv deixou também algumas oportunidades de “florescimento” como com a “formalização do Instituto de Ensino e Aprendizagem”, a “aproximação à cidade e à região” ou as eleições para o próximo reitor. “Eleições que serão ainda no modelo antigo, mas que nem por isso devem de ser menos partilhadas com toda a comunidade”, atentou. Tendo como lema “Unidos pela Voz”, Joana Regadas comprometeu-se ainda a ser “audaz”. “A voz que pretendemos usar não se irá fechar dentro dos campi, não se irá fechar dentro das oportunidades óbvias, mas pretende ser audaz, chegar onde ainda não conseguimos projetar, chegar a uma região, chegar a Aveiro, Águeda, Oliveira de Azeméis, a Ílhavo, quer chegar a toda a comunidade intermunicipal da região de Aveiro”, afirmou. “Quer em conjunto com todos os que fazem parte da comunidade UA pensar na região universitária, pensar numa região que cresce com os estudantes, que promove sinergias, que cresce no sentido da simbiose”, rematou. Na cerimónia, Paulo Jorge Ferreira, reitor da UA, admitiu estar com o “coração cheio de alegria” ao se dirigir a todos. “Fala-me mais ao coração porquê? Porque uma universidade é sobretudo o conjunto dos seus estudantes, as vivências desses estudantes e a forma como se consegue posicionar de forma que anunciada e aplaudida proximidade entre a universidade e a região seja também uma manifestação de proximidade com as suas pessoas e com os seus estudantes”, refletiu. À semelhança da presidente da AAUAv, Paulo Jorge Ferreira deixou também algumas palavras do seu discurso para comentar o manifesto contra a inteligência artificial nas universidades. Admitiu ser “avesso a proibições”. “Não devemos temer aquilo que é novo. Devemos sim transformá-lo. Os nossos estudantes não temem o futuro. Os nossos estudantes vão criá-lo e não o podem fazer abstendo-se de usar por decreto ou proibição ferramentas que lá fora na sociedade, no dia a dia, são das mais importantes que temos visto e absolutamente transformacionais para a nossa realidade”, vincou. No seguimento, lembrou que a função de uma universidade pública é servir o “bem público”. “Tem a responsabilidade disso. Se a sociedade usa certas ferramentas é nosso dever e obrigação facultar aos nossos estudantes acesso e conhecimento acerca dessas ferramentas”, argumentou. “Pedir que se proíbam ainda para mais usando uma linguagem violenta e agressiva classificando os possíveis resultados como ‘zombies digitais alienados’ ou ‘cretinos digitais’ não me parece nem digno, nem próprio de uma instituição de ensino superior”, opinou Paulo Jorge, deixando a nota que este tipo de pensamento “nunca vingará” na UA. No seu último discurso de tomada de posse, enquanto reitor, Paulo Jorge Ferreira deixou ainda um agradecimento aos estudantes admitindo que muito do seu percurso foi “marcado pelas interações” que teve com estes. “Tenho também muita admiração por aqueles que tomaram posse como a senhora presidente, Joana Regadas. Tem sido uma grande presidente, uma grande líder e certamente continuará a ser”, afirmou. Dirigindo-se diretamente aos novos estudantes possantes, o reitor da UA comparou a Associação Académica a um laboratório de “cidadania e de democracia”. “Serão pessoas mais completas passando por esse laboratório do que seriam se por ele não tivessem passado. (…) Uma universidade não são só salas de aulas apenas. Não são cadeiras apenas e a Associação Académica pode muito bem ser uma das mais exigentes dessas cadeiras. Aquilo que aprendem nela, ao contrário do que noutras se aprende, fica para a vida”, garantiu. Face à cerimónia de tomada de posse, a AAUAv renovou a sua estrutura com a entrada de 36 novos órgãos sociais.
Projeto coordenado pela UA organiza webinar sobre comunicação de ciência
Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, esta é a segunda série de webinars que acontece no âmbito do projeto “Media For Future”, dedicado a reforçar a comunicação de ciência e o jornalismo climático na Europa. A participação no webinar “Media For Future: Science and Journalism United to Communicate Climate Change”, na próxima segunda-feira, é gratuita e aberta ao público. Está ainda sujeita a inscrição prévia aqui. O projeto “Media For Future” pretende promover uma “cultura de comunicação sobre as temáticas do clima”, envolvendo parceiros europeus que pretendem fortalecer a “literacia climática e da qualidade do jornalismo ambiental”. O projeto é coordenado por Marlene Amorim, professora do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da UA. “O objetivo do projeto é capacitar jornalistas, profissionais e organizações de media para uma cobertura mais atual, clara e fundamentada das temáticas relacionadas com as alterações climáticas, promovendo o diálogo entre ciência e comunicação e contribuindo para uma maior consciencialização pública e ação informada”, lê-se no comunicado. No âmbito do projeto está ainda previsto um conjunto de webinars que irão reunir cientistas, jornalistas e profissionais da comunicação para refletir sobre o papel dos media na resposta às alterações climáticas. “Estes eventos online constituem um espaço de partilha de experiências, boas práticas e desafios, destacando estratégias inovadoras para comunicar as alterações climáticas de forma clara e responsável. Esta visão sublinha ainda a importância dos media na tradução do conhecimento científico e na promoção de narrativas responsáveis sobre o clima”, continua a nota. O “Media For Future” é financiado ao abrigo do programa Erasmus+ da União Europeia e coordenado pela UA. O projeto conta com a colaboração de parceiros de vários países, nomeadamente Alemanha, Áustria, Islândia, Egito e Irlanda. Entre os seus principais objetivos destacam-se o “desenvolvimento de uma Comunidade de Práticas e de um Climate Journalism Hub, no sentido de promover a partilha de conhecimento, a cooperação interdisciplinar e o reforço da comunicação climática”.
UA abre candidaturas a Maiores de 23 anos para licenciaturas e CTeSP
O Concurso Especial para Maiores de 23 anos destina-se a candidatos com 23 ou mais anos. Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, o concurso permite o ingresso em licenciaturas e Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), “valorizando percursos pessoais e profissionais, para quem não concluiu o ensino secundário ou não possui as habilitações tradicionais de acesso”. Para o ano letivo 2026/2027, o processo de candidatura decorre até ao dia 5 de fevereiro, através da plataforma PACO Candidaturas, tendo a inscrição um custo de 50 euros (não reembolsável). A candidatura, segundo a nota, envolve ainda três fases. A primeira fase que se prende com o preenchimento da candidatura; uma segunda fase em que após a avaliação da candidatura, o candidato será informado para realização da prova do conhecimento (exame local) que deverá decorrer de 20 a 30 de abril de 2026 e uma terceira fase onde a aprovação das provas permite avançar para a entrevista, acompanhada da avaliação do currículo. As entrevistas acontecem de 8 a 16 de junho. Concluído este processo, a Universidade de Aveiro explica que os candidatos admitidos podem submeter a sua candidatura às vagas disponíveis, em julho, ao curso que queiram ingressar. As vagas serão oportunamente divulgadas aqui. Para aceder ao Concurso Especial para Maiores de 23 anos, a UA pede ainda um conjunto de documentos necessários, entre eles, a cópia do documento de identificação ou dos documentos comprovativos dos restantes elementos curriculares. Para ajudar na realização das provas de conhecimento, a Universidade vai ainda disponibilizar o curso “Start Exames”. Segundo a nota, este será um curso de preparação para os exames locais de Biologia, Matemática e Português que deverá ocorrer entre “16 de fevereiro e 8 de abril, com inscrições a abrir brevemente”.
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Campanha rodoviária regista 12 mortes e Aveiro é um dos distritos com vítimas
No balanço hoje divulgado, a campanha- realizada entre 20 e 26 de janeiro- registou ainda 708 feridos ligeiros. Com a participação da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP), a operação contabilizou mais 510 acidentes, mais dois mortos, menos 21 feridos graves e menos 279 feridos leves, em relação ao período homólogo de 2025. Os 12 mortos — todos homens — tinham entre 18 e 87 anos. Os 11 acidentes mortais registaram‑se nos distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal, envolvendo três colisões e oito despistes. De acordo com as forças de segurança, durante a campanha foram fiscalizados por radar 5,7 milhões de veículos, dos quais 590 mil pela PSP e pela GNR e 5,1 milhões pelo Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO), o sistema nacional de controlo de velocidade da ANSR. As autoridades fiscalizaram presencialmente 52.954 condutores, contribuindo para um total de 20.363 infrações detetadas, incluindo 8.921 por excesso de velocidade – 8.742 ocorreram em Portugal continental e 179 nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, com 998 detetadas pela PSP e 3 070 pela GNR. A campanha teve como objetivo alertar para os “riscos do excesso de velocidade”, fator responsável por “cerca de um terço das mortes nas estradas portuguesas”. No âmbito da campanha “Viaje sem pressa” foram sensibilizados 616 condutores e passageiros, a quem foram transmitidas mensagens como “quanto maior a velocidade, maior a gravidade de um atropelamento” ou como “manter uma distância de segurança reduz significativamente o risco de acidente”. Esta foi a primeira de 11 campanhas previstas para 2026 no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização (PNF), que este ano mantém os temas centrais de 2025 — velocidade, álcool, dispositivos de segurança, uso do telemóvel e veículos de duas rodas a motor — e acrescenta um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis. As campanhas dos planos nacionais de fiscalização são realizadas anualmente pela ANSR, GNR e PSP desde 2020, com temas definidos a partir das recomendações europeias para cada ano.
Aveiro sob ameaça de “ciclogénese explosiva” na passagem da depressão Kristin
No caso do distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, o IPMA qualificou a situação como “ciclogénese explosiva”, termo utilizado para depressões de forte intensidade, tanto em vento como em chuva. A situação foi transmitida à comunicação social na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras (distrito de Lisboa), pelo presidente desta entidade, José Manuel Moura, por José Ribeiro, segundo-comandante nacional da Proteção Civil, e Nuno Lopes, meteorologista da Divisão de Previsão Meteorológica e Vigilância do IPMA. O estado de prontidão de nível 4 mobiliza os dispositivos de resposta até 100%, “num prazo de 12 horas”, adiantaram, reconhecendo que aguardam um “fenómeno complexo” e “com potencial destrutivo muito significativo”. A nova depressão “vai ter forte impacto no nosso território”, resumiu o presidente da ANEPC, depois de se ter realizado uma reunião extraordinária do Centro de Coordenação Operacional Nacional, esta manhã. Na sequência da depressão “Joseph” foi detetada uma “ciclogénese explosiva”, que “vai intensificar-se rapidamente em 24 horas” e passará por Portugal na próxima madrugada, – com maior impacto entre as três e as seis da manhã, com “vento muito intenso”, podendo as rajadas atingir os 140 quilómetros hora, adiantou Nuno Lopes, não excluindo que “localmente elas possam ser superiores”. O IPMA não consegue identificar o local exato que sofrerá o maior impacto, mas estima que as zonas mais afetadas pela “Kristin” serão o Norte e o Centro e sobretudo o litoral. Ainda assim, o IPMA vai "afinando o local do embate" à medida que a depressão se aproximar, mas "o problema" é que já restará pouco tempo quando esta estiver próxima, porque passará "rapidamente" pelo território. "Não podemos excluir que haja [tornados ou fenómenos semelhantes]", admitiu Nuno Lopes, em resposta aos jornalistas, centrando a atenção no vento. Perante este cenário, a Proteção Civil decidiu estender o estado de prontidão elevado a toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal. A Proteção Civil está em contacto com as entidades que gerem redes e infraestruturas, tendo sugerido que reforcem os operacionais e elevem o seu estado de prontidão. O presidente da ANEPC antecipa que a passagem da nova depressão “vai afetar sobretudo a vulnerabilidade das redes” de transportes, elétrica, etc., apelando à população que garanta “adequada fixação de estruturas soltas”. Em contacto com terra, a ciclogénese explosiva “tem um potencial de estrago, de dano muito significativo, num curto espaço de tempo”, alertou. Durante a tarde, a Proteção Civil vai trabalhar “de forma mais próxima com um conjunto de agentes e entidades, nomeadamente na área do apoio social”, para tentar “antecipar eventuais necessidades de alojamento de emergência de pessoas”.
Teatro Aveirense celebra William Shakespeare com ciclo em fevereiro
Segundo uma nota camarária, a “Trilogia Shakespeare” é composta por três espetáculos de teatro, uma oficina e uma sessão de cinema, numa sequência de iniciativas pensadas para celebrar o poeta e dramaturgo inglês. "Com especial incidência no público jovem, o ciclo inclui sessões especiais para escolas e procura trazer William Shakespeare para os dias de hoje, de forma criativa e original", refere a mesma nota. Pensado para públicos diversos, desde crianças a partir dos seis anos, jovens, professores e público em geral, o ciclo cruza teatro, pedagogia, humor e participação ativa, abrindo espaço para novas leituras das grandes tragédias e dilemas shakespeareanos. O programa começa no dia 02 de fevereiro com “To Be or Not To Be – That’s The Question”, com Cláudia Jardim e Diogo Bento, sendo uma formação para professores, educadores, artistas e outros interessados em novas abordagens de obras clássicas junto dos mais novos. Para o dia 03 de fevereiro está marcado o espetáculo “Hamlet, Sou Eu”, numa sessão exclusiva para escolas, que lança um desafio de descoberta e representação de possíveis cenários teatrais para a história da peça “Hamlet”, com subida dos participantes até ao palco no final. No dia 05 de fevereiro haverá uma nova sessão para escolas, desta feita com “Romeu & Julieta”, que transpõe a conhecida história para o ambiente divertido de uma cozinha. Ainda no mesmo dia terá lugar "William ShakeskKkKKkk", uma conferência performativa em formato de vídeo, de inspiração “tiktokiana”, realizada em torno da biografia do dramaturgo. Por fim, no dia 07 de fevereiro será apresentada a peça “MacBad”, que transforma o clássico “Macbeth” na história de um 'bully', convocando o universo dos videojogos.
Mau tempo: Rio subiu em Águeda mas o sistema de drenagem travou cheias
Enquanto autoridade municipal de Proteção Civil, Jorge Almeida disse à Lusa que o caudal do rio Águeda aumentou de madrugada, o que, antes das obras realizadas, teria provocado inundações na baixa da cidade de Águeda, no distrito de Aveiro. “O que se passou esta madrugada era compatível com a cheia na baixa de Águeda porque o caudal do rio aumentou bastante, mas o sistema de drenagem que montámos funcionou em pleno e na margem direita está tudo tranquilo e seco”, afirmou. Em relação às consequências do temporal no município, o autarca confirmou que o rio Águeda transbordou, galgando a margem esquerda e provocando as “habituais cheias do campo” e o corte de algumas vias. Algumas vias rurais, as ruas do campo, estão encerradas devido a inundações, mas é uma situação normal, tanto nas margens do rio Vouga, como do rio Águeda, quando aumentam os caudais”, referiu. O presidente da Câmara de Águeda deu conta também de que houve um deslizamento de terras que já foi resolvido pelos serviços municipais de Proteção Civil, além de incidentes menores. “Houve uma pequena derrocada na estrada que liga Águeda a Aveiro, em Travassô, em que caiu um talude, mas os nossos serviços já resolveram”, reportou. Em novembro de 2023, a Câmara avançava com a segunda fase das intervenções estruturais de controlo de cheias, enquadradas pelo Plano Geral de Drenagem da Cidade de Águeda (PGDCA) e com o objetivo de beneficiar o desempenho hidráulico do sistema de drenagem. Esta fase repetiu o modelo implementado na baixa da cidade, sendo realizada a poente da EN1 e prevendo a construção ou alteamento dos muros ao longo da Rua 5 de Outubro e Cais dos Judeus. Incluiu ainda a construção da estação elevatória em Paredes, criação de válvulas de retenção e bombas "para forçar a água a entrar no rio", num investimento total de cinco milhões de euros. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 490 ocorrências, entre as 00:00 e as 07:45, relacionadas com o mau tempo, a maioria na Área Metropolitana do Porto e principalmente quedas de árvores. Por causa do mau tempo, estavam às 07:00 de hoje interditas ao trânsito 25 vias nacionais e municipais por inundação ou desmoronamento nas regiões do Norte e Centro, segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR). O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Joseph por Portugal continental, tendo emitido vários avisos. Devido aos efeitos da depressão Joseph, o IPMA colocou os distritos de Aveiro, Porto e Coimbra sob aviso vermelho entre as 03:00 e as 06:00 de quarta-feira por causa do vento forte com rajadas da ordem dos 140 quilómetros por hora (km/h). O Instituto já tinha agravado na segunda-feira para vermelho os avisos devido à agitação marítima e para laranja devido à queda de neve, devido aos efeitos da depressão Joseph na passagem por Portugal continental. Todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por causa do vento forte com rajadas até 80 quilómetros por horas, sendo até 100 nas terras altas, até às 15:00 de hoje e depois na quarta-feira. Os 18 distritos estão igualmente sob aviso amarelo entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira devido à previsão de chuva por vezes forte.