RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

Universidade

AAUAv apela à participação de estudantes na manifestação em Lisboa no Dia Nacional do Estudante

A Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) vai marcar presença, em Lisboa, no dia 24 de março, Dia Nacional do Estudante, para participar na manifestação “Não Recuamos - Gratuitidade Já!” que iniciará às 14h30, no Rossio e que culminará na Assembleia da República. Até ao dia 19 deste mês, a AAUAv tem ainda um formulário a decorrer para os estudantes da Universidade de Aveiro (UA) que se queiram juntar à concentração.

AAUAv apela à participação de estudantes na manifestação em Lisboa no Dia Nacional do Estudante
Redação

Redação

11 mar 2025, 16:28

Em entrevista à Ria, Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv começou por referir que este é um “dia simbólico” e que “tem de ser celebrado”, salientando que a manifestação deste ano, em Lisboa, teve como gatilho a possibilidade de “descongelamento das propinas” em 2026. “É algo com o qual nós não nos identificamos…. Queremos o oposto, nomeadamente, a diminuição progressiva das mesmas. [No fundo],queremos aproveitar este dia para mostrar o descontentamento geral da comunidade estudantil”, explicou.

Além da presença da AAUAv, nesta concentração, a presidente da direção garantiu que quer ainda levar, este ano, o “maior número de estudantes possíveis” da UA. “Nós temos um formulário onde as pessoas se podem inscrever para requisitar o transporte e nós asseguramos a ida e a vinda de regresso a Aveiro. O ponto de encontro será na reitoria da UA e a hora prevista para a saída não está 100% fechada, mas em princípio será por volta das 10h00, que é para chegarmos lá com o tempo”, realçou.

Para tal, os interessados em participar na manifestação terão de realizar a inscrição até ao dia “19 de março” num formulário próprio disponibilizado através das redes sociais da AAUAv. O mesmo pode ser acedido aqui.

Joana Regadas adiantou também à Ria, que além da participação nesta concentração, a AAUAv vai promover “algumas dinâmicas” pelos vários campi da UA, ao longo da semana do 24 de março, com “momentos de alerta para algumas das questões que impedem atualmente um acesso ao ensino superior e equalitário”.

A manifestação do Dia Nacional do Estudante 2025 visa reivindicar um Ensino Superior mais acessível, com propinas justas, apoios financeiros adequados, melhores condições de alojamento e maior atenção à saúde mental dos estudantes. Inspirada na luta de 1962 pela liberdade académica, a mobilização busca garantir igualdade de oportunidades e uma educação de qualidade. A concentração vai contar com a participação das várias associações estudantis.

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UA celebra este mês os 60 anos do programa ‘Cinco Minutos de Jazz’ de José Duarte
Universidade

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“São os 60 anos do programa do programa ‘Cinco Minutos de Jazz’ que começou em 1966, exatamente, no dia 21 de fevereiro. Foi o programa de rádio mais longo da história da rádio em Portugal. Teve algumas interrupções, nomeadamente, na altura do 25 de abril. (…) Começou na Rádio Renascença e acabou na Antena 2”, começou por contextualizar à Ria Susana Sardo, docente no Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da UA. No seguimento, Susana recordou ainda que José Duarte- que faleceu em 2023- foi o responsável pela criação do Centro de Estudos de Jazz na UA. “Nós criamos o Centro de Estudos de Jazz, após a doação do cervo dele à Universidade de Aveiro. Achamos que era muito importante fazer-lhe esta homenagem”, frisou. Sem antecipar aquele que será o programa do dia 21 de fevereiro, Susana Sardo adiantou apenas que a conversa contará com personalidades que “continuam a ter um papel importante na divulgação do jazz em Portugal”. “[Vamos contar com a presença de] alguns críticos de jazz como o António Curvelo que foi o único crítico de jazz contratado pelo jornal, o Leonel Santos que é o diretor de um grande blog de divulgação de jazz, o Ivo Martins que é o curador da exposição que está, neste momento, no Centro de Estudos de Jazz que se chama “Corpo e Alma”, o Nuno Catarino que é o diretor da jazz.pt, o Pedro Tadeu que é um vice-diretor do Diário de Notícias, músicos de jazz como Carlos Azevedo, Paulo Perfeito…”, revelou. Recorde-se que, tal como noticia a UA, José Duarte mantinha uma relação próxima com a Universidade onde foi também docente. A instituição acolheu a coleção de “fonogramas, filmes, vídeos, imagens fotográficas, manuscritos, entre outros documentos de José Duarte, coleção que foi determinante na fundação do Centro de Estudos de Jazz, em 2007”.

“Ainda estamos sem luz”: Comunidade UA relata dificuldades e Universidade e AAUAv unem-se no apoio
Universidade

“Ainda estamos sem luz”: Comunidade UA relata dificuldades e Universidade e AAUAv unem-se no apoio

João Martim é atualmente estudante de Engenharia Biomédica na UA. Conversámos com ele através de uma chamada telefónica. Estava em Aveiro. Optou por ficar cá, em vez de regressar à sua terra natal [Leiria], não por opção, mas por ser a única alternativa possível dadas as circunstâncias. “A rede rodoviária em Leiria foi completamente destruída. Só agora é que estão a montar um centro rodoviário rápido para permitir o acesso à cidade. Além disso, se fosse de autocarro, chegaria a Leiria sem conseguir comunicar com os meus pais, porque não há rede móvel. Não teria quem me fosse buscar nem forma de falar com eles”, contou João, acrescentando que também não há eletricidade, nem água, onde reside. “Por isso, faz sentido ficar em Aveiro, não teria lógica ir para casa”, reforçou. O estudante revelou ainda que tem acompanhado a situação através das redes sociais. “Tem sido a minha fonte de informação…. Falar com os meus pais só passado dois dias e de uma forma muito breve”, admitiu. Ainda assim, nos últimos dias, tem conseguido estabelecer contacto com estes, já que ambos trabalham fora da área de residência e têm ainda a ‘sorte’ de morar perto da “base aérea”. “Os meus pais passados uns dias souberam que havia rede e falaram de lá [base aérea] comigo também”, lembrou. Sem previsão de quando poderá regressar a Leiria, João Martim afirmou estar à espera do restabelecimento da eletricidade. Demonstrou ainda preocupação por não poder vir a exercer o seu direito de voto na segunda volta das eleições presidenciais, marcada para este domingo, 8 de fevereiro, caso a situação não seja resolvida até lá. “Nem essa situação sei como vai ser porque há pessoas desalojadas… O sítio onde ia votar acho que foi destruído, por isso, não sei muito bem como vai decorrer o processo”, admitiu, realçando que não se inscreveu no voto antecipado “por não contar que isto acontecesse”. “Gostava de ir a casa este fim de semana para ver como as coisas estão e ajudar no que pudesse… Felizmente, a minha casa não teve muitos prejuízos, mas tenho colegas que chove dentro do quarto, da sala, e que estão em situações piores. Queria ir lá para tentar perceber, mas, por outro lado, também me custa”, admitiu João. Longe de casa, o estudante lamentou ainda a falta de notícias nos primeiros dias, considerando que a informação disponibilizada 'ficou muito aquém' das necessidades da população. “Quando consegui falar com os meus pais eles disseram-me que não havia notícias nenhumas na rádio… Não sabiam onde se tinham de dirigir, o que é que tinham de fazer e que a informação não foi disseminada. É como se tivesse sido uma coisa normal, mas foi uma tempestade muito grande. (…) Tenho colegas que, possivelmente, vão ficar desempregados porque as empresas em que eles trabalhavam vão fechar e muitas casas estão completamente destruídas… Há muitas pessoas que vão ter de começar do zero”, lamentou. Inês Silva, estudante do curso de Línguas e Relações Empresariais e vogal da direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro, falou connosco também por telefone. Ao longo da conversa, por vezes, entre pergunta e resposta, a rede falhava. Encontrava-se em casa, em Pombal, naquele momento, prestes a preparar o almoço. Inicialmente, começou por descrever à Ria que vive a cerca de dez a 15 quilómetros da cidade, entre Pombal e Soure, e que continua sem eletricidade. “Uma semana depois ainda estamos sem luz e a rede é escassa… Por algum milagre estou a conseguir estar no telefone. O meu pai conseguiu arranjar um gerador e, mais ó menos, quatro ou cinco horas por dia conseguimos ligar o gerador graças ao gasóleo e vamos tendo luz para, pelo menos, aquecer o cilindro da água e tomar banho com água morna”, descreveu. Enquanto estudante, Inês admitiu que a dinâmica tem sido “desafiante”. “Principalmente agora estando dentro da direção da AAUAv porque existem muitas reuniões… Há muita coisa para orientar e para organizar, tendo em conta que ainda estou a tentar entrar dentro do ritmo, porque é o primeiro ano, dentro da AAUAv, e é um bocadinho difícil acompanhar esta mudança”, apontou, reconhecendo ainda o apoio da Associação Académica. “Mandaram-me logo mensagem a perguntar se precisava de alguma coisa, se estava tudo bem, se me conseguia deslocar… Estamos todos disponíveis uns para os outros e isso também é bonito de se ver”, refletiu. Sobre o seu ‘novo’ dia-a-dia, Inês Silva apontou que tem vivido com “muitas restrições”, passando grande parte do tempo em casa. “Os meus pais já estão a trabalhar, retomaram o trabalho na segunda-feira, porque, na semana passada ainda não havia luz para retomarem a atividade laboral. Neste momento, estou em casa a sós com a minha irmã e o nosso dia-a-dia limita-se a isto…”, descreve. “De manhã, a gente entretém-se a ler, com os animais, ao almoço fazemos o comer, e depois quando há necessidade tentamos limitar as viagens à cidade porque estamos a tentar poupar para o gasóleo para o gerador e como a minha mãe já se desloca mais para a zona de Pombal ela é que trata de fazer as compras uma ou duas vezes por semana”, continuou. Tal como João Martim, a estudante apontou críticas à informação que chegou às populações, considerando que esta foi “insuficiente”. “Os avisos da tempestade não foram levados a sério o suficiente e acho que agora era importante não nos focarmos só na cidade. Por exemplo, as mobilizações até Leiria, à beira do estádio é tudo muito bonito, mas acho que é importante as pessoas não se esquecerem das pessoas que ficam sozinhas e que estão muito limitadas nas aldeias, idosos, principalmente, ficarmos todos um bocadinho sensibilizados e ter um bocadinho de noção daquilo que é o impacto”, atentou. “Se esta tempestade tivesse acontecido na hora de ponta, durante o dia, as pessoas não estavam preparadas para aquilo que iria ser”, opinou. Foi a partir da casa dos sogros- uma moradia situada numa zona mais central- que Pedro Almeida, professor do Departamento de Comunicação e Arte na UA, falou com a Ria. Residente também em Leiria, conta que só na manhã de segunda-feira, 2 de fevereiro, voltou a ter abastecimento de água. “Estamos sem luz. (…) Não tenho comunicações. Mesmo com as baterias carregadas também tenho de recorrer aos meus sogros que só tiveram luz na passada sexta-feira”, relatou. Quanto aos prejuízos provocados pela passagem da depressão, o docente adiantou que, felizmente, a sua habitação não sofreu danos materiais significativos. “A minha casa não tem telhado de telha e, nesse sentido, preservou. Vivo numa zona mais rural e, portanto, muitas árvores à volta foram abaixo, mas nenhuma sobre a casa. Posso dizer que para além de ter ficado sem água, luz, (…) não tive coisas significativas, mas à volta há muitos estragos”, descreveu. Também o acesso a bens essenciais foi condicionado. “Há alguns supermercados que já têm geradores… Já quando foi do apagão mantiveram-se a funcionar. Havendo um stock básico em casa deu para gerir… No primeiro e segundo dia eram filas gigantes. Não havia comunicações, portanto, não se podia pagar com o cartão”, recordou. “Fui comprar pão e tinha umas ‘moeditas’ e foi o que deu para comprar”, partilhou entre risos. Enquanto docente, Pedro Almeida referiu que a última deslocação à Universidade de Aveiro aconteceu na passada quinta-feira. “Na quarta-feira não pude ir (…) porque estive a resolver as coisas de casa e dos familiares. Havia também dificuldades em me deslocar com muitas estradas cortadas…. Na quinta-feira, acabei por conseguir ir parte do tempo… Tinha umas apresentações”, explicou, admitindo que aproveitou também para carregar o carro elétrico. No seu caso, a nível profissional, reconheceu ainda que a sua situação acabou por ser mais flexível, uma vez que já trabalha habitualmente em regime híbrido. “Como vivo na zona de Leiria já faço uma parte relevante do meu trabalho à distância. Nesse sentido, e agora como estamos em altura de avaliações, de exames, de preparação do segundo semestre, não há aulas… As coisas tornam-se um bocadinho mais fáceis”, admitiu. “Desde que tenha luz e comunicações…”, acrescentou. Relativamente ao apoio do Departamento no qual leciona, Pedro Almeida sublinhou a disponibilidade demonstrada pelos colegas. “Houve o contacto da diretora do meu departamento, conversámos e, naturalmente, mostraram disponibilidade para ajudar no que fosse necessário”. Apesar de ainda não ter eletricidade em casa, o docente afirmou que previa regressar a Aveiro já esta terça-feira, 3 de fevereiro. “As coisas estão mais ó menos estabilizadas apesar de não ter luz”. Pedro Lages mora na Marinha Grande. Na hora em que o contactámos, também por telefone, partilhou que se encontrava “em regime de voluntariado” a ajudar na limpeza e na reconstrução de algumas das “telhas” que se partiram na pré-escola dos seus filhos. Segundo relata, “as escolas foram afetadas, não está a haver aulas, e a previsão é que não existam aulas esta semana”. Ao contrário do docente, o atual provedor do estudante da Universidade de Aveiro revelou que, até ao momento, a situação do abastecimento de água continua por resolver. “No centro da Marinha, em determinadas zonas, temos eletricidade e as comunicações foram restabelecidas, provisoriamente, através de antenas que foram colocadas pelas empresas de telecomunicações. (…) Não há é água, nem existe nenhuma forma. As casas não estão a ser abastecidas para banhos, nem para máquinas de lavar, etc. Tudo tem de ser feito de forma provisória e de forma arcaica”, sublinhou. No que diz respeito à alimentação, Pedro Lages garantiu que, no seu caso, a situação tem decorrido de forma “normal”. “No meu caso, em particular, e das pessoas que nos rodeiam, tínhamos alimentos em casa para algum tempo. Sem eletricidade nós vemos essa função comprometida porque as casas hoje têm essas matérias todas eletrificadas. Ainda há algumas casas que não e que recorrem a gás, mas no meu caso particular foi aí que tive algum apoio da casa de familiares. (…) Em termo de disponibilidade alimentar ainda não se sente falta. (…) Os supermercados também estão a abastecer, de forma condicionada, a alimentação”, explicou. Pedro Lages acrescentou ainda que, até ao momento, não conseguiu deslocar-se nem à empresa onde exerce funções, nem à Universidade de Aveiro. “Na quarta e na quinta-feira tive de me deslocar para conseguir ter comunicações e reportar a situação que estava a acontecer e para dar cumprimento a temas urgentes. (…) Tento manter contacto com os estudantes por via email”, reparou. No que toca à UA, em declarações à Ria, Alexandra Queirós, vice-reitora para a Cultura e Vida nos Campi, admitiu estar a acompanhar a situação e a avaliar soluções em conjunto com a AAUAv. Uma das propostas em cima da mesa passa pela criação de um plano de reabilitação de casas nas zonas mais afetadas, em articulação com o Departamento de Engenharia Civil, à semelhança do que aconteceu com o projeto “Habitação Solidária VIDA”, no verão passado. Também em entrevista, Sandra Soares, vice-reitora para a Inovação Pedagógica, referiu que está a ser equacionada a prorrogação dos prazos de inscrição para a “escolha de horário e das opções livres”. “Como a primeira fase da escolha de horários decorreu simultaneamente com a situação de calamidade que ocorreu e porque sabemos que vários estudantes não se encontram em Aveiro, e vários deles estão nas zonas afetadas, o nosso entendimento é que a segunda fase devia ser estendida”, notou. Nesse sentido, Sandra Soares adiantou que a universidade ia avançar com um despacho ainda esta segunda-feira. “Mesmo com essa indicação, vamos ter de adiar um pouco o início da alteração do calendário da escolha de opções livres porque elas não podem decorrer em simultâneo”, explicou. “Vamos também, junto das unidades orgânicas, apelar à possibilidade de poderem abrir mais vagas”, continuou. No seguimento, acrescentou ainda que, “dos dados da primeira fase” da escolha de horários, a comparação feita com os anos anteriores indica que os números não deverão ter sido significativamente mais baixos. “São equivalentes, mas ainda assim achamos que, na eventualidade de alguém não ter conseguido fazer este ajuste, era importante dar este sinal à comunidade”, adiantou. Também do lado da AAUAv, Joana Regadas, presidente da direção, frisou estar a par da situação. À Ria, apontou que está, neste momento, a decorrer uma recolha, integrada no movimento estudantil nacional, na Casa do Estudante e no Café da Universidade de Aveiro (CUA), de “material de construção e de material médico”. Segundo a dirigente, “dos relatos que vamos conhecendo dos estudantes que estão nas zonas afetadas é o que consideram ser mais essencial e também do material médico dado aquilo que tem sido uma tentativa da população de alguma forma de arranjar os estragos de uma forma preliminar e que tem resultado em bastantes ferimentos”. A entrega do material recolhido será feita em articulação com os municípios mais afetados. Relativamente ao prazo da recolha, Joana Regadas esclareceu que a AAUAv não definiu um dia para a data máxima de entrega, estando “dependente das necessidades identificadas pelos municípios mais afetados já que iremos trabalhar a par com eles”. Contudo, adiantou que “pelo menos, nas próximas duas semanas estaremos a fazer recolha dos diversos materiais”. Tal como Alexandra Queirós, a presidente da AAUAv reiterou ainda que, a “longo prazo”, estão a ser pensados “programas de ação” para o período do verão, focados na reconstrução de residências. O objetivo passa por “possibilitar que os estudantes, de forma voluntária, possam ajudar na reconstrução das habitações e nos edifícios que são de domínio público”.

AAAUA prepara exposição sobre 35 anos de história e apela à participação de antigos alunos
Universidade

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Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, a intenção de avançar com a exposição surgiu ainda na gala do aniversário da AAAUA que decorreu no dia 5 de julho de 2025, na Reitoria da UA. Segundo Pedro Oliveira, presidente da Direção, “esta é uma forma de contar a história da Associação, com base nos objetos das diferentes fases e projetos da AAAUA, desde a sua fundação”. O representante recorda ainda que com a mudança da sede, em 2025, há uma “inventariação mais clara do nosso espólio, que constituirá a base da exposição”. Neste caso, o curador da exposição será Luís Almeida, primeiro presidente da direção da Associação e sócio honorário. Citado na nota, o curador mostrou-se com “entusiasmo” com o convite, salientando a oportunidade que esta exposição representa ao dar relevo ao trajeto da Associação. “A exposição será um momento de reencontro e celebração, contando com a colaboração de todos na recolha de testemunhos que possam enriquecer o nosso espólio”, afirmou. No comunicado, a AAAUA apela ainda a todos os antigos estudantes que tenham “fotografias, cartazes, jornais, recortes, t-shirts, canetas ou outro material de merchandising, relativo a estes 35 anos”, para que façam chegar essas memórias, através do email [email protected], entregando diretamente na sede, localizada no Edifício 1 (antigos galinheiros) ou através de correio. A recolha das contribuições decorrerá até ao dia “13 de março” de forma a possibilitar a seleção e inventariação final a tempo da abertura da exposição, que será “inaugurado no início de julho de 2026”.

Equipas da UA garantem fase final nacional em basquetebol feminino, andebol masculino e feminino
Universidade

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Com a qualificação para a fase final, a equipa de basquetebol feminino da UA dá um passo rumo ao heptacampeonato universitário na modalidade. De acordo com o treinador João Balseiro, o balanço desta segunda jornada concentrada é “positivo” e o foco agora passa pela revalidação do título nacional. O responsável aponta que o histórico recente da equipa universitária de Aveiro traz um “acréscimo de responsabilidade” para as atletas, mas salienta que, como já estão habituadas a estar nestes palcos, “torna-se mais fácil”. Não obstante, João Balseiro não deixa de ser cauteloso: “Não podemos pensar nesse objetivo se não abordarmos cada jogo como uma final”. No andebol masculino, o treinador Fernando Leite também deu nota de uma boa jornada, que começou com um embate difícil contra os estudantes da Universidade de Coimbra (UC). Depois de estar a perder por cinco golos, o técnico explica que alterou o sistema defensivo e a equipa acabou a ganhar por apenas um golo. Após vencer também os estudantes da Universidade da Beira Interior (UBI), a equipa da UA garantiu a passagem à próxima fase. Fernando Leite acredita que “se conseguir juntar todos os atletas que fazem parte da UA e que têm qualidade para participar na fase final”, o título é uma possibilidade. Recordando que os aveirenses já estiveram em duas finais sucessivas, mas sempre saíram vencidos, o técnico afirma que, desta vez, a equipa pode ser mesmo candidata ao título. José Rodrigues, técnico do andebol feminino, conta que a sua equipa chegou a esta jornada com uma “missão ingrata” e “sem margem de erro”. Para chegar à fase final, a equipa teria de vencer a UBI e a UC, antevendo que o confronto com as atletas da Universidade do Minho (UM) ainda não estivesse ao alcance das aveirenses. Se, contra a equipa da UBI, a partida foi mais acessível, contra as atletas da UC o jogo foi decidido “no último segundo”, com a vitória a sorrir à turma liderada por José Fernandes. Com estes resultados, beneficiando de um alargamento de equipas que acedem à fase final da competição, a equipa da UA carimbou o passaporte para Viseu e volta a tentar lutar pelas medalhas. O técnico recorda que, no último ano, a fase final foi “gratificante” e que a UA acabou em terceiro lugar. Agora, José Fernandes afirma que pode haver duas ou três jogadoras que ainda “podem aparecer” na fase final e, se o grupo estiver completo, o objetivo é fazer “mais e melhor”. José Fernandes deu ainda uma nota de apreço pela organização da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), que rapidamente conseguiu arranjar uma alternativa ao Aristides Hall. O pavilhão, segundo explica, esteve indisponível devido à humidade, pelo que a competição teve de passar para o Centro Desportivo de São Bernardo.

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Manuel Tur leva “Class Enemy” ao Teatro Aveirense para refletir sobre o ensino
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Passados 48 anos desde a estreia do espetáculo “Class Enemy”, de Nigel Williams, o encenador Manuel Tur volta a pegar na peça para a levar ao Teatro Aveirense. Em entrevista à Ria, o encenador explica que o espetáculo gira em torno da escola enquanto espaço de revolta e de reflexão sobre a sociedade. “Esta sala de aula, que é onde estas personagens passam o espetáculo todo, é realmente uma espécie de reflexo, de símbolo, do que é a sociedade que se vive cá fora”, exprimiu. Apesar de o espetáculo partir de uma peça original inglesa, Manuel Tur referiu à Ria que houve uma preocupação em “descontextualizar” esta escola. “Não há nunca nenhuma referência de cidade nem de sítio, mas percebemos claramente que esta escola está no centro do que pode ser um lugar menos abastado”, referiu. “Eu não gosto de lhe chamar bairro social porque acho que isso é muito redutor e ao mesmo tempo faz com que se crie uma espécie de preconceito de que o bairro social vai tendencialmente criar marginais e vândalos… Mas percebemos que estas personagens nesta sala e nestas escolas estão num contexto socioeconómico mais baixo.  É um bocadinho o espelho do que se passa fora”, pormenorizou. Quanto às razões que o levaram a voltar a trazer este espetáculo a cena, o encenador sublinhou o facto de a peça ser “brutalmente atual”. “Primeiro porque eu acho e porque, principalmente, com os resultados que tivemos nas últimas eleições presidenciais e que desembocaram nesta segunda volta que esperemos que não tenha um final tão extremista e tão triste como inicialmente se previa... Acho que cada vez mais é importante que se debata e reflita a escola, a educação e o sistema. O sistema de ensino, o sistema de inclusão e de exclusão social”, refletiu. Sem desvendar demasiado sobre o que o público poderá esperar, Manuel Tur revelou que a peça se centra em “seis personagens que estão encerrados dentro de uma sala de aula”. “A certa altura, percebemos que estão quase barricados também, ou seja, eles gritam por ajuda o tempo todo, metaforicamente, a esta figura do ensino e do conhecimento, mas cada vez que algum professor chega para os ensinar esse professor é aterrorizado, maltratado e acaba por ser expulso”, conta. “Estas personagens são muito simbólicas (…) do que é esta sociedade também”, completa. Relativamente à estreia no Teatro Aveirense, o encenador destacou que este espetáculo assinala um regresso à cidade dos canais, onde tem apresentado regularmente o seu trabalho desde 2017, com peças como ‘Mulheres de Tráfico’ ou ‘20 de Novembro’. “Desde 2017 que me tenho debruçado um bocadinho mais sobre estas temáticas, mas principalmente sobre o facto de acreditar que o teatro ainda tem alguma função política e de alerta de consciência. Portanto, o teatro como pedra de arremesso e isto sem qualquer tipo de presunção. O Teatro Aveirense tem sido um parceiro muito regular nesse sentido”, afirmou. O encenador mostrou-se, por fim, expectante com aquela que será a receção do público. “Como artistas temos sempre um ego para alimentar, mas temos também expectativas que são geradas à volta dos trabalhos que vamos fazendo e este trabalho é muito particular (…) porque é um trabalho de um coletivo muito especial, de um grupo de gente que se juntou num momento particular. É um espetáculo muito feliz apesar de ser violentíssimo”, referiu. “Apesar de ter 1h50, é um espetáculo que tu vês de estômago apertado o tempo todo, mas o próprio tempo vai passando muito mais rápido do que acreditamos. Isto são palavras das pessoas todas que viram aqui no Porto nestas duas últimas semanas”, refletiu. A peça estará no Teatro Aveirense no dia 13 de fevereiro e tem o custo de 5 euros. Os bilhetes podem ser adquiridos aqui

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Numa nota publicada na sua página na internet, a Câmara refere quea organização do Carnaval de Estarreja decidiu adiar o Carnaval Infantil para sábado, 14 de fevereiro, às 14h30, no Sítio do Carnaval. A decisão surge nasequência da declaração da situação de calamidade decretada pelo Governo até 8 de fevereiro, alargando-a um conjunto de municípios da região de Aveiro, onde se inclui Estarreja. "Para o município de Estarreja e para a Associação de Carnaval de Estarreja, a prioridade máxima é a segurança de todos os envolvidos neste desfile, reforçando a salvaguarda das pessoas e a segurança pública, pois estão previstas condições meteorológicas adversas para o dia do evento", refere a mesma nota, adiantando quehaverá lugar à devolução de bilhetes, caso não possam comparecer na nova data.

Detido suspeito de provocar incêndio em moradia em obras em Ovar
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Em comunicado, a PJ de Aveiro esclareceu que o homem, que foi detido com a colaboração da GNR, ter-se-á introduzido ilicitamente numa moradia em obras, na freguesia de Maceda, ateando fogo em diversos materiais de construção. "O incêndio, ateado através de chama direta, foi detetado do exterior, quase no seu início, tendo sido imediatamente combatido por populares e, de seguida, pelos bombeiros locais, não assumindo assim proporções de relevo", refere a mesma nota. Ainda segundo a Judiciária, a atuação em causa "foi potenciada por um quadro de alcoolismo", existindo já antecedentes criminais por crimes de incêndio e referências policiais recentes por atos de vandalismo. A PJ refere ainda que o detido vai ser presente às autoridades judiciárias, na comarca de Aveiro, para aplicação das devidas medidas de coação.

Habitação: Luís Souto volta a apelar à libertação do quartel da GNR em reunião com deputados do PSD
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Segundo o texto enviado pelos sociais-democratas, o presidente da CMA colocou a habitação no centro das prioridades. Como já tinha sugerido em campanha, Luís Souto voltou a referir-se à intenção de libertar o antigo quartel que agora alberga o comando distrital da GNR para transformar o “quarteirão num núcleo habitacional de tipologia mista”. A Câmara Municipal garante que se disponibiliza para criar condições que permitam a reinstalação da guarda em nova localização “mais consentânea com as suas missões e em edifício moderno adequado às atuais exigências desta força de segurança”. Também na habitação, Luís Souto defendeu a “quebra de tabus” para, em sede de revisão do PDM, “alargar as zonas de construção, por exemplo, ao longo do traçado do caminho de ferro ou nas franjas de aglomerados urbanos servidos de diversas infraestruturas”. Na reunião, a autarquia pediu a intervenção dos deputados social-democratas para que o antigo centro de saúde mental de São Bernardo passe a propriedade do Município. O objetivo, afirma, é criar uma centralidade urbana com diversidade de serviços que responda a diversas necessidades. Da mesma forma, a Câmara Municipal também quer reaver as instalações ocupadas pelo Tribunal Administrativo e Fiscal, que pretende ver alocadas à atividade cultural. Luís Souto referiu ainda a intenção de ampliar o centro de congressos pelo seu “enorme potencial de crescimento” e deu nota de que a deslocalização do centro de emprego abriria portas ao alargamento do espaço para congressos da antiga Fábrica Campos. O processo que envolve o alargamento do Hospital de Aveiro também foi abordado, tal como o Eixo Aveiro-Águeda – um projeto que, diz a Câmara Municipal, “está bem encaminhado […], estando numa fase final o processo de expropriações”.