RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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PS acusa CMA de querer “fazer a todo o custo” a obra do novo Pavilhão Municipal

A reunião camarária do Município de Aveiro desta quinta-feira, 6 de fevereiro, ficou marcada, entre outros aspetos, pela aprovação, por maioria, do terceiro concurso público para a construção do novo Pavilhão Municipal – Oficina do Desporto, em Aveiro, com um novo valor base superior a 22 milhões de euros. A proposta teve o voto contra do Partido Socialista (PS).

PS acusa CMA de querer “fazer a todo o custo” a obra do novo Pavilhão Municipal
Isabel Cunha Marques

Isabel Cunha Marques

Jornalista
07 fev 2025, 09:27

No período da ordem do dia, que tinha entre outros pontos de discussão a abertura de um novo procedimento para a construção do novo pavilhão municipal, Fernando Nogueira, vereador do PS pediu a palavra a José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), tendo mostrado desagrado com o aumento de “cerca de 30%” do terceiro concurso público face ao preço inicial [do primeiro concurso] fixado nos 17.4 milhões de euros. “É sabido que o PS votou favoravelmente por considerar que há necessidades reais das coletividades a que a proposta de construção deste pavilhão procura responder, mas é verdade também que na reunião de dezembro relativa à decisão de revogação de contratação do segundo concurso nos questionávamos sobre quais eram os limites aceitáveis para prosseguir com este projeto. E o que verificamos hoje é que o preço base do concurso proposto é já cerca de 30% maior do que o preço base do primeiro concurso e isto começa a parecer-nos (…) que há uma certa insistência num programa que se insiste em fazer… E que ainda por cima numa obra de envergadura é normal (…) que as derrapagens em 20% ou 30% do valor não são tão raras quanto isso e que nos sujeitamos a que no fim o pavilhão acabe nos 23 ou nos 24 milhões”, alertou.

“Por outro lado, sabemos que o mercado reagiu ao preço base do concurso (…) [e que] o preço base que é agora apresentado já é dois milhões acima do valor máximo das propostas não validadas apresentadas, ou seja, isto faz lembrar um pouco a ideia do Rossio”, comparou. “Insiste-se no programa e quer-se fazer a todo o custo”, continuou Fernando Nogueira, sugerindo a Ribau Esteves se não seria de “bom tom” adaptar o programa. O vereador socialista questionou ainda o autarca como é que a nova revisão de preços foi feita já que o índice de revisão de preços em empreitadas, em 2024, era “pouco mais do que 2%”.

Face a isto, Ribau Esteves explicou que quando falamos de “evolução de preços o índice geral não interessa para nada”. “Ninguém liga nada ao índice geral (…) Este fenómeno do crescimento dos preços da construção em Portugal e na Europa vai continuar a acontecer, no mínimo, até ao final do ano de 2026 (…) Alguma vez se pensou que uma obra de duas centenas de milhões de euros do metro de Lisboa ficasse deserta? É evidente que se quer fazer aquela obra e ou se espera x anos para os preços baixarem ou se tem de lançar, outra vez, o concurso com o preço mais alto. Não há volta a dar. Nós já vivemos isto… Lembro-me da obra mais dolorosa que foi a nossa primeira vez neste ciclo político que lançamos um concurso a terceira vez que foi a obra de reabilitação de habitações sociais em Santiago e, obviamente, tivemos de aumentar os valores (…) Isto está a acontecer, vai acontecer, neste tempo, 30% (…) é muito (…), mas nós entendemos que o que está aqui em causa… Esta importância deste pavilhão desportivo que Aveiro inacreditavelmente não tem”, explicou. “Era bem mais importante ter construído esta infraestrutura do que um estádio de futebol, mas entendeu-se que era ao contrário e, portanto, nós entendemos que esta é uma infraestrutura absolutamente capital”, prosseguiu o presidente da CMA, recordando as multifunções que a mesma terá. “(…) Além de ser uma infraestrutura desportiva (…) tem um bar, um restaurante, uma clínica, dois ginásios, área de trabalho para associações desportivas (…) E a capacidade de ser multiuso para que possamos fazer lá dentro eventos de outra natureza como congressos, eventos culturais (…)”, sublinhou.

Relativamente à comparação com o Rossio, o presidente da CMA atirou ao socialista que o partido não consegue “ultrapassar o trauma” da obra, criticando ainda a primeira proposta de Alberto Souto de Miranda, candidato do PS à CMA, em que propunha, entre outros aspetos, a replantação das palmeiras do Rossio. “(…) Essas maluqueiras que andam para aí em alguns socialistas de quererem plantar palmeiras no Rossio…. Duvido muito que vão ter essa possibilidade, mas também podem plantar palmeiras no telhado deste edifício. Quer dizer, hoje a tecnologia permite tudo e, portanto, nessas abordagens ridículas que vocês fazem às nossas obras e querem plantar palmeiras ridículas num sítio absurdo… Também podem vir a plantar palmeiras no telhado até pode dar uma paisagem mais tropical ao edifício (…)”, ironizou.

Ribau Esteves sublinhou ainda que o Rossio foi uma “obra de excelência, que toda a gente gosta dela e que tem tido rentabilidade financeira e social”. “Estamos muito felizes com a obra do Rossio e o nosso povo também mesmo que alguns digam ‘ó,ó,ó’. É um exercício de felicidade coletiva e, portanto, só queremos conseguir ter empreiteiro para começar esta obra (…) para que, obviamente, Aveiro venha a ter aquilo que nunca teve: um pavilhão desportivo com a devida qualidade e com estas multifunções que referenciei há pouco”, frisou.

Após as justificações, Fernando Nogueira voltou a pedir a palavra realçando que o PS não “acompanhará” a proposta e que, por isso, votaria “contra” a mesma.

Já no período de participação do público, um dos cidadãos trouxe, novamente, entre outros tópicos, o tema do Rossio questionando Ribau Esteves relativamente ao balanço de 2024 do parque subterrâneo do Rossio.

Face a isto, o presidente da CMA afirmou que os “balanços dos negócios das empresas são coisas das empresas”. “Portanto, nós temos acesso a alguma informação como entidade concessionária nos termos do contrato, parte dela pode ser tornada pública, parte dela não pode (…) Da parte da Empark estamos para receber o primeiro relatório da informação que eles nos têm a obrigação de dar por o contrato, precisamente, porque fez agora um ano, no passado dia 2 de fevereiro, que o parque abriu. Estamos a fazer esse balanço… Nós com o nosso concessionário e parte dessa informação vamos torná-la pública (…)”, adiantou.

Monumento evocativo à UA na rotunda do ISCA foi ideia da CMA

Ainda durante o período da intervenção do público, Ribau Esteves aproveitou para esclarecer os “disparates” que se dizem, relativamente, ao monumento evocativo à Universidade de Aveiro (UA) que está na nascer na rotunda junto ao Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA-UA). “Aquele monumento foi ideia do presidente da CMA, apresentada ao reitor Manuel Assunção e reapresentada ao reitor Paulo Jorge Ferreira, logo que tomou posse (…) e a ideia que tivemos foi ter na cidade um monumento para evocar a sua universidade numa zona de proximidade da nossa universidade com o espaço urbano (…) Foi uma ideia nossa, propusemos à universidade porque entendíamos que não íamos fazer um monumento contra a vontade da universidade (…)”, sublinhou. “E o gosto foi tão grande da universidade, seja do reitor Manuel Assunção como do Paulo Jorge Ferreira (…) que foi a própria universidade, a sua equipa técnica de marketing e de engenharia civil que fez o projeto (…)”, continuou.

O presidente da CMA adiantou também que houve “muita dificuldade” em arranjar um empreiteiro já que é uma obra “muito difícil”. “(…) É uma peça de oito metros de altura em betão (…)”, disse.

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PS-Aveiro acusa Luís Souto de ter “visão autocrática” e diz que autarca “romantizou o cargo”
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Na entrevista feita pelo Diário de Aveiro, Luís Souto atacou os socialistas por serem “força de bloqueio” ao tentarem “parar tudo” o que diz respeito à governação da Câmara. No entendimento do PS, trata-se de uma “desculpa” sem relação com a realidade e que apenas demonstra o desnorte e a incapacidade executiva do atual presidente da Câmara Municipal”. Sobre a queixa de que os socialistas têm “inundado” os serviços da Câmara com requerimentos, a Comissão Política Concelhia esclarece que só tinham sido feitos três requerimentos: “o primeiro sobre o Auditor externo, prontamente respondido; o segundo, em novembro, sobre a antiga Lota de Aveiro, ainda não integralmente respondido; e o terceiro relativo ao antigo Estabelecimento de Ensino Santa Joana, que teve resposta na semana passada”. “Os requerimentos foram efetuados porque o Presidente da Câmara não respondeu às questões que lhe foram colocadas em reunião de Câmara”, esclarece. Na nota, o PS escreve que os requerimentos não serviriam para “bloquear” os serviços, uma vez que “disponibilizar os processos que lhe são solicitados é um exercício rápido e digital”. No mesmo sentido, acrescentam que “os processos do Município estão devidamente organizados, documentados e prontos para consulta, não só pela competência organizativa dos seus funcionários, mas por cumprimento com exigências legais e de auditoria [...] Acresce ainda que, se por incúria de gestões anteriores, a estrutura se encontra desprovida dos recursos indispensáveis ao exercício transparente e democrático, cumpre corrigir o quanto antes o vício detetado e não persistir no erro”. Os responsáveis socialistas apontam ainda o dedo a Luís Souto por se contradizer ao considerar que “90 por cento dos assuntos discutidos na Câmara Municipal são consensuais”. Apesar de realçar que, das “183” propostas trazidas a reunião neste mandato, o PS só ter votado contra quatro vezes e de se ter abstido nove, não esquecem que há “grandes opções para Aveiro” em que as forças estão em desacordo: é o caso do “Cais do Paraíso, da requalificação dos antigos terrenos da Lota, da decisão estratégica do Pavilhão Oficina, da necessidade de uma nova Escola Homem Cristo e uma ação mais proativa da Câmara Municipal na resolução do problema da habitação”. Assim sendo, o PS entende que, na ótica de Luís Souto, a oposição é uma “grande maçada” e que “a visão autocrática do governo municipal entende-a como um empecilho”. “Os lamentos sobre «litigância» e «bloqueios» [...] leva-nos a admitir que o problema seja muito mais grave: tudo indica que o presidente desconhece o conceito de accountability”, notam. Esta conclusão leva a que os eleitos socialistas entendam que Luís Souto “romantizou o cargo que ocupa ao ponto de acreditar que o mesmo se resumiria a presenças em eventos, ovações constantes e zero críticas [...] A incapacidade demonstrada até à data pelo Sr. Presidente em potenciar consensos, criar pontes e princípios de entendimento, levando-o agora a procurar validar aproximações com parceiros de credenciais sobejamente documentadas [os socialistas referem-se ao Chega, partido com quem Luís Souto disse, na mesma entrevista, que “não tem complexos”], depende apenas de si próprio e da postura entrincheirada pela qual optou desde o início do seu mandato”.

Teatro Aveirense abre convocatória para projeto de dança e leva espetáculos a casas da cidade
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Teatro Aveirense abre convocatória para projeto de dança e leva espetáculos a casas da cidade

O projeto “Percursos pela Arquitetura”, com autoria de Ana Figueira (Companhia Instável), foca-se na interação entre o corpo e o espaço. A convocatória é dirigida a alunos de dança com mais de 15 anos que queiram experimentar a criação de pequenas peças coreográficas em espaços informais. Os ensaios decorrerão na Escola Secundária Homem Cristo entre 6 de abril e 7 de maio, com apresentações finais agendadas para os dias 8, 10 e 11 de maio. As inscrições devem ser feitas através do e-mail [email protected]. Paralelamente, o roteiro performativo “Quando os Anjos Falam de Amor”, de Henrique Furtado Vieira, propõe uma "performance-ritual" inspirada nos Caça-Fantasmas. O espetáculo, que conta com a participação de Catarina Vieira, Leonor Mendes e Sérgio Matias, acontecerá nos dias 26 e 27 de março, às 18h00 e 21h30, e “irá acontecer em quatro casas da cidade e mudar por instantes a vivência doméstica dos seus habitante”. Quem desejar abrir as portas de sua casa para receber esta iniciativa pode inscrever-se gratuitamente pelo e-mail [email protected]. Esta segunda atividade insere-se na programação do Festival END – Encontros de Novas Dramaturgias, do Colectivo 84, que decorre a 26 e 27 de março. O evento contará com diferentes ações, entre as quais um seminário e uma leitura de Teresa Coutinho, uma performance de António Alvarenga, um audiowalk de Michaël de Oliveira e a estreia da peça “hurry up please it’s time”, de Luís Araújo. O festival integra ainda as comemorações do Dia Mundial do Teatro, que o Teatro Aveirense assinala com uma Oficina de Escrita Dramática, do Teatro Nova Europa, entre 24 e 28 de março, e o espetáculo “O Figurante”, protagonizado por Mateus Solano, no dia 28 de março.

Aveiro: JSD responde à JS e também defende criação do Conselho Municipal da Juventude
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Aveiro: JSD responde à JS e também defende criação do Conselho Municipal da Juventude

Foi na passada segunda-feira, dia 2, que, numa nota enviada à comunicação social, a JS-Aveiro apontou o dedo a Luís Souto por, depois de durante a campanha eleitoral ter incluído a criação do Conselho Municipal da Juventude no seu programa, deixar o órgão de fora das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026.  A reação dos jovens sociais-democratas surgiu na tarde de ontem, dia 5, também através de nota de imprensa. Reforçando o compromisso com a criação do órgão, recordam a história deste debate e as posições já tomadas por ambas as partes: em 2018, quando se discutia a “reativação” do órgão, afirmam, o PS, por intermédio da deputada municipal Marília Martins, “defendeu a continuidade do Conselho Consultivo da Juventude”, Luís Souto terá apontado à “necessidade de mecanismos robustos e estruturados de participação juvenil, indo além da mera continuidade do modelo existente e apontando para uma solução mais sólida e enquadrada legalmente”, embora desse nota de que “não se podia “reinstalar” algo que nunca tinha sido formalmente instalado” e criticasse a falta de fundamentação da proposta que chegou à Assembleia. Três anos mais tarde, em 2021, o PS “reconheceu que não poderia falar-se em “reativação” de algo que nunca existira formalmente, passando a propor a sua instalação” e Luís Souto “voltou a reafirmar a importância de reforçar os instrumentos de participação juvenil, recordando medidas concretas já implementadas”. “A coerência é, portanto, evidente. Nunca houve recuo na defesa da participação jovem. Houve, sim, exigência de rigor, de enquadramento legal e de soluções eficazes”, consideram. A JSD-Aveiro aponta ainda que “este não é um tema circunstancial nem de oportunidade política” para juventude e para Luís Souto e referem que o que “interessa aos jovens aveirenses não é a reescrita do passado, nem quem começou ou terminou a ideia, mas sim quem a concretiza no presente para servir o futuro”.

PJ de Aveiro deteve alegado coautor de crimes de roubo, sequestro e furto qualificado
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PJ de Aveiro deteve alegado coautor de crimes de roubo, sequestro e furto qualificado

Fonte da PJ disse à Lusa que o suspeito, de 42 anos, foi detido na quinta-feira no cumprimento de mandados de busca e detenção emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Aveiro. Segundo a mesma fonte, a detenção ocorreu na sequência de uma investigação de um roubo de uma mulher de 86 anos, ocorrido no passado dia 13 de novembro, numa residência em Ílhavo, e que levou à detenção do filho do agora detido. A Judiciária apurou que o homem terá participado com o filho num furto ocorrido numa residência em Vagos, em abril de 2024, onde foram subtraídas joias e relógios em valor superior a 12 mil euros. Os dois estarão ainda envolvidos num roubo e sequestro ocorridos em 14 de outubro passado, numa residência em Cantanhede, em que a vítima foi deixada amarrada, tendo sido subtraída elevada quantia em dinheiro, bem como diversas peças em ouro. No decorrer da operação em causa, segundo a PJ, foram apreendidos vários objetos de ourivesaria e relógios que se relacionam com o furto ocorrido em Vagos e com o roubo e sequestro ocorridos em Cantanhede. O detido, pai do coautor já em prisão preventiva, vai ser presente às autoridades judiciárias, na comarca de Aveiro, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

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Dia do Estudante: AAUAv planeia semana a pensar nos estudantes deslocados a culminar em ida a Lisboa
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Durante a última AGA, a única intervenção no ponto de “Outros Assuntos” coube a Leonor Lopes, estudante que nas últimas eleições para os órgãos sociais da AAUAv encabeçou a lista derrotada à direção. Dirigindo-se a Joana Regadas, a estudante questionou sobre o que estava a ser pensado pela Associação para o Dia Nacional do Estudante. Na mesma senda, deu nota de que o grupo de estudantes em que se insere - o mesmo que se candidatou no passado mês de dezembro - se estava a organizar para mobilizar estudantes para a ida a Lisboa e sugeriu uma reunião com a direção da AAUAv para articular o plano de ação.  Por seu lado, a presidente da direção comunicou que, à imagem do que já aconteceu no último ano, é intenção da AAUAv organizar uma semana dedicada às comemorações, desta feita com foco na “experiência do estudante deslocado”. Já a ida a Lisboa vai acontecer, mas Joana Regadas explicou que a comunicação ainda estava a ser pensada junto das restantes associações académicas, de forma a apresentar uma voz una dentro do movimento estudantil nacional. Perante as críticas de que a as divulgações das saídas à rua têm sido “tardias”, a dirigente explicou que ainda está a ser definida “a história que queremos contar” e disse que só se avançaria quando as organizações de todo o país estivessem em consonância. Joana Regadas também aceitou a ajuda dos colegas e afirmou que “nunca dizemos que não a ajuda extra”. Em entrevista à Ria, a dirigente explicou que, na mobilização a Lisboa, os estudantes têm “que saber em que moldes [vão] e o que é que querem em concreto”. “Não queremos ir apenas por ir, mas ir com algum significado e com algo que consigamos que possa ser mudado. Ou, pelo menos, alertar para a necessidade de mudança [...] Primeiro estruturar o pensamento e depois comunicar para toda a gente perceber porque é que nos deslocamos”, explica. A presidente da direção da AAUAv deu ainda nota de que, para o Dia Nacional do Estudante, já foi solicitada uma reunião com todo o movimento estudantil por Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, e por Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Juventude e Desporto.

Iniciativa da Universidade de Aveiro leva comunidade académica a plantar “perto de mil árvores”
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Com a iniciativa “Linhas Vivas!”, a Universidade de Aveiro reúne estudantes, docentes, investigadores, pessoal técnico, administrativo e de gestão e antigos alunos da UA para “reflorestar o terreno ardido da Carvalha, outrora monocultura de eucalipto, com 18 espécies diferentes de árvores e arbustos autóctones”.  No total, explicam os responsáveis, são quase 8 mil metros quadrados de terreno onde serão plantados sobreiros, carvalhos-alvarinhos, medronheiros, murtas, azenheiras, castanheiros, alecrins, loureiros e azevinhos, entre outras espécies. De acordo com a bióloga Milene Batista, antiga aluna da UA e membro da BioLiving, quando a floresta já estiver num estágio de desenvolvimento mais avançado e equilibrado, “estas plantas poderão beneficiar diversas espécies de fauna, entre insetos, como a borboleta-do-medronheiro, aves, como o pisco-de-peito-ruivo e mamíferos, de que é exemplo, o esquilo-vermelho. Todos poderão encontrar alimento e refúgio na área”. Na nota, a bióloga adianta que o bosque “ajudará também a proteger o solo da erosão, a absorver e reter melhor a água, prevenindo cheias, a capturar e armazenar dióxido de carbono, e a melhorar a qualidade do ar, água e solo, criando ainda uma barreira sonora da autoestrada que se encontra ao lado”. A saída no dia 11 está marcada para as 14h00 do edifício da Reitoria e a chegada prevista para as 17h30 ao mesmo local. A revista “Linhas”, publicação semestral da Universidade de Aveiro, dirigida pelo reitor e a cargo dos Serviços de Comunicação, Imagem e Relações Públicas, surgiu em abril de 2004 para ser um “veículo especial de comunicação com os antigos alunos da academia, empresas e outras instituições parceiras”. Dos 44 números publicados, houve quatro edições especiais: três dedicadas aos 50 anos da Universidade e uma dedicada à sustentabilidade.

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Na primeira sessão do julgamento, em que responde por um crime de tráfico e outras atividades ilícitas, o arguido confessou os factos de que está acusado, negando apenas que vendia a droga. Perante o coletivo de juízes, o arguido admitiu que fez apenas o transporte da droga que se destinava a outra pessoa. O arguido, que se encontra em prisão preventiva, já possui antecedentes criminais pelo mesmo tipo de delito, tendo sido condenado em 2022 a uma pena suspensa de cinco anos de prisão por tráfico de estupefacientes. A acusação do Ministério Público (MP) refere que o arguido foi intercetado em 14 de maio de 2025, em Vila Nova de Gaia (Porto), a conduzir uma viatura de luxo que continha no seu interior mais de 125 quilos de canábis (resina), correspondendo a 667.121 doses individuais. A maior parte da droga estava acondicionada em várias embalagens que se encontravam distribuídas por nove sacos em serapilheira. O arguido transportava ainda nas mesmas circunstâncias cerca de dois quilos de cocaína, correspondendo a 7.878 doses individuais, que se encontravam acondicionadas num saco plástico. No mesmo dia, foi realizada uma busca à residência do arguido, em Albergaria-a-Velha, tendo sido apreendidas 704 doses individuais de canábis. O MP refere que o arguido destinava as substâncias estupefacientes à sua venda a consumidores de droga, contra a entrega e recebimento das correspondentes quantias pecuniárias.

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A Sanjoanense vai ser a anfitriã da segunda edição da ‘final four’ da Taça WSE feminina de hóquei em patins, a decorrer em 11 e 12 de abril, em São João da Madeira, anunciou hoje a organização. A prova decorre no Pavilhão dos Desportos e as duas meias-finais disputam-se no sábado dia 11 de abril, entre Sant Cugat-Voltregà, ambos emblemas espanhóis, e entre Sanjoanense e as alemãs do Cronenberg. A final está marcada para o dia seguinte, a partir das 15:00. Portugal recebe pelo segundo ano consecutivo a ‘final four’ da Taça WSE feminina, depois de em 2025 a fase final ter decorrido em Oliveira de Azeméis e o troféu ter sido conquistado pela anfitriã equipa da Escola Livre. Sábado jogam-se as meias-finais - primeiro, pelas 14h00, entre os espanhóis de Sant Cugat e do Voltregà; depois, entre a Sanjoanense e a formação alemã do Cronenberg, pelas 17h00 - e a final fica reservada para domingo - entre os vencedores das meias-finais, pelas 15h00.